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17 de fevereiro de 2010

Note to self


Da próxima vez que resolver inventar uma experiência para as aulas de laboratório, convém experimentar primeiro a ver se resulta. On the other hand, they got to see how real science actually works: trial and error, most of the time.

13 de fevereiro de 2010

Coisas extremamente difíceis

Heather Graham

Explicar a um amigo como é que se conhece uma amiga comum, que conhecemos porque costumávamos ambas ir a umas festas num local absolutamente glamouroso chamado Academia de Recreio Artístico, e que reconhecemos por causa do blog na casa de banho das mulheres, ali encetando conversa, continuando a parecer pessoas normais depois disso.

11 de fevereiro de 2010

Apesar do mau feitio


Drew Barrymore

A quantidade de mensagens e desejos de feliz aniversário, feliz ano, feliz tudo, de pessoas que eu sei que genuinamente gostam de mim, leva-me a crer que nestes meus 30 anos de vida pelo menos alguma coisa devo ter andado a fazer bem. E isso conforta.

9 de fevereiro de 2010

No meu tempo não era assim

Eva Herzigova e um conjunto de miúdos que ninguém sabe quem são exactamente porque são miúdos

Uma das (poucas) vantagens de se estar quase a fazer trinta anos - é amanhã, by the way - é já se poder dizer com uma certa propriedade que no nosso tempo as coisas eram diferentes, porque o nosso tempo já foi há uns 15 ou 20 anos, que é tempo suficiente para as coisas mudarem. Ora, no meu tempo havia uma espécie de hierarquia relativamente à idade, que era respeitada nem que fosse por medo de se levar nas trombas. Assim, pelos 13 ou 14 anos, não me atreveria a meter-me com os de 17 ou 18, que na minha cabeça era muito mais adultos e isso tudo, remetendo-me à minha insignificância, isto sem sequer sair da escola secundária. Da mesma forma não me passava pela cabeça tratar pessoas de trinta anos por tu, tal como ainda hoje não passa com pessoas mais velhas e que não me tenham dado intimidade para tal, e muito menos a elas me dirigir como de fôssemos colegas de carteira. É uma questão de respeito. Daí que quando miúdos com menos uns quinze anos que eu se me dirigem com a confiança de quem andou comigo na escola dê por mim a ter de controlar o meu mau feitio para não os mandar ir descobrir a sexualidade ou assim em vez de se meterem em conversas de graúdos. "Cresce e aparece" nunca me pareceu um ditado tão pertinente.

8 de fevereiro de 2010

In denial


Não quero fazer trinta anos. Não quero ser adulta, nem madura, nem responsável. Não quero ter de pensar nos meus feitos ou na realização pessoal. Não quero ser balzaquiana. Não quero. Quero ser pequenina para sempre.

22 de outubro de 2009

Uma pessoa especial

Tenho um amigo que, confrontado com a descoberta de uma doença genética hereditária rara, homozigótica, que o obrigará a tomar medicamentos toda a vida, costumava dizer, com sentido de humor, que sempre soubera que era muito especial e raro, mas que só então soube o quanto. Ora, também eu sou especial, não por uma doença genética hereditária, mas por uma alergia, que de tão incomum, faz com que a maioria das pessoas em geral, e a minha médica de clínica geral em particular, olhem para mim com a incredulidade de quem pensa "coitada, está maluca", sempre que me arrisco a afirmar que tenho alergia ao frio. O problema terá começado há coisa de cinco ou seis anos, manifestando-se sempre que estava exposta prolongadamente ao frio. Começava na zona das articulações, primeiro um ligeiro rubor, depois uma inflamação, até culminar num ataque de urticária. Dado que o fenómeno era esporádico e nunca ninguém ligou nenhuma às minhas queixas, até porque a alergia desaparece rapidamente após o fim da exposição, esqueci mais ou menos o assunto, até ao ano passado, quando ao sair da água depois de um banho de mar uma amiga exclamou "ah, foste picada por uma alforreca!" e toda eu era um pequeno mutante da cintura para baixo. Decidi investigar, e a alergia de facto existe, com direito a página da wikipédia e tudo. Os meus amigos, sempre amorosos, e convictos de que era coisa da minha cabeça, obrigaram-me a fazer o teste diagnóstico descrito, que consistia em pôr um cubo de gelo no antebraço durante cerca de cinco minutos, experiência que não recomendo, por não ser particularmente agradável. Só quando o braço começou a empolar acreditaram em mim. As recomendações para quem sofre desta alergia consistem, essencialmentem, em mantermo-nos quentes, e em caso algum achar boa ideia dar um mergulhinho no ártico, ou resolver ir subir o everest, só para ver como é, sob o risco de se morrer de choque anafilático. Mas isto tudo para dizer que, como hão de calcular, a Holanda é um país maravilhoso para se viver quando se faz alergia ao frio, e se anda 5 km por dia de bicicleta. Menos mal que é maioritariamente por contacto, pelo que bons agasalhos, luvas, gorros, etc., ajudam a prevenir a reacção na sua quase totalidade. Tirando na única zona que não dá para tapar. Pois, a cara. O ser especial, por vezes, é uma grande merda.

17 de outubro de 2009

Austrália

Há coisa de sete, oito anos, conheci o homem mais bonito do mundo. Não aos olhos do mundo, mas para mim. Era lindo. Vi-o em câmara lenta quando me voltei porque um amigo me chamou para mo apresentar. Lembro-me de lhe estender a mão, paralisada, sem sequer ser capaz dos dois beijos da praxe. Era artista e viajava sozinho pelo mundo, o que em mim exercia um fascínio enorme, que nunca fui imune a clichés. Nunca me ligou nenhuma, claro, o que o fazia ainda mais interessante. Inábil e insegura como só eu, deixei passar as oportunidades todas, e passado pouco tempo já me chamava Aninhas, que é o mesmo que dizer esquece lá isso e parte para outra. Ainda assim, sempre que o via, sentia um friozinho no estômago, corava, e invariavelmente não dizia nada de jeito, balbuciando monossílabos tímidos e desconexos sempre que ele estava por perto. Depois o tempo foi passando, os encontros cada vez mais espaçados, eu mudei de país uma, duas, três vezes, e deixei de o ver.
Voltei a encontrá-lo há uns meses, no bairro. Vi-o através da janela do maria caxuxa. Ali estava ele, do outro lado do vidro. Um aperto no estômago, corri lá para fora para lhe falar. Já não me chamou Aninhas. Achei-o velho, achei-o gasto, continua um homem bonito, mas já não o achei lindo como antes, e de repente dei por mim constrangida, sem nada para lhe dizer, para lhe contar, nada em comum que justificasse continuar a conversa. Desculpei-me, tinha amigos à espera, gostei de te ver, fica bem, e voltei para dentro. Tudo tem um tempo, e deixando-o passar não sobra mesmo nada, ou quase nada. E agora, nem mais o frio na barriga.

14 de outubro de 2009

Deixar passar

Quem me conhece sabe do meu mau feitio e da minha falta de tolerância relativamente a certas atitudes que considero incorrectas. Há tempos, num episódio do Dr. House falava-se disso mesmo, do fazer o que é certo mesmo parecendo pouco simpático. Mesmo que traga problemas. E, na minha vida, mal ou bem, e possivelmente mais vezes mal do que bem, tento fazer a coisa certa e agir segundo esse princípio.
E é por isso que encontrando apropriações indevidas, cópias sem referências, não sou capaz de deixar passar em branco. É como quando estou na fila do bar e umas miúdas me tentam passar à frente. Gera-se instantaneamente um diálogo na minha cabeça entre o anjinho e demónio que há em mim, sobre o que fazer, ou não fazer: "Podia deixar passar, também não é por aqui que vem mal ao mundo", "Mas estão aqui a fazer-me de estúpida e às outras pessoas que estão na fila há mais tempo", "Coitadas, deixa-as lá, que são miúdas", "Mas está mal", "Mas vais estar a chatear-te para nada", "Epá, não dá, talvez daqui a 50 anos e se fizer muito yoga entretanto, mas agora não vai mesmo dar". E acabo invariavelmente a tocar num ombro ao de leve e indicar o fim da fila. Atingi o expoente máximo de perfeição neste conflito ao conseguir fazer isto tudo sem emitir um som, que é uma coisa que chateia muito menos e evita confrontos directos. Já o consegui fazer inclusive com a tipa que me estava a roubar o casaco num bar. Aproximei-me, toquei-lhe no ombro, apontei para o casaco que levava debaixo do braço, e ela devolveu-mo em silêncio. Pronto, tudo resolvidinho e sem grandes chatices.
Mas não posso mesmo deixar passar, é mais forte que eu. Como dizia a minha mãe tantas vezes: "Posso não endireitar o mundo, mas o mundo não me entorta a mim". E é assim que tento viver. E é por isso que por mais anos que viva continuarei a apontar o que me parece errado e chamar a atenção de quem erra.

Repost: originalmente publicado a 13/04/2007

12 de outubro de 2009

Coisas que eu gostava de perceber

Porque é que passados dois anos de estar fora do país, e sabendo quão cara é aquela coisa chamada roaming, cuja factura é enviada para a minha casa em Portugal tendo de ser paga pelo meu pai, a maioria das pessoas insiste em continuar a ligar-me para o número português. Só hoje rejeitei duas chamadas.

Individualismo #2

O que se torna uma coisa chata para quem, não sabendo mentir, de tempos a tempos tem de responder que sim, que gosta imenso de trabalhar em grupo e tem imenso espírito de equipa, juntamente com o ser muito dinâmica e empreendedora - seriously, acham mesmo que 90% das pessoas podem ser dinâmicas e empreendedoras? -, coisas que hoje em dia estão muito na moda e sem as quais ninguém nos dá emprego, e, enfim, uma pessoa tem de fazer pela vida.

Individualismo

Apesar de ideias claras, convicções fortes e defensora de certas causas, nunca fui militante de nada. O pensamento colectivo assusta-me um pouco. Aliás, em miúda nem quis entrar para os escuteiros por me fazer uma certa confusão aquela coisa do grupo. Isso e ter de ir à missa.

10 de outubro de 2009

Defeito profissional


Raramente falo sem saber, e mesmo quando o faço, geralmente é porque tenho uma certeza próxima dos noventa por cento. Em ciência, a cada frase escrita, esta tem de ser sempre fundamentada e devidamente amparada por referências que a confirmam, razão pela qual qualquer artigo publicado vem acompanhado muitas vezes por centenas de referências bibliográficas. Daí que aquilo que muitos chamam de desequilíbrio, descompensação, tentativas desesperadas de provar que tenho razão, perdendo tempo a consultar números, gráficos, documentos, fontes de informação, eu chamo defeito profissional. E gostar de falar com conhecimento de causa, e não apenas de cor.

4 de outubro de 2009

Oh que maravilha

Tenho um vizinho que toca bateria.

Ok! teleseguros

Ou como deixar de subscrever definitivamente os feeds de notícas do Público. Há limites de decência, e as 12 notícias de última hora na área de ciências serem apenas anúncios, é coisa para me chatear.

Como estraçalhar a auto-estima #2

Ir às comprar com uma amiga que veste o 24 de calças.

Karma

Raramente se sair para grandes discotecas, e quando finalmente se vai, numa girls night out, calhar ser na noite gay.

(eu devo ter sido homofóbica numa outra vida)

1 de outubro de 2009

00:17 (novo update às 00:23)

Coisas que eu tenho para fazer:
  1. Lavar a louça
  2. Arrumar roupa
  3. Arranjar a mala para amanhã
  4. Terminar a apresentação para a joint meeting
  5. Ir dormir.
Coisas que eu estou a fazer:
  1. Ler blogues.
  2. Ler updates no facebook
  3. Rever fotografias do Hawaii.
  4. A rir que nem uma perdida com os "tratamentos intravenonosos" do Michael Jackson

Zen



Sempre gostei muito da parte de meditação quando andava nas aulas de Yoga. Livre do esforço de permanecer estática numa posição desconfortável, aproveitava finalmente para pensar em tudo o que tinha de fazer no dia seguinte.

Autocontrolo

Sou normalmente uma pessoa controlada no dia a dia, a ponto dos meus amigos mais próximos me confiarem os seus segredos ou as notícias mais terríveis por contarem com a minha calma e capacidade de não dramatizar nem entrar em pânico, procurando friamente arranjar soluções, e mais, de o guardar para mim por mais pesado que seja. Mas, e aposto que nesta altura já a maioria estará a pensar "controlada, mas ela droga-se?", há sempre um mas, um calcanhar de Aquiles, e esse meu autocontrolo vai todo por água abaixo em confrontos directos sobre assuntos que mexam com as minhas convicções mais fortes ou quando a minha posição sobre qualquer matéria é questionada insistente e exaustivamente. E é então que eu, geralmente tão racional e ponderada, começo a ferver e deixo de conseguir pensar, começando a agir por impulso, e descontroladamente. E é tanto assim ao vivo e a cores, como neste mundo virtual. E daí que venha a propósito mais um pouco de biografia: eu sou a pessoa que, enquanto testemunha de defesa em tribunal, depois de ter respondido umas 20 vezes à mesma pergunta, de repente deu por si com as seguintes palavras a sair-lhe da boca "também não posso garantir que ele nunca matou ninguém, que não passo 24 horas por dia com ele, mas acho que não". Valeu-me a juíza, que já devia estar tão cansada como eu da advogada de acusação, e que em vez de me mandar prender por desrespeito a tribunal, se limitou a pôr fim àquela tortura com um "a testemunha já respondeu que nunca viu ou ouviu dizer que". De modo que não esperem melhor de mim aqui, que não está mesmo ao meu alcance.

O que eu desejo mesmo

É paz na terra e gente sem fome. O resto é secundário.