29 de Outubro de 2014

Story of my life #2


Se está mais parola não sei

Mas a blogosfera está definitivamente mais histérica.

27 de Outubro de 2014

Alguém me explica

A cena dos botins abertos de lado?

(As botas e botins não são para proteger os pés do frio e da chuva, e por isso mesmo usados em vez de sandálias?)

24 de Outubro de 2014

20 de Outubro de 2014

Sobre a grande desconversa da semana

Por exemplo a mim também me chateia estar a provar roupa e ter de levar com os maridos das outras no hall dos provadores quando me quero ir ver ao espelho grande e ver se as calças me ficam bem no rabo, por exemplo. Ou quando ando a escolher soutiens. Se não estão a comprar roupa para eles, o que vão ali fazer? Se calhar também se "proibia" a entrada de homens nas lojas de roupa feminina, especialmente nas de lingerie. E nos cabeleireiros. E nas esteticistas. E no ginecologista. Eu certamente ficava mais à vontade. "Ah e tal, mas vão acompanhar as mulheres", temos pena, que fiquem no carro à espera.




("ah e coiso, se entra uma mulher muda logo a conversa", pois então se calhar até é uma coisa boa, que se uma pessoa se envergonha do nível da conversa que está a ter, se calhar não devia estar a tê-la seja com quem for.)

9 de Outubro de 2014

Repost: O conceito "pessoa mais asquerosa do mundo vs Bóbi" para totós

Aqui num post abaixo refiro-me à da frase do Daniel Oliveira que tanta celeuma tem causado como sendo infeliz, mas não por ser incorrecta, que não é.


O problema da frase é que ao exagerar propositadamente as características humanas e animais nos exemplos dados, nos provoca uma reacção emocional e pessoal relativamente a ela, impedindo-nos de a perceber o seu significado a nível abstracto, como princípio ético universal, em vez de a lerem como "o meu Bóbi ou o Hitler" ou melhor ainda, "o Daniel Oliveira defende os pedófilos". O que a frase deveria dizer é que qualquer vida humana deverá valer mais do que a de qualquer animal, o que implicitamente diz exactamente a mesma coisa, mas fere menos a nossa sensibilidade. E não se trata de religiosidade - Tolan, desculpa lá - mas puramente de ética.

E isto porque não se pode começar a relativizar nem subjectivizar o valor da vida humana, ou temos o caldo entornado, que como diz a Izzie, começamos a ter a ter seres humanos dispensáveis, e num ápice voltamos Auschwitz. Isto porque deixar a avaliação do valor da vida humana a cargo de sentimentos pessoais  é perigoso, já que a forma como cada um avalia o valor de outro ser humano (e seu consequente grau de asquerosidade) pode depender de coisas como raça, sexo, religião, classe social, forma de vestir ou orientação sexual. E se se começa por pesar o "Bóbi ou o Hitler", se calhar depois passa para o '"Bóbi ou o chinês", ou o "Bóbi ou o homem do talho que cheira mal" e por aí adiante. Ou, como até já li por aí, até há quem diga sem vergonha que mais facilmente salvaria os seus animais do que desconhecidos (e nem sequer é preciso serem desconhecidos violadores), pelo que, obviamente, não se pode pôr nas mãos do indivíduo a avaliação do valor de uma vida humana sobre a de um animal, já que para algumas pessoas basta serem desconhecidos para valerem menos. Desconhecidos esses que podemos ser nós, os nossos pais, os nossos irmãos, ou mesmo os nossos filhos. E como tal, parte da sociedade estabelecer o valor da vida humana, independentemente do indivíduo concreto, independentemente de julgamentos pessoais, e que por princípio deverá estar sempre acima de qualquer animal. Até porque não dá para distinguir o melhor do pior dos seres humanos só de olhar.


(E se mesmo assim for preciso dar exemplos: numa casa a arder, entre salvar uma pessoa ou um cão, um bombeiro deverá sempre salvar a pessoa, sem antes lhe ir verificar o cadastro.)

Inicialmente publicado a 15/01/2013

6 de Outubro de 2014

Ironias pós férias

O autor do segundo* blog mais sexista da blogosfera explicar condescendentemente às feministas o que é o básico do feminismo, caso elas nunca se tivessem apercebido.

(não sei o que é a velha guarda, mas as que conheço informadas e lidas, pensam no assunto há muito tempo e a nenhuma é estranho o tópico, que é discutido com regularidade na literatura sobre igualdade)


*o primeiro é escrito por uma mulher.

15 de Setembro de 2014

Férias SOS

Uma das grandes vantagens de não se ter filhos é poder tirar férias fora da época de férias obrigatórias para quem os tem na escola, podendo evitar as enchentes e desfrutar da calmaria e praias vazias no (quase) sempre quente fim de Setembro. Claro que, sendo pessoa de muita sorte, este ano o tempo tinha de nos trocar as voltas, e pumbas, chuvinha prevista para toda a semana que iremos passar no Alentejo. Precisamos, portanto, de um plano B.

Ora digam-me lá, leitores amigos, o que há para ver, visitar, comer, beber, em resumo, o que fazer em vez de ir à praia ali pelos arredores de Odemira?

1 de Setembro de 2014

27 de Agosto de 2014

Coisas que m'apoquentam #3

Lojas sem preços dos produtos visíveis. Ainda hoje entrei e saí de uma perfumaria por causa disso.

25 de Agosto de 2014

Coisas que m'apoquentam #2

Sexta-feira passada andei por Lisboa a passear com um amigo holandês e namorada alemã. Entre ofertas de coca e haxe, foi abordado 11 vezes na rua, ao ponto de já se começar a rir às gargalhadas nas últimas vezes, com os tipos a afastarem-se, desconcertados com a reacção. Um dia, 11 vezes. 

(eu fui abordada 0 vezes, parece que é uma espécie de caça ao loiro)

13 de Agosto de 2014

Coisas que m'apoquentam

Cá por coisas frequento quase diariamente uma papelaria/quiosque/tabacaria de uma terra pequena. Aquilo ao que vou é uma única transacção rápida, mas quase sempre tenho de esperar na fila bastante tempo, devido ao volume de euromilhões, raspadinhas, e outros jogos da sorte que os clientes à minha frente vão processar. Hoje, estive uns bons 10 minutos à espera de ser atendida, com uma única cliente à frente a processar inúmeros totolotos ou lá o que é, mais raspadinhas e a comprar mais, até que depois de um prémio de 4€ ainda pagou mais 18€ pelo resto, sendo alguém que, enfim, ganhará pouco mais do que o ordenado mínimo. E sem me querer imiscuir onde o pessoal gasta o seu dinheiro, ganho com o seu trabalho, era o que faltava, mas não tendo eu hábitos de jogo, a verdade é que fiquei ali a matutar se será normal uma renda de cerca de 20€ semanais para gastar em algo hipotético. E depois lembrei-me do BES e do BPN e tudo começou a fazer sentido.