3 de Fevereiro de 2012

Guilty pleasures

Quando chego a casa gosto de ligar a televisão e ver programas mesmo muito mauzinhos, sendo que nos últimos dias tem estado a dar um sobre noivas a tentar escolher o vestido, acompanhadas da família, chamado Say Yes to the Dress. Hoje apareceu lá uma miúda acompanhada da mãe e mais umas amigas. Primeiro vestido que experimenta e de que gosta, dizendo que adora o decote, responde-lhe a mãe que é "welcome to hooter ville". Lá vai ela cabisbaixa buscar outro. Assim que mostra a parte de trás diz a mãe que lhe acentua a  "too much junk in the trunk" com ainda mais um reparo à barriga, que não fixei. E eu fico a pensar que mais do que as modelos photoshopadas nas revistas da moda ou lá o que seja, muitas miúdas podem agradecer anos de psicólogo,  péssima auto-estima e distúrbios alimentares às suas queridas mães amantíssimas. 

Galeirões



No caminho para casa, a pé com a bicicleta pela mão, que estão uns bons centímetros de neve e eu sou mariquinhas e não me arrisquei a pedalar.

E assim, quando finalmente parou

(clicar para ver melhor)


(de reparar que está um cisne a nadar na pequena parte descoberta do lago)

E de repente ficou assim


1 de Fevereiro de 2012

Favorzinho

Eu sei que é difícil e é pedir muito, que não há país nenhum no mundo onde se passe mais frio do que em Portugal, mas de cada vez que eu referir que está um bocadinho frescote, podem não me dizer logo a seguir que aí também está? Isto, claro, a não ser que estejam -7 graus com wind chill de -16, que era o que estava esta manhã. Agradecida.

(as pessoas de Bragança e da Guarda podem)

O patinho galeirão também tem frio

(clicar para aumentar)

Enquanto os seus "amiguinhos" já estavam dentro de água e se tinham afastado há que tempos, este patinho galeirão demorava-se longamente à beirinha do gelo, olhando para a água hesitante, como se a contemplar se haveria ou não de entrar. Quando arranquei continuava lá, ainda na mesma posição, ainda sem entrar. Só faltava tê-lo visto a molhar o pezinho e tirá-lo arrepiado.

Adenda: entretanto fui informada amavelmente de que não é um patinho, mas possivelmente uma galinha de água um galeirão aka fulica atra. Se mais alguém que perceba de aves tiver ideia de que bicho possa ser e quiser partilhar, agradecida.

(peço desculpa pela má qualidade da foto, mas foi tirada com o telemóvel e a minha mão congelou parcialmente no processo porque o touch screen não responde ao toque de luvas)

O que eu considero notícias principais e de destaque

- um tremor de terra que causou milhares de mortos e grande destruição - sim
- um trabalhador da construção civil levou com um tijolo na cabeça por acidente e morreu - não

- uma epidemia de e-coli afectando uma ou várias regiões - sim
- o senhor José Manuel comeu um ovo com salmonella e teve uma intoxicação alimentar - não

- cai uma ponte, fazendo várias vítimas - sim
- alguém se atira de uma ponte - não

- um acidente envolvendo um pesado seguido de um choque em cadeia na A1 causando várias vítimas e corte da estrada durante várias horas - sim
- um acidente de viação - não

- um ministro é apanhado a conduzir com 1.4 de alcoolemia - sim
- o Felisberto foi apanhado a conduzir bêbedo - não

- mau tempo causa derrocadas e várias casas são destruídas - sim
- mau tempo causa inundação na casa da senhora Efigénia - não

- estatística sobre diminuição ou aumento por cancro/acidentes cardiovasculares - sim
- o senhor António teve um ataque cardíaco - não

- um incêndio em lar de idosos mata 30 velhinhos - sim
- encontrou-se um velhinho morto em casa - não

Ou seja, não sei se deu para ilustrar bem, mas o que eu espero ao subscrever as notícias principais de um jornal não é ser avisada de cada acidente ou óbito que se dá em Portugal.

(não que não devam ser notícias, mas eu não subscrevo a totalidade das notícias, subscrevo apenas e propositadamente as principais, esperando receber apenas as realmente relevantes para me ir mantendo a par do que acontece no país. em vez disso sou bombardeada com todo o acontecimento local, tendo constantemente de marcar como lidas às 50 notícias de cada vez, que acabo por não ler)

31 de Janeiro de 2012

Coisas que me chateiam

Há uns tempos um colega mandou um email geral ao grupo inteiro sobre certos instrumentos deixados ligados a noite inteira, com um segundo email para mim, por aparentemente ter sido eu a última a usar o aparelho. Achei estranho, já que não o tinha usado nos últimos dias. Uns tempos depois, novo e-mail, directamente para mim: novamente um aparelho tinha sido deixado ligado durante o fim de semana, com o último ficheiro gravado no meu nome, e recomendação para ser mais cuidadosa. Ora foda-se, eu não tinha usado o aparelho. Se já da última vez tinha achado estranho, da segunda ainda mais e fui mesmo investigar aos livros de registo. E encontrei: em ambas as datas lá estava assinado "Anna". 
E se por um lado me parece bastante improvável que eu me engane na ortografia do meu próprio nome, mais ainda me irrita que passados 3 anos ainda haja quem não saiba que o meu Ana se escreve com apenas um éne.

A sério?

Acabei de saber, no espaço de 30 segundos, através de duas notícias diferentes do Público, que me apareceram nos destaques que subscrevo no reader, que primeiro um idoso e depois uma idosa foram encontrados mortos em casa. E de repente quase fico a pensar se me terei enganado e subscrito o correio da manhã.

Já percebi qual a deficiência do meu vizinho do lado

É imune ao frio. Nem os -6ºC o desencorajam de estar na rua a falar com quem passa,

29 de Janeiro de 2012

Post da semana

Porque o bonito do amor se vê na expressão 

 da N, no Oversized bag, por partilhar uma coisa tão bonita

Estava aqui a pensar


Será que devia levar um bolinho para o laboratório amanhã para comemorar?

Ganhámos!


Pois é, eu e a minha querida amiga Pólo Norte ficámos empatadas em primeiro lugar no concurso de blogs do Aventar. Muito obrigada a quem votou, é bom saber que desse lado há quem goste de nós e nos considere merecedores da distinção. Abracinhos a todos.

Da minha parte, prometo continuar a escrever. Pelo menos até a minha vida se tornar mais interessante.

(finalmente poderei ultrapassar o trauma do samsung diva)

27 de Janeiro de 2012

Ainda o bolo (ou sobre as diferenças culturais)

Depois da minha saga com o bolo, em conversa com uma colega grega sobre o assunto, ela conta-me algo que me escapou, dado ter-me ido embora após a discussão, para evitar que me fizessem a pergunta mais dez vezes seguidas.
Temos um colega japonês, provavelmente o povo mais educado e cortês do mundo, e este meu colega não é excepção. Uma das características dos povos asiáticos é considerarem que dizer que não é uma enorme falta de educação, pelo que raramente são capazes de o responder directamente, o que lhes causa grandes problemas na civilização ocidental.
Ora, após ter comido a primeira fatia de bolo, alguém lhe pergunta se queria mais uma, ao que ele hesita, embaraçado, respondendo timidamente "hmmm, maybe...", sendo-lhe imediatamente servida outra fatia. 
Após acabada a segunda fatia, alguém resolve perguntar-lhe mais uma vez se queria outra, ao que ele, cada vez mais hesitante, cada vez mais embaraçado, volta a responder "hmmm, hmmm, maybe, maybe...in the afternoon", sendo-lhe então servida a terceira fatia. 
Foi só à quarta vez em que a cena se repetia que a minha colega grega se sentiu obrigada a intervir, perguntando aos meus colegas holandeses se realmente achavam que alguém queria comer quatro fatias de bolo uma hora e meia antes da hora de almoço, dirigindo-se ao nosso colega japonês, cada vez mais embaraçado, e dizendo-lhe  directamente "here you really have to say no!". E ele, coitado, mais embaraçado que nunca, sorriu aliviado.
A sério, é a ditadura do bolo.

26 de Janeiro de 2012

Divulgação


Encontra-se neste momento a decorrer, no SexLab da Universidade de Aveiro, um estudo online intitulado "Determinantes Psicossociais da Dor Sexual na Mulher". O seu principal objectivo é contribuir para a compreensão do perfil psicossocial das mulheres portuguesas que apresentam dor sexual. Este é um tema ainda pouco abordado, o que não significa que não esteja presente e que não possa ser alvo de tratamento para uma  melhoria significativa da qualidade da vida sexual e geral de diferentes mulheres. 


Nesta fase do estudo apelamos sobretudo à participação de mulheres com dor crónica, com idade entre os 18 e os 75 anos de idade. Contudo, mulheres que apresentem dor sexual, mulheres que apresentem dificuldades sexuais e mulheres que não apresentem nenhumas destas dificuldades, poderão igualmente participar. Para isso basta aceder ao link: http://wsl2.cemed.ua.pt/dpdsm/

Todos os questionários são completamente anónimos, não sendo pedidos dados que possam identificar as pessoas que a eles respondam.

Para obter mais informações sobre o estudo poderá consultar algumas noticias nos meios de comunicação social (aquiaqui e aqui) ou consultar o blog (http://sexualidadenofeminino.blogspot.com/) e a página do facebook (http://www.facebook.com/pages/Estudo-Determinantes-Psicossociais-da-Dor-Sexual-na-Mulher/177712455656277), que irão estar em permanente actualização com informações sobre a sexualidade feminina e também sobre os resultados deste estudo. 

Qualquer tipo de informação adicional poderá ser solicitada através do email catioliveira@gmail.com

Oh, Lisbon

Há tempos falei do quão chata me parecia a Gwyneth Paltrow e as suas newsletters, até que recebi esta sobre Lisboa, e enfim, apelou-me ao coração. Para ler aqui.

Posso não comer bolo?

exemplo típico do bolo (este é igual ao de hoje)

Aqui no lab há a tradição de se trazer bolos quando se faz anos, se tem artigo publicado, ou em caso de qualquer outra celebração pessoal, durante o coffee break das 10h30 da manhã. Ao contrário dos nossos tradicionais bolos de aniversário, aqui consistem numa espécie de tartes, cheias de compota, que odeio, e geralmente com uma camada de aí um palmo de natas batidas com um sabor qualquer por cima.

Eu, apesar de ser o que se costuma chamar na gíria de "boa boca", gostando mesmo de comer, nunca fui de doces, sendo coisa que não me aquece nem arrefece, e passando perfeitamente sem os comer no meu dia a dia. Talvez por não ter sido criada com doces em casa, que eram mais para ocasiões especiais, posso passar semanas sem sentir vontade, ou necessidade, de comer um. E dado que não estou propriamente a ir para magra, e tendo em conta que não gosto especialmente, opto normalmente por passar a fatia de bolo, embora me junte nesses dias ao coffee break para dar os parabéns à pessoa, e beber o meu café tranquilamente em convívio. Mas não é fácil.

Acontece que, desde que aqui comecei a trabalhar há mais de três anos, de cada vez que educadamente declino a oferta, sou imediatamente bombardeada com quinhentos porquês, sendo obrigada a explicar over and over porque não quero comer bolo, repetindo pela quadragésima vez que não sou especial fã de doces, e que tendo dificuldade em abdicar de outras coisas, me parece sensato não emborcar com 2000 calorias goela abaixo, que ainda por cima não me dão grande prazer.

O problema é que os holandeses, apesar da fama de serem um povo extremamente tolerante, o são apenas desde que as pessoas não ajam de forma diferente da maioria, de outra forma questionando-nos até à exaustão - ainda me lembro da vez em que estava um bocado agoniada, e resolvi ir buscar uma coca-cola, que a mim geralmente faz bem, e bebê-la durante o coffee break, tendo de explicar umas dez vezes porque é que estava a beber coca-cola e não café como toda a gente.

Depois de na segunda-feira ter feito uma vez mais o discurso "I don't really like sweets, and I haven't been getting thinner lately, and since it's difficult for me to diet on everything else, I think I can skip the cake" para tornar a explicar que não quero comer o caralho do bolo, hoje, pacientemente, voltei a repeti-lo, tal como faço desde há 3 anos, pelo menos aí uma vez de duas em duas semanas. Até que fui questionada segunda vez, e a impaciência começou a tomar conta de mim, repetindo o discurso com enfado. Foi então que uma colega que não bebe me mandou a boca "you know, drinking also makes you fat, and beer has a lot of calories", numa de superioridade moral, porque se eu não bebesse não precisava de não comer bolo, do qual não gosto, e me fará ficar enjoada o dia inteiro, mas do qual segundo ela deveria gostar, e aproveitar para enfardar à grande, especialmente quando é grátis. E controlando-me para não responder bardamerda e que se metesse na sua chata e enfadonha vida de colecção de cupões de supermercado que pede a toda a gente, para ao fim de juntar quinze receber um desodorizante rexona grátis, resolvi acabar com a conversa de uma vez e por todas com "exactly, and I'd rather keep drinking beer than eat cake, do you mind?". Caraças, pá. Eu só quero não ter de comer o bolo descansada.

25 de Janeiro de 2012

A excepção que confirma a regra?

Sofia Vergara: a prova provada de que o mito de que as mulheres (extremamente) bonitas não têm sentido de humor ou sabem ser engraçadas não passa disso mesmo, de um mito.

Informação Útil

Depois de já por várias vezes ter sido abordada por e-mail por pessoas que pensam emigrar para a Holanda, fazendo perguntas, pedindo dicas, informação, etc., e depois de ler este post da Andorinha, decidi pôr ali em baixo uma secção com links direccionados a posts com informação sobre o assunto.

A sério

Uma pessoa vive quase trinta e dois anos para descobrir que se usam meias na cabeça sem ser para assaltar bancos.

Será um poder fashionista especial?

Coisas que sempre intrigaram a fashionista que não há em mim: como é que se fazem aqueles totós mesmo em cima do cocuruto, que aí uns noventa por cento das gajas estilosas que são fotografadas na rua usam e não ficam bem a mais ninguém, sem que se desmanchem aí em cerca de trinta segundos?

24 de Janeiro de 2012

Falando em séries e tal

Não há concursos que nos façam mais felizes que ver o Manny a ensinar salsa ao Jay,

Pronto, agora que já fiz fita

O que é que há de jeito de séries novas para ver?

Segunda volta

Pois parece que afinal passei à segunda volta do concurso do Aventar. Pronto, eu sei que não sou nada boa a vender-me nem a pedinchar votos ou apelar à mobilização das massas, especialmente para um concurso onde não se ganha nada tirando reconhecimento, mas caramba, tanta visita, tanto comentário, tanto seguidor, tanto like, tanto pedido de ajuda para isto ou aquilo, tanto mail cutxi-cutxi, sete anos de entretenimento gratuito, e agora nem posso crer que me vão deixar ficar em último. 
Sad face :( .

23 de Janeiro de 2012

A ciência é um longo e difícil caminho

Se pensar bem, a verdade é que nunca tive bons resultados no meu percurso científico, e a maioria das vezes, tal como uma comentadora referiu, os meus resultados resumiram-se sempre a "como não fazer algo". A minha tese de licenciatura consistiu em apresentar os resultados obtidos, explicando por que o objectivo inicial do projecto não tinha sido atingido com aquela estratégia. Na tese de mestrado consegui mostrar alguns resultados interessantes, embora diferentes da hipótese inicial, e aquém do pretendido, sendo o maior elogio à mesma estar bem escrita. Até no meu estágio na Genentech, for gods sake, o projecto que me foi atribuído terminou comigo, depois de 16 anos de estudo, por se revelar, por fim, impraticável comercialmente, tendo sido descontinuado depois dos meus resultados derradeiros. Não é que não tivesse resultados, que tinha, apenas não os desejados.
E agora, 3 anos volvidos do doutoramento, depois de muitos "quase", que se revelavam depois "afinal não", depois de tentar mil coisas diferentes que não resultaram, depois de uma fase de desânimo, e por vezes quase desespero, quando já estava preparada para definitivamente passar ao plano B, no qual já estou a trabalhar há algum tempo, decidi fazer duas experiências finais, por descargo de consciência, só mesmo para fechar o capítulo e passar à frente sem remorso, e não é que tive finalmente resultados promissores com ambas as experiências, quando antes nunca tinha tido com nenhuma? 
E embora ainda tenha de repetir tudo para confirmar a reprodutibilidade, e ainda haja a parte da eficácia a nível imunológico a ter em conta, começo finalmente a ver a luz ao fundo do túnel. Mas como disse Samuel Beckett, "Ever tried. Ever failed. No matter. Try Again. Fail again. Fail better."

Eu devia estar aos saltos

Uma das consequências de uma pessoa enfrentar sucessivos insucessos ao longo de três anos de doutoramento, em que a cada entusiasmo se seguiu sempre uma desilusão, é não se autorizar a ficar contente quando tem finalmente bons resultados. Pelo menos até os repetir.

20 de Janeiro de 2012

Descobertas recentes

Não é boa ideia tentar arrefecer cervejas com azoto líquido.

* da série "coisas parvas que às vezes o pessoal faz no lab".

Então vamos lá falar do cabelo - post para meninas

Depois de já ter recebido vários mails e comentários a perguntar, vamos lá então conversar. A razão pela qual não tinha ainda voltado ao assunto prende-se com o facto de me parecer pouco útil dizer-vos que o alisamento é muito bom logo à saída do cabeleireiro, depois de ter levado com prancha em cada mecha umas 40 vezes. Obviamente que à saída do cabeleireiro estava liso mais liso não há, mas o que interessa saber, para quem procura soluções a longo prazo, é como fica depois, com as lavagens e styling em casa.

Começo por dizer que me fartei de pesquisar antes de me aventurar a fazer este alisamento, perguntando a amigas que já tinham feito os tipos que fizeram, quanto tempo duravam, quanto custavam, para por fim optar pelo que me parecia mais adequado para mim. Desde o início que pus de parte o alisamento japonês (ou de chocolate, ou outros permanentes), primeiro porque ouvi dizer que estragam muito mais o cabelo, depois porque não tinha a certeza de gostar e não sei até que ponto não quero os meus caracóis de volta, e por fim porque são mesmo definitivos, isto é, aquele cabelo ficará sempre liso até ser cortado, mesmo que a parte de cima já esteja a crescer encaracolada, o que para uma pessoa low maintenance como eu não dá mesmo.

Ou seja, eu queria um tratamento temporário, que fosse passando progressivamente e de igual forma em todo o cabelo. Depois de muita pesquisa acabei por escolher o alisamento marroquino INOAR, e apesar de uma má crítica de uma leitora, que não gostou, pareceu-me que o problema era mais o tipo de alisamento, provavelmente não adequado para ela, do que do cabeleireiro em si, e fui mesmo fazer à Parede, ao Image Center, onde paguei 65€ - as minhas amigas que já fizeram em cabeleireiros mais fancy pagaram sempre de 160€ para cima, o que, honestamente, depois de ver em que consiste o processo, me parece roubalheira. O tratamento consiste primeiro na lavagem com shampoo especial, seguida da aplicação do produto no cabelo madeixa a madeixa como quando se pinta, deixa-se actuar 20 min, seca-se e estica-se com prancha madeixa a madeixa (esta é a parte mais demorada, a mim tudo junto demorou cerca de 2h30).

Logo a seguir a fazer o alisamento saí do cabeleireiro com o cabelo todo acachapado e lambido à cabeça, mas depois disso tenho secado o cabelo normalmente e fica muito melhor, com mais volume e um aspecto mais natural. Ainda não sei se vai durar os 3 meses que é suposto, provavelmente não, até porque o lavo muito, mas 15 dias depois posso dizer que continua lisinho, mesmo secando rapidamente, começando de cabeça para baixo, e demorando exactamente 4 minutos - sim, cronometrei, esta manhã comecei a secar o cabelo às 8h15 e acabei às 8h19. A diferença no visual é tanta que o Christophe,  que só viveu comigo na mesma casa durante nove meses, me disse que agora quando me via de costas a passar no lab demorava sempre uns segundos a pensar quem era eu.