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20 de novembro de 2008

Fashionless


Uma coisa que percebi passadas aí duas semanas de cá estar é que o melhor é desistir definitivamente de ser gira na Holanda. Então vejamos: portuguesinha de gema, sou daquelas pessoas que só conseguem andar minimamente apresentáveis no verão. Ora, está frio e tende a piorar, o que significa que, daqui para a frente, as camadas de roupa só podem aumentar, até ao limite do escafandro, coisa que, como podem imaginar, não é propriamente sexy. De modo que, roupita assim gira e cheia de estilo, que favoreça o corpito, esqueçam, venham as calças de ganga e golas altas grossas e disformes de lã. Podia então virar-me para os sapatos, ícones de moda e feminilidade, mas infelizmente ando de bicicleta e não sou como as holandesas, capaz de pedalar de salto agulha, pelo que estou limitada aos ténis. O cabelo não se dá bem com a humidade e o gorro diário, a falta de sol torna-me pálida e a pele da cara começa a acusar o ventinho gelado entre casa e o trabalho. Resta-me finalmente recorrer aos acessórios, mas malas também não, que não dão jeito para andar de bina, e por isso só mochilas, ficando livres luvas, gorros e cachecóis. E casacos, claro. Acho que daqui para a frente é só mesmo nisso que vou investir. Que até uma michelin tem direito a mudar de cor.

Vida de ciclista

Acabo de chegar ao trabalho à beira da paragem respiratória. Pedalar contra o vento é fodido.

19 de novembro de 2008

O sole mio

Uma pessoa percebe que estes ares lhe dão boas cores quando vai para o trabalho de cara lavada e lhe perguntam se está doente.

16 de novembro de 2008

Very typical


Bitterballen


La Chouffe (e não me venham com merdas, que a Super bock e a Sagres são muito boas, que não são.)


Fotografias da minha amiga Sofia.

Casa e redondezas


A minha é a branca com as bicicletas à porta


A ponte móvel


A ponte vista do outro lado


O moínho


O canal da rua de trás


Ainda o canal


Mais canal


Fotografias da minha amiga Sofia.

12 de novembro de 2008

Aculturação

Sair de casa de manhã, ainda de cabelo molhado, montar-se na bicicleta e comentar com o companheiro de casa: "hoje não está frio nenhum", chegar ao trabalho, ir ao CNN weather e descobrir que estão 7°C.

10 de novembro de 2008

Visitas

Este fim de semana recebi a minha primeira visita vinda de Portugal, a minha amiga Sofia, com quem aproveitei para para revisitar Amsterdão como turista, e voltar ao museu Van Gogh e à casa de Anne Frank, onde tinha estado há cerca de 5 ou 6 anos. De resto, a volta do costume, Red Light District, Leidseplein, mercado das flores, muita conversa e muito riso, bitterballen e cerveja, e sol e céu aberto a receber-nos, para a fazer desconfiar do teor de verdade do que vai sendo escrito por aqui. Sorte, digo eu, que hoje o dia já acordou cinzento.

Vizinhança



Uma semana depois da mudança de casa e de ter passado aqui todos os dias, duas vezes por dia, de bicicleta, finalmente reparei que moro a uns 50 metros da casa onde nasceu Rembrandt.

Wishlist


Para o Natal, sff.

3 de novembro de 2008

Vida de ciclista

Apesar de duas quedas e uns ameaçoes de acidentes, magoei-me hoje pela primeira vez, numa manobra trivial, onde o piso molhado que me fez derrapar e acabar a bater com o tornozelo no pedal. Resultado: um tornozelo bonito bonito, roxinho, e sem pele. E começa a contagem das mazelas...
P.S. Sim, pai, desinfectei.

Coisas que eu fiz este fim de semana

  1. Mudei de casa.
  2. Passei 5 horas no IKEA.
  3. Andei a acartar sofás.
  4. Mesmo assim consegui ir duas vezes ao cinema, com especial menção ao novo filme de Clint Eastwood, Changeling, que recomendo vivamente, não só porque é muito bom, mas também porque me permitiu ver, pela primeira vez, a Angelina Jolie num papel decente.
Aqui fica o trailer:


30 de outubro de 2008

29 de outubro de 2008

Vida de ciclista

Não fosse chover regularmente e estarem 3°C - 3 graus! - e até começava a apreciar os passeios matinais.

28 de outubro de 2008

Vida de ciclista

Alem da chuva e da fome, outro tema recorrente será certamente a minha experiência sobre duas rodas, grande novidade para mim. Ora, coisa que dava para umas narrativas engraçadas são os meus quase-acidentes, as vezes que pensei serem o meu fim, ai ai ai que me parto toda e que vou desta para melhor. Infelizmente, como já por varias vezes referi, o meu pai lê o meu blog, e vá-se la saber porque, não partilha com o mesmo entusiasmo e sentido de humor estas peripécias, coisa de pai, sei la, não lhe da para rir que eu quase morra. De modo que escolho omitir detalhes e conto apenas que ate agora só cai duas vezes, ambas durante o mesmo trajecto, pelas 3 ou 4 da manha - who cares? -, parada, enquanto voltava para casa depois de uma festa. Devo acrescentar que andar de bicicleta com os copos não e nada fácil, mas que parar a bicicleta com os copos e ainda pior.
No mesmo dia, umas horas antes da festa, estou convencida de ter tido um encontro imediato com o maior energumeno de toda a Holanda e quiçá dos países vizinhos. Foi azar, que aqui, não só respeitam as regras porque são um povo que, em geral, respeita as regras, mas também porque a culpa e sempre do condutor, mesmo que o ciclista se lhe mande para cima feito kamikase. Então não e que este grandessíssimo filho da puta*, não só resolveu passar numa rua permitida apenas a transportes públicos, como, para se livrar do radar, se meteu em sentido contrario numa zona com separador central e sem espaço para a passagem de um carro e uma bicicleta, exactamente enquanto eu estava a passar? Confesso que, nesse instante, vendo o carro avançar na minha direcção, comecei a ver a minha vida a andar para trás. Valeu-me o facto das minhas cycling skills terem melhorado substancialmente durante as ultimas semanas e ter por isso conseguido subir o passeio, num rasgo de lucidez e sangue frio, sem no entanto ter partido os dentes da frente, coisa que grande desgosto me traria.
A festa, by the way, foi muito boa.


*aqui posso chamar nomes porque pôs em risco a minha integridade física.

24 de outubro de 2008

Vida de ciclista

Ter, permanentemente, dores no rabo e nas pernas.

"Get the f*** out of my way"

A medida que se muda de estatuto, também as embirrações pessoais vão sendo deslocadas a novos destinatários. Automobilista durante cerca de 10 anos, os meus odiozinhos de estimação dirigiam-se sobretudo aos outros automobilistas, muitos verdadeiros energumenos sobre rodas. Agora, como ciclista, os alvos da minha irritação são, por esta ordem: motoristas de autocarros - tem mesmo de andar no meio da estrada a ponto de eu ter medo de levar com um em cima quando vem em sentido contrario ao meu ou colar-se atrás de mim como se por isso eu conseguisse pedalar mais depressa? -, automobilistas em geral que não param para eu passar e me obrigam a travar, peões que se atravessam a minha frente, e last but not least, outros ciclistas. Especialmente aqueles que vão a anhar a minha frente, e que, tal como geralmente em versão automobilizada, são sempre gajas. Eu ate percebo, não tem mais nada que fazer, mas eu não tenho culpa. E que eu não pedalo por prazer, não ando ali a passear, vou com objectivo definido e geralmente atrasada e com pressa. Por isso, caras senhoras, saiam-me da frente que eu não tenho travões.

Adenda: Para quem se possa perguntar: "mas porque e que ela agora mete asteriscos?", e porque o meu pai agora lê o meu blog.

23 de outubro de 2008

Wishlist



Ear muffs




Adenda: Questiono-me seriamente se terei idade para isto.

Adenda 2: Depois de tantos elogios a beleza destes ear muffs, possivelmente os mais pirosos que vi, questiono-me se devo esclarecer que a fotografia foi escolhida ao calhas, apenas a titulo exemplificativo da funcao, e que devido a minha idade e ao facto de ser uma pessoa discreta, me contentaria com uns pretos lisos.

Horarios

Outra coisa muito boa aqui na Holanda e as lojas fecharem todas as cinco da tarde, o que e uma coisa que da muito jeito a quem trabalha. Valham-nos as quintas-feiras, onde ficam abertas ate as da noite, para compensar. No entanto, como aqui não há shoppings, basta calhar chover a quinta feira para não apetecer la muito andar a passear na rua a ver montras. A razão, aparentemente, e o facto da maioria das mulheres holandesas nao trabalharem a tempo inteiro, e disporem por isso do dia inteiro para andarem na boa vaiela as compras.

To do list: Arranjar um marido holandês rapidamente.