27 de Maio de 2009

Leiden International Short Film Experience


Na próxima sexta-feira irá realizar-se em Leiden a primeira edição do LI[s]FE, um festival internacional de curtas metragens, integrado na Semana da Diversidade. São mais de 70 curtas, de várias nacionalidades, profissionais e amadoras, e também animação. Haverá também uma peça de teatro e uma exposição de fotografia. Para quem viva aqui nas Netherlands, goste de cinema e possa estar interessado em vir vir, deixo algumas informações relevantes.

Data: 29 de Maio
Local: Plexus Center, Kaiserstraat 25, 2311 Leiden
Entrada: 5€

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E antes que me perguntem, sim, tenho a ver com isto e pertenço à organização do evento. E não, não vamos ganhar dinheiro com isto, muito pelo contrário.

26 de Maio de 2009

Não há bem que sempre dure...



E depois de um dia que prometia primavera, uma tempestade cinematográfica abateu-se sobre Leiden, raios e trovões ribombantes soaram toda a noite, ventania abanando as árvores e fazendo os seus ramos bater nas janelas, perturbando o sono e a tranquilidade habitual. A cidade amanheceu chuvosa e triste, a pedir impermeáveis e galochas, e coragem para pedalar contra o vento.

25 de Maio de 2009

Procurar casa em Leiden



Como vos disse, isto de procurar casa não é fácil, e se no início caímos nalguns erros de principiante, não reparando em certos pormenores nas fotos, que só notávamos finalmente nas visitas, com o tempo vamos ficando de olho mais aguçado contra perdas de tempo. Por exemplo, esta casa está a ser alugada pela módica quantia de 795 € mensais. Carota, parece-me, especialmente se repararmos bem num certo detalhe. Quem descobre o que há de errado nela?

Brad Pitt

O Verão chegou aos países baixos, ou pelo menos é o que levam a crer as dezenas de flipflops que vi pelos pés dos locais, entre vestidinhos e calções curtos. Pessoalmente, parece-me exagerado, mas não sou ainda de ficar deslumbrada com 20 graus, e até aos 30 mantenho bem a compostura.

24 de Maio de 2009

Séries

Lá fui desafiada para mais uma cadeia, desta vez pelo Espumante, sobre as 15 séries que marcaram a minha vida. Ora, em primeiro lugar, sou péssima para estas coisas, porque tenho sempre péssima memória e nunca me lembro de nada na altura, de modo que fiz um bocadinho batota e fui ver os últimos cinco blogs que responderam ao desafio para me inspirar. Assim, se faltar alguma muito importante, a culpa não é minha, é dos outros que também não se lembraram. Em segundo lugar, eu sou uma pessoa que se farta, e embora comece por vezes muito entusiasmada a seguir uma série, acabo eventualmente por fartar-me quando se começa a alongar muito em segundas e terceiras séries e a engonhar de mais para o meu gosto. Por isso, as que aqui estão referidas foram escolhidas com base no entusiasmo inicial que me suscitaram,ou o impacto que tiveram na minha infância/adolescência, mesmo que tenha deixado de as ver a certo ponto - como a Anatomia de Grey, que deixei de ter pachorra - ou hoje em dia, enquanto adulta, não lhes achasse piada - como ao Michael Knight.

Alf
O Justiceiro
Duarte e Companhia
MacGyver
Beverly Hills
The X Files
Ally McBeal
Sex and the City
Seinfeld
The Simpsons
ER
Grey's anatomy
Six feet under
The Sopranos
House

E pronto, não passo a cadeia a ninguém. Quem quiser que lhe pegue.

23 de Maio de 2009

Killer heels



No fim do Verão terei o casamento de uma prima. Por experiência própria, sei que é péssima ideia deixar a compra do vestido e sapatos para essa altura, porque os saldos limitam a escolha, podendo tornar-se impossível arranjar alguma coisinha de jeito. Precavida, comecei a tratar do assunto com meses de antecedência, tendo comprado o vestido em Fevereiro. Faltavam sapatos.
Já os tinha visto e namorado à distância durante algum tempo, embora temesse os saltos assassinos. Ontem acabei por ceder, sabendo de antemão que aguentarei cerca de hora e meia com eles, se não menos. Esperemos que dê ao menos para chegar às fotografias. O plano B também já foi tratado, sandalinha rasa para todas as ocasiões, mas há que reconhecer que tem muito menos pinta. Aceitam-se apostas para quanto tempo irei aguentar sem sair do salto.

21 de Maio de 2009

Homens

Viver com um homem não é fácil. Há uma série de coisas que não conseguimos entender, mas que de alguma forma são lógicas lá na cabeça deles, e nas quais, embora nos causem uma certa urticária, não devemos interferir se não formos suas mães ou namoradas. Como por exemplo terem deixado o portátil na cozinha ligado à ficha do microondas, coisa que descobrimos quando vamos usar o microondas e este não funciona. Ou acharem que é na boa deixar a roupa toda pendurada a ocupar único estendal da casa durante a semana inteira que vão de férias. Ou convidarem não sei quantas pessoas para lanchar/jantar na véspera de partirem para uma semana de férias e não lavarem a loiça. Ou porem a sua roupa dentro da máquina de lavar, mas não a ligarem (?!), e assim se perderem horas de dia que poderia ser produtivo em termos de laundry. Sim, estou aqui a controlar-me para não lhe ir bater à porta do quarto e perguntar se está a pensar lavar o caralho da roupa hoje, ou se outras pessoas podem usar a máquina também, assim só por acaso.

18 de Maio de 2009

Uma pessoa é fixe e depois lixa-se

A busca por casa nova revela-se complicada, ao ponto de ponderar deixar-me ficar muito bem quietinha onde estou, até encontrar algo que valha a pena - o que começo a pensar que poderá nunca acontecer. Quando decidi começar a procurar casa, achei que devia informar o meu flatmate, por cortesia, para que estivesse preparado. Disse-lhe, na altura, que não me mudaria enquanto não encontrasse nada de jeito, e que lhe daria sempre um mês de avanço. Durante todo este tempo, mantive-o mais ou menos a par do que se ia passando, deixando-o saber que ainda não tinha encontrado nada. Qual o meu espanto quando hoje, ao dizer-lhe que se calhar não me mudava tão cedo, me diz finalmente que já tinha um gajo a ir visitar a casa - e portanto o meu quarto - e que lá iria ficar 2 dias (!?) - no meu quarto não será de certeza. Lá tive de lhe dizer que não tenciono ir para a rua, e que a partir do momento que lhe garanti dar-lhe sempre um mês de avanço, não devo sentir-me pressionada a sair. O que me leva a pensar que devia era ter ficado caladinha, para só abrir a boca quando encontrasse casa, se encontrasse. Agora, dá-me ainda mais vontade de ficar. nem que seja só para chatear.

14 de Maio de 2009

Sem falar das pepitas de chocolate

Uma das coisas que sempre me fascina é a gastronomia holandesa e o sentido culinário dos holandeses na hora de preparar refeições e fazer misturas. A hora de almoço na cantina é quase sempre fértil em novidades espantosas. Hoje, por exemplo, sob o meu olhar incrédulo, um colega comeu à minha frente uma sandes de manteiga de amendoim com rodelas de maçã.

Tráficos

O meu trabalho aqui é em estreita colaboração com um grupo do LUMC (aka hospital), pelo que há algumas trocas entre nós. Eles fornecem-me péptidos sintéticos ou proteínas, eu dou-lhes nanopartículas para testar em células. No big deal. Como o hospital me fica a caminho entre trabalho e casa, acaba por ser mais fácil para mim passar por lá para recolher ou entregar as coisas. Chego ä porta do hospital, paro a bicicleta, ligo ao Rod e peço-lhe que venha cá abaixo fazer a troca. Eu dou-lhe uns eppendorfs, ele dá-me uns tubinhos, que meto na mochila e toca a andar. Imagino o que pensarão os pacientes que estão ali pela entrada, ao ver estas trocas. Qualquer dia chego e está lá a polícia.


A game @ bartb_pt

12 de Maio de 2009



Fruttivendolo @ bartb_pt

Fotografia do meu amigo Bart, a quem dedicarei as próximas emissões

Apesar destas dúvidas todas

Lembrou-me agora dizer que finalmente hoje conheci o Chris... e que é giro giro, muito mais que na foto do cartão de visita da agência, em que parecia um bocado mais parvo, e mais feio. Espero não o ter infectado com o meu vírus, tadinho.

11 de Maio de 2009

Eu precisava era de companhia esperta para ir ver as casas comigo

Quem me conhece bem, sabe quanto me custa tomar decisões rápidas relativamente à minha pessoa. Mais ainda sozinha, sem conselho por perto. Assim que a casa que parecia ser a "the one" não era - afinal consegui ir vê-la hoje -, e embora tenha muito bom aspecto nas fotografias, porque está toda novinha, e é tudo branquinho, a verdade é que é tão pequena que não dá sequer para lá enfiar a minha cadeira giratória ou uma mesita onde caibam mais de 2 pessoas a comer, e isso não pode ser. Por outro lado, a outra que não parecia tão boa, revelou-se muito melhor, com uma sala de estar óptima, uma cozinha razoável, mas dois senãos: um quarto pequeno sem janelas e a casa de banho com acesso a partir da cozinha - ou seja, teria de atravessar a cozinha e a sala até chegar ao quarto cada vez que tomasse banho. E aqui começa o dilema: estes contras não são tão grandes que não conseguisse viver com eles, mas, e há sempre um mas, tendo em conta que vivo actualmente numa pequena mansão e que mudar de casa custa cerca de 750€ só de comissão à agência e eu sou pobrezinha, seria melhor esperar até encontrar a "the one" em vez de me precipitar? Mas e se a "the one" não aparecer nunca e estiver a deixar escapaz uma boa susbstituta? É que não sei que fazer à minha vida. E tenho até às 13h de amanhã para dar uma resposta.

Só há um problema

A casa está mobilada, o que poderá implicar eu ter de vender a minha mobília de quarto ao preço da uva mijona após seis meses de a ter comprado. Mas isso são outros quinhentos. Sim, estou um bocadinho excitadinha com isto.

Woohooo

Vou ver a casa na quarta-feira, yupiiiiiii. Hoje vou ver outra casa também, um bocadito mais ranhosita, a precisar de algum trabalho manual (e muita esfregona) mas que pode ficar como plano B. Vamos lá ver...

Ai ai ai


Quer dizer, cada vez que mandava um mail ao fofo - o da imobiliária - para ver uma casa ranhosa qualquer, ele era resposta em 5 minutos, fosse lá quando fosse. Mesmo sem pedir, lá ele me mandava um ou outro mail a avisar de novas casas. Agora, que eu vi aquela que eu quero, nada de responder. E olhem que já mandei ontem! Era só o que me faltava. Começo a temer o pior: ainda vou ter de telefonar. Logo eu, que detesto falar ao telefone. Ainda por cima vou ter de pronunciar o nome da rua, Van der Werfstraat. De nariz tapado. Não é para todos, que não.

Gisele Bündchen

Ai, é que não estou nada bem

Estou com uma constipação desgraçada, graças à conferência a que assisti debaixo de um ar condicionado potentíssimo. Passei o dia arrastando-me pela casa, e maioritariamente no sofá. Felizmente o roommate foi de férias, pelo que pude disfrutar do prazer de me esparramar no sofá e passar o dia em pijama, rodeada de kleenexes. Apesar deste contratempo, estou com esperança de ter encontrado "the one". Não, não é o que estão a pensar, isso é capaz de demorar um bocadinho mais tempo. Mas vi uma casa perfeita na net, a primeira que me fez pensar "aqui posso ser feliz" e mandei logo um mail lá para o Chris - é o agente imobiliário, que nunca vi pessoalmente, mas de quem já sou quase íntima, e que irá de férias às caraíbas às minhas custas - a pedir para ver a casa quanto antes. Claro que se está mesmo a ver que vai ser sete cães a um osso, e todos os desalojados leidenses vão querer ir morar para lá, mas, de qualquer forma, wish me luck.

6 de Maio de 2009

Tudo eu, tudo eu


O meu flatmate é uma menina, a sério. É que nem para desentupir a banheira serve. Chego a casa, depois de um fim de semana prolongado, à espera de tomar um banho demorado, e ele diz-me que a banheira estava entupida mas que tinha comprado um produto para resolver o assunto. Claro, os cinco dias que eu estive fora não chegavam, mesmo tendo dois sido feriado e outros dois fim de semana, não. Tinha de ter esperado pelo dia da minha volta. O produto deveria fazer efeito durante 10 horas. Ok, que remédio. Hoje de manhã, aquela merda continuava na mesma. Lá me disse que teve medo de comprar algo muito forte e tinha preferido um produto enzimático. What the fuck?! Enzimático é para quem não é quimíco ou biólogo e fica impressionado com essas coisas, que um ralo assim só lá vai com soda cáustica. Totó. Resolvi tomar conta do assunto. Comprei um de frasco laranja com um símbolo de corrosivo bem grande que faz efeito em 15 minutos. A sério, começo a achar que sou o homem desta casa.



(Já no outro dia veio com a conversa de que se calhar precisávamos de comprar um frigorífico novo, porque este andava a largar água. Abro o congelador, pego numa espátula, e pico o gelo que se estava a formar na zona da porta e já chegava à zona da borracha. Milagre: deixou de verter. Duh!)

Evita

A Eva é húngara da Transilvânia, fala 7 línguas e vive em Buda. Era a minha melhor amiga de Erasmus em Milão, e com ela vivi as maiores loucuras desses tempos. Como achar que era muito boa ideia pedir boleia para voltar para casa, às 4 da manhã, depois de uma noite de copos. Mas isso são outras histórias que não caberiam aqui. Voltar a vê-la passados 5 anos, depois de tantas coisas terem acontecido nas nossas vidas, e parecer que tínhamos estado juntas ontem é coisa que só acontece com grandes amigas, daquelas que ficam para sempre. Meio em inglês, meio em italiano, que uma língua só não chega.

Budapeste