10 de Dezembro de 2009

©The darling child, pela mão da fofa da menina limão

8 de Dezembro de 2009

Viver num país (quase) nórdico

não é só encontrar Jimmy Choo's 37 duas semanas depois, mas acabar de marcar na minha agenda uma reunião para dia 6 de Dezembro de 2010.

Autotrófico

Ando a pensar adquirir um ser vivo para a minha casa. Tendo em conta que não ladra, alguém sabe um truque para o manter nesse estado? De preferência menos vago que regar, que até aí também eu consigo chegar, embora não com grande regularidade.

7 de Dezembro de 2009

Copenhaga

Jimmy Choo for H&M

Vantagens de se calçar o 37 em países nórdicos. Agora só tenho de aprender a andar com eles. Ou então ponho-os em cima da cómoda como objecto decorativo.

6 de Dezembro de 2009

I'm a head turner in CPH

Literalmente. E apesar da minha amiga R. ser má e achar que é por ser baixinha, e que a minha girice não explica tanta atenção, especialmente quando vestida de astronauta, eu por mim vou continuar a viver na ilusão de que sou extremamente gira e exótica na dinamarca, com o meu ar de bonequinha andaluza, sendo essa a razão de tanta atenção da parte do sexo oposto. E ai de quem me venha dizer o contrário, que eu sou feliz assim.

(chegaram a meter conversa comigo directamente em espanhol. não percebo, como se eu não passasse perfeitamente por dinamarquesa...)


Sinceridade


via Sara, daqui.

3 de Dezembro de 2009

Daqui.

2 de Dezembro de 2009

Bem, e agora vou fazer a mala

1 de Dezembro de 2009

Relativismo cultural

Absolutamente encantador.

E o casamento gay?

Será que já anda a ser discutido nos países árabes?

Ai ai, e a interrupção voluntária da gravidez (já no islão é muito incentivada)

Sempre que faço referências aos crimes praticados contra as mulheres em nome da religião, especialmente o islamismo, lá vêm 400 virgens ofendidas apontar que não é assim em todo o lado, e uma coisa é o Islão outra é o fundamentalismo islâmico, e que o islamismo era uma religião muito mais tolerante no tempo das cruzadas, e olha a inquisição blá blá blá whiskas saquetas, como se os crimes do passado devessem servir para desculpar os do presente, e ai ai, olha que a Turquia não é a Arábia Saudita - oh, a sério? -, como se eu fosse atrasadinha mental e não vivesse num país onde, ao contrário de Portugal, existe uma comunidade islâmica gigante, onde se vê véus a dar com um pau, mesmo na universidade, e nem tivesse amigas turcas ou iranianas. Tenho, e sim, sei que é diferente, obrigada. Se vierem das grandes cidades, claro, porque se vierem lá da aldeia, cuidadinho se andarem sozinhas na rua à noite, não vão levar um enxertozinho de porrada só para aprenderem a ficar em casa como mulheres decentes, como aconteceu ainda há uns tempos. Depois do primeiro atestado de ignorância, como se eu não tivesse visto os mesmo documentários, passam ao previsível desenrolar de paralelismos do cristianismo contra a dignidade da mulher, que sim, também não é propriamente uma religião feminista, mas assim de repente gostava que me dessem exemplos de países ocidentais de maioria cristã onde as seguintes práticas fofinhas são consideradas normais nos dias que correm, que me estou bem cagando para o que acontecia há quatrocentos anos:

- Mutilação genital
- Lapidação
- Chibatadas
- Burka

E se alguém me vier dizer que para entrar na igreja também se tem de tapar os ombros, juro que não respondo por mim.

30 de Novembro de 2009

Eu, preconceituosa, me confesso


Não simpatizo com a religião muçulmana. Toda a subjugação da mulher, as burkas, os véus, as chibatadas, as mutilações, as lapidações, a obediência, o andar 3 metros atrás do seu dono, perdão, marido, tudo isso me causa tanta, mas tanta aversão, que por mais que racionalmente entenda que o voto suiço contra a construção de minaretes revela xenofobia e obstrução à liberdade religiosa, não consigo, emotivamente, insurgir-me contra ele. Porque a verdade é que, por mim, não se contruia mais um caralho dum minarete no mundo inteiro enquanto as mulheres não deixassem de ser escravas e vítimas da religião na qual tiveram o azar de nascer. Mas sim, eu sei que isto não é bonito de pensar, e muito menos de se dizer.

(aliás, devo ser a pessoa mais anti-burka e véu da bloga a seguir à Rititi, com quem concordo integralmente neste aspecto. e sim, por mim também proibia os véus e essa coisada toda)

28 de Novembro de 2009

How does legalized gay marriage affect your relationship with your wife?



roubado descaradamente do Jugular

27 de Novembro de 2009

Sabem aquela sensação de querer dizer que não mas não poder?

Hoje há jantar do Sinterklass com o pessoal do laboratório. Um colega ofereceu-se para organizar a coisa em casa dele, mas apesar dos sorrisos amarelos ninguém teve coragem de dizer que não. O rapaz é uma jóia, o único problema é a namorada ser uma animal freak, e como tal albergarem na sua casita todo o tipo de animais fofinhos, desde ratazanas a tarântulas. Eu até sou uma pessoa de mentalidade aberta, mas confesso que estar na mesma casa que uma tarântula, não sei quantos gatos, ratos e répteis em geral - acho que andavam a pensar comprar uma cobra - é coisa que me faz um bocadito confusão.

Adenda: afinal ainda não havia répteis, que ainda não compraram a cobra de água, mas havia insectos, mais precisamente grilos, para alimentar a tarântula que está num aquário quadrado enfiado na estante expedit, entre livros e bibelots. Um dos momentos altos da noite foi quando alguns colegas resolveram ir brincar com as ratazanas e tirá-las da gaiola - pessoal que testa em animais é assim - fazendo com que metade da população feminina ficasse à beira de um ataque de nervos, embora os gatos, esses, estivessem completamente relax, coisa nunca antes vista por estes olhinhos. Em breve, umas fotos.

Amigas, o que seríamos nós sem elas?

Anna Friel

Luna: Conheci um fofo no curso que trabalha no piso abaixo do meu.
R: Nice, não havia de ser tudo mau.
Luna: Estivemos horas a falar na primeira noite, mas no dia seguinte trocou-me pela croata.
R: E o que é que lhe disseste na primeira noite para o assustar?

Afinal não

É muito raro achar piada a um homem, e, geralmente, quando acontece, é porque já bebi uns copos e as pessoas começam subitamente a parecer mais interessantes e mais bonitas, como o alemão que me esteve a monopolizar durante umas duas horas, e que até é giro e potencialmente you know what, e até me animo a pensar que aconteceu um milagre e até consigo desculpar os dois anos a menos, e nem me parece completamente estúpido, até ao dia seguinte, quando começo a reparar que é demasiado cocky, que usa dois anéis, que está a fazer o mesmo à croata, e que afinal não.

23 de Novembro de 2009

Bem, e agora vou fazer a mala

Que vou passar a semana desterrada nessa linda terra chamada Noordwijk, pertinho da praia, enfiada num hotel para um curso para doutorandos. O hotel, ouvi dizer, é bonzinho e tem uma piscina jeitosa. Interior, claro está. So see you later.

22 de Novembro de 2009

I hate Bella


descoberto através do do facebook de um amigo. Muito bom texto. E aquela Bella é capaz de ser a personagem mais irritante que apareceu nos últimos anos do cinema.

Amor à ciência

Tenho uma mancha avermelhada no braço, feia, seca, com ar de eczema ou micose, ou qualquer dessas doenças de pele, tipo tinha, de que as pessoas fogem com medo de contágio. Não é nada disso. É derivada de "tape striping", isto é, remoção da parte superficial da pele, o stratum corneum, com fita cola, para em seguida medir a perda de água trans-epidérmica. Acho que vou começar a fugir de cada vez que colegas meus apareçam extrememente sorridentes no meu office a perguntar: "tens 20 minutos livres para servires de voluntária à investigação científica?". E pensar que fiz de graça aquilo que pessoas normais são pagas 150€ para fazer...

(já me candidatei ao in vivo a pagar. podem usar o outro braço. 30 contos ainda são 30 contos, e assim como assim, são só umas 40 fitas-cola)

21 de Novembro de 2009

Mas afinal, o que é que fazes?

Esta pergunta é geralmente seguida de uma pausa, na qual o estudante de doutoramento tenta rapidamente pensar numa maneira de explicar o que faz de modo a que o seu interlocutor possa entender. E desengane-se quem pense que isso acontece apenas com quem não é de ciências, pois embora seja ligeiramente mais fácil explicá-lo a quem trabalhe em áreas semelhantes, os temas são geralmente tão específicos que mesmo entre nós sentimos dificuldade em entender-nos. Mas talvez porque acredite que a divulgação científica é necessária, que mostrar e explicar o nosso trabalho é importante, e porque creio que mesmo quem não trabalhe no meio poderá entender as linhas gerais, proponho-me o exercício de tentar explicar aquilo que quase sempre falhei fazer entre amigos e familiares. Felizmente, não trabalho em investigação fundamental, coisa que tornaria este trabalho muito mais difícil.
As respostas são muitas, e podem variar entre o simplista e heróico, embora pouco verdadeiro, como "estou a tentar encontrar a cura para o cancro", a respostas detalhadas, demasiado específicas e de díficil compreensão, como "estou a desenvolver um sistema particulado biodegradável para entrega de vacinas compostas de péptidos antigénicos para imunoterapia de cancro" - traduzir isto para português é o pior -, ou ficar-me pelo meio termo, mais acessível, mas ainda assim explicando o essencial, e que consiste em dizer que "estou a trabalhar no desenvolvimento de uma vacina terapêutica contra o cancro do colo do útero".
É neste momento que algumas pessoas perguntarão: mas não existe já uma vacina contra o cancro do colo do útero? A resposta é sim e não. O que existe é uma vacina - ou melhor, duas, a Gardasil e a Cervarix - contra o vírus do papiloma humano (HPV), que é a maior causa de cancro do colo do útero. Mais precisamente, contra os tipos 16 e 18, responsáveis por cerca de 70% dos cancros. No entanto, sendo estas vacinas contra o vírus, elas serão apenas eficazes antes de existir infecção, ou seja, antes da mulher ter contacto com o vírus, que é transmitido por via sexual. Ou seja, grosso modo, a probabilidade de se ter já sido infectada aumenta com o número de parceiros sexuais, pelo que a vacina faz mais sentido em mulheres que ainda não iniciaram a vida sexual, sendo essa a principal razão para ser recomendada para a faixa etária dos 12 aos 26 anos.
Já a vacina que estamos a tentar desenvolver destina-se a combater o cancro em si, ou seja, as células cancerosas, ou pré-cancerosas, infectadas por HPV. Aquando da infecção, o vírus provoca alterações nas células cervicais, causando lesões que podem degenerar em cancro. Frequentemente, os cancros induzidos por HPV têm no seu genoma celular sequências de DNA viral, nomeadamente as sequências E6 e E7, designadas por oncogenes, e que são responsáveis por promover o crescimento do tumor e inibir proteínas supressoras de tumores, como a p53. E a "nossa" vacina é composta por péptidos que cobrem toda a sequência das proteínas E6 e E7 de HPV16, com o intuito de fazer o sistema imunitário reconhecê-las como "perigosas" e desta forma reagir contra as células que as expressam, matando-as.
Este projecto consiste em duas partes interligadas, sendo que a minha parte consiste no desenvolvimento farmacêutico, enquanto a outra parte consiste na avaliação imunológica e é feita por outro estudante de doutoramento no hospital universitário. O meu trabalho propriamente dito é tentar encapsular estes péptidos em nanopartículas constituídas por um polímero biodegradável, que serão posteriormente revestidas de ligandos específicos para certos receptores celulares das células dendríticas que irão desencadear a resposta imunitária, sendo esta última avaliada in vitro e in vivo pelo meu colega imunologista. E, se tudo correr bem, e chegarmos à formulação certa, no fim teremos uma vacina pronta para entrar em ensaios clínicos. E pronto, muito resumidamente, é isto.

Novas datas


TALK SHOW
Rui Horta
Portugal
26, 27 e 28 de Novembro 2009 | November 26th, 27th and 28th
Blackbox | Montemor-o-Novo | 21h30



Talk Show
(até se apagar o corpo)

Talk Show é uma obra para quatro intérpretes e duas colunas de som. Um questionamento sobre o corpo enquanto sistema comunicante e sobre o seu desaparecimento ao longo da vida no território maior da sua evidência, o amor.

Um homem e uma mulher falam um com o outro à frente de uma plateia. As suas linguagens são simultaneamente a voz e o corpo. Falam de tudo e sobretudo através dos seus corpos, depositário do tempo, testemunhas de uma longa viagem. O corpo é a nossa única propriedade. Tudo o que realizamos tem a sua medida, tanto no espaço como no tempo.

Talk Show é um road movie do corpo. Uma viagem onde a memória se inscreve no decifrar do passado e no momento do ajuste de contas, face ao futuro. Um exercício de curiosidade e inquietude perante o desconhecido.
Quando o corpo se apaga , o que resta?

Coreografia | Espaço Cénico | Desenho de Luz e Multimédia:
Rui Horta
Música Original: Tiago Cerqueira
Textos: Rui Horta e Tiago Rodrigues
Intérpretes: Adriana Queiroz, Miguel Moreira, João Martins, Beatriz Pereira.
Multimédia: Guilherme Martins
Programação Multimédia: Rui Madeira
Apoio Dramatúrgico: Tiago Rodrigues
Direcção Técnica: Nuno Borda de Água
Co-produtores/ Co-production: Centro Cultural de Belém, O Espaço do Tempo, Centro Cultural Vila Flor - Guimarães, Teatro Nacional S. João - Porto, TEMPO - Teatro Municipal de Portimão, Teatro de Laboral - Gijón

Foto: Roberta DabDab/ Parte do projecto "I carry your heart, I carry in my heart"

INFORMAÇÕES E RESERVAS - 266 899 856 | 913699894 - anacarina.paulino@oespacodotempo.pt



Mais informação aqui. E não se esqueçam, se forem, no fim, cheguem-se ao pé do rapaz atrás do mac e espetem-lhe um beijo meu. Bem, se calhar é melhor mandarem só, que ele pode ficar a pensar que são psicopatas.

20 de Novembro de 2009

E o bom tempo que faz aqui na Holanda?

Budapest cycle chic

Com que então, Portugal ganhou à Bosnia?*

Vamos lá mudar de assunto antes que a comunidade transatlântica das louras lusófonas se una revoltada contra mim, acusando-me de lourofobia. Mais um tema fracturante da sociedade, patrocinado por esta vossa criada.

*qualquer semelhança com uma referência iconográfica blogosférica, não é pura coincidência.

18 de Novembro de 2009

Identidade?

- Olá, eu sou a Maria, tenho 27 anos e sou professora.
- Olá, eu sou a Joana, tenho 30 anos e sou loura.

Está um vendaval que não se pode

Ventos entre 40 e 80 km/h. Até tive de levar a bicicleta pela mão uma parte do caminho, e mesmo assim estava a ver que voava.