24 de Outubro de 2014

Story of my life


(só que no meu caso não é só o professor, é mais ou menos toda a gente)

20 de Outubro de 2014

Sobre a grande desconversa da semana

Por exemplo a mim também me chateia estar a provar roupa e ter de levar com os maridos das outras no hall dos provadores quando me quero ir ver ao espelho grande e ver se as calças me ficam bem no rabo, por exemplo. Ou quando ando a escolher soutiens. Se não estão a comprar roupa para eles, o que vão ali fazer? Se calhar também se "proibia" a entrada de homens nas lojas de roupa feminina, especialmente nas de lingerie. E nos cabeleireiros. E nas esteticistas. E no ginecologista. Eu certamente ficava mais à vontade. "Ah e tal, mas vão acompanhar as mulheres", temos pena, que fiquem no carro à espera.




("ah e coiso, se entra uma mulher muda logo a conversa", pois então se calhar até é uma coisa boa, que se uma pessoa se envergonha do nível da conversa que está a ter, se calhar não devia estar a tê-la seja com quem for.)

9 de Outubro de 2014

Repost: O conceito "pessoa mais asquerosa do mundo vs Bóbi" para totós

Aqui num post abaixo refiro-me à da frase do Daniel Oliveira que tanta celeuma tem causado como sendo infeliz, mas não por ser incorrecta, que não é.


O problema da frase é que ao exagerar propositadamente as características humanas e animais nos exemplos dados, nos provoca uma reacção emocional e pessoal relativamente a ela, impedindo-nos de a perceber o seu significado a nível abstracto, como princípio ético universal, em vez de a lerem como "o meu Bóbi ou o Hitler" ou melhor ainda, "o Daniel Oliveira defende os pedófilos". O que a frase deveria dizer é que qualquer vida humana deverá valer mais do que a de qualquer animal, o que implicitamente diz exactamente a mesma coisa, mas fere menos a nossa sensibilidade. E não se trata de religiosidade - Tolan, desculpa lá - mas puramente de ética.

E isto porque não se pode começar a relativizar nem subjectivizar o valor da vida humana, ou temos o caldo entornado, que como diz a Izzie, começamos a ter a ter seres humanos dispensáveis, e num ápice voltamos Auschwitz. Isto porque deixar a avaliação do valor da vida humana a cargo de sentimentos pessoais  é perigoso, já que a forma como cada um avalia o valor de outro ser humano (e seu consequente grau de asquerosidade) pode depender de coisas como raça, sexo, religião, classe social, forma de vestir ou orientação sexual. E se se começa por pesar o "Bóbi ou o Hitler", se calhar depois passa para o '"Bóbi ou o chinês", ou o "Bóbi ou o homem do talho que cheira mal" e por aí adiante. Ou, como até já li por aí, até há quem diga sem vergonha que mais facilmente salvaria os seus animais do que desconhecidos (e nem sequer é preciso serem desconhecidos violadores), pelo que, obviamente, não se pode pôr nas mãos do indivíduo a avaliação do valor de uma vida humana sobre a de um animal, já que para algumas pessoas basta serem desconhecidos para valerem menos. Desconhecidos esses que podemos ser nós, os nossos pais, os nossos irmãos, ou mesmo os nossos filhos. E como tal, parte da sociedade estabelecer o valor da vida humana, independentemente do indivíduo concreto, independentemente de julgamentos pessoais, e que por princípio deverá estar sempre acima de qualquer animal. Até porque não dá para distinguir o melhor do pior dos seres humanos só de olhar.


(E se mesmo assim for preciso dar exemplos: numa casa a arder, entre salvar uma pessoa ou um cão, um bombeiro deverá sempre salvar a pessoa, sem antes lhe ir verificar o cadastro.)

Inicialmente publicado a 15/01/2013

6 de Outubro de 2014

Ironias pós férias

O autor do segundo* blog mais sexista da blogosfera explicar condescendentemente às feministas o que é o básico do feminismo, caso elas nunca se tivessem apercebido.

(não sei o que é a velha guarda, mas as que conheço informadas e lidas, pensam no assunto há muito tempo e a nenhuma é estranho o tópico, que é discutido com regularidade na literatura sobre igualdade)


*o primeiro é escrito por uma mulher.

15 de Setembro de 2014

Férias SOS

Uma das grandes vantagens de não se ter filhos é poder tirar férias fora da época de férias obrigatórias para quem os tem na escola, podendo evitar as enchentes e desfrutar da calmaria e praias vazias no (quase) sempre quente fim de Setembro. Claro que, sendo pessoa de muita sorte, este ano o tempo tinha de nos trocar as voltas, e pumbas, chuvinha prevista para toda a semana que iremos passar no Alentejo. Precisamos, portanto, de um plano B.

Ora digam-me lá, leitores amigos, o que há para ver, visitar, comer, beber, em resumo, o que fazer em vez de ir à praia ali pelos arredores de Odemira?

1 de Setembro de 2014

27 de Agosto de 2014

Coisas que m'apoquentam #3

Lojas sem preços dos produtos visíveis. Ainda hoje entrei e saí de uma perfumaria por causa disso.

25 de Agosto de 2014

Coisas que m'apoquentam #2

Sexta-feira passada andei por Lisboa a passear com um amigo holandês e namorada alemã. Entre ofertas de coca e haxe, foi abordado 11 vezes na rua, ao ponto de já se começar a rir às gargalhadas nas últimas vezes, com os tipos a afastarem-se, desconcertados com a reacção. Um dia, 11 vezes. 

(eu fui abordada 0 vezes, parece que é uma espécie de caça ao loiro)

13 de Agosto de 2014

Coisas que m'apoquentam

Cá por coisas frequento quase diariamente uma papelaria/quiosque/tabacaria de uma terra pequena. Aquilo ao que vou é uma única transacção rápida, mas quase sempre tenho de esperar na fila bastante tempo, devido ao volume de euromilhões, raspadinhas, e outros jogos da sorte que os clientes à minha frente vão processar. Hoje, estive uns bons 10 minutos à espera de ser atendida, com uma única cliente à frente a processar inúmeros totolotos ou lá o que é, mais raspadinhas e a comprar mais, até que depois de um prémio de 4€ ainda pagou mais 18€ pelo resto, sendo alguém que, enfim, ganhará pouco mais do que o ordenado mínimo. E sem me querer imiscuir onde o pessoal gasta o seu dinheiro, ganho com o seu trabalho, era o que faltava, mas não tendo eu hábitos de jogo, a verdade é que fiquei ali a matutar se será normal uma renda de cerca de 20€ semanais para gastar em algo hipotético. E depois lembrei-me do BES e do BPN e tudo começou a fazer sentido.

23 de Julho de 2014

Publicidade não encapotada


Os Planeta Fluffen já são conhecidos aqui do blog, e volta e meia pedem-me que os ajude a divulgar os seus espectáculos, desta feita um espectáculo cómico de solidariedade, "Pulgas e Carriços", com a participação do Ricardo Carriço, a decorrer no Teatro Villaret no dia 1 de Agosto, como parte do festival de comédia Villari-te 2014. 

 Durante o ano 2014 o grupo de comédia musical Planeta Fluffen comprometeu-se com o Teatro Villaret em organizar uma série de espectáculos em que a bilheteira reverterá totalmente para diferentes instituições de solidariedade. Neste caso, todos os lucros reverterão para a Associação Confluência, associação que promove a cultura, a arte e todas as formas de expressão da língua portuguesa. 

O espectáculo decorrerá pelas 21:30 no palco principal do Teatro Villaret. 

 Link para bilheteira

Sabem aquela coisa da publicidade encapotada?

"Esta iniciativa consiste em colocar um link do nosso cliente (grupo XXXXX que opera no mercado de jogos online) no artigo a publicar no seu site. 

Este artigo tem que permanecer activo por, pelo menos, 12 meses (sem necessidade de ficar na página principal ou de ter qualquer tipo de destaque). 

O link que segue no artigo tem que ser “follow” e o artigo nao pode ter qualquer referencia a post patrocinado, publipost, guest post, post convidado, post pago, patrocinado, publieditorial ou semelhante."


Excerto de um mail recebido hoje.