28 de Fevereiro de 2011

A fashionista que não há em mim


Ao contrário do que a maioria das pessoas estaria à espera da minha parte, desta vez achei que a Scarletzinha nem estava assim tão mal. Não, não é que eu ache o vestido bonito, que não acho. Mas não consigo esquecer que no passado ela já se apresentou assim:


E "olhem, esqueci-me da parte de cima" assim:


E "vi este modelo na Dinastia e sempre quis um igual" assim:


E "OMFG!" assim:


E "vim de combinação 3 números abaixo" assim:


E "a minha mãe tem um salão de beleza e fez-me o cabelo, enquanto a esteticista Sónia Micaela que tem muito jeito me maquilhou" assim:


Por isso, não, não vou dizer mal desta vez. Pelo menos não foi com as mamas de fora.

27 de Fevereiro de 2011

Christian Bale, sem dúvida

Mesmo passados apenas 10 minutos de filme. Aliás, quase que bastaria apenas a cena de abertura.

Para quem tenha alguma curiosidade sobre a vida por cá







Roubado descaradamente à Andorinha.

Oscar para o James Franco, please

Acabei de ver 127 hours. Tinha medo de o ver, confesso. Sabia da história, e sabia que me iria impressionar. Tendo noção de que a versão cinematográfica será mil vezes mais bonita do que a realidade, e de que é de uma história verídica do que se trata. E por isso mesmo andei a adiar. Mas fuck, como diz a Rafaela no facebook. Fuck, fuck, fuck. E porque é que eu acho que mereceria o Oscar? Pela contenção. É daquele tipo de papéis em que muitos se teriam entusiasmado e ido longe de mais, overacting, exagerando na representação daquela situação desesperada. Outros poderiam ter-se deixado levar e não resistido à tentação de puxar à lágrima, de manipular o público. Mas ele consegue manter essa contenção e sobriedade até ao fim, sem descarrilar no retrato, sem se deixar levar numa caricatura, sem nos deixar ter mais pena do que admiração. Sabemos que a maioria de nós teria morrido ali, sem conhecimentos suficientes que nos permitissem sobreviver, e sem coragem para fazer o que ele fez por. Sim, temos instintos de sobrevivência, mas os instintos esgotam-se sem conhecimento e coragem. E resistência à dor. O filme conta uma história verídica, e é por isso que incomoda tanto. Mas ao mesmo tempo, saber que há uma pessoa no mundo que passou por aquilo e sobreviveu, deixa-nos a pensar que somos muito mais fortes do que pensamos. E que há gente extraordinária, mesmo num tempo em que se deixou de acreditar em heróis.

*este sim é filme de Oscars, não a banhada do slumdog millionaire.

26 de Fevereiro de 2011

Sex and the City 2

Depois dos posts da Rititi, e da Teresa, decidi finalmente ver o Sex and the City 2, talvez o filme mais disparatado e parvinho de 2010. Como é que uma série com um excelente argumento dá origem a estes  filmes? Houve um momento, um momento, que não durou mais que um minuto, onde houve um vislumbre de um diálogo de jeito, quando a Charlotte e Miranda falam da dureza da maternidade. E acabou mais rápido do que começou. Se já não tinha gostado do primeiro, deste então nem se fala. O piorzinho que vi este ano. Que pena.

The King's Speech

Não sei se Helena Bonham Carter irá ganhar o Oscar. Não sei se alguma vez ganhará. É demasiado estranha, excêntrica, alternativa. Não é uma Holliwood's sweetheart, nunca foi, nunca será. Mas é uma magnífica actriz. Com uma presença invulgar, a quem ninguém fica indiferente. Uma presença dramática, nunca leve, com uma inquietude que está sempre presente, mesmo sem falar. E mesmo com um excelente Colin Firth, a verdade é que o eclipsa a cada cena em que contracenam. É secundária, mas quase parece principal. E, certamente, parece mais principal que Anette Benning no The kids are alright, que é fraquinho fraquinho. Eu gostava que ela ganhasse, mas não acredito. É pena.

24 de Fevereiro de 2011

Eu sei, tenho deixado isto ao abandono

Mas a verdade é que ando sem tempo, entre gerir o meu trabalho, orientar o meu aluno de mestrado, o Ahmedzinho, dar aulas práticas de laboratório a estudantes de 2º ano, tentar acabar o meu primeiro paper, começar a pesquisa bibliográfica para a review, sobra pouco tempo, e energia, para o blog. Mas tentarei voltar ao activo asap. Até já.

11 de Fevereiro de 2011

Já tenho programa

Como ser feliz no dia dos namorados, quando não se tem namorado? Simples. Em vez de ficar em casa a deprimir, oferecermo-nos para fazer de babysitter e permitir uma noite romântica e a dois a amigos que raramente têm essa oportunidade, e que não só precisam como merecem, fazendo uma surpresa a uma das partes. 

4 de Fevereiro de 2011

Over and over again

Saberá quem me leia há já algum tempo que tenho uma embirraçãozinha com a Scarlett Johansson, por vários motivos que não vou agora enumerar, mas que vão desde o exagerado hype, a uma certa vulgaridade que encontro na sujeita - perdoem-me os fãs incondicionais das suas musas, perdão, da musa. 
Acontece que no outro dia calhou estar a dar um filme com ela na televisão, e foi aí que tive uma revelação - ia dizer epifania, mas depois lembrei-me de que está para este ano como iconoclasta estava para o início da blogosfera, e o que é demais enjoa. Mas como ia dizendo, de repente, bateu-me: a mulher representa sempre o mesmo papel. Ora vejamos: no Lost in Translation é casada com um tipo por quem não está apaixonada, tem um curso qualquer que não exerce, e anda para ali sem fazer nada, a roçar o cu pelas paredes, a suspirar de tédio, até se envolver com um homem casado (triângulo amoroso #1), com quem não fica, acabando na mesma, a tentar descobrir-se a si própria. No Vicky Cristina Barcelona vai viajar com uma amiga, tem um curso de cinema, ou lá o que é, mas não exerce, porque ainda não descobriu a sua verdadeira paixão, mete-se com um homem casado, e com a mulher dele (triângulo amoroso #2), depois decide que afinal não quer, mas também não sabe o que quer, fica na mesma, e vai viajar para se descobrir a si própria. No péssimo He's not that into you faz de aspirante a cantora, dá aulas de yoga para pagar as contas, tem um pseudo-namorado de quem não gosta, envolve-se com um homem casado (triângulo amoroso #3), anda para ali sem saber muito bem o que quer, não fica com nenhum, e vai para a Índia para tentar descobrir-se a si própria. E finalmente no Match Point tem um namorado, é aspirante a actriz mas não exerce, anda para ali sem fazer nada, até se envolver com o cunhado do namorado, que é um homem casado (triângulo amoroso #4), que não quer ficar com ela, e só não acaba sozinha a tentar descobrir-se a si própria porque graças a deus leva um tiro nos cornos.

2 de Fevereiro de 2011

Sex and the City (estava a dar)

Miranda: Did you not hear me just say I was in love with Steve?

Carrie: I think I got an old bottle of Kahlua somewhere.

Miranda: Okay. Hold on there Brady. Mama needs a cocktail.
Last night we were in the dining room, and we were laughing and all of a sudden, I looked over at him and I realized we belong together.

Carrie: Oh Miranda.

Miranda: Yeah. So I picked a huge fight and threw him out of my apartment.


(tinha diálogos tão bons)