19 de Dezembro de 2009

Dilema

Se hei ou não de sair de casa para ir ao mercado comprar um queijinho, umas stroopwafles e aproveitar para comprar os últimos presentes de Natal, tendo em conta que estão -5ºC e que, apesar do aquecimento central, ao contrário do que o imaginário colectivo português pensa, ele ainda não funciona na rua. E também não existem shoppings, pelo que, para se fazer compras, mesmo sem ser no mercado, se tem mesmo de andar na rua, que apesar do aquecimento central continua a estar, enfim, fria.

Adopção


In the lack of a subject

E ainda dizem que falar sobre o tempo é sempre um tema inofensivo... Antes política e religião.

As não polémicas que aqui passam a ser

De cada vez que escrevo qualquer merdinha, qualquer piadinha, por mais inofensiva que seja, há sempre de haver uma série de virgens ofendidas a reagir como se lhes tivesse insultado a honra da mãe. Eu, tão fã de um sarcasminho, de uma ironia, de um bom gozo à moda antiga, vejo-me a ter de pensar 30 vezes antes de publicar qualquer coisa, não vá ferir susceptibilidades e criar inimigos para todo o sempre. Sinceramente, já não há pachorra. Agora é porque ousei gozar com o "ai está tanto frio em Lisboa" e o alerta amarelo. Pessoas: eu vivi em Portugal durante 27 anos, não me estão propriamente a contar novidades sobre o país. Acontece que, ao mudar para uma realidade diferente, aprendi a relativizar e olhar para as coisas em geral, e o clima em particular, com outros olhos, e sendo este um blog pessoal - pessoal, pessoal, pessoal, acham que se repetir mais vezes se torna mais claro? - é natural que aqui partilhe a minha visão pessoal sobre o mundo em geral, e sobre Portugal em particular, sendo, obviamente, essa visão pessoal extremamente influenciada pelas minhas vivências em geral, e a vivência num país diferente com realidades diferentes em particular. Estar fora faz-nos olhar as nossas singularidades com um espírito mais crítico, de quem está de distante o suficiente para com elas fazer humor. Mais, passamos a ver as coisas boas que temos e a que antes não dávamos valor com maior clareza, como por exemplo, o clima. Vamos cá ver, eu não ando propriamente de blog em blog a dizer às pessoas que se queixam do frio que são umas grandes estúpidas, que não vêem que não está nada frio, que estão 10ºC, e que no resto da europa está bem pior, e que em Moscovo estão -30ºC. Não, eu não faço isso, ao contrário de quem aqui vem ripostar. Eu escrevo aqui no meu bloguezinho pessoal umas piadas comparativas, devido à minha vivência pessoal num país diferente onde as temperaturas são diferentes, e onde ainda assim faço 5 km de bicicleta diariamente, independentemente das condições atmosférimas, e aproveito para postar umas fotinhas que tirei porque até tinha levado a máquina fotográfica comigo. Ou seja, falo da minha realidade, no meu blog. Mas claro, já devia saber da falta de poder de encaixe e capacidade de rir de nós próprios, e lá me cai em cima o sindicato dos friorentos portugueses em peso a dizer que sou má, e que não tenho o direito de gozar só porque vivo uma realidade diferente, ai ai ai, quem és tu para escrever no teu blog pessoal o que pensas, sua grande insensível? Ou seja, afinal as pessoas têm o direito de se queixar ininterruptamente durante uma semana, mais ai de quem, sacrilégio, goze com isso e as faça por 3 segundos pôr a mão na consciência e pensar que talvez afinal até não seja o fim do mundo e não sejam as mais desgraçadinhas de todo o planeta azul e sistema solar. Isso é que não. Mas têm razão, são, realmente, as pessoas mais coitadinhas à face da terra. Pelo menos na cabeça, que é onde interessa.

18 de Dezembro de 2009

Home

Casamento entre pessoas do mesmo sexo

Finalmente!

Ai, está tanto frio em lisboa #5






À porta de casa.

Ai, está tanto frio em lisboa #4



A caminho de casa.

Ai, está tanto frio em lisboa #3

Olha, neve a cair enquanto fumava um cigarro no jantar de Natal.

Ai, está tanto frio em lisboa #2


O volante da minha bina enquanto ia para casa.

Ai, está tanto frio em lisboa

A minha bina quando saí do jantar de Natal de vestido, collants e salto alto.

17 de Dezembro de 2009

Urban (spontaneous) art?

Em Genève, presente da cdgabinete

Com que então, houve um sismo?

(não tenho mais nada a acrescentar, tirando que só descobri agora, quando fui fazer a minha ronda pela internet)

15 de Dezembro de 2009

Ou seja, têm frio por forretice

Todos os anos é a mesma coisa. Todos os anos são os anos mais frios de que há memória, até ao ano seguinte. Todos os anos as pessoas se queixam de que as casas não estão preparadas - que não - mas não fazem nada para as preparar para o ano seguinte. Todos os anos as pessoas se queixam, mas assim que passam os 3 dias de frio nunca mais se lembram de comprar um aquecimento ou instalar um recuperador de calor para no ano seguinte não se queixarem de que têm frio e de que as casas não estão preparadas, como se não tivessem nada a ver com isso e fosse uma pena com a qual tivessem de viver por ordem divina, triste fado, em vez de pensar que as casas preparadas estão preparadas porque os seres humanos que as constroem ou habitam as preparam. Ou seja, é possível, desde que se esteja disposto a investir nisso em vez de se passar o tempo a lamentar que as casas não estão preparadas.

Eu sabia que ao pôr aqui uma sugestão de aquecimento a óleo rapidamente surgiria a questão do dinheiro, ai quanta electricidade gastará um aparelho destes? Para dizer a verdade, não sei, nem me interessa, mas palpita-me que certamente menos nas duas semanas em que será preciso do que aquilo que pagamos por ano por aquecimento central. Ou acham que é de borla? Que não nos sai do bolso ter as casas aquecidas? Nesta casa não sei quanto é, porque já está incluído na renda, mas na casa anterior pagávamos 125€ mensais pelo aquecimento. Todos os meses, incluindo os de Verão, compensando os de Inverno onde se gasta mais. Ora, é fazer as continhas: 125 x 12 = 1500 € por ano em aquecimento central. Ou seja, umas férias em Cancun. Não sei porquê, mas acho que mesmo assim um aquecimentozinho a óleo deve sair mais em conta...

(E sim, estas coisas a óleo funcionam, desde que haja uma em cada divisão, e estejam ligadas mais de 30 minutos por dia. O aquecimento central que tenho em minha casa tem estrutura parecida, com a diferença de em vez de ser a óleo aquecido a electricidade, é aquecido com água através de tubagem ligada ao meu esquentador e a um termostato e está fixo à parede.)

Está frio!

Pois está. E sabem porquê? Não? Bem, então vou contar-vos uma novidade:

Porque é Dezembro, é suposto estar frio.

Helloooooooooooooo, uma estação do ano chamada Inverno, rings a bell? E os lisboetas só não se lembram disso porque estão muito mal habituados a ir à praia em Novembro. Por isso vá, ponham lá um casaco de jeito, comprem um aquecimento e deixem-se de lamúrias que já ninguém da europa central para cima vos aguenta.

14 de Dezembro de 2009

Ai ai, que está tanto frio em Lisboa

Há muito tempo que não postava um quadrinho comparativo destes, não tinham saudades?

(especial atenção a sexta-feira, onde a diferença entre as máximas é só de 18 graus celsius. não é fofinho?)

13 de Dezembro de 2009

2009

Bruxelas twice
Budapeste
Londres
NOT Praga (a intenção era a melhor, mas a skyeurope fez questão de a lixar)
Copenhaga
Lisboa cinco vezes (ok, a little bit too much)

Definitivamente pior que 2008, mas nada bate 2008. Ainda não foi desta que fui a Berlim, para o ano não escapa, bem como Munique. Aliás, para o ano há outros planos maiores. Veremos.

Olha eu com os Jimmy

Presentinho da Attitude

Agrados

As mulheres são, no geral, muito mal tratadas pelos rapazes da bloga. Tão sérios e tão cheios de si, vêem-nos quase sempre como fúteis e parvas, constantemente menosprezando-nos ou tratando-nos com condescendência e paternalismo, como se fôssemos todas umas atrasadinhas mentais, sendo o epíteto "blog de gaja" um termo depreciativo per se.
E por isso, quando nos oferecem simpatia e gentileza, não podemos ficar indiferentes. O Miguel é um cavalheiro e possivelmente o blogger que melhor trata as meninas desta nossa blogosfera. E sabe bem.

Obrigada Miguel.

12 de Dezembro de 2009

Varão


in JoelNeto.com

10 de Dezembro de 2009

©The darling child, pela mão da fofa da menina limão

8 de Dezembro de 2009

Viver num país (quase) nórdico

não é só encontrar Jimmy Choo's 37 duas semanas depois, mas acabar de marcar na minha agenda uma reunião para dia 6 de Dezembro de 2010.

Autotrófico

Ando a pensar adquirir um ser vivo para a minha casa. Tendo em conta que não ladra, alguém sabe um truque para o manter nesse estado? De preferência menos vago que regar, que até aí também eu consigo chegar, embora não com grande regularidade.

7 de Dezembro de 2009

Copenhaga

Jimmy Choo for H&M

Vantagens de se calçar o 37 em países nórdicos. Agora só tenho de aprender a andar com eles. Ou então ponho-os em cima da cómoda como objecto decorativo.

6 de Dezembro de 2009

I'm a head turner in CPH

Literalmente. E apesar da minha amiga R. ser má e achar que é por ser baixinha, e que a minha girice não explica tanta atenção, especialmente quando vestida de astronauta, eu por mim vou continuar a viver na ilusão de que sou extremamente gira e exótica na dinamarca, com o meu ar de bonequinha andaluza, sendo essa a razão de tanta atenção da parte do sexo oposto. E ai de quem me venha dizer o contrário, que eu sou feliz assim.

(chegaram a meter conversa comigo directamente em espanhol. não percebo, como se eu não passasse perfeitamente por dinamarquesa...)


Sinceridade


via Sara, daqui.

3 de Dezembro de 2009

Daqui.

2 de Dezembro de 2009

Bem, e agora vou fazer a mala

1 de Dezembro de 2009

Relativismo cultural

Absolutamente encantador.

E o casamento gay?

Será que já anda a ser discutido nos países árabes?

Ai ai, e a interrupção voluntária da gravidez (já no islão é muito incentivada)

Sempre que faço referências aos crimes praticados contra as mulheres em nome da religião, especialmente o islamismo, lá vêm 400 virgens ofendidas apontar que não é assim em todo o lado, e uma coisa é o Islão outra é o fundamentalismo islâmico, e que o islamismo era uma religião muito mais tolerante no tempo das cruzadas, e olha a inquisição blá blá blá whiskas saquetas, como se os crimes do passado devessem servir para desculpar os do presente, e ai ai, olha que a Turquia não é a Arábia Saudita - oh, a sério? -, como se eu fosse atrasadinha mental e não vivesse num país onde, ao contrário de Portugal, existe uma comunidade islâmica gigante, onde se vê véus a dar com um pau, mesmo na universidade, e nem tivesse amigas turcas ou iranianas. Tenho, e sim, sei que é diferente, obrigada. Se vierem das grandes cidades, claro, porque se vierem lá da aldeia, cuidadinho se andarem sozinhas na rua à noite, não vão levar um enxertozinho de porrada só para aprenderem a ficar em casa como mulheres decentes, como aconteceu ainda há uns tempos. Depois do primeiro atestado de ignorância, como se eu não tivesse visto os mesmo documentários, passam ao previsível desenrolar de paralelismos do cristianismo contra a dignidade da mulher, que sim, também não é propriamente uma religião feminista, mas assim de repente gostava que me dessem exemplos de países ocidentais de maioria cristã onde as seguintes práticas fofinhas são consideradas normais nos dias que correm, que me estou bem cagando para o que acontecia há quatrocentos anos:

- Mutilação genital
- Lapidação
- Chibatadas
- Burka

E se alguém me vier dizer que para entrar na igreja também se tem de tapar os ombros, juro que não respondo por mim.

30 de Novembro de 2009

Eu, preconceituosa, me confesso


Não simpatizo com a religião muçulmana. Toda a subjugação da mulher, as burkas, os véus, as chibatadas, as mutilações, as lapidações, a obediência, o andar 3 metros atrás do seu dono, perdão, marido, tudo isso me causa tanta, mas tanta aversão, que por mais que racionalmente entenda que o voto suiço contra a construção de minaretes revela xenofobia e obstrução à liberdade religiosa, não consigo, emotivamente, insurgir-me contra ele. Porque a verdade é que, por mim, não se contruia mais um caralho dum minarete no mundo inteiro enquanto as mulheres não deixassem de ser escravas e vítimas da religião na qual tiveram o azar de nascer. Mas sim, eu sei que isto não é bonito de pensar, e muito menos de se dizer.

(aliás, devo ser a pessoa mais anti-burka e véu da bloga a seguir à Rititi, com quem concordo integralmente neste aspecto. e sim, por mim também proibia os véus e essa coisada toda)