Bem, eu às vezes coloco um disclaimer. E um aviso. E uma bolinha vermelha no canto superior direito. Depois disso, que for ler, lê à sua própria responsabilidade.
Mas a verdade é que também nunca escrevi cruamente sobre coisas horríevis. Apesar de tudo o que vejo todos os dias, o objectivo de ter um blogue é não falar sobre isso.
exacto. apesar de eu não ser médica, vejo regularmente coisas que faria a maioria das pessoas cair para o lado, e por vezes sinto-me tentada a falar sobre, mas acabo sempre por ter o bom senso de nao o fazer.
Isa: eu sou um bocado impressionável myself, e dou graças por não ter de trabalhar com/fazer certas coisas, e se por vezes tenho vontade de desabafar, penso duas vezes e digo: não. Por mais impressionada que eu mesma fique, eu estou supostamente treinada para isso, mas não a maioria das pessoas.
Putz, Luna, é uma questão de bom senso e critério, já nem falo de reserva da vida privada, porque nos tempos que correm isso pra muitos é latim e coisa do passado.
Se eu leio o teu blog há séculos e de repente tu postas fotos de feridas abertas, é natural que o teu público reaja. se a gente quer vier desastres e cabeças abertas vamos a sites especializados, não a blogs de gente que lemos todos os dias e que não têm por habito proporcionar-nos isso. há um gajo que me segue no tumblr e cujo tumblr é só sangue, obviamente nao o sigo, mas tu vês aquilo e sabes ao que vais. é simples assim... a mim bastou-me uma vez.
e putz, cadês o sinal de alarme desta gente? freio? auto-censura, sabes? é isso que me pergunto. e não falo apenas do causo que abalou o pequeno mundinho da bloga, falo da vida virtual em geral, facebook incluído, apesar de nem ter conta... mas nao há como fugir, as coisas meio que te chegam sem as procurares. olha aqui um exemplo: http://cromosdoface.com/ jura que quando falo de preservação das espécies a errada sou eu? Bjo
estamos perfeitamente de acordo, e eu nem sequer me referia a postar fotos nenhumas, mas falar de algo que me impressionou hoje, e pensar: nao é apropriado.
E já tive esse freio várias vezes. Onde mesmo sem fotos ou o que seja, o relato por ele seria too much information para pessoas que nao trabalhem em ciencia nestas áreas.
(e sendo da área, já assisti a apresentações do pessoal de oncologia, no hospital, em que preferia nao ter visto certos slides)
Fiz a cadeira de medicina legal sem nunca ter posto os pés numa aula. Parece que passavam slides e tal. Quando se ventilou a hipótese da frequência ser obrigatória, bem como a assistência a uma autópsia, ponderei que mais depressa desistia do curso. I rest my case, sou a maior caguinchas à face da terra :D
Izzie, eu não falhei nenhuma dessas aulas (e autópsia não havia). Em várias delas saí mal-disposta, não conseguia jantar e tinha pesadelos. Tanta crueldade ali exposta fazia-me impressão...
Cara Luna, uma vez que te econtras fora de portugal imagino que não estejas a falar do nosso sistema de saúde, e das atrocidades escondidas que por lá se passam... Mas fosse esse o caso, pergunto-me tão frequentemente porque é que estas coisas não são faladas, por exemplo, em blogs influentes como o teu...
Ao contrário de muitas pessoas, tenho muitíssimo boa impressão do nosso sistema nacional de saúde. E para dizer a verdade, o holandês deixa bastante a desejar - especialmente tendo em conta que o seguro obrigatório é no mínimo 100€ mensais.
De resto, creio que é bastante óbvio que me referia a algo relacionado com o meu trabalho, que não tem nada a ver com sistemas nacionais de saúde.
E nós, que não somos facilmente impressionáveis, ficamos a seco?
ResponderEliminarNão posso mesmo. Já várias vezes tive de me auto-censurar nestas coisas, mas o bom senso acaba por ganhar.
ResponderEliminarIsso, Luna, bom senso.
ResponderEliminarBem hajas
Bem, eu às vezes coloco um disclaimer. E um aviso. E uma bolinha vermelha no canto superior direito. Depois disso, que for ler, lê à sua própria responsabilidade.
ResponderEliminarMas a verdade é que também nunca escrevi cruamente sobre coisas horríevis. Apesar de tudo o que vejo todos os dias, o objectivo de ter um blogue é não falar sobre isso.
(um) beijo de mulata
beijo de mulata
ResponderEliminarexacto. apesar de eu não ser médica, vejo regularmente coisas que faria a maioria das pessoas cair para o lado, e por vezes sinto-me tentada a falar sobre, mas acabo sempre por ter o bom senso de nao o fazer.
Mas Mariana: mail, e logo explico. :)
ResponderEliminarIsa: eu sou um bocado impressionável myself, e dou graças por não ter de trabalhar com/fazer certas coisas, e se por vezes tenho vontade de desabafar, penso duas vezes e digo: não.
ResponderEliminarPor mais impressionada que eu mesma fique, eu estou supostamente treinada para isso, mas não a maioria das pessoas.
Putz, Luna, é uma questão de bom senso e critério, já nem falo de reserva da vida privada, porque nos tempos que correm isso pra muitos é latim e coisa do passado.
ResponderEliminarSe eu leio o teu blog há séculos e de repente tu postas fotos de feridas abertas, é natural que o teu público reaja. se a gente quer vier desastres e cabeças abertas vamos a sites especializados, não a blogs de gente que lemos todos os dias e que não têm por habito proporcionar-nos isso. há um gajo que me segue no tumblr e cujo tumblr é só sangue, obviamente nao o sigo, mas tu vês aquilo e sabes ao que vais. é simples assim... a mim bastou-me uma vez.
e putz, cadês o sinal de alarme desta gente? freio? auto-censura, sabes? é isso que me pergunto. e não falo apenas do causo que abalou o pequeno mundinho da bloga, falo da vida virtual em geral, facebook incluído, apesar de nem ter conta... mas nao há como fugir, as coisas meio que te chegam sem as procurares. olha aqui um exemplo:
http://cromosdoface.com/
jura que quando falo de preservação das espécies a errada sou eu?
Bjo
Isa
ResponderEliminarestamos perfeitamente de acordo, e eu nem sequer me referia a postar fotos nenhumas, mas falar de algo que me impressionou hoje, e pensar: nao é apropriado.
E já tive esse freio várias vezes. Onde mesmo sem fotos ou o que seja, o relato por ele seria too much information para pessoas que nao trabalhem em ciencia nestas áreas.
(e sendo da área, já assisti a apresentações do pessoal de oncologia, no hospital, em que preferia nao ter visto certos slides)
Fiz a cadeira de medicina legal sem nunca ter posto os pés numa aula. Parece que passavam slides e tal. Quando se ventilou a hipótese da frequência ser obrigatória, bem como a assistência a uma autópsia, ponderei que mais depressa desistia do curso. I rest my case, sou a maior caguinchas à face da terra :D
ResponderEliminarIzzie, eu não falhei nenhuma dessas aulas (e autópsia não havia). Em várias delas saí mal-disposta, não conseguia jantar e tinha pesadelos. Tanta crueldade ali exposta fazia-me impressão...
ResponderEliminarSubscrevo o 1º comentário!
ResponderEliminarIsto de "ficar em seco" não tem piada nenhuma. Para isso não dizias nada :P
Mas também prefiro confiar no teu bom senso, motivos para chorar já temos muito. Olha, remata a coisa com algo alegre :)
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderEliminarLuna: entendo perfeitamente, e só posso entender, nem sequer me posso pôr no teu lugar, nem imaginar, só entender já é suficiente.
ResponderEliminarBjo gd
Cara Luna, uma vez que te econtras fora de portugal imagino que não estejas a falar do nosso sistema de saúde, e das atrocidades escondidas que por lá se passam... Mas fosse esse o caso, pergunto-me tão frequentemente porque é que estas coisas não são faladas, por exemplo, em blogs influentes como o teu...
ResponderEliminarCara Tata
ResponderEliminarAo contrário de muitas pessoas, tenho muitíssimo boa impressão do nosso sistema nacional de saúde. E para dizer a verdade, o holandês deixa bastante a desejar - especialmente tendo em conta que o seguro obrigatório é no mínimo 100€ mensais.
De resto, creio que é bastante óbvio que me referia a algo relacionado com o meu trabalho, que não tem nada a ver com sistemas nacionais de saúde.