23 de Maio de 2013

Para dizer a verdade

Também me esqueci que as outras pessoas tinham blogs.

Peço desculpa

Desde que vim para Portugal esqueci-me de que tinha um blog.

11 de Maio de 2013

Então, do que é que vais sentir mais falta da Holanda (a seguir à bicicleta)?

Da Hema*.


*kind of private joke para quem cá vive e sabe que não há praticamente nada que não se venda na Hema.

And isn't it ironic?

Em quase cinco anos a viver na Holanda nunca fui a nenhum restaurante português. Hoje, na véspera de me ir embora para Portugal, adivinhem onde vou jantar?

8 de Maio de 2013

Temos data

Prontos, volto domingo à noite. Com a minha sorte vão-me chamar para reunião presencial no centro de emprego dois dias depois, mas paciência.

2 de Maio de 2013

Hello Amsterdam

E hoje acordei em Amsterdam, graças à enorme generosidade de uma grande amiga, que não me deixou ficar homeless enquanto não posso deixar o país. Para trás ficam quase cinco anos de Leiden, mas curiosamente, e talvez por já ter passado por isto várias vezes, sem quaisquer sentimentos de nostalgia, antes de capítulo encerrado. O que passou, passou. Saudades, só de casa, a primeira. Já andei a dar umas voltas a explorar a zona para reconhecimento do território. Para já, é descobrir o que é viver (temporariamente) em Amsterdam e tentar gozar a cidade e este tempo que cá irei passar. A Leiden, voltarei como visita.

24 de Abril de 2013

Empacotando

Sabem quando fazem estimativas de quantas caixas terão? Pois, esqueçam, terão muitas mais, porque acontece uma espécie de milagre da multiplicação das coisas quando se está de mudanças. Tinha dito ao senhor que me vai levar coisas para portugal que devia ter umas 4 ou 5 caixas... yeah, right, só de livros e papers são 3, mais uma de diversos, e ainda nem comecei na roupa. Daqui a uns 5 dias perguntem-me se estou viva.

(juro que no próximo sítio para onde vá vou ser minimalista)

20 de Abril de 2013

Holandeses

Os holandeses são um povo obcecado com o respeito a leis e regras e com uma necessidade quase visceral de obrigar toda a gente a respeitá-las, mesmo que não os estejam a incomodar minimamente. Hoje vendi a minha cama, e como tal, o casal que a veio buscar parcou o carro à minha porta para facilitar o transporte das peças da minha porta até à bagageira. Ainda o homem não tinha posto as moedas no parquímetro, e já estava a ser chateado por um dos meus vizinhos, muito cioso, porque o estacionamento na rua era para moradores e devia ir estacionar no grande estacionamento recentemente construído a 100 metros de minha casa. Por azar só falava holandês, mas por sorte um vizinho estava a sair de casa e lá me ajudou, e lhe explicou que era só temporário, até carregar umas coisas no carro. Aí dois minutos depois saía outro vizinho igualmente justiceiro a reclamar também, e voltou a ser preciso dar toda a explicação, até que me sugerem pôr o carro a 4 piscas (apesar de já ter pago o estacionamento) para que o bairro não entrasse em histeria colectiva por ter um carro parcado à porta da minha casa a pagar que não era de moradores e que por isso deveria ir parcar a 100 metros. A solução acabou por passar pela mulher do casal ficar ao lado do carro com portas abertas e quatro piscas, enquanto o marido e eu desmontávamos a cama e a metíamos, peça a peça, na bagageira. Estou para ver o pesadelo que vai ser na próxima semana, quando estiver a fazer as mudanças definitivas e tiver um carro a ser carregado várias vezes à minha porta durante um dia ou dois... mesmo pagando parquímetro.

Anda tudo doido...


... ou quando o nível de surrealidade de um artigo nos faz parecer do dia das mentiras, mas infelizmente não é.

18 de Abril de 2013

Solidariedade e tal

Eu não gosto de campanhas de solidariedade personalizadas, não por não achar que aquela pessoa não merece, mas por geralmente fazerem esquecer os outros milhares de pessoas igualmente merecedoras exactamente na mesma situação, mas que simplesmente não têm uma rede social tão activa e prolífica que se mova por elas. E como tal o seu destino é independente da acção de solidariedade movida em favor de alguém em particular. O que não é o caso nesta acção, porque todos beneficiarão.

E isto porque falamos do Rodrigo, que precisa de um dador de medula compatível para poder viver, tal como outras crianças anónimas que precisam do mesmo. Mas a verdade é que para os pais do Rodrigo não é indiferente, e que nós enquanto pessoas nos sentimos mais impelidos a participar quando temos uma pessoa real com quem empatizar, e como tal participar, e os resultados de uma campanha a angariar dadores de medula não beneficiará apenas o Rodrigo, mas todas as outras pessoas - crianças ou não - que esperam por um dador para lhes salvar a vida, independentemente de terem uma boa rede social. 

E é por isso que é importante divulgar esta campanha nascida na blogosfera, pela Pólo Norte, Cocó na Fralda e Miss Glittering, que organizaram o evento “Todos Por Um” para ajudar o Rodrigo e todas as outras crianças ou adultos na mesma situação. Realiza-se este Sábado, das 10 às 18h, na Escola Superior de Saúde da Cruz Vermelha Portuguesa, onde haverá possibilidade das pessoas se inscreverem como dadores de medula óssea, e eventualmente poderem salvar vidas.

Coisas

Quando as pessoas dos blogues instagramam coisas nas suas casas descubro sempre que têm casas muito mais arrumadas e bonitas que a minha, assim tipo à revista. E fico sempre a pensar se vivem mesmo lá. Tipo, mesmo a sério, o ano todo.

17 de Abril de 2013

Ah, felicidade


Finalmente voltaram a ter a "minha" mozzarella di bufala do coração. Estive quase para trazer o stock inteiro, just in case. E ao contrário do sushi, quem não gosta é porque nunca provou da boa.

(Sim, tornei-me uma daquelas pessoas irritantes esquisitinhas com as coisas que só comem isto assim ou assado e deixei de conseguir comer mozzarella sem ser de bufala, ao ponto de no outro dia ter mandado fora metade de uma da Galbani porque não me sabia a nada).

15 de Abril de 2013

Os meus amigos são blá blá blá

Tenho a felicidade e privilégio de conhecer algumas pessoas fenomenais, extraordinárias naquilo que fazem, e que dão prestígio ao nosso país pela excelência do seu trabalho. De cada vez que são premiados e reconhecidos, tenho de fazer enorme esforço para não vir para aqui anunciar a boa nova a todo o mundo, exaltá-los como heróis nacionais, gabar as suas qualidades, mas a discrição que fazem questão de manter nas suas vidas impede-me de o fazer. Hoje é um desses dias. E não podendo pôr aqui link a exaltar a pessoa feita groupie, resta-me sentir-me super orgulhosa como amiga e portuguesa, por termos gente a fazer ciência tão boa e reconhecida a nível mundial.

Vender as cenas

Quem já mudou de país umas vezes sabe que se há coisas que vale a pena guardar e transportar para o novo destino, outras há que não, as mais volumosas e pesadas cujo custo de armazenamento e/ou transporte ficará quase ao preço das mesmas, pelo que mais vale vender. E aqui começa o calvário, especialmente em países onde as pessoas são especialmente forretas, e mesmo estando a vender coisas por metade do que custaram, não sentem vergonha de propôr um terço daquilo que pedimos, porque é ponto assente que nunca paguem aquilo que está lá escrito no anúncio, ao ponto de já ter tido um tipo que generosamente me daria vinte euros pelo sofá, e que só não mandei para um certo sítio porque não calhou. No meio disto há um paraíso na terra: a comunidade de expats, especialmente da agência espacial, que têm mais vergonha e como tal acham que poupar duzentos euros numa cama com quatro anos é bom negócio e não regateiam para baixar os preços ainda mais, benzós deus. Quando acabar esta mudança nem acredito.

12 de Abril de 2013

Foi tarde, mas resultou

Os meus vizinhos de cima têm por hábito pôr música aos altos berros em casa, coisa com que tenho tido problemas sem nunca ter feito nada. Até hoje. Começaram com música alta as 16h, quando eu tentava trabalhar. Decisão radical: pus o CD do Kusturica "gato preto, gato branco" no máximo e fui ao supermercado. Quando cheguei a casa e desliguei, era um silêncio. Soubesse eu e teria empregue esta tecnica mais vezes.

9 de Abril de 2013

Volver

Por vezes certas decisões são precipitadas por terceiros, situações não planeadas que nos obrigam a alterar os nossos planos iniciais. No meu caso, estava eu posta em sossego quando a minha senhoria decidiu voltar a habitar a minha casa, obrigando-me a ter de sair. Estando de momento desempregada, a escrever a tese, e sem saber ainda o que o destino me reserva ou onde irei parar a seguir, arranjar nova casa aqui na Holanda, com todas as despesas inerentes, sem saber por quanto tempo, não fazia sentido. Afinal, sem emprego ou promessa do mesmo, o que estou exactamente cá a fazer, o que me prende cá? Nada. E aí a decisão começou a formar-se: posso escrever em qualquer lugar, e procurar emprego idem. Estar aqui, na China, ou em Portugal, é igual. O que tiver de ser tratado, poderá sê-lo em visitas pontuais. E foi assim que decidi. Voltarei a Portugal em meados de Maio, onde ficarei até acabar de escrever a tese ou arranjar emprego, e eventualmente  tratarei de aproveitar para gozar o verão, coisa que não sei o que é há 5 anos, perto da família e amigos. Entre vender coisas, arranjar "storage space" e negociar transporte das coisas que quero levar, e empacotar uma casa inteira, é uma trabalheira. Mas vale a pena. Voltar, ainda que temporariamente, sabe bem. Portugal, here I come.

26 de Março de 2013

O supermercado conspira contra mim

Primeiro foi aquele Chardonnay barato e bom de que eu gostava e costumava comprar, e que de repente desapareceu. De seguida os gelados Haagen Dazs. Depois foi a minha pizza congelada preferida. A seguir os molhos de tomate do Jamie Oliver. E agora foi a minha mozzarella di bufala italiana genuína. O que vale é que estou mesmo quase a ir-me embora.