30 de Abril de 2009

Queen's day



Já o dia da raínha é em Amsterdão, numa das maiores festas de rua (e de canais) do mundo. Sempre ajuda a compensar a falta ao Sant'António...

(Quando lerem isto, das duas uma: ou estou a dormir ainda, ou ando lá para o meio)

29 de Abril de 2009

Queen's night



Tradicionalmente, a Queen's night passa-se em Haia, com eventos/concertos a acontecer por toda a cidade. This is the night.

(Ando encantada a descobrir as maravilhas da postagem programada.)

Ah, o blogue, pois


Eva Mendes

Esta noite é a Noite da Raínha em Haia, amanhã o Dia da Raínha em Amsterdão, depois de amanhã vou para Budapeste, de lá para o Lago Balaton, do lago volto a Budapeste, e finalmente a casa na terça. Até lá, muá.

Estava aqui a pensar

E isto de ser muito mais pobre que antes não dá com nada. Ando a viajar menos de uma vez por mês.

28 de Abril de 2009



Que saudadinhas que eu já tinha de pedalar à chuva. Após duas semanas de sol, já me começava a esquecer que estava na Holanda. Que isto sem joelhos molhados já nem é a mesma coisa.

26 de Abril de 2009

23 de Abril de 2009

O melhor dos blogues

Conhecer pessoas interessantes - ou será melhor intrigantes? - sem nunca saber nada delas.

Dia Mundial do Livro


Audrey Hepburn

Partilhar casa

Quando se decide partilhar casa com (quase) desconhecidos, 3 coisas podem acontecer (ou melhor, até pode acontecer uma quarta, mas não é de todo o caso):
  1. Correr muito bem e tornarmo-nos grandes amigos, confidentes e companheiros, acabando a sentirmo-nos quase família. É o ideal e só nos mudamos por motivos de força maior. Aconteceu com a minha ex-flatmate do coração em São Francisco. Miss you every day, snif!
  2. Correr muito mal, e acabarmos a odiar-nos mutuamente, mantendo a convivência nos mínimos e a comunicação no estritamente necessário. Arranjar outra casa rapidamente torna-se uma prioridade. Felizmente, não é o caso.
  3. Correr nem bem nem mal, assim assim. Não nos tornarmos íntimos, mas também não nos detestarmos. A convivência é pacífica e amena, sem conflitos. O único problema: não nos sentirmos à vontade, nem em casa. Sentimo-nos na casa de outrem, com quem é preciso manter alguma formalidade. Todas as desvantagens de se partilhar casa, sem as vantagens do companheirismo e companhia às refeições*. É esse o caso.
Foi quando percebi que não me sentia a viver na minha casa, mas na casa dele, que a decisão que se vinha formando na minha cabeça foi tomada. Seis meses depois e não me sinto à vontade para ir tomar o pequeno almoço em pijama, ou esparramar-me descabelada no sofá em domingos preguiçosos de telecomando na mão, ou trazer pessoal para casa depois de noites de copos para comer qualquer coisa ou crashar nos sofás. A certa altura percebi que faço cerimónia na minha própria casa. Que me sinto obrigada a pedir desculpas no dia seguinte se resolver ter lá amigos até tarde. Quase parece que vivo com o meu pai, com a diferença que o meu pai é mais divertido e me faz mais companhia.
Quando conversei com ele, parecia que estava a acabar uma relação: o problema não és tu, sou eu. E é (quase) verdade, embora eu no fundo saiba que o problema é ele e não eu, que sou bem mais dada. Porque ele é (quase) o flatmate perfeito: calmo, sossegado, que se deita cedo, sai pouco e não faz barulho. Ou seja, não chateia (mas também não fala). Só que eu chateio. Eu sou a pessoa que traz amigos para casa às 4 da manhã para mais um copo . Que não se importa de ter todos os fins de semana gente a dormir-lhe na sala. Que estava habituada a que a sua casa fosse a casa do povo, salvo seja. Que faz noitadas e faz barulho quando chega a casa. E quero sentir-me livre de o fazer, sem ter de pedir desculpas depois, e sem me sentir mal por isso. E após seis meses a não ser eu, a ser demasiado bem comportada, chega a altura de procurar onde possa fazer o que me der na telha sem dar satisfações a ninguém.

*No dia dos meus anos, jantei pizza congelada sozinha. Nunca pensei que isso me acontecesse alguma vez na vida.

Celebração da Liberdade



BILHETES PRÉ-VENDA:
Restaurante Culto da Tasca
Rua Veiga da Cunha, nº 6 - 2710 Sintra
219234256
Jornal de Sintra
Av. Heliodoro Salgado, nº 6 - 2710 Sintra
(até sexta, 24 de Abril)

jornalsintra.loja@sapo.pt

2º Ciclo Voos em Cynthia
CELEBRAÇÃO DA LIBERDADE
Antigo Ginásio do Sport União Sintrense
Av. Heliodoro Salgado, 23 * rua sem trânsito
Estefânia * Sintra
(entre as duas lojas do chinês, em frente à farmácia Simões)

Info: voandocynthia@gmail.com

(antes que me perguntem o que é que eu tenho a ver com o evento, ou se ganho dinheiro com isto, adianto já que não, sou só amiga)

Bandido?


Rebecca Hall

Ainda bem que não te conheço pessoalmente, ou estava desgraçada.

Procrastinadora nata

O quadro continua encostado à parede após 6 meses. Só precisava de pregar um prego. Mas agora que decidi mudar-me (eu depois explico), já não vale a pena. Fica para a póxima casa.

Resumo

Casa 1 - A minha cama não caberia no quarto.
Casa 2 - Cozinha sem frigorífico (nem espaço para).
Casa 3 - Razoável mas cara (para o tamanho).
Casa 4 - Loft mais pequeno que o meu quarto actual.
Casa 5 - Cara. Um tanto claustrofóbica.


22 de Abril de 2009

Mudar de casa


Vou ver a terceira casa do dia, e já volto. É a quinta esta semana. Isto não está nada fácil, não está não. É que uma pessoa habitua-se a uma mansão mais de 100 m2 e depois custa mudar para um cubículo pequenino.


21 de Abril de 2009

Diferenças de género


Audrey Hepburn

Um blogue feminino é geralmente considerado fútil se se falar sobre roupa e sapatos e de todas as coisas que constituem ser mulher. Já qualquer intelectual que se preze não dispensa umas fotos de umas bimbas em bikini e campanhas de lingerie manhosas sem que daí venha mal ao mundo. Aparentemente, apenas os homens podem falar de mulheres. Nós devemos apenas fingir que não as somos.


20 de Abril de 2009

Separadas à nascença?


Serei a única a achar que a Evangeline Lilly e a Vanessa Oliveira são super parecidas?

Objectos de desejo



Há coisas que se compram sabendo-se perfeitamente que dificilmente serão usadas mais de uma ou duas vezes, mas que simplesmente se têm de possuir. Foi o caso destas sandálias, que eu tinha de ter no meu armário, nem que fosse só para olhar para elas. Vamos aos aspectos prácticos: na Holanda chove a maioria do tempo, e, mais importante ainda, eu ando de bicicleta. Em Lisboa, saio geralmente para o bairro alto, com a sua bela calçada proibitiva a saltos altos. Ou seja, oportunidades de as usar são poucas. Mas nada disso importa, não. São lindas e são minhas.

(Tenho um jeitinho para editar imagens que é uma coisa doida, especialmente em imagens vindas da webcam, que era o que tinha à mão.)

Insónia




Por sugestão da Sinha, um dia antes de voltar à Holanda e ver a campanha espalhada por tudo quanto é outdoor. Infelizmente, estão fora do meu orçamento, pelo que de momento ambiciono apenas uma Gazelle em segunda mão.

The 10 Coolest Foreign Words The English Language Needs

Adivinhem qual está em primeiro lugar? Aqui vai a definição:


O resto aqui.

19 de Abril de 2009


Tina Fey

Filmes do Tejo exibe filmes no IndieLisboa'09



1. Sinopse
Pedro (interpretado por Gonçalo Waddington) é um jovem encenador cheio de dúvidas sobre a peça de teatro político que tem nas mãos e a atravessar uma crise pessoal. Para além do questionamento do radicalismo revolucionário que essa peça coloca e que interpela directamente o seu próprio passado familiar, Pedro mostra-se também confuso com as novas responsabilidades e expectativas decorrentes da gravidez da namorada (Joana Seixas). A encenação parece indefinidamente bloqueada até que Pedro faz uma descoberta em casa da avó, que poderá explicar o desaparecimento do seu pai logo após a Revolução dos Cravos. Na caravana em que a família o costumava levar para férias em miúdo, Pedro encontra dois revólveres e vários documentos que lançam uma nova luz sobre tudo o que lhe tinham dito sobre a misteriosa figura do pai. Parte à procura de respostas, deixando todas as responsabilidades imediatas para trás. O filme de Ivo M. Ferreira, que assina aqui a sua segunda longa-metragem, é uma interpelante e rara revisitação ficcional de algumas memórias pós-revolucionárias portuguesas.

2. Datas de Exibição no IndieLisboa’09 e Ficha Técnica do filme

25 Abril, 21:45, Cinema São Jorge, Sala 1
29 Abril, 21:45, Cinema City Classic Alvalade, Sala 3

Ficção, Portugal, 2009, 85', 35mm
Argumento: Ivo M. Ferreira
Fotografia: Pedro Cardeira, Susana Gomes
Música: António Pedro
Som: Vasco Pimentel
Montagem: Rodolfo Wedelles, Sandro Aguilar
Com: Adelaide João, Cândido Ferreira, Gonçalo Waddington, Hugo Tourita, Joana Seixas, Juan Jesus Valverde, Lídia Franco
Produtor: Maria João Mayer
Produção: Filmes do Tejo II

3. Nota do Realizador

Houve, em todas as épocas, homens e mulheres que abdicaram das suas vidas pessoais para se dedicarem à política, para construírem um mundo melhor e mais justo. Tive o privilégio de me cruzar com um ou dois destes seres especiais, por quem sinto um imenso respeito e um grande fascínio.
Sinto, por vezes, boa inveja dos revolucionários da época do fascismo porque eles tinham um inimigo bem claro para combater.
No marasmo em que vivemos, o inimigo é ténue. O maior de todos parece residir dentro de nós. Da minha parte, tento sempre encontrar a melhor forma de o combater.
Durante dezenas de anos, para combater o fascismo, foram necessárias diversas formas de luta e, também, a luta armada. Após o 25 de Abril, quando se procuravam novos caminhos, vários grupos armados foram constituídos com vista a preservar o que alguns militantes de esquerda acreditavam ser o espírito original da revolução. Hoje,
parece-me absurdo, a mim que detesto violência, mas não condeno de modo algum estes processos em absoluto e, por isso, trato-os com respeito. Foram actos de coragem. Talvez até um dia, voltem a fazer sentido.

ÁGUAS MIL é a voz dos “filhos da revolução” exigindo à geração dos pais que contem o que se passou na História recente de Portugal, quando o País e o Mundo
transbordavam de ideias que caíram antes de se erguerem.

4. Biografia do Realizador

Nascido em Portugal em pleno rescaldo da revolução de 1974 e no seio de uma família de artistas politicamente activa, Ivo Marques Ferreira esteve desde sempre em contacto com o teatro e o cinema.
Iniciando a sua formação técnica e artística em Lisboa, trabalhando como fotógrafo, actor, produtor, encenador e “light designer”, Ivo segue para uma breve passagem na London International Film School, e na Universidade de Budapeste e chega finalmente à China, destino que marcará para sempre a sua vida pessoal e profissional: monta uma pequena produtora em Macau e realiza o seu primeiro filme (e recebe os primeiros prémios). De volta a Portugal, a convite da Exposição Universal de 1998, realiza uma também premiada curta-metragem e pouco tempo depois, dirige a sua primeira longa-metragem. Em 2006 recebe uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian para um curso de Escrita de Argumento leccionado pela L.I.F.S., o que o levou a lançar-se na escrita, e realização, daquele que é até agora o seu projecto mais pessoal: “Águas Mil”.
Recentemente, acabou de ser pai e concluiu o documentário “Go with the Wind”, que o levou novamente à China, desta vez para abordar o tema da emigração.

Filmes do Tejo exibe filmes no IndieLisboa'09

Arena (curta metragem)

video

Sinopse
Mauro vive em prisão domiciliária.
As tatuagens ajudam-no a queimar o tempo.
Três putos do bairro aproximam-se da sua janela.
Lá fora, o sol bate com a força do meio-dia.

Datas de Exibição no IndieLisboa’09 e Ficha Técnica do filme

26 de Abril 19:00 Sala 1 - Cinema S. Jorge
27 de Abril 21:30 Sala 3 - Cinema S. Jorge
1 de Maio 16:15 Sala 3 - Cinema S. Jorge

Ficção, Portugal, 2009, 15', 35mm
Argumento: João Salaviza
Fotografia: Vasco Viana
Som: Inês Clemente
Montagem: João Salaviza
Com: Carloto Cotta, Rodrigo Madeira
Produtor: François d’Artemare, Maria João Mayer
Produção: Filmes do Tejo

Nota do Realizador

Mais do que captar as transformações de um lugar, interessa-me a tensão dos momentos em que nada se altera. O protagonista de “Arena” está confinado a um espaço e a um tempo limitados. Ao filmar o Mauro em prisão domiciliária confrontei-me com a condição de um homem que não tem para onde ir. Segui esta ideia, desde o guião até à montagem. O princípio de que os planos não se antecipam às deambulações do protagonista, nem lhe sugere caminhos que ele, simplesmente, não pode ver.
É justo para alguém que vive com grades nas janelas de casa, e que está secretamente à espera que as coisas mudem por si.
Lisboa, 27 de Março de 2009
João Salaviza

17 de Abril de 2009


Porque é que não se devem fazer certas conversas à minha pessoa*

- Este é o não sei quantos. Bom rapaz e bom partido: tem casa, tem carro, tem mota, tem barco...
- Bolas, isso tudo com o ordenado de polícia?

*ou "claramente falhei a aula de diplomacia sobre o que não se deve perguntar às pessoas, especialmente quando se as acaba de conhecer".

15 de Abril de 2009


daqui (clicar para ver melhor)

(Serei eternamente grata à menina limão por me ter dado a conhecer esta pequena maravilha de site)

Bairro Alto sempre

Depois destes dias em Portugal, acho que devíamos ter quotas ou pelo menos umas mesitas marcadas no Maria Caxuxa.

Era mesmo necessário?

Eu gostava de saber qual é o prazer sádico que as pessoas têm em dizer-me que:

1. há 2 semanas estava óptimo tempo, dava para ir à praia e tudo - eu sei, eu vejo a meteorologia.
2. vai chover a semana toda cá, ou pelo menos até eu ir-me embora - eu sei, eu vejo a meteorologia.
3. está muito bom na holanda e em todo o resto do mundo onde não estou neste momento - eu sei, eu vejo a meteorologia.

Para alguém que não apanha sol de jeito mais ou menos desde Setembro, enfim, é chato.

I dreamed a dream

Infelizmente não dá para embed o vídeo, mas vão lá ver a Susan Boyle no Britains Got Talent, se faz favor. Lagrimita ao canto do olho, snif. Sou uma pirosa, fico muito emocional com estas coisas.

14 de Abril de 2009

Obrigadinha, pá!

Queria muito agradecer ao Sr. São Pedro por me ter dado tanta chuvinha todos os dias desde que cheguei a Portugal, com medo que eu já tivesse saudades, não me deixando concretizar o único desejo que trazia e que queria à força cumprir: passar uma tarde sentada na esplanada do Angra* a apanhar sol e a ver o mar.

*não sou assim tão esquisita, também podia ser algures para o Guincho ou para o Estoril, embora neste preciso momento boicotasse a da praia de S. Pedro, por razões óbvias.

9 de Abril de 2009

Actos falhados

Então que não é que só hoje quando cheguei é que descobri que me enganei a comprar os bilhetes e em vez da volta a dia 13, que existia na minha cabeça e agenda, não sei bem como marquei o bilhete para dia 16? Lá tive que andar a desmarcar reuniões e pedir muitas desculpas por afinal ficar mais 3 dias que o previsto. Não fosse o meu pai ter reparado na data impressa nos bilhetes e só descobriria segunda-feira, quando em vão tentasse fazer o check in. Isto até tinha piada se não fosse um bocado mau...

(Como alguém me disse, algo muito bom vai acontecer nos 3 dias extra. Espero bem que sim.)

6 de Abril de 2009

Por acaso também gozávamos sempre com os PCR's


(clicar para ver melhor)

Fim de semana em 63 palavras



Sexta-feira. 20 graus. Esplanada. Cervejas em fim de tarde. Jantar no Grego. Comer de mais. Ir para casa jiboiar no sofá. Demasiado cansada para noitadas. Dormir. Acordar fresquinha. ir para Amsterdão. Pillow fight. A loucura total coberta de penas. After party. Mais cervejas. Spare-ribs para jantar. Mais cervejas. Voltar a casa. Dormir. Acordar. Trabalhar no progress report. Ler 3 relatórios antes de dormir. Dormir.

E assim passa um fim de semana num ápice.

4 de Abril de 2009


Entretanto estiveram 20ºC na Holanda.

Os chico-espertinhos

Volta e meia, aparecem uns comentadores novos. Sabe-se lá como, vêm cá parar, e embora nunca tenham lido o blogue nos seus 4 anos de existência, sentem-se no direito de opinar e contestar o que foi escrito, como tendo imenso conhecimento de causa e sendo tu cá tu lá com quem o escreveu - neste caso, eu. Ora, eu acho muito bem que se manifestem opiniões, sim senhora, mas com respeitinho, que eu não vos conheço de lado nenhum, nem vocês a mim, especialmente se é a primeira vez que me visitam. Ainda por cima, não raras vezes, os comentários demonstram total incompreensão daquilo que foi escrito, deturpando completamente o seu significado, e contrapondo com questões de posicionamento geral na vida - por vezes político - que se me lessem há algum tempo não poriam de todo. E depois da irritação inicial "mas quem é que este/a pensa que é?" lá vou eu ver quem é a alminha, para descobrir que é um puto ou pita de 20 anos ou coisa assim que ainda agora começou a pensar. E encolho os ombros e deixo passar a provocação. Responder, justificar, para quê? Que leiam outra vez e compreendam primeiro. Já dizia a minha avó que quem dorme com miúdos acorda mijado.

2 de Abril de 2009




Os dias cada vez mais bonitos e soalheiros, e embora não dispensem ainda agasalhos, já dá para tirar o gorro de vez em quando. Por outro lado eu vou conseguindo cada vez mais proezas. ciclísticas: já consigo andar uns 10 metros sem mãos - se alguém mandar a piada do olha mãe sem dentes eu juro que não respondo por mim -, de modo que daqui a um ano já devo fazer o trajecto entre casa e a universidade de mãos nos bolsos como qualquer holandês que se preze.

1 de Abril de 2009

Falar estrangeiro



No outro dia comentava com um amigo esta coisa que se nos pega que é a de meter expressões em inglês no meio do nosso discurso falado ou escrito, coisa muito à emigrante, e que eu costumava gozar nos outros. Mas a verdade é que, falando muito mais inglês que português, no trabalho ou mesmo em casa, acaba por ser inevitável. Há expressões insubstituíveis, e que pela sua simplicidade e síntese, não são traduzíveis para português, ou que, mesmo sendo-o, soam mal. Um whatever nunca poderá ser substituído por "o que quer que seja," sob pena de perder displicência, enquanto outras expressões me saem naturalmente, no matter what - não importa o quê, o quê? - e mudá-lo seria perder espontaneidade ao escrever. De qualquer forma, toda a gente sabe que sou emigrante, e com ou sem estrangeirismos continuarei a escrever melhor português misturado que muitos puristas, por isso, enquanto não for em holandês, who cares?