1 de junho de 2014


11 comentários:

  1. Deixei aqui o essencial de um artigo sobre a necessidade de brincar ao advogado do diabo e lembrar os três homens que também são assediados e a mulher que mora na rua deles, mas vai lá na mesma pelo menos para ver o cartoon:

    You know who you are. You are that white guy in an Ethnic Studies class who’s exploring the idea that poor people might have babies to stay on welfare. Or some person arguing over drinks that maybe a lot of women do fake rape for attention. Or, recently, someone insisting that I consider the idea that Elliot Rodger could have been a madman and an anomaly, not at all a product of a white supremacist and misogynistic society.
    (...)
    These discussions may feel like “playing” to you, but to many people in the room, it’s their lives you are “playing” with. The reason it feels like a game to you is because these are issues that probably do not directly affect you. It doesn’t matter whether most mass shootings are targeted at women who rejected the gunman if you are a man – though it should, since misogyny kills men too. If you are white, it doesn’t matter whether people of color are being racially profiled or not. You can attach puppet strings to dialogues about real issues because at the end of the day, you can walk away from the tangled mess you’ve exacerbated.
    (...)
    It is physically and emotionally draining to be called upon to prove that these systems of power exist. For many of us, just struggling against them is enough — now you want us to break them down for you? Imagine having weights tied to your feet and a gag around your mouth, and then being asked to explain why you think you are at an unfair disadvantage. Imagine watching a video where a young man promises to kill women who chose not to sleep with him and then being forced to engage with the idea that maybe you are just a hysterical feminist seeing misogyny where there is none. It is incredibly painful to feel that in order for you to care about my safety, I have to win this verbal contest you have constructed “for fun.”
    (...)
    Some might challenge that I am shutting myself off to new ideas and censoring important opportunities for growth. But these ideas you are forcing me to consider are not new. They stem from centuries of inequality and your desperate desire to keep them relevant is based in the fact that you benefit from their existence. Let it go. You did NOT come up with these racist, misogynistic theories. We’ve heard them before and we are f*cking tired of being asked to consider them, just one. more. time.
    So dearest devil’s advocates: speak for yourself, not for the “devil.” Teach yourself. Consider that people have been advocating for your cause for centuries, so take a seat. It’s our time to be heard.

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  2. Yap, há sempre pelo menos um que grita "what about teh menz???" numa discussão sobre problemas que as mulheres enfrentam. O objetivo é sempre o mesmo: calar quem se atreve a constatar que as mulheres enfrentam desvantagens sociais só por serem mulheres.

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    1. Não há fenómenos sociais na pós-modernidade: há alguns homens que so psicopatas ou canastrões, alguns pobres que escolhem viver à custa do Rendimento Mínimo Garantido, alguns desempregados que não querem é trabalhar, algumas crianças que provocam os adultos, alguns cidadãos que preferem ir à praia em vez de votar.

      Depois tudo somado isso dá números, mas esses números não querem dizer nada.

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    2. Exato. Também há a muito boa do: "deviam era discutir a fome em África ou as burkas no Afeganistão, isso é que são problemas". Estas pessoas cansam.

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    3. (elas também não os discutem, é só mais uma manobra para calar quem quer discutir outras coisas)

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    4. Sim, eu em termos de desemprego só me preocupo com o Afeganistão, que é o país com maior número de desempregados. Já pobreza, é no Togo, não há pior. Agora não sei se me posso preocupar com estes dois (afinal "as mulheres" são boas no multitasking, nisso e em andar de saltos) ou se tenho de escolher um.

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    5. OK... Então daqui sou eu a única a achar que no auge da crise financeira - com o desemprego a atingir máximos históricos, com os salários e pensões a serem reduzidos a 3/4 ou menos - a proposta de um partido com assento parlamentar seja a discussão da criminalização "do piropo e do assobio" seja pouco menos que atentatório, certo?

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  3. Certo? Certo. Ok. (Tão bom....)

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