8 de janeiro de 2015

O que aprendi hoje nos blogues

Há por aí muita confusão relativamente ao conceito de "liberdade de expressão".

24 comentários:

  1. Olaré.
    (juro que até estou surpreendida)

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  2. Eu nem queria acreditar... mas parece que sucedeu mesmo... será do frio? terá congelado os neurónios?

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    1. O teu é um deles, há para ali muita confusão com o conceito.

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    1. Confunde-se o direito legal e democrático de se manifestar opiniões, sejam elas quais forem (conceito de liberdade de expressão) com os conceitos de impunidade, limites no humor, etc.

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    2. Mas não é a mesma coisa? Como é que se fala da liberdade de expressão sem depois se falar dos estragos que, em não havendo filtros, ela pode causar? Porque é disso (só disso) que eu falo. Ou tu também achas que poder gozar os outros é a coisa mais positiva da liberdade de expressão? E que se nos disserem que gozar é feio estão a limitar a nossa liberdade?

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    3. Sara, não confundamos as coisas.
      Uma coisa é eu achar que a liberdade de expressão é um direito fundamental num estado democrático, o de uma pessoa poder dizer o que pensa sem ir presa por isso.
      No entanto, lá está, as acções têm consequências, entre elas poder-se ser processado por calúnia, difamação ou injúria.
      Ou ser-se duramente criticado pelos nossos pares, e sofrer consequências sociais pelo nosso comportamento, por exemplo sendo excluídos de certos grupos, perdendo amizades, etc. Ninguém está a limitar a minha ou tua liberdade de expressão por nos dizerem que estamos errados e a agir de forma imbecil, isso também faz parte da liberdade de expressão. Ou seja, o nosso direito e liberdade de dizer o que pensamos não nos torna impunes aos olhos dos que nos rodeiam, mas esse filtro não deve passar por proibição. É a tal frase que tem sido muito repetida "Posso não concordar com o que você diz, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-lo".

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    4. Filtros? Eu cá chamo-lhe censura.

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    5. Sãozinha: referia-me aos nossos filtros, que nos permitem conviver em sociedade de forma civilizada. Ou seja, o velhinho bom senso.

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    6. E já agora, só para fazer um acrescento: o facto de se ter a liberdade de se dizer o que se pensa, não dá o direito de obrigar o outro a ouvir e aceitar, grande confusão aqui na blogosfera relativamente à moderação de comentários e "expulsão" de blogues. Eu não tenho que aturar ninguém a vir aqui ofender-me, ou aceitar que me comente quem me ofenda noutros lados, em nome da liberdade de expressão. As pessoas são livres de dizerem e escreverem o que quiserem, mas eu não sou obrigada a ceder-lhes espaço para tal.

      p.s. já fui insultada directamente, e não é por isso que vou defender que passe a haver censura ou que deixe de haver blogs.

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    7. Luna, o meu comentário dirigia-se à Sara. Concordo contigo a 100 por cento.

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  5. Basicamente confunde-se humor e sátira com insulto e achincalhamento pessoal. A diferença pode ser ténue, mas não deixa de existir.
    E depois há o humor sem piada nenhuma, mas os Fernandos Rocha continuam a ter direito a fazê-lo - e se ultrapassarem os limites e entrarem pela ofensa e insulto pessoal, bom, temos a lei a agir.

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    1. Também achei graça no pipoco a uma série de comentários defendendo a ideia de que não se pode chamar imbecil ao gustavo santos pelo que disse por causa da liberdade de expressão, o que é em si toda uma contradição. (aliás, comentei a dizer o que disse aqui no post, que havia ali muita confusão, mas só agora é que foi publicado).

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    2. Não se poder dizer que o Gugas tem opiniões que revelam uma imbecilidade extrema é que é um atentado, mas à inteligência :P

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    3. Ó Izzie, mas também não é difícil de perceber que o que para ti é humor, para mim pode ser insultuoso, não é? O que para ti tem muita graça, a mim pode ofender-me tremendamente. Temos todos o direito de dizer o que queremos sobre quem queremos, sim, mas se isso põe em causa a integridade das pessoas, insistir no nosso humor é um bocado palerma, nao?

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    4. Sara, pá, não me vou por aqui com teorias chatas e longas, mas há uma diferença essencial em gozar com a fulana do 4º esquerdo chamando-lhe gorda, ou fazer piadas sobre vizinhas gordas. A ultima pode ser de mau gosto, mas não é um insulto. Ainda que as tuas vizinhas gordas fiquem ofendidas. Elas têm o direito a sentir-se ofendidas, claro. Podem arrumar a ofensa na gaveta das meias ou emoldurar, não podem é usar essa ofensa como explicação seja para o que for.

      (tenho a ligeira sensação que já tive esta discussão muitas vezes. esta e a da jeitosa de saia curta na rua às quatro da manhã, que sabia o risco que era andar sozinha naquele bairro e naqueles preparos)

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  6. Não consigo compreender o porquê de estarmos a discutir a liberdade de expressão, e acredito francamente que toda esta reafirmação dos nossos direitos democráticos mais não é do que chegar ao ponto onde os terroristas nos querem: acoados, e de tal modo inseguros que nos sentimos na obrigação de rever e analisar os nossos valores, ainda que no final os reafirmemos.
    A verdade é só uma: eles apenas atacam a nossa liberdade de expressão se nós assim o permitirmos, e se estivermos verdadeiramente convictos de que esse nosso valor nunca foi e nem será posto em causa, vamos ser capazes de abordar esta questão como ela merece: três criminosos entraram numa redação de um jornal e mataram 12 pessoas. Segue-se o julgamento e a pena a que a lei determina para estes casos. Não há mais nada que nos deva merecer reflexão.

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  7. True. E por esse motivo não comento nenhum post sobre os acontecimentos de Paris. Pronto à excepção deste teu. :)

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  8. Esse conceito é dúbio, não qualquer verdade absoluta. A linha entre o humor e o insulto, entre o mau-gosto e a ofensa é ténue, e depende de pessoa para pessoa.
    Depende da sensibilidade de cada um.
    Claro que depois há a eterna discussão de quais assuntos estão acima do humor (doenças, holocacusto, religião). Um exemplo simplista, um anúncio a uma marca de _____, em que a senhorita, na cama, assenta com um candeeiro na tola do suposto companheiro adúltero em pensamento. Uns dizem engraçados, outros não acharam graça. Mas, e se fosse ao contrário? Aposto que o dito anúncio há muito teria sido retirado. Porquê? Porque... pois, é isso.
    No entanto, a nossa sociedade criou mecanismos para expressarmos a nossa indignação, seja nas redes sociais, nos media, ou nos tribunais. Sem recorrer à bala.

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  9. Já dizia, segundo consta, o Voltaire: "Posso não concordar com o que dizes, mas defenderei até à morte o direito de o dizeres".

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