26 de fevereiro de 2015

Agora de repente lembrei-me de outras provocações muito engraçadas que também costumavam estar à porta de estabelecimentos comerciais







Caturreiras, pá!

66 comentários:

  1. (sarcasm mode on)
    Olha que tu, francamente. Não é a mesma coisa! E se não tens sentido de humor ou poder de encaixe para perceber, olha. Não sejas menina!
    (sarcasm mode off)

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    1. Claro que não é a mesma coisa, estes já deixaram de existir há uns anos*.

      *quantos? o apartheid não acabou há muito tempo... 20 anos?

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    2. Há quem defenda a pés juntos que o racismo já não existe. Devem ser as mesmas pessoas que acham que em países ocidentais já não faz sentido lutar pela igualdade de direitos entre homens e mulheres. Acho que vivem num condomínio privado num centro urbano, e nunca saíram de lá.

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    3. Ainda este fim de semana tive um tipo a negar-me a pés juntos ainda existir discrepância salarial entre homens e mulheres porque tem uma colega que ganha mais que ele.

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  2. (vamos contar quanto tempo vai passar até alguém vir aqui com a conversa dos ginásios de mulheres? vamos?)

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    1. Ou ladies' nights. (Sim, alguém mencionou ladies' nights como comparação ao caso da barbearia.)

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  3. Luna, é sério isso? A tal da barbearia tem mesmo uma placa que diz: proibido a entrada a mulheres, cães e homens são bem-vindos? Junta-se mesmo mulheres e cães na mesma frase?

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    1. Isa, este é o sinal que está à porta:

      http://mariacapaz.pt/wp-content/uploads/2015/02/4.jpg

      Já agora, lê o artigo:

      http://mariacapaz.pt/cronicas/sobre-figaros-barbershop-misoginia-por-leyla-lagosta/

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    2. não sei se a tua comparação é legítima, mas percebo o teu ponto e onde queres chegar. A comunicação é feita de forma diferente: No Niggers. E I may not são formas diferentes de comunicar. No apartheid, os negros que se sentavam em lugares de brancos, se se atrevessem, claro, eram banidos, mandados embora, agredidos, sei lá. Não me parece que o dono da barbearia faça o que quer que seja se uma mulher entrar lá dentro. Nem sei se se atreveria a expulsá-la, se queres que te diga. Bjo

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    3. Talvez valha a pena ler estes dois testemunhos de quem lá foi e a quem aconteceu precisamente isso : http://entrefraldaselivros.blogs.sapo.pt/figaros-barbershop-r-do-alecrim-33029 ; http://dirigivel.blogspot.pt/2014/10/menina-nao-entra.html

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    4. Ia exactamente sugerir que lesses o artigo que linkei, mas a D.S. já se adiantou e sugeriu mais dois.

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  4. Estava exatamente a pensar se as pessoas perceberiam melhor do que se trata se se substituísse a palavra "mulheres" por "pretos" ou "gays" naquela tabuleta.

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    1. Exacto, e o argumento "barbearia" não pega, é uma questão de princípio, seria equivalente a ter uma proibição a negros à porta de um solário.

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  5. Também acho muito engraçado que perante um estabelecimento comercial que escolhe manter uma postura vincada e propositadamente misógina e discriminatória, se escolha criticar antes quem protesta contra algo que enquanto sociedade todos deveríamos repudiar.

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    1. Concordo! E acho aberrante que situações destas ainda sucedam num país dito "evoluído".
      Mesmo que tenha sido um (mau) golpe de marketing.

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    2. Não me interessa se é golpe de marketing, é inaceitável e anticonstitucional. E temos demasiados exemplos e demasiado recentes para não nos esquecermos porque é que é importante não desvalorizar nem deixar passar.

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    3. mas, honestamente, irrita-me muito mais o caso da actriz Maria Zamora

      http://www.jn.pt/PaginaInicial/Gente/Interior.aspx?content_id=4421332

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    4. Luna: concordo contigo e assino em baixo!

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    5. Sim, há coisas mais graves. Mas isso não significa que se esqueça o resto. Há lugar para a revolta e mais, devia haver lugar para respeito e tolerância em relação a quem se revolta.

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    6. A memória é curta, infelizmente. Ou lembrar-se-iam que os protestos pacíficos dos negros passaram exactamente por entrarem e se sentarem à espera de ser atendidos em estabelecimentos que se recusavam a servi-los. (que para mim seria a forma ideal de protesto)

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    7. p.s. não esquecer que na altura esses negros eram apelidados de arruaceiros pela opinião pública. e provavelmente de ridículos, com tanto sítio para negros onde podiam ir, pq insistir em querer entrar ou ser atendido num local que lhes é vedado?

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    8. Estarás a falar disto: http://en.wikipedia.org/wiki/Greensboro_sit-ins
      A memória é curta, pois é. Pobre Rosa Parks.

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    9. Era isso mesmo, falhava-me o nome.

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    10. Estou a perguntar a serio agora, eh anticonstitucional? Qual a diferenCa legal entre isto e os tais ginasios e as ladies nights e nao sei que mais? Legalmente, ha alguma diferenCa?

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    11. Brevemente em vez do testamento de ali de baixo: a diferença é entre oferecer serviços destinados apenas a um certo público (como no caso de um ginásio feminino ou de um restaurante vegetariano) e vedar a outras pessoas o acesso a esse espaço público.

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  6. Uma coisa que eu acho especialmente engraçado é que quem proteste tenha falta de sentido de humor e se leve demasiado a sério, não percebendo a graça da misoginia vintage, mas quem reage daquela forma ao protesto esteja cheio dele. Se calhar o sentido de humor vintage tinha saído para dar uma voltinha no Passeio Público.

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    1. Também não percebo onde é que protestar contra algo manifestamente condenável é uma forma de vitimização da mulher, mas enfim, cada qual escolhe os seus lados, e mal por mal, simpatizo sempre mais com o lado de quem protesta (independentemente de concordar com a forma do protesto) do que com quem discrimina. Curiosamente, as caraças de lobos a evocar os cães da porta até manifestam algum sentido de humor.

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    2. "simpatizo sempre mais com o lado de quem protesta (independentemente de concordar com a forma do protesto) do que com quem discrimina" : posso mandar emoldurar esta frase, posso?

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    1. Acho este post despropositado.

      Este cartaz era só uma provocação fácil e o orgulho feminino exagerado engoliu o isco.

      Ponham o mesmo cartaz (adaptado) num Vivafit a ver quantos homens se abespinham com isso.

      Há espaco para todos.

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    2. Não acho, é uma questão de princípio, e por princípio, nenhum estabelecimento tem o direito de vedar a entrada a pessoas com base no seu sexo, raça, religião ou orientação sexual. Além de que no vivafit não barram à porta um homem que vá acompanhar a mulher/filha/mãe e pode entrar na recepção, apenas não pode ir lá praticar desporto. Já neste caso não é isso que se passa e abre um precedente que a mim não me agrada, e que vai muito além da provocação, como se pode ler nos relatos publicados ali acima pela DS.

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  8. "lém de que no vivafit não barram à porta um homem que vá acompanhar a mulher/filha/mãe e pode entrar na recepção, **apenas não pode ir lá praticar desporto.** "

    Why not?

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    1. Eu ando num ginásio Vivafit. As razões para só aceitarem clientes mulheres baseia-se no facto de os treinos e as próprias máquinas serem de certa forma mais adaptadas aos nossos corpos e objectivos (o típico 'quero ser tonificada mas não toda musculada')- não existe zona de musculação, as máquinas não têm regulação de pesos nem aquela coisa de adaptar a pessoas mais altas ou baixas. É também um espaço bastante pequeno onde mesmo que quisessem não dava para ter 2 balneários. Contudo já aconteceu por mais que uma vez aparecerem clientes acompanhadas de um rapaz/homem, que lá fica sentadinho à entrada, sem incomodar ninguém, e sem ser incomodado. Ninguém o impede de ficar ali a olhar para nós o tempo que quiser, ninguém o manda sair, ninguém faz comentários estúpidos.

      Fazendo a analogia com as barbearias, o Vivafit é comparável a um barbeiro que se recuse a atender mulheres por não saber fazer cortes femininos, o que é diferente duma barbearia que nem as deixa entrar.

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    2. Ora tal e qual. Já andei num vivafit (seis meses, que é o meu prazo de validade em qq ginásio) e confirmo. Nenhum homem é maltratado, posto fora, rodeado por mulheres que o intimidem.

      Quando chegou à comunicação social este caso da barbearia achei que era um bando de pseudo-hipsters idiotas, a armar ao pingarelho. Achei que não atendiam mulheres, e estariam no seu direito de anunciar que só tinham serviços de corte a público masculino. Não me chocou, apesar de achar a tabuleta à porta parva e ofensiva - mas pronto. Mas depois de ler relatos de pessoas que lá foram, santa paciência. Aquilo não é um local com serviços dirigidos a público masculino, exclusivamente. É um bando de rufias misóginos, e o facto de impedirem a entrada e permanência de mulheres no espaço - recorrendo, se necessário, à coação para as por na rua - é ilegal, e viola direitos cívicos. Ponto.

      "Ah, mas e a liberdade contratual, que é o princípio orientador das relações jurídicas civilísticas? Ninguém me pode obrigar a arrendar a casa a um coxo, por exemplo." Verdade. Mas aqui há uma mistura de direito privado e direito público. Se a minha propriedade privada só arrendo a quem quiser, e posso usar critérios racistas, xenófobos, etc, já não os posso propalar, publicamente, num anúncio de jornal em que publicito o arrendamento. Porque se ultrapassa a esfera privada, e se entra numa esfera em que o direito público (constituição, código administrativo e da publicidade, p. ex.) já comanda, e este é pautado por critérios mais rigorosos, e nele são imediatamente aplicados os princípios constitucionais de não discriminação, por exemplo. Ora aqui temos um caso de prestação de serviços - contrato de direito privado, e só prestam os serviços a quem entenderem enquadrar-se no objecto do negócio, que no caso é cabelo e barba masculino - mas que são postos ao dispor num espaço público, num estabelecimento com porta aberta, e licenciado por autoridades administrativas.

      E é aqui que bate o ponto. Ninguém pode recusar a entrada de ninguém num estabelecimento público, com licença administrativa para prestar serviços a troco de remuneração. Podem recusar o serviço, em casos fundamentados (como não fazerem cortes femininos). Mas um café não pode recusar servir uma bica a um sem abrigo, por exemplo, se este não estiver a perturbar a paz pública. Um taxista não pode recusar serviço de transporte a alguém por ser da cor ou sexo "errado".

      São regras do comércio, e quem não as quiser seguir, fecha a porta.

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    3. Já agora, eu até andei 8 anos num colégio feminino, e no entanto não era proibida a entrada a pessoas do sexo masculino, apenas não podiam lá matricular-se enquanto alunos.
      (hoje em dia o colégio em questão já é misto)

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  9. Catálogo de diferenças para comentadores confundidos:

    Barbearias retrô pipis: estabelecimento orientado para homens e cães. Mulheres não podem entrar para esperar pelos maridos (verificado). Mulheres não podem entrar para entrevistar os donos (verificado). Suponho que também não possam entrar para entregar encomendas, instalar telefones ou fazer limpezas, mas não tenho informações nesse sentido. Estou em crer que não, e que os xuxus limpam eles próprios a sua barbearia com vassouras vintage compradas na Vida Portuguesa. Não comunicam o facto de serem indicados para homens ou especialmente hábeis a aparar barbas, mas o facto de as mulheres não poderem entrar.
    Os cães sim - não há no entanto informação de que lhes prestem algum serviço, pelo que suponho que o argumento "é uma barbearia, não é para mulheres" não cole.

    Ginásios para mulheres: estabelecimentos orientados para mulheres. Homens podem entrar. Jornalistas podem entrar. Funcionários do sexo masculino podem entrar.
    Comunicam o facto de serem orientados para mulheres, é esse o seu posicionamento, não o facto de mulheres não poderem entrar. Não existem registos de expulsão de pessoas unicamente por serem do sexo masculino*.

    Ladies' Nights: Estabelecimentos nocturnos que partem do princípio de que os homens vão lá à procura de mulheres, e de preferência de mulheres alcoolizadas, tentam conseguir mais mulheres ou mulheres mais alcoolizadas (dependendo da oferta, se só de entrada ou de entrada e/ou bebidas), para tentar tornar a sua oferta mais atraente junto desses homens. Mulheres participam porque poupam dinheiro e porque acham graça, suponho. Dizem que funciona. É o mesmo princípio que deixa entrar mulheres de graça em discotecas - parte-se do princípio de que são uma parte essencial do produto que está a ser vendido.

    (ver "não há almoços grátis" ou a velha regra das redes sociais "if you aren't paying, you are the product")
    (*atenção que, não expulsando pessoas do sexo masculino, também não as recebem, e não acho que seja só por se especializarem em corpos femininos que têm sucesso. Eu já fui a um, e não foi por querer pessoas especializadas em joelhos de mulher, foi para não ter homens a olhar para mim como se fosse carne)

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  10. Continuo a achar que é excitação a mais para um golpe fácil de marketing.

    Quanto ao comportamento deles expulsarem mulheres, já vi homens a serem expulsos somente por o serem de estabelecimentos nocturnos (discotecas) - o mundo é injusto, shocking.

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    1. Confesso que ainda nao consegui perceber o que defende nem onde quer chegar.

      Nao conheço discotecas de onde sejam expulsos homens por o serem, embora de facto haja sítios onde se faz selecção à entrada, mas nao é proibida a entrada a homens.

      Sobre o mundo ser injusto, sugere entao que nos resignemos relativamente ao que nao concordamos e achamos eticamente condenável porque "as coisas sao como sao"? Nao é de todo a minha postura na vida.

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  11. O que defendo é que esta barbearia não me parece motivo para tanto sururu,nem relacionável com os letreiros que pôs neste post, e quis partilhar isso.
    Sou da opiniao que se devem escolher melhor as lutas.

    São só um bando de putos com a mania que sao engraçados a picar o orgulho feminino. Como tal devem ser ignorados e o seu marketing falhará.

    De qualquer maneira, vivemos num país livre e a Luna tem direito a defender o que a apoquenta.

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    1. Primeiro que tudo, não escolhi este caso como a minha luta nem participei no protesto com cuja forma discordo, no entanto não concordo com a existência de estabelecimentos comerciais que discriminam e limitam a entrada a pessoas com base no seu sexo, raça, etc, e como tal custa-me ver que se condene mais o protesto do que o que causou o protesto.

      Por outro lado, diz que acha que os letreiros não são relacionáveis, e eu gostaria de perceber a lógica por trás dessa opinião, uma vez que num caso se proibe a entrada a indivíduos de uma certa raça, e no outro a indivíduos de um certo sexo, sem tirar nem pôr. Ou seja, são exactamente a mesma coisa. A única diferença é a nossa percepção em termos de número: num caso era uma prática generalizada, noutro apenas de um estabelecimento comercial (por enquanto).

      Mas e se, dada a abertura do precedente, vários estabelecimentos começarem a aderir à prática? Agora uma barbearia, amanhã uma loja, depois um restaurante, enfim, onde traçamos a linha do que é aceitável? Se em vez de uma, de repente começarem a aparecer vários estabelecimentos a proibir a entrada a certas pessoas? Aí já será legítimo achar-se errado e protestar? Qual o número a partir do qual uma atitude deixa de ser apenas uma provocação sem importância nenhuma mas algo com que nos devemos incomodar? Dez, cinquenta, cem?

      Para mim basta um.

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  12. Posso elaborar sim, posso elaborar que isto desgasta uma causa importante e vos faz parecer umas tontinhas susceptíveis que mordem iscos de marketing. Eu esperava pela tal generalização de proibição de mulheres em diversos estabelecimentos que não uma barbearia urbana retro vintage-chic-cool-whatever-conceito-pós moderno-olhem-para-minha-barba-de-lenhador antes de me insurgir. Embora duvide fortemente que tal aconteça, não sei porquê. De resto, devo dizer que acho plenamente plausível que um salão de beleza seja só para mulheres. Não me faria qualquer confusão. É preciso escolher as guerras, digo eu.

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    1. Acho que vemos a coisa de forma diferente. Eu não fui ao protesto, não acho que tenha sido eficaz na sua forma, mas entendo a sua existência e concordo com a sua causa, e custa-me ver que mais facilmente as pessoas adoptam a tua postura "tontas" do que criticam os "tontos", desvaorizando a coisa como uma mera provocação. Acontece que não é apenas uma mera provocação, como se pode ver pelos relatos referidos, em que ostensivamente barram a entrada a mulheres, de forma mais ou menos hostil, chegando a fazer ameaças. Isto é para ti uma mera provocação inofensiva? Para mim não. E pergunto-te: e se em vez de mulheres fosse pretos? Aí já seria justo indignarmo-nos, mesmo que fosse só um sítio? Qual a diferença?

      p.s. Não tenho qualquer interesse em utilizar os serviços de uma barbearia enquanto cliente, mas nunca se sabe se no futuro não precise de acompanhar por exemplo o meu pai, um sobrinho, um filho a uma barbearia, e gostaria de não ter de esperar à porta, especialmente se estiver a chover. De resto, também preferia não ter homens sentados no meio dos provadores femininos quando quero ir ver ao espelho grande como me ficam as calças no rabo, mas não me passa pela cabeça proibir a entrada de homens em lojas de roupa de mulher.

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    2. Sim, seria justa indignação se fosse pretos, embora isso já comece a ser teórico. Não é só essa variável, também estamos a falar de um barbeiro e não de um autocarro, escola ou hospital. Existe diferença entre homens e mulheres no âmbito de utilização de serviços de barbearia (e não existem entre brancos e pretos, aliás, não existirão em nenhum serviço que me lembre). Existem noutras coisas, como WXs públicos, ginásios ou lojas de lingerie. O ser proibido é só uma forma de reforçar um eixo que pode fazer sentido numa barbearia a armar ao vintage. Eu consigo perceber esse reforço do male bonding, mas não me revejo nele porque não seria preciso aquele letreiro se o sítio realmente atraísse homens e afugentasse mulheres naturalmente. Aquele sítio é para consumir o "agora sou um macho", a experiência e acho que a tontice da manifestação contra só o ajudou e muito.

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    3. Lourenço, certamente saberás que existem cabeleireiros africanos exactamente pela diferença específica entre os tipos de cabelo, e muitos cabeleireiros "caucasianos" não sabem nem estão preparados para tratar de cabelos africanos, pelo que poderiam alegar exactamente não estarem preparados para prestar um certo tipo de serviço para um certo tipo de cabelo (como no caso de não fazerem cortes femininos). Idem para o caso de um solário, por exemplo. Qual a diferença então? Onde se traça a linha?

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    4. Metendo o bedelho, uma coisa é prestar serviços só a um tipo de pessoas, por razões objectivamente determináveis, outra é impedir a entrada ou escorraçar certo tipo de pessoas.
      Não faria sentido uma pessoa de cabelo liso e escorrido ir a um cabeleireiro afro, mas duvido que pusessem na rua uma branca de cabelo encaracolado. Não peço um bife num restaurante vegetariano, nem teriam que mo servir, mas não vedam a entrada a carnívoros.

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  13. Acho q de facto o letreio é absurdo e ofensivo, mas creio q tivesse sido mais astuto accionar os mecanismos legais, de forma qb discreta p n lhe dar ainda mais destaque (e publicidade), e evitar assim a "invasão" q tb considerei um pouco excessiva.

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    1. Eu também acho (e já o referi) que a forma escolhida não terá sido a mais adequada, e que haveria mecanismos (inclusive legais) mais eficazes. O que não obsta a que não condene o protesto por considerar que a sua causa é válida e que me choque que mais depressa se critique e se apelide de fundamentalista quem resolve protestar contra algo condenável do que a situação que originou o protesto, apenas porque a seu ver não é grave o suficiente.

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    2. Sim, tb n concordo q condenem quem se indigna com o cartaz.
      Porém nem sp o facto de uma causa ser válida invalida (e isto assim n soa nada bem) que a sua forma de protesto/reacção/resposta seja incorrecta.
      É a tal história de ser perder a razão, q mtas vezes ocorre de facto. Tens carrada de razão, mas como falaste assim ou assado, ou partiste p a agressão (é um exemplo) perdeste a razão.
      N sei se me estou a fazer entender.

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    3. Eu discordo da forma do protesto porque não a considero eficaz, não o considero particularmente elegante, mas que eu tenha conhecimento, o protesto foi pacífico, não envolveu agressões nem vandalismo, pelo que também não consigo ver o que tenha tido de tão errado que o faça perder a razão e o faça ser alvo de tantas críticas. Ser irritante e barulhento? Incomodar? Não é esse o objectivo dos protestos?

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  14. Atenção que eu n disse q o protesto tenha sido agressivo. O q quis dizer é q o entrarem num local onde,alegadamente, n podiam entrar, é capaz de n ter sido a melhor das formas de protestarem contra a situação aberrante.
    Mas pronto, são opiniões. Tb n ando a insultar as mulheres q o fizeram embora n tenha concordado e pessoalmente nunca me tivesse prestado a tal acção.

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    1. Por acaso acho que a única forma de protestar é exactamente entrar num local onde (ilegalmente) não podem entrar, não acho é que tenha de ser daquela maneira.

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    2. Eu cá sou muito a favor de inundar os organismos responsáveis pelas licenças e alvarás e essas coisas todas de emails indignados. Mas com uma mensagem com pés e cabeça, género 'serviços diferenciados sim senhora, não deixarem entrar ou esperar pessoas a quem não prestam serviços e ainda o publicitarem de forma que faz lembrar outros tempos e outras situações, é que não.' É a táctica amnistia internacional e pasme-se, funciona. Dá é trabalho, tipo, investigar quem licenceia estes sítios. Ando desde ontem a pensar nisto, e não estivesse eu enterrada em merdices, deem-me tempo.

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    3. E pedir o livro de reclamações, por exemplo? Como no caso descrito acima em que um homem acompanhado da mulher e da filha?

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    4. Creio que haja forma de apresentar queixa formal às autoridades competentes, pelo que em vez de se invadir (q continuo a achar q só fez as delicias deles, q queriam era publicidade e protagonismo) deveria ter sido feito (apenas) isto. Mas pronto, n vou bater mais no ceguinho.

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  15. Ainda há coisa de um mês éramos todos Charlie, agora somos desde que Charlie não seja um grupo de mulheres a invadir uma barbearia num protesto pacífico, porque faz barulho.

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    1. Bem Luna, por acaso n concordo nada com essa comparação, q até acho espelhar precisamente o oposto.
      O ser Charlie é haver liberdade de expressão! É podermos escrever e brincar com qualquer tema sem que alguem (q n ache piada) pegue numa espingarda e te limpe o sebo.
      Ora nessa mesma óptica "forçar" a entrada num espaço é capaz Dr n ser a melhor das medidas, nem a mais pacifica. Se elas têm dto a manifestar e a expressar a sua opinião, claro q sim. Iam p a porta com letreiros e faziam uma manifestação. E no caso, se constitui uma ilegalidade, accionavam os respectivos mecanismos. Tal como se um cronista te difamar tu n pegas e n lhe das uma galheta, mas metes antes um processo em cima... N sei, digo eu!

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    2. Exacto, ser Charlie é haver liberdade de expressão e podermos brincar e protestar de forma pacífica contra algo que consideramos errado. Que a meu ver, foi o que foi feito: entraram no estabelecimento comercial de porta aberta ao público mascaradas de cães e a ladrar e depois voltaram a sair, que eu saiba sem partir nada nem agredir ninguém.

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    3. p.s. já os rapazes retro-hipster-chic parece que pegaram nuns varapaus e tal e sairam com eles para a rua, segundo li...

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    4. Atenção, q os gajos sao uns perfeitos anormais n tenho qq duvida.
      P mim so n é pacifico no momento em q entraram num espaço em que dizia n ser admitida a entrada (julgo q n é legal, mas lá está, era participar às autoridades)
      Bem, o tema é polémico e acho q há posições mais "extremas" em ambos os lados.
      Mas sim, concluo q os tipos sao uns atrasados, e q n vou insultar as mulheres embora n tenha concordado com o protesto.

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    5. Acho que o melhor protesto de todos seria o boicote, o problema é que raramente as pessoas se preocupam o suficiente para boicotar seja o que for, e como tal terão clientela na mesma...

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    6. Bom, o PCP já se mexeu, e bem, acho eu: http://ocorvo.pt/2015/03/04/pcp-quer-camara-de-lisboa-a-fiscalizar-barbearia-que-veta-entrada-a-mulheres/

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