14 de dezembro de 2012

Então Luna, como foi o teu dia?

Então que acordei, fui para o lab trabalhar nuns resultados que tinha de mandar à miúda de Utrecht que veio aprender como encapsular péptidos, e depois de almoço fui para casa, porque hoje era o "Christmas dinner"  e já tinha combinado com o Vasco ir ter a casa dele para fazermos bacalhau à brás para levar para o jantar. 
À hora combinada, peguei nas coisas de que precisava, pus o telemóvel e as chaves na mala, e preparei-me para sair. Pousei a mala enquanto vestia o casaco, saí, fechei a porta, e no segundo a seguir a fechar a porta notei que tinha deixado a mala lá dentro. Foda-se! Eram quatro da tarde.
Obviamente, chovia para caraças. 
E agora? Comecei por tocar à porta dos meus vizinhos do lado, nada, ninguém em casa. Vou à padaria dos turcos, o gajo conhece-me e é um porreiro, vamos tocar a mais umas portas de uns turcos, que ele conhece. Sim, a turca mais nova conhece a minha senhoria mas não está em casa, ele liga-lhe, mas ela não tem o número dela ali, nada a fazer. O tipo da padaria lá me diz que, se entretanto eu não me arranjar, me arromba a porta de casa...
Decido ir para casa do Vasco, a pé, dado que até a puta da chave da minha bicicleta ficou dentro de casa, e começar a cozinhar o bacalhau. Continua a chover, by the way. Chegando lá, a mulher dele diz que tem umas chaves antigas minhas. Volto a casa, a chave não entra na porta, mas pelo menos a chave pequenina é a extra da bicicleta. Tenho a bicicleta, nem tudo está perdido. Estou encharcada by now. Volto a casa deles.
Entretanto lembrei-me que uma vez tinha mandado o telefone da minha senhoria por mail a uma vizinha, e felizmente lá consegui encontrar o número dela. Ligo a explicar a situação, e ela só diz "shit, shit, shit", estava em Breda - tipo, longe -, e só voltaria pelas nove ou dez da noite. Ok. Call me then.
Fomos então para o jantar de Natal, toda a gente aperaltada, e eu, como estava quando fui de manhã, jeans e camisola de malha, e encharcada qb.
O jantar correu, e pelas nove e meia, a minha senhoria lá telefona para o meu amigo vasco, e lá vou eu a correr para casa, na outra ponta da cidade. Experimentamos umas 10 chaves, nenhuma funciona. Ok, tem de ir a casa buscar a chave certa. Volto para o jantar de Natal, perco o último video onde apareço, e passado um bocado ela diz que tem a chave, e lá vou eu outra vez, para finalmente conseguir entrar em casa, e voltando ao jantar para descobrir que a maior parte do pessoal já se tinha ido embora.
Um dia maravilhoso, portanto.

6 comentários:

  1. Ui! Como te compreendo... há dias de fugir!

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  2. :-/
    Há que repensar a localização da chave em caso de SOS...

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  3. É o fazer jus ao nome do blog... Horas perdidas! Q raio de sorte!!

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  4. Bem, pelo menos foi uma noite original...

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