Quarta-feira, Maio 14, 2008

Ingenuidades

Serei a unica pessoa com mais de quinze - quinze, queres enganar alguem? - doze anos que ate ontem nao sabia que existia um youporn?

Sabores

Uma das maravilhas de se viver numa cidade com uma diversidade cultural imensa, e poder experimentar sabores de todo o mundo. Assim, desde que ca cheguei, ja visitei uma mao cheia de paises e suas cozinhas: americana, mexicana, cubana, peruana, brasileira, havaiana, chinesa, japonesa, tailandesa, vietnamita, indonesia, indiana, persa, mediterranica, italiana, francesa e espanhola. Acho que ainda so nao fui mesmo foi a um restaurante portugues.

Terça-feira, Maio 13, 2008

Sobre o plágio



Um texto a ler na integra no Controversa Maresia, pois claro.

Concertos ineditos

Bem, a resposta e dificil se considerarmos apenas os futuros, uma vez que ja tenho o papo cheio este ano, mas considerando os que queria ver e vi, os que nao esperava ver e vi, os que ainda vou ver, e aqueles que eu queria ver e nao vou ver, aqui vao:

Vistos:

Jose Gonzalez
Cat Power
Lura
The Swell Season
Portishead
Goldfrapp
Prince
Roger Waters
John Buttlet Trio
Vampire Weekend
The National
Jens Lekman
Kraftwerk
Gogol Bordello
I'm from Barcelona
Duffy

A ver:

Feist
Thievery Corporation
Bebel Gilberto
Seu Jorge
Beirut

Snif:

Amy Winehouse
Dave Matthews Band

Segunda-feira, Maio 12, 2008

Sinto-me blogoexcluida

Eu nao vi os globos de ouro.

Sexta-feira, Maio 09, 2008

WTF?

Pior do que ter algo meu escrito no perfil de uma página de Hi5, é vê-lo escrito com kapas.

Quinta-feira, Maio 08, 2008

Juro

eu ate ja encontrei coisas minhas em paginas pessoais do hi5! Onde e que isto para?

Eu ainda tento dar o beneficio da duvida...

e avisar as pessoas da desonestidade que praticaram, que talvez nao o tenham feito por mal, esperando que facam a coisa certa e revelem a fonte ou apaguem o post copiado. Mas ha quem consiga passar dos limites da desonestidade, e em vez de apagar o post em questao, ou referenciar o seu autor, opte apenas por apagar o comentario em que digo que quem escreveu aquilo fui eu. Como se isso apagasse o facto de me ter plagiado. A lata que esta gentinha tem nao para de me surpreender! Alguem me sabe dizer que posso fazer em relacao a isto?

Quarta-feira, Maio 07, 2008

Mais uns

Há tempos criei um blog meio secreto, num registo que não o meu, e que abandonei pouco depois, exactamente por ser um registo que não o meu. Uma certa fragilidade emocional, ou uns devaneios pseudo-românticos, não interessa, depressa deixaram de fazer sentido e começaram a parecer um pouco ridículos. Para mim. Pelos vistos não para outros.

Luna, 4 de Setembro de 2006: Tua?
Utopicpenballet, 15 de Abril de 2007: E eu ainda tonta...
Tati e amigas especiais, 2 de Agosto de 2007: Pegas-me na mão...

Luna, 17 de Agosto de 2006: Escondidas
Janne, 7 de Novembro de 2007: Escondidas

Luna, 16 de Agosto de 2006: Pause
Utopicpenballet, 15 de Abril de 2007: Deixemo-nos ficar assim...
meia-dose-de-sonhos, 18 de Abril de 2007: Meia dose de esperança

Luna, 1 de Setembro de 2006: Anda cá
Sleeping Angel, 14 de Março de 2008: Chega-te a mim...
tantodemim, 13 de Março de 2008: Chega-te a mim...
Tati e as amigas especiais, 4 de Agosto de 2007: Chega-te a mim...
Ni, 28 de Marco de 2007: Mais
Verinha, 30 de Marco de 2008: Chega-te a mim...

Olhem, ando assim a modos que estupefacta.

Vergonha na cara

Depois de descobrir mais uma mao cheia de plagios, a senhora plagiadora acabou com o blogue. Sobre o sucedido, nem uma palavra. Desde ontem os comentarios passaram a ser moderados, talvez pensando assim poder esconder o que fez. Hoje apagou o blog, finalmente. Esqueceu-se foi deste aqui, onde estao os mesmos textos copiados em duplicado. Nao consigo perceber o que faz alguem copiar descaradamente textos de outrem, especialmente quando muitos sao tao pessoais. Enfim, mais um triste episodio "horas perdidas".

Terça-feira, Maio 06, 2008

Não estou

Um dos maiores problemas da era das telecomunicações passa por as pessoas assumirem logo, no momento em que não atendemos o telemóvel, que morremos ou estamos em coma profundo e ligados às máquinas no hospital. A liberdade que supostamente nos trouxe é largamente suplantada pelas preocupações.

Dever cívico?

Hoje, durante as minhas habituais leituras matinais, deparei-me com este texto da Charlotte. Ora, se por um lado, humanamente, me reconheço nas questões levantadas e nas suas preocupações, e não, não é aceitável que um quinto da população portuguesa viva em condições de pobreza, do ponto de vista ideológico ou político não posso estar completamente de acordo. E talvez nisto resida um pouco a razão de eu ser de esquerda. É que nas maravilhas do capitalismo, da oferta e da procura, das leis do mercado e da competitividade, há sempre aqueles pobres coitados que nunca mas nunca serão competitivos, que nunca mas nunca serão os melhores em nada e que perderão sempre em tudo. E o que é que a sociedade faz a essas pessoas? Na natureza a coisa é resolvida facilmente: os mais fracos morrem e pronto. Temos muita pena quando vemos a gazela que corre menos a ser apanhada pelo leão, mas paciência, é a lei da selva. No entanto, aqui no mundo dos humanos, a coisa é um bocadinho mais complicada. O que se faz a esta gente? Dizem-me os amigos de direita: aí é que entra a caridade. Parece-me bem. Só há um problema: e se as pessoas não quiserem ser caridosas? Passeando por downtown e passando pelas centenas de detritos humanos que dormem em caixas de cartão e comem do lixo gerados por esta sociedade, uma das mais ricas do mundo, creio poder dizer que a caridade não é, de todo, suficiente. E aqui entra o conceito de voluntariado como dever cívico. Perecer-me-ia muito bem, se todo o conceito de voluntariado não assentasse exactamente no facto de ser dependente da vontade. E impondo o voluntariado ou a caridade como obrigação, ambos deixariam de ser voluntários. Então e o que se faz se não houver vontade? Criará a sociedade formas de persuasão? E nesse caso, não estará a sociedade/estado a chamar a si a responsabilidade de agir e ajudar os mais desfavorecidos, obrigando cada um a contribuir com um pouco de seu para dar ao outro que tem menos? E não estaremos então numa sociedade em que o todo se responsabiliza pelo indivíduo e em que cada um contribui através dos impostos de forma a assegurar mínimos de subsistência, saúde e educação? Esse conceito já existe e, ou muito me engano, ou parece-me que se encontra numa doutrina chamada socialismo.

Conselho de amiga

NEVER FLY US AIRWAYS!

Grand Canyon

Podia falar-vos da paisagem de cortar a respiração, da grandiosidade de tanta geologia exposta, do sentimento de pequenez que nos traz, da cagufa e do aperto no estômago durante a viagem de helicóptero no lugar do co-piloto, ou como teria fotografias perfeitamente inesquecíveis caso não me tivesse esquecido da máquina fotográfica em casa, embora me tivesse lembrado de levar o carregador de pilhas. Mas não, vou antes contar como no espaço de um mês me senti pela segunda vez no The Darjeeling Limited - a primeira vez foi quando à saída do avião em Denver ouvimos "Last call for Fort Lauderdale, doors will be closed in two minutes" e desatámos a correr como se não houvesse amanhã.
Depois de uma viagem com tempo contado até ao aeroporto de Flagstaff e de me ter enganado na saída da autoestrada, quase causando uma síncope cardíaca ao meu pai que, no seu pessimismo, nos viu a ter de ir a LA dar a volta, lá chegámos a tempo e horas ao aeroporto, entregámos o carro e dirigimo-nos para o check in aliviados. Eis que - surprise! surprise! - o voo tinha sido cancelado. A alternativa oferecida: levar-nos até Phoenix de carro e de lá apanhar o voo seguinte para São Francisco. Eram 4 da tarde, a viagem seria de 2 horas e meia, o voo às 8:10. Pareceu-nos bem. Sentámo-nos então, aguardando pacientemente pelo táxi. E o tempo foi passando: 4:00, 4:15, 4:30, 4:45, 5:00. Às 5:15 chega o táxi. Sentamo-nos. Uma tentativa, duas tentativas, três tentativas, o táxi não pega. Nesta altura já só conseguíamos rir. Saímos do táxi e esperamos pelo shuttle que supostamente estaria a chegar. Mais meia hora. Saímos, finalmente, pelas 5:45, com cerca de duas horas e meia de viagem pela frente e voo às 8:10. Chegámos a Phoenix às 7:50. Escusado será dizer que foi passar à frente de toda a gente na security "excuse me, do you mind, my flight leaves in 15 minutes", calçar-me quase em andamento e começar a correr aeroporto fora com a mala numa mão, os 2 casacos, lenço, cinto e carteira na outra, passando as passadeiras rolantes "excuse me, excuse me" e chegando à gate no very last minute, seguida pelo meu pai, coitado, que não corria assim desde sei lá quando e pela minha roommie meia descalça. A verdade é que conseguimos, como, não sei. Mais ou menos tudo o que podia ter corrido mal, correu. À excepção do enfarte ou da falha de fôlego que seria mais que previsível numa ainda, embora cada vez menos, fumadora.
Acho que o meu pai, que desde sempre me obrigou a ir para o aeroporto com 3 horas de antecedência, tão cedo desta não se esquece.

Plagiozinho

Graças ao Copyscape, vim a descobrir que tenho sido plagiada várias vezes ao longo da minha vidinha como blogger. Ora, que copiassem textos bons, eu ainda percebia, mas merdices pessoais que escrevo no calor da hora parece-me mais que incompreensível. Ou talvez inconcebível seja uma palavra melhor. Ou apenas estúpido. Ora atentemos nas "coincidências" encontradas assim só numa busquinha pequenina:


Luna, 30 de Janeiro de 2007: Instruções de leitura
Hellas, 31 de Janeiro de 2007: Instuções de leitura para esse blog

Luna, 26 de Fevereiro de 2006: Sou uma cabra insensível
Hellas, 31 de Janeiro de 2007: Relembrando filmes já vistos

Luna, 9 de Setembro de 2006: Dúvida
Hellas, 27 de Janeiro de 2007: Dúvida cruel

Luna, 30 de Janeiro de 2007: Breaking up
Hellas, 31 de Janeiro de 2007: Sobre breaking up

Luna, 24 de Novembro de 2005: Nao ha pachorra
Hellas, 31 de Janeiro de 2007: Entendendo o universo feminino

Luna, 19 de Abril de 2006: A todos que me conhecem
Hellas, 26 de Janeiro de 2007: A todos que me conhecem

Luna, 13 de Setembro de 2005: Os idiotas
Hellas, 25 de Janeiro de 2007: Tolerancia zero

Luna, 1 de Agosto de 2006: Infelizmente
Hellas, Janeiro de 2007: Sobre a putaria no medio oriente

Luna, 19 de Abril de 2005: Rabugisses
Hellas, Janeiro 2007: Tenho um mau feitio...

Pseudo escritora, uma quase poeta. Oh yeah!

Sexta-feira, Maio 02, 2008

Ando tao cansada


que dou por mim a pensar nas 2 horinhas de aviao como uma oportunidade para dormir.

Quinta-feira, Maio 01, 2008

Start wearing purple


Gogol Bordello @ Coachella 2008

O que vale é que sou uma pessoa compensativa

Acabei de saber que a minha Amyzinha vem cá sensivelmente uma semana depois de me ir embora, o que só por si seria razão para neste momento estar profunda e definitivamente deprimida. Again. Tratei logo de procurar compensação, tendo encontrado isto e isto. Que uma pessoa tem de saber lidar com os seus problemas.

Ah, 1 de Maio e tal...

Aí é feriado e há ponte não é? Pois, aqui é um dia como os outros, ou seja, de trabalho. Não fosse amanhã para o Grand Canyon e estaria aqui a entrar em depressão.

Passivo-agressivo

Durante 28 anos nunca percebi o que se entendia por comportamento passivo-agressivo, talvez por sempre ter sido bastante honesta nos meus humores e ser essencialmente coisa que via nos filmes. Foi preciso começar a trabalhar a sério. Certamente, um psicólogo saberá explicar o que é de uma forma bastante mais elaborada e cientificamente correcta que ninguém irá perceber, mas trocando por miúdos, estou bastante convicta que consiste mais ou menos em todos os dias dizer "Yes, Ivy, I'll do it..." com um sorriso de orelha a orelha enquanto por dentro visualiso o momento em que lhe prego com um taco de basebol nos cornos.

Terça-feira, Abril 29, 2008

Serei eu a única



a não achar piadinha nenhuma ao Justin Timberlake? Sim? Não? Cambio.

Gostar de bigodes


Eugene Hütz, dos Gogol Bordello


Talvez o concerto mais divertido de todo o festival.


Dedicado ao Samuel Úria.

Bad karma

Claro que depois de um fim de semana tão bom, tinha que chegar ao trabalho para descobrir que o meu laptop foi roubado da minha secretária e com ele uma boa parte dos meus resultados - felizmente há uns backups automáticos e a malta do CIT irá recuperá-los - e que o fofo giro foi sair com os meus coleguinhas estagiários na sexta e que ficaram em casa dele e que foram tomar o pequeno almoço ao Chloe's que fica a dois quarteirões da minha casa. Tinha de ser no raio do fim de semana em que não estava cá. Enfim, é muito azar para uma pessoa tão pequena.

Eu sei que isto é um bocadinho à mete nojo #5



Parece que daqui a um mês vou aqui.

Back



Eu nem sei bem por onde começar, ou mesmo se começar de todo. Fucking amazing é a única coisa que consigo dizer e associar aos últimos dias. Que saudades tinha de um festival e de andar sujinha durante três dias!

Agora imaginem um vale rodeado de montanhas no deserto. Imaginem nesse vale uma área relvada limitada por palmeiras onde se instala um festival e onde se pode andar descalço por todo o lado porque o chão está limpo e não há vidros, nem copos de plástico, nem coisas cortantes por todo o lado. Onde existe uma área onde nos podemos refrescar ao som de música, com DJ's e aspersores de água em sintonia, sem ter de chafurdar na lama porque, mais uma vez, há relva. Onde há obras de arte espalhadas pelo recinto. Onde as casas de banho são limpas todos os dias e têm papel higiénico. Onde os chuveiros são individuais, com água quente, dentro de camiões tir preparados para o efeito. Enfim, acho que os nossos festivais ainda têm muito que aprender em termos de organização.

Os concertos foram fabulosos, com grandes e agradáveis surpresas. Podemos começar por Portishead, lindo, lindo, passar pelo Sean Penn a chamar cock sucker ao Bush enquanto apelava ao voluntariado e acabar em Roger Waters, que deu um concerto de deixar tudo boquiaberto e em estado catatónico, com aviões a sobrevoar o recinto, explosões e ecrãs gigantes de alta definição, com impacto sonoro e visual brutais. Foi tanto em tão pouco tempo que preciso de o digerir. Foi tão bom, tão bom, que não me ocorrem palavras para o descrever. Tirando fucking amazing, lá está.