18 de novembro de 2011

E este, será representativo da classe?



Com a diferença que estes já passaram pelo ensino superior e são quem forma os "idiotas ignorantes que nem merecem estar na universidade" do outro vídeo.

38 comentários:

  1. "Está a pregar-me uma grande partida!" - AMO!

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  2. "Sei mas não respondo" Sim senhor p'sor.
    "A raiz quadrada de nove? Ai, matemática não..." Não tenho desde o 9º ano e sei.

    Mas a pior, para mim, não é o nível fraquíssimo de respostas, é a senhora professora que acha que pode dizer ao Jel o que ele pode e não pode perguntar. Volta, Salazar, estás perdoado.

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  3. Apontamento: tive saudades dos tempos de escola, e da vida infernal que fiz a professoras deste tipo. Muitas saudades.

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  4. - Qual a raiz quadrada de 9?
    - 36
    - não, é 3...
    - 3? ah, tinha confundido com ao quadrado...

    (9 ao quadrado é 81, não 36)

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  5. obviamente que este vídeo também não é representativo, e não se pode crucificar toda a classe com base nele. embora ache mais grave a ignorância de quem já passou pelo ensino superior, tem mais anos de vida e como tal obrigação de saber mais, e ainda por cima é responsável pela educação dos futuros alunos de primeiro ano da universidade.

    o que eu acho é que é muito fácil apontar o dedo e ir com não se saber a fórmula química da água, ou com a resposta pH, e depois provavelmente fica por aí, sem saberem representar a molécula de água em termos de estrutura nem como se relaciona com outras moléculas, ou têm a menor ideia do que é o pH, mas ficam contentes porque sabem papaguear agá dois ó.

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  6. Izzie

    eu cheguei a ser posta na rua, nas aulas de fisico-química por insistir várias vezes com a professora que a dedução de um exercício no quadro tinha um erro, sem que me desse ouvidos. quando ao fim a solução não dava certo e eu dizze "eu bem avisei" fui posta na rua com falta de comportamento.

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  7. Uffaaaa...acertei na raiz quadrada de 9!

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  8. disse, não dizze, obviamente.

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  9. Claro que não é representativo, e também acho que ninguém, a não ser um professor de história, sabe a data do Tratado de Tordesilhas.
    Mas achei curioso, e mais ainda algumas atitudes autoritárias e de sobranceria, que não são admissíveis a um professor. Não as admitia como aluna, e muito menos agora, adulta (e nem tenho filhos na escola, mas tivesse eu putos e apanhassem uma senhora como aquela, tinham uma encarregada de educação à perna para a vida ou o ano escolar, o que acabasse primeiro).
    A maioria até esteve bem, e se expôs com humor. Mas antes de apontar o dedinho à chavalada, cuidado com os quatro que ficam a apontar para nós.

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  10. A "presidência da Comunidade Europeia" da pergunta também está ao nível do símbolo química da água...

    PS: Também não sei metade, especialmente os presidentes, mas no Tratado de Tordesilhas até achei que não se saíam muito mal. Acho que chega saber que foi uns aninhos antes do Brasil.

    PPS: Eu até compreendo os que se zangam. Não acho que seja correto ou sequer inteligente, mas compreendo: fazer uma reportagem destas quando eles estavam em luta e o país era ou contra ou a favor dos professores, não deixa de ter o seu quê, não é a mesma coisa que fazê-lo noutra altura ou noutro sítio qualquer.

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  11. Mas lendo o comentário sobre a prepotência da Luna ali em cima, eu também tenho uma coleção de histórias dessas e até piores...

    PS: E o nível dos livros? Num de História da minha irmã dizia que os romanos inventaram o Estado de Direito para serem mais eficazes. É o Estado de Direito e as linhas de produção das fábricas.

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  12. Enfim, o comentário da Luna sobre a prepotência do professor, leia-se.

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  14. Life
    se eu quisesse que me comentassem a dar a resposta tinha permitido comentários ao post.

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  15. O mais giro neste vídeo é verificar que esta geração retratada no vídeo (e nem vou falar em classes profissionais...) é exactamente a que critica a falta de conhecimentos da geração retratada no vídeo dos universitários. Se houvesse internet na altura em que estes professores estudavam, e se fizessem reportagens como a que a Sábado fez, o resultado não seria diferente!

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  16. Mas não vais dar a resposta Luna? Eu não faço ideia e fiquei curiosa...

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  17. O que me chocou mesmo foi a prepotência da professora mais velha no fim. Não saber é uma coisa, não saberemos tudo, como diz a Rita, é mais importante saber o encadeamento de acontecimentos do que as datas (quem as decora??) mas essa prepotência imagino-a a ser descarregada em cima de alunos e faz-me confusão.

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  18. Um apontamento:
    Não sei como seria na geração destes professores, mas actualmente, um professor de História/Português/Filosofia deixou de ter matemática no 9º ano.

    E com os matemáticos, o inverso.

    Não sei qual é o drama de não saberem estas respostas. São pagos para ensinar aquilo em que são formados. O resto.. é folclore.

    Gostava de ver muitos dos iluminados que comentaram aqui, armados em sabichões, apanhados numa situação destas. Ó se gostava.

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  19. Mas aí é que está o ponto fulcral: este ´video vem demonstrar a futilidade do outro, e das críticas aos jóbens. Os adultos, e professores, ainda por cima, postos na mesma situação não fazem melhor figura.

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  20. e sem querer spoilar muito, como diz o bruninho: se quiser consigo respostas destas à porta da igreja, da assembleia da república, etc...

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  21. João, concordo a 100%. Eu sou professora de Português e Inglês, perguntem-me sobre essas matérias que eu estou apta a responder, agora perguntarem-me sobre coisas que eu dei no liceu há 30 e tal anos (no próximo ano entro no meio século), é claro que não sei responder.

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  22. esta está muito bem metida Luna. já partilhei com as devidas referencias. eu tenho pena que uma classe profissional tão importante como esta, tenha perdido tanto nos últimos anos mas precisamos de mudanças muito sérias no ensino ai isso precisamos.

    e isto é muito assustador para quem, como eu, tem filhos a iniciar o percurso.

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  23. demagogia.

    (a rita disse-o mais meigamente, eu começo a perder a paciencia, desc, luna)

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  24. ah, este é demagogia, mas o outro nao?

    pois, eu tambem ja perdi a paciencia ha muito tempo, mas para faltas de seriedade, que é do que tenho estado a falar.

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  25. Eu também, meigamente ou não, não percebo porque é que um é demagogia e o outro não, porque é que servir um discurso do ódio é aceitável e lançar achas para a fogueira do outro não é. A diferença escapa-me mesmo.

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  26. trash the students = come to my arms

    trash the teachers = demagogia

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  27. nao, cara luna,

    demagogia ter invocado este video como argumento para discussao do outro. é uma falácia corrente, essa - desviar a atenção de um assunto em discussao trazendo outro para ela, tangente na forma mas nao no conteudo (porque é um outro tema a discutir). a ignorancia dos profs, se é dela que o video trata (é? nao saber datas concretas é gravidade comparável a afirmar que o autor da mona lisa é o picasso?), nao invalida a dos alunos. a atitude de vergonha, mais ou menos encapotada, em assumir que nao se sabe a resposta - tanto num video como no outro - é a única louvável. o que se recrimina na peça dos alunos é o gáudio pela ignorancia, que nao encontrei em nenhum destes profs. e mesmo que tivesse havido, o meu ponto haveria de continuar a ser o mesmo: pobres de espirito os que nao têm o brio pessoal de reconhecer como falta, e nao como medalha, nao saberem sobre assuntos de cultura geral.

    qt á minha colega que mt se irritou e recusou a responder, fe-lo - e explicita-o - face ao contexto (como referiu a rita, dessa meiguice estava eu a falar). está no seu pleno direito em nao querer ter a sua imagem e suas respostas manipuladas, tal como o joao ladeiras veio agora exigir e protestar. a diferença é que ela se apercebeu logo do engodo e do proposito achincalhatório - discurso de ódio, como diria a rita - que pouco encapotadamente servia aquela 'reportagem', e o miudo, naturalmente (porque é mais novo), nao.

    rita, e mais uma vez - nao me viste ao longo destes dias defender uma unica vez o discurso de odio que possa estar na base do video dos alunos, pois nao? este é o primeiro ponto.

    mais uma vez te explico que a diferença das nossas abordagens é que tu, tal como a luna, se prenderam, digamos, à forma (horrorosa, insidiosa, nojenta, reprovavel) da peça, e eu me prendi ao conteúdo dela, nao tanto ao nivel da ignorancia revelada (que vcs tratam de desvalorizar e justificar, e eu nao) mas da ATITUDE ALARVE de quem se vangloria por ser ignorante.

    sinceramente? vindo de duas pessoas tao inteligentes, cultas, informadas e, regra geral, exigentes como vós, a minha surpresa tem vindo a aumentar. nao entendo, desculpem, nao entendo porque insistem em contemporizar - com as opinioes que têm vinculado - com um panorama destes que nem a título pessoal, social ou académico são desculpáveis. e a ignorar ou desvalorizar os variadissimos testemunhos que JOVENS que nestas caixas vos têm alertado para que, sim, este é o panorama da esmagadora maioria dos universitários, que, sim, nao serve como desculpa serem ou nao de familias com um background cultural elevado (1º geraçao de licenciados na família, diz uma, sou de uma aldeia transmontana, diz outra - ou a mm, nao vou confirmar), que, sim, se trata tão-só de nao saber nem querer saber. uma delas resumiu aqui neste blog (acho), de forma lapidar, o que acontece com a esmagadora maioria dos jovens universitarios: 'nao são burros. ou sao parvos ou são desinteressados.'

    bjs de bom fds

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  28. sem-se-ver

    honestamente, nao li o comentário inteiro. acho que eu e a rita maria estamos a falar de alhos, e a sem se ver de bugalhos, como aliás não é a primeira vez.

    invoquei este vídeo porque para mim ele é em tudo igual ao outro, e nenhum é representativos de uma classe, nem base para uma análise da populaçao "representada".

    como nao estamos a falar da mesma coisa, dou o assunto por terminado, que nao me apetece discutir ad eternum.

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  29. e já agora: "é? nao saber datas concretas é gravidade comparável a afirmar que o autor da mona lisa é o picasso?"

    e nao saber quem pintou a mona lisa é mais grave do que dizer que a raiz quadrada de 9 é 36 (ou depois de saber a resposta dizer que estava a pensar ao quadrado, errando segunda vez)?

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  30. e só para terminar: acho que nem eu nem a Rita queremos fazer a apologia da ignorância, mas antes questionamos a mensagem que se quer passar com estes vídeos.

    qual o objectivo?

    mostrar que há pessoas ignorantes? que elas existem mesmo em ambiente universitário? ou a partir de uma amostra manipulada sem qualquer rigos científico que os nossos jovens são uma cambada de cavalgaduras? e que nem deveriam ter acesso a uma formação universitária? é que de facto, a tese me escapa.

    (e bem que eu e a Rita Maria já discordámos anteriormente no tema educação, mas ambas vemos neste vídeo um julgamento injusto e faccioso)

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  31. entao, deu o assunto por terminado ou nao? é so para perceber se lhe posso responder :D

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  32. por quem sois...

    (desde que nao seja para nos continuarmos a repetir eternamente)

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  33. ehehe

    entao so uma rapidinha: leia o meu penultimo comentário na íntegra. ;-)

    beijinhos

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  34. Já li.

    continuo a nao achar que isto seja um retrato fidedigno da população universitária, ate pq não mudou assim tanto em 10 anos, e dos meus colegas universitários, tenho exemplos de ambos os extremos. que aliás se mantêm no phd. se há gente com uma cultura abaixo da média, desinteressada, sim, há. em todos os ambientes. tal como há miúdos cultos, interessados, exigentes, que não se vêem retratados em vídeos preconceituosos e catastrofistas como este. E que a sade de conhecimento, de melhoramento pessoal, será mais incentivada com outra atitude que não a de apontar o dedo e redução ao epíteto de idiotas.

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  35. ah, e aproveito para dizer que a inclusão do episódio com o professor de filosofia serve para mostrar que eu já fui catalogada de "analfabeta", e descartada durante meses como aluna que merecesse interesse da parte do professor, por um julgamento precipitado. e que esses julgamentos são não só prejudiciais, como contraproducentes para o desenvolvimento pessoal.

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  36. claro. esse eu prof era um imbecil, pelo menos do que conta. qt a isso, de acordo.

    qt ao seu ultimo § do coment anterior, bastante de acordo. dd que a pratica passe a ser essa, e nao a da desculpabilizaçao total, qd ha factores pessoais a explicar em grande medida esse alheamento.

    enfim, e de novo, bom fds. vou continuar a corrigir testes.

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  37. sim, há factores pessoais, obviamente. mas há muitos mais.

    há factores sociais, background cultural, mas também há culpas no sistema educativo, por falta de incentivo, interesse, nestes jovens.

    quando cheguei ao décimo ano constatei que estava a anos luz da maioria dos meus colegas. cerca de 40% da minha turma desistiu a meio do ano. a culpa é só deles? não. é culpa também de um sistema que passa toda a gente, independentemente de terem o nível de conhecimentos necessários, e de necessitarem de maior acompanhamento.

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  38. sim, claro que é, e esse é outro topico, e urgentissimo, de discussao.

    a culpa foi do cavaco. eu sei, eu estava lá, qd transformaram os chumbos em retençoes e quando, para que estas acontecessem, o prof tinha de escalar um everest de burocracia até a conseguir declarar. ou porque os alunos no básico puderam começar a passar de ano reprovados a 3 disciplinas. o que implicava que em muitos, muitos, muitos conselhos de turma os profs fossem obrigados - e, se o recusassem mesmo, o CT o decidiria por eles - a subir para positiva um chumbo que tinham em consciencia decidido fazer, pois o aluninho afinal chegava ao final do anor com 4 ou 5 disciplinas negativas (num total de quê.../? 8?...) e portanto havia que, artificialmente, puxar as notas para cima para que ele nao ficasse retido. ou porque, ainda com cavaco, os alunos puderam começar a poder passar de ano mesmo que continuassem a chumbar consecutivamente a disciplinas, fossem quais fossem, incluindo a portugues e a matemática, resultando no brilhante estado de termos alunos que chegam ao 10º sp reprovados a essas 2 disciplinas. tudo isto no interesse dos alunos? nao - no das estatisticas, por causa da (na altura) CEE.

    este é um ponto.

    o 2º, luna, é bem mais complicado. eu sei, eu estou lá. se o nivel dos alunos (de preparação deles) piora de ano para ano, das duas, uma - ou os reprovas a todos, ou és obrigada a avaliar positivamente o que antes seria irrisório, e com isso falseias uma avaliação que deveria manter um grau de exigencia elevado. é um círculo infernal, acredite em mim.

    qt ao acompanhamento, é bem verdade. há hoje uma mt maior consciencia da necessidade dele do que há 30 anos. e eles SAO mt mais acompanhados do que eram há 30 anos. é justo que assim seja, continua é a ser, mts xx, insuficiente. seja por causa do tal nivel de impreparaçao, seja pelos 'tiques' entretanto ganhos pelos alunos.

    luna, é estupidamente dificil ensinar, ensinar bem e ensinar com verdadeiro sucesso. exige-se aos profs o que eles sozinhos nao têm capacidade para, por si sós, combater. e, aí estamos de acordo, há factores sociais e culturais e etc que urge combater como um todo. mas, nesse campeonato, nao podem os profs estar sozinhos. e muitas vezes a nós nos assacam uma responsabilidade que, em primeira e ultima instancia, nao é nossa.

    (nao desculpando os casos, demasiados para meu gosto, de maus profs ou, essencialmente, mediocres. mas, lá está, o que quero salientar é que os bons têm uma tarefa ciclópica, que inclui tentar inverter os resultados catastróficos desses maus ou mediocres profs, acrescidos de todos os outros aspectos. enfim. não me considero a melhor prof do mundo e arredores, longe disso, mas custa-me mt que alunos não saibam aproveitar o que, menos bem ou melhor, a escola lhes oferece. e lá volto eu ao ponto de partida.... boa altura para ir, portanto, fazer o jantar :)

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