11 de janeiro de 2013

Ah e sobre o cãozinho que se assustou

Alguém daqueles milhares de pessoas que assinou a petição para poupar o cão à eutanásia já se ofereceu para ficar com ele, responsabilizando-se criminalmente na totalidade caso se dê o caso do cãozinho se assustar outra vez com uma criancinha que choque com ele?

Ah, pois.

(quando uma pessoa é doente mental e violenta, é institucionalizada de forma a não poder voltar a comprometer a segurança de outros membros da sociedade. o que fazer com cães na mesma situação? isolá-los e deixar a sociedade pagar o seu sustento até ao fim da sua vida? permitir adopção com total responsabilização criminal do dono caso se dê outro ataque violento? qual a solução dada pelos assinantes, gostava de saber)

140 comentários:

  1. Ando exatamente a perguntar essas coisas que perguntas no último parágrafo a inúmeras pessoas desde ontem.
    Até agora ninguém me respondeu nada para além do «coitadinho, o cão não tem culpa!» (como se alguém estivesse a dizer que o cão tinha capacidade para decidir sobre os seus atos).
    E muito muito pior do que isso, não consegui que nenhuma dessas pessoas dissesse que lamenta a morte da criança, o que para mim é verdadeiramente nojento (e algumas são pessoas de quem gosto, não são estranhos da Internet).

    E entretanto também já se descobriu (via vizinhos) que o cãozinho meigo que nunca fez mal a ninguém durante 8 anos (bora aplicar esse princípio às pessoas? Matou alguém? Deve-se ter assustado coitado, enquanto não matar a segunda não há problema) já tinha mandado a dona para o hospital pelo menos 2 vezes.

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  2. A minha visão real é a seguinte: temos um animal que reage violentamente a certos estímulos, e numa dessas vezes matou uma criança.
    Logo, este animal nao pode estar inserido numa família sem representar perigo.

    Ou seja, este animal nao deve estar exposto a estímulos, isto é sociedade em geral.

    Logo, descartando a hipótese de eutanasiar, deveriamos criar uma espécie de prisao para caes, onde ficariam encarcerados como os presos em prisao perpétua: temos dinheiro para uma prisao para caes?

    Ou, uma das milhentas pessoas que assinaram a petiçao leva o cao para casa e se responsabiliza totalmente por ele: isto é, se o cão volta a matar, o dono vai para a prisao por homicidio. Algum voluntário? Hum?


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  3. Mas quem garante que o cão é violento? Na minha óptica, o mais provável é o cão ter-se assustado com a queda da criança. O cão vivia com aquela família há nove anos, conhecia o bebé desde que nasceu... será coincidência o suposto ataque ter acontecido exactamente quando a criança caiu, o que obviamente terá assustado o cão?

    Quanto às perguntas, sim, há gente que já se ofereceu para ficar com o cão, reabilitá-lo, garantir que os supostos maus instintos que tem sejam eliminados.

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  4. "Quanto às perguntas, sim, há gente que já se ofereceu para ficar com o cão, reabilitá-lo, garantir que os supostos maus instintos que tem sejam eliminados. "

    E se a reabilitação não resultar, responsabilizam-se criminalmente se eles voltarem a matar?
    E se a segunda vítima for um familiar teu? Agradeces a 2ª oportunidade que o bicho teve?


    "Quanto às perguntas, sim, há gente que já se ofereceu para ficar com o cão, reabilitá-lo, garantir que os supostos maus instintos que tem sejam eliminados. "

    A ver se os criminosos humanos não começam a lembrar-se de dizer que apenas se assustaram.

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  5. "Ou, uma das milhentas pessoas que assinaram a petiçao leva o cao para casa e se responsabiliza totalmente por ele: isto é, se o cão volta a matar, o dono vai para a prisao por homicidio. Algum voluntário? Hum?"

    Para mim a única hipótese seria essa (porque o estado tem mais em que gastar o dinheiro, mesmo não falando em pessoas, há tanto cão sem problemas a ser abatido todos os dias por falta de espaço nos canis, era o que faltava o estado pagar para não ter que abater cães que mataram pessoas), com a agravante de que essa pessoa seria responsável por assegurar que esse cão não teria contacto com mais nenhum humano para além dela. Assim se o cão se assustasse outra vez quem se lixava era apenas essa pessoa.

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  6. S*

    e se o cão se voltar a assustar com outra criança?

    Reabilitá-lo? como exactamente?

    já sei: põe-se o cão numa creche, à décima criança estraçalhada aposto que já não se volta a assustar tanto.

    ah, e os criminosos humanos vao para a prisao, muitas vezes perpétua, exactamente para proteger a sociedade dos seus instintos dos quais nao tem culpa.

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  7. "Reabilitá-lo? como exactamente? "

    Isso, segundo consta é possível.
    É caro, demora muito tempo e pode não resultar (se com pessoas pode não resultar, imaginemos com animais), mas existem tratamentos para agressividade canina.

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  8. Luna e asmelhoresfrancesinhas, há que saber distinguir um cão mau de um cão assustado. Parece-me que não querem fazer essa distinção... e, para mim, ela é o cerne da questão.

    Amo animais mas não sou cega, surda e muda. Se um cão ferrasse em alguém sem motivo algum, concordo que seria melhor abatê-lo. Não posso concordar que um cão que se assustou - legitimamente, diga-se de passagem - e que irracionalmente (é irracional, certo? um cão não pensa, não é como as pessoas) ferrou um bebé seja visto como um monstro.

    Peguem num cão normal, sociável. Atirem foguetes ao ar - vejam o cão a passar-se com os foguetes. Se não forem o dono do cão, metam-lhe a mão quando ele está assustado. São capazes de não gostar do resultado. Obviamente que nem todos os animais se assustam com o mesmo.

    Já fui atacada na cara pela minha gata - não querendo comparar, mas já comparando. A bicha estava dentro do bidé, a olhar para a água. Ia a pegar nela, ela assustou-se, deitou-me as unhas à cara. É a defesa dela. Fazia o quê, punha-a fora de casa por se ter assustado? Não me parece. Claro que entendo que a família do bebé nunca mais queira ver o cão na frente... o que não significa que mereça o abate.

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  9. A diferença é que a tua gata se se assustar é incapaz de matar alguém. Este cão não é.

    (nem percebo como é que estando o bebé e o cão sozinho alguém sabe se ele se assustou ou se planeava matar o bebé desde que ele nasceu)

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  10. asmelhoresfrancesinhas, visto que foi a família a dizer... lá, está. Acho isto tudo muito estranho. Se a família não viu, como sabe que o cão se assustou e porque se assustou? Esta história cheira-me mal.

    E sim, a minha gata não me matava. E os cães têm culpa de ter mais força? Não. São como são. Se o cão tivesse querido matar o menino, ele não tinha sobrevivido nem dez segundos. Infelizmente não sobreviveu na mesma... mas parece-me que o ataque que referem foi mais do género "cão assustou-se, ferrou, reparou no que fez, largou".

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  11. Mais uma vez és muito acertada no teu raciocínio.
    Não assinei a petição.
    O cão é a vitima, a perda da criança uma desgraça e o dono uma merda (talvez a eutanásia lhe fosse melhor aplicada).
    Lançam-se duvidas se terá sido o cão a causa de morte, ou um traumatismo causado pela queda.
    Havendo incertezas e não havendo um retiro seguro para o cão sobra-lhe o triste destino de uma morte injusta.


    "à décima criança estraçalhada" LMAO

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  12. Ó S*, desculpa, mas a tua argumentaçao continua a bater na mesma tecla

    sim, e se for um cão assustado? que reaja violentamente de cada vez que se assuste, como aconteceu?

    deveremos deixar que se assuste novamente e mate nova criança?

    este cao nao é seguro em sociedade, o que fazer com ele?

    como disse, se aparecer alguem que se responsabilize por ele e se disponha a ir para a cadeia 25 anos caso ele se porte mal e mate outra vez, muito bem.

    Estás disposta a isso?



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  13. Não vale a pena argumentar porque nem eu vou mudar a forma de pensar, nem tu vais mudar o teu pensamento.

    Mas, por acaso estaria disposta a adoptá-lo, sim, se tivesse condições para isso. Não acredito em cães maus, muito menos em cães assassinos.

    Os bichos são como as pessoas, podem ter traumas. Isso pode fazer com que se assustem mais ou menos.

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  14. Exacto, não esperaria que pusesses em causa uma linha do teu pensamento.

    Ainda bem que em teoria tens tanta confiança no animal. Ainda que nao se ponha a hipótese de o vires a adoptar e teres crianças a circundar junto dele. Acho fofinho.

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  15. Acho sempre mal quando criticam ou defendem de forma intransigente um animal sem o conhecerem. Mas visto que me respondes com ironia, não vale a pena argumentar.

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  16. (aposto que todas as pessoas que assinaram a petiçao o adoptariam caso tivessem condições, que infelizmente não têm. e que todas deixariam os seus infantes a brincar com ele descansadinhos)

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  17. Eu concordo com a S* e nem sou pessoa de animais.
    Se algum homem, qualquer que seja o motivo, matar alguém, a pena máxima que lhe é dada em Portugal são 25 anos de prisão. Mas se for um cão, então vamos abate-lo simplesmente porque ele não se pode defender. Ou se calhar até pode e foi isso que fez ao se assustar, mas um cão não mede as consequências dos seus actos... Óbvio que a perda de uma pessoa é sempre um assunto sensível, mas da mesma maneira que uma pessoa pode ter uma segunda oportunidade, acho que os animais também a podem ter ;)

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  18. Luna, ninguém deveria deixar uma criança com um animal descansadinho. Nem com um gato, que tem unhas. Mas isso vai da consciência de cada um.

    Se tu não o adoptavas, tudo bem. Eu adoptava. Já tive dezenas de animais, entre cães e gatos. Nunca vi nenhum a ser mau de forma... hum... despropositada. Daí acreditar nos animais.

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  19. S*

    este animal que tanto defendes matou um bebé de ano e meio. Tipo, um bebé, uma criança com mãe e pai.
    Em lado nenhum te vi referir minimamente este facto: o facto de uma criança pequenina ter sido morta por este cão. E é a minha ironia que é ofensiva?

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  20. Cara Navolta:

    está disposta a que lhe sejam descontados do seu ordenado mais impostos para sustentar uma cadeia para cães?

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  21. Luna, não, a ironia não é ofensiva. O que é ofensivo é o desdém por opiniões diferentes.

    De qualquer forma, ainda mais ofensivo é insinuares que me estou a cagar - falando claro - para a criança que morreu. Ninguém pode ignorar isso... o que não significa que ache que uma morte acidental se deva tentar "vingar" com a morte de um animal.

    Já agora, os donos do cão não apresentaram sequer queixa. Sou eu a única a achar estranho? Pelos vistos, sou.

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  22. Luna, matou um bebé e, segundo o Público, arrancou-lhe parte do cérebro.

    Eu da petição gosto muito da parte: “um cão que nunca fez mal durante oito anos e atacou é porque teve algum motivo”.
    O filho da puta do bebé de certeza que gozou com o cão. Ou se calhar fez-lhe cyberbullying (esquece, isso já é aceitável).

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  23. Navolta, é só isso que eu peço. Uma avaliação do cão. Que ele seja avaliado, sei lá, durante uns meses. Se for um caso perdido - já se percebeu que não é -, abatam-no. Se for um cão meigo (até a família do bebé diz que é...), pode ser reabilitado.

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  24. "Já agora, os donos do cão não apresentaram sequer queixa. "

    Os donos do cão iriam apresentar queixa contra quem?

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  25. asmelhoresfrancesinhas, não, caiu-lhe mesmo em cima e aceitou o cão. Só não entende quem não quer. Podes achar que o cão merece ser abatido, mas não podes deixar de perceber o que motivou o ataque - o susto.

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  26. S* como ja á disse:

    alguem que se chegue à frente e diga: eu fico com este animal, e se ele voltar a matar vou para a cadeia por ele. Por mim, assim, na boa.

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  27. asmelhoresfrancesinhas, vá, lê:

    "Apesar de a família não ter apresentado queixa, a PSP de Beja enviou na segunda-feira uma participação do caso para o Ministério Público, que abriu um inquérito".

    Pois que deve ser contra o cão, pelos vistos.

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  28. Luna, sendo assim, também tens de pensar "se um dia tiver um filho, se ele matar enquanto for menor de idade - o que faz de mim responsável, eu vou para a cadeia por ele".

    Isso não faz sentido. Uma coisa é ser responsável por um cão, outra coisa é ir para a prisão por ele.

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  29. Errado, porque este cao já matou uma vez.

    Ou seja, uma pessoa que queira reabilitá-lo, depois de ele já ter matado, deverá assumir responsabilidade caso deixe que ele mate outra vez.

    Já no caso de um filho, por mais que doa, se cometer um crime vai para a prisao - logo da primeira vez.

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  30. Bem, vou dormir, esta discussão absurdamente irracional já me tomou demasiado tempo. Ciao a tutti

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  31. Lá está, não consigo sentir que o cão precisa de reabilitação. Família do bebé e veterinária do canil dizem que ele não mostrou a mínima agressividade... mesmo já tendo sido provado que o cão vivia numas condições desadequadas.

    http://www.publico.pt/sociedade/noticia/mais-de-11-mil-pessoas-contra-abate-do-cao-que-matou-crianca-em-beja-1580190

    São 45 mil a defender o não abate, neste momento. Talvez seja altura de tentarmos entender os motivos do cão, apesar de sabermos que o resultado foi trágico. Os motivos não desculpam o acto, evidentemente que não. Mas estamos a falar de um cão, ele não pensa nas coisas, não é propriamente racional.

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  32. Não estou a dizer isso. Ainda hoje li na Sábado que em Portugal existe uma escola para cães onde estes são treinados. Como esta acredito que existam muitas outras. Se calhar exige algum investimento (esta escola de que falo tem uma mensalidade de 800 euros, mas também tem demasiadas regalias), mas existem outras formas de educar um cão. Uma pessoa vai para a cadeia porque uma pessoa faz o que faz mas é consciente, tem noção do que fez, é racional. Um cão não sabe o que faz, daí que seja necessário educá-lo. Não conheço o cão, não sei como o treinaram, mas se alguém tiver disposto e se responsabilizar por dar uma educação ao cão, porque não? E ao que parece, o cão nunca tinha dado problemas (? penso eu, ainda não li nada em contrário), pelo que foi um caso isolado que se deve ter mesmo devido ao susto.

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  33. "Pois que deve ser contra o cão, pelos vistos. "

    Um cão não tem existência jurídica para poder ter uma queixa contra ele.
    Nem vejo que sentido é que faria os donos do cão apresentar queixa contra o cão.


    " asmelhoresfrancesinhas, não, caiu-lhe mesmo em cima e aceitou o cão. Só não entende quem não quer. Podes achar que o cão merece ser abatido, mas não podes deixar de perceber o que motivou o ataque - o susto."

    Esperemos que ninguém se lembre de aplicar esses princípios a pessoas, senão deixava de haver crime no mundo. Matou alguém? Sim, mas tinha um motivo! Ai então, boa tarde, passe bem!

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  34. Este comentário foi removido pelo autor.

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  35. E o meu comentário anterior referia-se ao do "cadeia para cães".

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  36. Realmente é triste haver tantas pessoas com o teu pensamento.

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  37. Ana, estás-te a esticar e muito no preto e branco.
    O cão matou como podia ter matado a mesa na qual o puto tropeçou, estamos a ser tapadinhos, ah. Um bicho que pesa 35 kilos, seja pitbull arraçado, pastor alemão ou um labradoodle esmaga qualquer criança ou faz com que ela bata contra a parede, caia, whatever e tenha contusões cranianas como foi o caso.
    Eu não postei no blog sobre isso nem o vou fazer pq nao tenho pachorra pra polémicas. Mas digo-te a ti que tens dois ouvidos e dois olhos q me ouvem e lêem muito bem.
    A Petzi é um cão pequeno e é dominante e ataca outros cães. Não nasceu dominante, nem nunca a viste ser agressiva com pessoa alguma. No entanto, e POR CULPA UNICA E EXCLUSIVAMENTE MIIIIIIIINHA!!! começou a atacar outros cães na rua e morde-os. O motivo? Self-defense. Algures no tempo eu dei-lhe com um jornal pq as pessoas acham (é como a p... da mania de que os cães são pra ficar na rua, na casota) que é a forma de a corrigir pra fazer xixi na rua. Isso tornou-a submissa com os humanos. Por outro lado deixei que ela andasse na rua a marcar território em vez de a treinar correctamente, e ela agora tem um dominio onde ela manda. E ataca quem está dentro dele.
    A CULPA É SEMPRE DO DONO.
    E o que é que se faz? Aprende-se a controlar a situação e treinamo-nos a NÓS pra sabermos como agir. E bem me sai do pêlo e não falo de dinheiro. Pq eu, qdo assumi um cão e agora mais dois, tinha noção que ia ter que assumir UM COMPROMISSO.
    As pessoas têm animais como quem tem toalhas descartáveis. O dono do cão já o tinha levado ao canil pra abate ou adopção pq nao tinha condições de o abater. E porra, uma criança com um ano e meio não anda a passear pela p... da casa sozinha a meio da noite se tiver pais com dois dedos de testa e minimamente responsáveis!
    O cão não dilacerou a criança, caneco! O cão levantou-se e a criança tombou!!! Como é um animal: então abata-se! Mas estamos todos parvos ou quê? Matar homicidas e pedófilos, abortar, e afins é crime porque é tirar uma vida, mas um cão é na boa?! Sabes que te digo? Ignorance is a bliss!!! Felizes os ignorantes dos donos que têm alguém a quem por as culpas em vez de ir pra choldra por ignorar a criança em casa! É menos um puto pra uma instituição, é o que te digo!! O cão não precisa de ser reabilitado! Os donos é que precisam!
    E agora quem vai dormir sou eu que até fiquei mal disposta.

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  38. Já disse no blogue da S*: a lei é clara. Todo o animal é considerado perigoso, entre outros motivos, se morder outra pessoa, causando-lhe ofensas à integridade física. Sanção: abate. Os cães não têm motivação. Não têm enquadramento. Os cães são coisas, por muito que custe aos defensores dos animais. Coisas no sentido jurídico, é esse o nome. E mais, não vi petições quando aquele lobo da sibéria ou rodésia comeu a mãe do dono. Santa hipocrisia...não há mais nada para se fazer neste país do que gozar com pessoas e defender coisas indefensáveis? Os homicidas também podem ser ótimas pessoas, mas quando matam vão para a cadeia, até chegam a ser mortos, em certos países. E podem ser reabilitados, porque são seres humanos, mas nessa altura a populaça cai-lhes em cima que são todos uns malandros. Mas um cão, que é irracional, já vai para uma prisão de cães...

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  39. A lei pode ser clara, mas nem toda a lei é justa. Os homicidas têm poder de escolha na medida em que conseguem pensar nas consequências dos seus actos. Um cão não. É nesta medida que eu defendo o lado do animal. Neste caso, a meu ver, foi um erro por parte dos pais não vigiarem a criança. Este é o meu ponto de vista, mas cada pessoa com os seus motivos e respeito quem tiver opiniões diferentes ;)

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  40. Andorinha, não percebo esse comentário. Não vi a Luna a dizer em lado nenhum que achava que a culpa era do único. Acho que qualquer pessoa minimamente racional sabe muito bem que o animal apenas faz o que o seu instinto/treino/whatever lhe permite e que a culpa é sempre do dono (nem percebo como é que alguém poderia pôr isso em causa).
    Mas, e depois? Que raio de desculpa é essa? Se um cão mata uma criança saber que o cão não sabia o que estava a fazer é algum tipo de consolo? Devemos fazer de conta que tudo continua na mesma e permitir que o cão possa matar uma segunda?

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  41. Li alguns comentários e não me apetece ler todos. A defesa das pessoas q estão a favor do cão é sempre "coitadinho, n tem culpa, defendeu-se, é irracional, n sabe o q faz" ok... isso aplicava-se no caso do abate ser sugestão como justiça. mas não é, é como segurança. o cão n tem culpa, pois n, mas ataca. Ataca e pode fazê-lo novamente, msm c reabilitação. Pode matar novamente ou ferir com gravidade. E depois? Ah depois é chato pq ah e tal afinal n era seguro deixá-lo conviver c pessoas mas houve sempre quem pensasse que sim. Mas quando matar novamente, paciência, não é?

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  42. Façam uma petição pelas ratazanas da ribeira do Porto, tadinhas, que não têm culpa de estar cheias de doenças! Adoptem uma ratazana, encham-na de antibiótico, ensinem-lhe maneiras.A rata não tem culpa.

    Ou então empacotem o raio do pitt bull e mandem-no ao Cesar Milan.Diz que o gajo consegue maravilhas. Infelizmente há aí mitras que deseducaram os bichos anos a fio, e agora não há meios para fazer alguma coisa deles. Caraças, vivemos num país onde nem há dinheiro para alimentar crianças com fome!

    (Andorinha, se os teus cães são agressivos, seja culpa tua ou não, à primeira ferradela, injecção letal. temos pena.por favor, não ponhas no mesmo prato da balança um ser humano e um cão. já é tarde, e não tenho já a mínima paciência para entrar em discussões sobre gente que chora o destino de um animal mas gane pela pena de morte para o lixo da sociedade. fonix, adoro bichos, sou toda pelos direitos dos animais, mas não percamos a perspectiva e a lucidez.)

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  43. E, pardon my french, CARALHO, MORREU UMA CRIANÇA, CARALHO.Quero lá saber se caiu, se o bicho estava assustado. Gasta-se mais tinta a falar do bicho que da pobre criança.Não entendo estas prioridades.

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  44. Mas isso acontece com qualquer cão. Qualquer cão de grande porte, até o cão mais dócil de todos, pode matar. E quê? Vamos mexer com a lei natural do universo e matar todos os cães de grande porte porque há a possibilidade de eles matarem? Isto foi um caso isolado. Cheguem ao pé de um caniche e ponham-lhe um dedo no olho e vão ver se ele não morde. Mas por ser de pequeno porte não mata e "oh, é fofinho!". É o instinto de defesa do cão em acção, tão simples quanto isso.

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  45. "Qualquer cão de grande porte, até o cão mais dócil de todos, pode matar. E quê? "

    Isto não é um cão qualquer. É um cão que estava ilegal, é arraçado de uma ou mais raças perigosas, e é muito provável que já tivesse sido usado para lutas.

    "Vamos mexer com a lei natural do universo e matar todos os cães de grande porte porque há a possibilidade de eles matarem?"

    Se há coisa que não é natural no universo são os cães.
    Todas as raças de cães foram criadas pelo homem para servir as suas necessidades, o que implicou a criação de várias raças que tinham como objetivo serem agressivas.


    "Cheguem ao pé de um caniche e ponham-lhe um dedo no olho e vão ver se ele não morde. Mas por ser de pequeno porte não mata e "oh, é fofinho!"."

    Os caniches podem ser bastante agressivos e exigem bastante controlo. Estão longe de serem cães para qualquer um (principalmente gente sem nada na cabeça que lhes faz as vontades todas).

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  46. E claro que é uma absoluta mentira que isso aconteça com qualquer cão.

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  47. O assunto de existirem "raças perigosas" é um assunto à parte. Já agora: http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=25&did=76438

    Um Rottweiler é "raça perigosa" e pode ser o melhor cão do mundo se for bem treinado, por exemplo.

    "é muito provável que já tivesse sido usado para lutas"
    Não sei se te referes ao cão em questão, mas se sim, a culpa não é dele, é dos donos. E aí, mais uma vez, a culpa recai na educação dada ao cão.

    E da maneira que eu falei de um caniche podia falar de um Chihuahua ou de qualquer outro cão pequeno. Foi só um exemplo.

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  48. Visto eu ser contra a pena de morte quando seres racionais matam crianças (porque resolvem conduzir em excesso de velocidade, por exemplo), não faria muito sentido ser a favor da de seres irracionais, pelo mesmo crime (caso se comprove que são mesmo culpados do acto).

    De qualquer forma respeito a tua opinião.

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  49. Não me apetece discutir. Pra mim o ponto é simples: negligência parental seja como Pais, seja como donos de um animal. O que eu não sou é a favor de bodes espiatórios pra morte de uma criança que dali a 3 anos possivelmente teria caído dentro de um poço pq os Pais não estavam a ver. Eu não acho que os animais tenham os direitos dos seres humanos. Acho é que os espermatozóides só deviam saber nadar se os Pais fossem gente decente. Como isso é difícil e não acontece obviamente, entendam que isto não é um caso de apoio extremo ao animal mas sim ao ser humano. Há muita gente que não devia poder ser Pai e Mãe.
    E Izzie, os meus cães são agressivos com outros cães e isso é um problema que eu criei e eu resolvo, pq tem solução. Jamais abateria um dos meus animais por algo que é da minha responsabilidade.
    Outra coisa que eu faço e que chocou muita gente qdo o disse, é não deixar crianças brincarem com os meus cães. Não pq possam magoar as criancinhas, mas pq as crianças os maltratam, puxam o rabo, as orelhas, espremem-nos, dão-lhes patadas, tudo reflexos! dizem os Paizinhos. E como os Pais não assumem responsabilidades pelo que as criancinhas possam fazer (os Pais são os responsáveis últimos!!), eu não levo os cães pra casa de amigos que tenham filhos. Simples e concreto.
    O meu treinador achou que eu estava a exagerar, mas é só pq é Holandês e não conhece a desresponsabilização sobre tudo a que o Português é dado.
    As pessoas têm filhos pros cuidar, não é pros deixar andar. Já aturei muitos com outros traumas e nenhum deles foi maltratado por um cão.

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  50. asmelhoresfrancesinhas, a Ana tem dedos, escreve muito bem e não precisa de defensores. E tanto ela como a izzie, se quiserem, a partir de agora podem falar comigo por email. O resto das rectóricas dispenso. Eu tenho a minha opinião e elas a delas, mas elas conhecem-me e vocês não.

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  51. E sim, há instituições privadas que o adoptariam. Instituições que se dedicam a ajudar animais que sofreram nas mãos dos seres racionais. Há duas que até se dedicam em exclusivo à raça em questão, e que, se o animal era assim tão agressivo, o teriam acolhido logo caso a familia tivesse procurado soluções em vez de manter o «suposto» perigo à solta em casa.

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  52. É oficial!
    Ou ficámos mesmo todos loucos com esta coisa da crise e da troika ou então há mesmo muita gentinha que apanhou uma overdose de Cesar Milan ou Milano ou lá que é.

    (a partir do momento em que não se distingue um animal de uma pessoa deixa de haver discussão possível)

    (ofereçam o cão a uma creche, pode ser que a coisa não corra mal)

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  53. A distinção entre cão e animal para mim é bem clara: um é irracional e outro é racional.

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  54. "asmelhoresfrancesinhas, a Ana tem dedos, escreve muito bem e não precisa de defensores. "

    Eu também não disse isso, pois não? Só disse que não percebia o teu comentário porque não a tinha visto a defender isso em lado nenhum.
    Se não tivesses falado especificamente dela teria dito que não perceberia o comentário sem referir o nome dela (e o nome dela só aparece numa das frases que eu escrevia, e sem essa frase o comentário teria exatamente o mesmo sentido).

    "O resto das rectóricas dispenso. "

    Pois é, mas temos pena, comentaste num blogue sem comentários moderados, por isso comentarei o que tu disseres quando me apetecer ou até a Luna moderar comentários ou apagar só os meus. Se não querias que ninguém comentasse o que escreves parece-me uma escolha pouco acertada vires fâze-lo para uma caixa de comentários de um blogue (onde por norma se comentam coisas, vê lá tu).

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  55. ""é muito provável que já tivesse sido usado para lutas"
    Não sei se te referes ao cão em questão, mas se sim, a culpa não é dele, é dos donos."

    Sim, era o cão em questão.
    Mas... outra vez com essa parvoíce?! Se estamos a falar de um animal doméstico é óbvio que A CULPA É SEMPRE DOS DONOS. Isso nunca esteve em causa, nem nunca poderá estar.
    Mas isso é desculpa que se apresente? De que serve saber isso, se eu ou tu formos a passear calmamente e formos atacados por dois cães como aconteceu àquela empregada doméstica aqui há uns meses? «A culpa é dos donos». Que rico consolo.

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  56. *entre cão e homem

    Não é um consolo, mas é a verdade lol. Os cães têm lá culpa de serem mal ensinados. A culpa tem que recair nos donos, não no cão.
    Não concordo com o abatimento do animal simplesmente porque ele teve uma reacção que vai de acordo com a sua condição. Se os donos e neste caso pais sabiam o que tinham em casa (sim, porque se é como tu dizes, ele foi usado para lutas), só tinham mais é que ter cuidado. É um bocado radical aquilo que estou aqui a dizer, mas é o que penso. Perder um filho é muito triste, acredito. Mas também é verdade que um filho exige muito cuidado, coisa que ao que parece neste caso não existiu.
    É esta a minha opinião, mas respeito as outras contrárias à minha, como já disse.

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  57. Já agora, a titulo de curiosidade: em que condições é que é válido mandar-se abater um animal? Nunca? Porque a culpa é sempre dos donos que não o ensinaram?
    E também aos que tão facilmente apontam o dedo à negligência dos pais, a minha admiração por nunca terem perdido de vista uma criança por um minuto, ou dois ou mesmo 10. Da mesma forma que alguns defendem que não há cães maus, deixem-me dizer-vos que por norma os pais só são humanos.

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  58. Quanto custará a diária de uma prisao para cães ao bolso dos contribuintes?

    Acho que sim, que se devia tirar da reforma do velhinho que recebe 300 € mais um bocadinho para evitar eutanasiar animais perigosos e criar um sistema para os manter em cativeiro.

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  59. Mas já alguém pensou, se por acaso no processo milenar de domesticação de cães, o que é que acontecia aos cães que não eram aptos para sociabilizar com os humanos?

    E aconselho, mesmo correndo o risco de ferir susceptibilidades a leitura do artigo do Daniel Oliveira.

    http://arrastao.org/2725199.html

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  60. Andorinha, lamento, mas neste assunto estou totalmente com a Izzie.

    Mesmo reconhecendo que a culpa não é do cão, isso nao faz com que deixe de ser perigoso e tenha matado uma criança. Ponto.

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  61. CNS: obrigada pelo artigo, que está brilhante na sua clareza, e que não poderia subscrever mais.

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  62. "Um animal doméstico, se se revelar perigoso para os humanos, não pode conviver com eles. É apenas disto que se trata e não de qualquer ato de justiça. Os donos e pais foram negligentes? Isso sim, resolve-se na justiça. O abate do cão é outra coisa: um cão que mata uma criança com quem convive deixou de ser um animal doméstico. Porque o que o torna doméstico é ser controlável por humanos. Como não pode ser devolvido à vida selvagem é abatido. Não por justiça, mas por segurança."

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  63. Reabilitá-lo? como exactamente?

    já sei: põe-se o cão numa creche, à décima criança estraçalhada aposto que já não se volta a assustar tanto.


    ahahahahahah


    Entristece-me este novo pensamento da moda em que a vida dos animais é colocada na mesma balança que a vida humana.

    Coitadinho do Zico? Não. Desculpem lá. Coitadinho do bebé.

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  64. Vi isto na Helena Matos (pessoa pela qual não nem nutro a mínima simpatia):
    Como se chamava o cão? Zico, toda a gente ficou a saber o seu nome após a tal petição.
    Como se chamava a criança? Alguém sabe? Alguém quer saber?

    Acho que isto diz tudo sobre o estado de loucura colectiva a que chegámos enquanto sociedade.

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  65. O que me diverte mais nisto é ler as centenas de comentários de ódio gerados por uma massa de gente que fica irracional assim que se mete o tema " animal" numa conversa. A reacçao ao artigo do Daniel Oliveira, em particular ( está no Expresso online ) é espetacular, aparecem teorias mirabolantes, consorações, tudo. Não sei se levariam as suas ideias para a frente, mas caso acontecesse, estariamos numa ditadura.
    Podia dizer que não acho que o Homem deva ter primazia sobre as outras espécies que habitam este planeta, mas isso é meio hipócrita, parece-me. Especialmente havendo tanto cão e gato castrado e trancado em apartamentos.

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  66. Passa pelo meu blog, estou a tentar q o maior número de pessoas veja o apelo que anda a ser divulgado na blogosfera para uma família com sérias dificuldades *

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  67. " E porra, uma criança com um ano e meio não anda a passear pela p... da casa sozinha a meio da noite se tiver pais com dois dedos de testa e minimamente responsáveis!"

    A Andorinha tem filhos? Por este comentario parece-me que nao.
    Nao desculpabilizando os pais, mas qualquer pessoa que costume passar tempo com criancas sabe que nao e assim tao facil. O meu bebe de 7 meses aprendeu a gatinhar como deve ser e basta eu olhar um segundo para o lado que ele ja desapareceu. Ele gatinha pela casa toda e claro que esta sempre atras de mim e nao o perco de vista um minuto porque os acidentes estao sempre a espera de acontecer, mas nao se deve relativizar assim este assunto. Se criancas maiores desaparecem num abrir e piscar de olhos com os pais mesmo ao lado,porque nao podia ter acontecido com estes? (Nao sei os contornos da historia e sem ser o que se conta nas noticias e jornais ninguem sabe a nao ser os proprios.)

    Desculpem pela falta de acentos (tec ingles).

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  68. Gostei de um comentário no blogue do Daniel Oliveira que reproduzo aqui sem autorização:

    "[ Não há cães de raças perigosas" ]
    Apenas há raças que foram desenvolvidas e criadas com o fim de guardar, lutar e matar. Aqui não há interpretações, apenas factos históricos.


    [ Todos os cães podem morder ]
    Quais são as estatísticas de mortes causadas por mordidelas de Labradores, Golden Retrievers ou Serras da Estrela?


    [ Os cães têm de ser educados ]
    Um animal que tem de ser educado para não ser agressivo não é um animal doméstico mas sim uma fera. Os leões do circo dão cambalhotas e não matam os tratadores. Mas isto não é argumento para os termos em "casa".


    [ Os donos é que são perigosos ]
    É o mesmo argumento usado pelos defensores das armas, nos EUA. Mas uma arma é um objeto que não reage a "provocações" ou "maus tratos" e não tem vontade própria.


    [ Não se deixa uma criança com um cão ]
    Ai deixa, deixa. Se há coisa bela de se ver é a relação "mágica" entre cães e crianças, a forma como ambos se atraem alegremente. Mas há cães e cães e há raças especialmente pacientes (e preparadas/criadas) para lidarem com crianças. Uma raça cuja mordedura mate não é, obviamente, uma raça "para crianças"."

    (do comentador «Rui Pedrosa Franco»)

    Sobre este último ponto, desde que entrei para a escola (6 anos) que passava algum tempo sozinho em casa (nomeadamente entre a altura em que a escola acabava ao fim do dia, e a altura em que os meus pais chegavam do trabalho, às vezes chegava eu primeiro, outras vezes chegavam eles). Sempre tive cães. Acho que nunca passou pela cabeça dos meus pais que eu pudesse estar em perigo por ter um cão em casa (ou no jardim para ser mais preciso). E se sequer isso fosse hipótese o cão sairia de casa num ápice (foi isso que aconteceu na casa dos meus avós maternos quando um pastor alemão que tinham atacou a minha mãe, já eu era nascido).

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  69. O ataque nao se deu a meio da noite, mas às 19h.

    (ou seja, bastava estarem com o puto na sala, terem olhado para a tv um segundo, e o puto der dado uma corrida e entrado na cozinha às escuras e tropeçado no cão. nao seriam precisos mais de 5 segundos)

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  70. Não li todos os comentários, e espero não estar a repetir o que alguém já disse. Para complementar/responder:

    1. A morte de uma criança é uma tragédia. A morte de um filho é uma tragédia horrorosa. Sentir que se teve uma parte de culpa nessa tragédia deve ser simplesmente insuportável. Portanto: seria boa ideia escolher melhor as palavras que usamos para falar desses pais. E precisamos mesmo de fazer certas insinuações? Eu preferia entregar o caso à Polícia, e não falar sobre essa parte do problema antes de se conhecerm os resultados da autópsia.

    2. De um modo geral: há situações em que se pode deixar uma criança de 18 meses sozinha por uns momentos, e há situações em que não se pode fazer isso. Por exemplo: quando há carros por perto, quando há janelas abertas (já tive uma situação dessas, sei do que falo e de como nunca me teria perdoado se tivesse havido um acidente), quando há animais por perto, etc.

    3. As leis são retrato de um determinado contexto civilizacional. Não vai há muito que a lei autorizava o marido a matar a sua mulher adúltera. séculos a lei autorizava um pai a matar os seus filhos. A Lei ser assim ou assado não basta, como argumento, para dizer que deve ser eternamente assim ou assado.

    4. Este debate obriga-nos a repensar o modo como a nossa sociedade olha para os animais e os seus donos. Por exemplo: qualquer pessoa pode ter um cão? Se um cão é um animal potencialmente perigoso, não se devia obrigar o dono de um cão a fazer cursos e exames, a tirar uma "carta de condução para cães"?

    5. Não sei como é em Portugal, mas na Alemanha pago 125 euros anuais de imposto para ter um cão. Isto dá em impostos uns valentes milhões - pelo que se houver aí um lar que cuide dos cães que em algum momento foram perigosos para os humanos, parece-me que isto não pesa no bolso do contribuinte que anda tem a ver com isso.

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  71. "parece-me que isto não pesa no bolso do contribuinte que anda tem a ver com isso."
    - desculpem. Vou ver o que me deitaram na água que bebi há bocadinho.
    ;-)

    Em todo o caso: se houver na Alemanha 10 milhões de cães, e se cada um pagar 125 euros de impostos, já dá para alguns lares.

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  72. Helena, em Portugal paga-se uma taxa única para registar o cão na junta (coisa que a maioria das pessoas não faz, como era o caso dos donos deste cão em particular, que tinha o chip - que é o veterinário que coloca - mas nunca tinha sido registado). Os cães de raça perigosa têm requisitos adicionais, mas penso que nenhum envolve pagamentos anuais.
    Mas também não concordo nada com essa opção, porque é que raio é que eu que tenho uma cocker (que às vezes é uma chata do caraças, mas não me parece que tenha capacidade para matar alguém) hei-de pagar para a reabilitação de cães desses? Só faltava mandarem-me a fatura anual depois de um desses cães matar algum familiar e lá a dizer «parte destas receitas serão usadas para tratar cães que se assustam e matam pessoas». Seria o que faltava neste país.

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  73. Bem, vou deixar aqui um comentário adaptado do que ja deixei no blog andorinha.

    primeiro, a criança nao andava numa casa às escuras a meio da noite, entrou na cozinha que estava às escuras às 19h (basta ter a luz apagada, o que é normal quando a divisao nao está a ser utilizada).

    Não conheço os pormenores das circunstancias, mas qualquer criança pequena em coisa de dois segundos pode dar uma corrida da sala para a cozinha, por exemplo, e tropeçar num cão que lá esteja. e nenhum pai, por mais consciencioso que seja, a não ser que mantenha a criança permanentemente amarrada, consegue mantê-la sempre constantemente sob controlo e vigia, é impossível.

    E a verdade é que nós não sabemos suficientemente sobre o que aconteceu para atirar pedras aos pais, a unica coisa que sabemos é que a criança entrou na cozinha às escuras (ou seja, luz apagada e já de noite) e que caiu sobre o cão. Tudo o resto é especulação até as circunstancias serem apuradas.

    Tanto nas notícias que li no público ou no jornal i referem-se mordeduras, inclusive na zona da cabeça.

    a criança morreu de traumatismo craneano, que sim, poderá ter sido provocado por uma queda normal, mas mais provavelmente de um arremesso violento do cao, fazendo-a bater com a cabeça com mais violencia, provocando o traumatismo, coisa que que raramente é fatal quando se dá uma simples queda - creio que todos nós batemos com os cornos no chão em miudos várias vezes sem piores consequencias. e um cao daquele porte, se se atirar a uma criança e a projectar, pode facilmente matá-la, mesmo que nao a chegue a morder.

    quanto à autópsia, se me encontrarem uma versão oficial do que foi determinado na mesma, em detalhe, agradecia. essas especulaçoes sobre nao haver mordeduras ainda só encontrei por blogs, redes sociais, e fontes não fidedignas.

    ou seja, antes de mais, acho que se deve apurar o que realmente aconteceu, com pormenores, e perceber se o cão atacou a criança ou não. e se atacou, lamento, mas representa um perigo para a sociedade, e por isso esse perigo deve ser eliminado.

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  74. E o que fazer aos violadores e aos pedófilos? Podemos eliminá-los também como sugere em relação ao cão?
    É só espertezas.
    Não se preocupe relativamente ao cão, caso seja poupado. Alguém vai ficar com ele sim. É assim que as pessoas que se preocupam com os animais, reagem.
    E caso não saiba, os abates dos cães e dos gatos, custam dinheiro ao erário publico.
    No final de contas e caso o cão seja abatido, espero igualmente uma tomada de posição relativamente ao velho que queria abater o cão, apenas porque sim, e que não tinha quaisquer condições, nem fisicas nem mentais para o manter.

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  75. Bom, não li a maior parte dos comentários, portanto calculo que nada vou acrescentar ao que já foi dito, mas já agora, só para esclarecer quem não lida com crianças pequenas: o meu filho mais novo tem catorze meses e como já anda, rapidamente vai onde quer e basta uns segundos para o perder de vista. Uma queda normal, ou seja mesmo que a criança tropece num banco baixo, não lhe provoca a morte.

    (e não, eu por exemplo, não estou na disposição de pagar mais impostos, ou de saber que uma fatia dos que já pago, irá para lares e colégios e quejandos, para cães. lamento. gosto muito de animais, mas gosto mais de pessoas)

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  76. Cara Luna: desta vez discordo em absoluto da tua opinião (algum dia teria de ser, eh!eh!).
    Todos os meus animais foram abandonados por outras pessoas, a maioria deles já em adultos. Quando adopto um, não faço ideia de qual a personalidade dele: se é possivelmente violento, meigo, esperto ou burro. Só sei que a partir do momento em que é meu, tenho de me esponsabilizar por todos os comportamentos que possa causar a terceiros (aliás, já tive de o fazer várias vezes - sempre que um fugiu e causou danos).
    Se um dia tiver um filho, terei de ter exactamente esta postura, certo?
    Eu assinei a petição, porque sou contra a pena de morte (estou-me a borrifar para a distinção entre humanos e restantes animais).
    Se a comutação da pena do pobre bicho dependesse de eu ficar com ele e com a inerente responsabilização, nem hesitaria.
    Beijo.

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  77. Outra coisa, eu por acaso gostaria de ser informada sempre que um vizinho meu adoptasse um cão com cadastro. Quem diz um vizinho, diz um familiar. Pronto, coisas de quem tem crianças que brincam na rua.

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  78. Cap Créus

    violadores e pedófilos são julgados e sentenciados a anos de prisão, não só como punição, mas como forma de prevenir futuros crimes. Da mesma forma, quando considerados inimputáveis, serão intitucionalizados, pelas mesmas razões.

    outros criminosos, como homicidas, também. e em países em que haja pena de morte, são executados, ou nos que têm prisão perpétua, sentenciados a "life in prison".

    ou seja, há um sistema penal para lidar com criminosos humanos. chama-se sistema penal.

    da mesma forma, se um animal se mostra violento e mata (ou fere gravemente), pela lei deverá ser abatido, para que não possa ser mais um perigo para a sociedade.

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  79. Julie

    repara numa coisa, eu não manifesto em lado nenhum uma posição absolutamente intransigente ou imutável, faço principalmente perguntas sobre como a sociedade deverá reagir em casos destes.

    como dizes, tens adoptado animais - e acho muito bem e louvável - e responsabilizas-te pelos danos causados (e imagino neste momento que te refiras aos materiais). já algum dos teus cães colocou uma vida em risco? e se colocou, em que medida podes garantir que não volte a acontecer?

    agora imagina que um dos teus cães, matava uma criança num ataque violento, mesmo que acidental. poderias, com toda a certeza, garantir que isso não voltaria a acontecer nunca mais, em circunstancia alguma - por exemplo durante uma fuga, que admites já ter acontecido, o que revela que, por mais cuidado que se tenha, nem sempre é possível controlar o seu comportamento?

    e mesmo responsabilizando-te, isso trará a vida perdida de volta? sabendo que terias em mao um animal potencialmente perigoso e capaz de matar, poderias garantir que absolutamente isso não voltaria a acontecer, sei lá, se uma criança a brincar chocasse com ele por acidente? será admissível viver com esse risco?

    eu não lido com este assunto de animo leve, e como já disse, é importante perceber exactamente as circunstancias, e se houve ou não ataque do animal.

    se o cão atacou a criança por se ter assustado enquanto estava a dormir, como ter a certeza de que não voltará a fazê-lo, em caso de outra pessoa acidentalmente o assustar enquanto está a dormir? o que está primeiro: a segurança de crianças e seres humanos em geral, ou o direito do animal em nao ser acordado de repente?

    na minha opinião, a segurança das pessoas está primeiro, e nao pode ser posta em causa.

    e daí vem a principal questão: como lidar com um animal que já demonstrou comportamento perigoso para a vida humana? o que fazer com ele? deverá permanecer em contacto com pessoas e arriscarmo-nos a que volte a acontecer? esse risco é aceitável?



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  80. Parece que o que há a lamentar não é a morte da criança. Como é que é? Morreu uma criança, ora bolas! Mas estão a brincar?

    Já ouvi: "Ah, então o cão defendeu-se, coitado." Se eu me assustar e acertar com um tijolo em alguém também vou ser punida, mesmo que em 25 anos tenha sido um doce de alma. E se ele se assusta outra vez? Estamos dispostos a arriscar a morte de outra pessoa? Really?

    Eu não sei se quem defende que o cão não deva ser morto pensaria o mesmo caso fosse o seu filho, a sua mãe, a sua avó.
    'Ah, um cão assustou-se e foi a causa da morte da minha filha/mãe/avó, mas coitado assustou-se.' Gostava de saber se continuavam a achar o mesmo..

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  81. Mac

    eu não tenho filhos nem muita experiência com crianças, mas da pouca que tenho com filhos de amigos, ao ano e meio, uma pessoa olha para o lado um segundo, e no segundo seguinte a criança está no outro lado da casa. E que rápidos que são, bolas.

    (eu pelos dois anos ou assim, caí num pequeno lago com fonte (daqueles com uns 20 cm de profundidade e fonte no meio em jardins) enquanto o meu pai olhou para o lado. o pobre coitado com o susto entrou em panico e imediatamente entrou no laguinho, quando podia só ter-me puxado para fora com os braços. o meu pai, o maior pai galinha da história. a minha mãe costumava fazer piadas sobre esse acidente)

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  82. Após ler comentários tão sapientes já cheguei à conclusão de qual a melhor solução:
    O Zico deve ser julgado por um júri tripartido constituído por um juíz da relação, um golfinho e um lince da malcata.
    Após esta sentença poderá haver recurso julgado por um juíz do supremo e uma coruja real.

    ps: caso interesse a alguém, a vítima do Zico chamava-se Diniz e tinha 18 meses de idade.

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  83. Pedro, sempre discordámos violentamente ao longo destes anos. Mas, por uma vez, estamos de acordo.

    Um grande problema: nao ter aparecido foto da criança, só do cão. e mais ainda, na foto putativa ela não ser loirinha e de olhos azuis.

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  84. (e, confesso, nas 400 notícias que fui lendo, nao tinha sequer visto ainda o nome da criança)

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  85. Exactamente, não tinha pensado nessa perspectiva.
    Aliás a foto que aparece do cão é de certa forma bastante "humanizada", com um ar tristíssimo e atrás das grades qual inmate no seu death row.

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  86. E já agora: se se provar que simplesmente a criança tropeçou no cão, caiu, e bateu com a cabeça, semdo essa a causa de morte, serei a primeira (ou melhor a 50 mil) a assinar a petiçao.

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  87. Luna, não posso concordar mais contigo.

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  88. Luna:
    os animais que deixei escapar não eram perigosos para pessoas (só para as desgraçadas galinhas que mataram). Por isso, não estavam sujeitos a vigilância especial e, confesso, facilitei em todas as situações em que fugiram.
    Correndo o risco de parecer politicamente correcta (blargh) ou até possível votante do bloco de esquerda (duplo blargh), para mim a vida de um ser humano vale tanto como a de um cão. Aliás, esta minha opinião é uma daquelas que ou é encarada como politicamente correcta ou como digna de apedrejamento. A mim dá-me igual, é o que penso. Se sou contra a pena de morte em seres humanos, também o sou em relação à maioria dos mamíferos (porque é que os répteis e as aves não me suscitam a mesma simpatia já é outro debate que agora não vale a pena).
    Que se saiba, em Portugal há muitas pessoas que praticaram reiteradamente crimes contra a integridade física de outros seres humanos. E sublinho a palavra reiteradamente. Deveremos abatê-los?

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  89. Julie

    pessoas que praticam reiteradamente crimes contra a integridade de outras devem ser denunciadas. Violencia doméstica é crime público. E depois estas pessoas devem ser julgadas e sentenciadas em tribunal.

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  90. (e se nao for violencia doméstica a mesma coisa. denuncia, etc)

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  91. E mais una vez volta a questao de dever abater pessoas: as pessoas estão sujeitas a leis e a um sistema penal. Essa questão não se põe assim desde o faroeste.

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  92. (quanto ao abate de pessoas que cometem crimes, sugeres "vigilantes" que fazem justiça pelas proprias maos em vez dos meios legais? e estes seriam mais escrupulosos com animais? )

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  93. Defendo exactamente o contrário: que se tente reabilitá-los (coisa que o nosso sistema penal defende, mas na prática está-se cagando).

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  94. Pedro Almeida
    Vamos pedir ao cão que faça um ar feroz?
    As imagens que surgem do cãi (zico de seu nome) demonstram que está assustado, seja porque levou nas trombas, seja porque sabe que fez merda, ou sabe que vai levar ainda mais.
    Essa está boa...
    Relativamente à criança, sugiro uma visita da Segurança Social para que se perceba como vivia a criança e em que condições.
    E reitero: O dono do bicho deve ser criminalizado!
    Luna não me vou alongar mais, mas tal como há tipos que ficam ad eternum nas prisões e gastamos dinheiro com eles, certo? Façamos o mesmo com os cães. Ou então se és a favor da pena de morte para certos casos, que se matem os violadores, assassinos pedófilos e pois claro, os cães. Se houver igualdade nesta matéria, por mim tudo fino.
    Pena é, não haver pena de morte neste País. Em certos casos era bastante mais proveitoso para todos nós.

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  95. Cap Créus:

    comes carne?

    de onde é que achas que a carne que comes vem? não vem de animais inocentes?

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  96. ah, e eu acho que é mais humano eutanaiar um animal, que confiná-lo anos a fio numa gaiola sem espaço para ele sequer se mexer.

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  97. "seja porque sabe que fez merda"

    Claro que sim, agora um cão sabe que fez merda vários dias depois do acto e fica a remoer o assunto... Deve ser por isso que nos treinos dos ditos nos ensinam para dizermos logo «NÃO» quando os queremos repreender, porque se esperarmos uns minutos que seja o animal já não percebe a que propósito vem o «NÃO».
    A seguir imagino que vá fazer declarações ao Correio da Manhã.

    "E reitero: O dono do bicho deve ser criminalizado!"

    E quem te disse a ti que não vai ser?

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  98. Notícias contadas em tons de paixão noveleira é que rendem. Infelizmente, morreu uma criança. Ao menos que houvesse a decência de se contar o que aconteceu na realidade. A verdade faz toda a diferença.





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  99. Tanto comentário e nem um a dizer "eu fico com o animal e responsabilizo-me por ele". E, se gostam tanto do animal, que tal fazerem uma colecta para o mandarem ao "Encantador de Animais" ou similar? E digo isto sem ironias, porque de "postas de pescada" está o mundo cheio.

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  100. Olhando para isto por outros prismas:

    - Um cão destes é uma arma. Pelos vistos, em 9 anos nunca tinha "disparado", pelo que os adultos acharam que o miúdo estava em segurança naquela casa (mas é estranho que se olhe para um cão daquela raça, não castrado e com as orelhas cortadas, e se ache que é a pomba da paz). Se tivessem olhado para o cão como uma arma, não se tinham distraído nem por dois segundos. Ou então, punham a "arma" noutra casa.

    - Há em Portugal toda uma realidade muito sórdida à volta destes cães, criados e "apurados" para serem violentos, para imporem respeito aos inimigos, para lutar contra outros cães em jogos de apostas, etc. (já agora, menciono também outro mal terrível: os cães criados para caça, que são abandonados mal se percebe que não dão para isso). O Estado ignora essa realidade. Qualquer palerma (qualquer psicopata) pode ter um cão e treiná-lo para ser muito violento. Penso que o movimento à volta do Zico é menos para salvar a vida do Zico e mais para obrigar a nossa sociedade a olhar para este problema grave. Não basta matar o bicho que se mostrou perigoso. É fundamental que se controle muito melhor quem tem estes cães, e as condições em que eles são criados.
    Há aqui muito trabalho a fazer. A discussão "mata/não mata o Zico" é apenas a ponta do icebergue.
    Um amigo meu dizia a propósito disto: "todos os anos há uns 300 acidentes que envolvem cães, sendo estes abatidos. Como se o problema ficasse resolvido com o abate do cão. Não fica, porque no ano seguinte haverá outros 300 acidentes e outros 300 cães abatidos. As nossas autoridades negligentes abatem os cães sem fazerem nada para mudar a raíz do problema."

    - Julie, não ponho um ser humano ao mesmo nível de um cão. Nesse aspecto estou com o Daniel Oliveira. Mas não ponho o ser humano acima do cão, com direitos absolutos e inquestionáveis sobre a vida e a morte do bicho. Os direitos que temos sobre os animais estão acompanhados de deveres, de responsabilidade e de respeito. Isto dá pano para muitas mangas. Por exemplo: porque é que damos tanto valor aos nossos cães, e tão pouco às galinhas criadas em condições atrozes para fazer a ração que os nossos cães comem? Porque é que a nossa sociedade cuida tão bem (enfim...) dos cães e dos gatos, e mata os ratos e as ratazanas com venenos horrorosos? Como é que lidamos com os insectos?
    (e já nem falo das plantas)
    Há um livro muito interessante sobre estes temas: "o filósofo e o lobo".

    - Sobre os impostos que pago por causa do meu cão: faz parte das regras desta sociedade, sabia que teria de os pagar se arranjasse um cão. Para mim, faz sentido: em troca, nas cidades há parques especiais para os cães correrem à vontade, há pessoal camarário que limpa as ruas e agentes que passam multas (de 30 euros, disseram-me) aos donos que não limpam a porcaria que os cães fazem na rua, há canis para cuidar dos cães que por algum motivo ficaram sem dono. Os cães provocam custos ao Estado, pelo que é lógico que os donos dos cães contribuam para o pagamento desses custos.

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  101. ASHA,
    já há pessoas disponíveis para "adoptar" o cão, e que têm condições para o fazer com um cão que tem esta história. Também há treinadores especializados neste tipo de problemas que se ofereceram para trabalhar com o bicho.

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  102. Helena, por exemplo? Quem? Que treinadores? Porque deve ser desatenção minha, mas só me deparo com pessoal a debitar soluções, não a ser a solução...

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  103. Perguntei a pessoas envolvidas directamente com o caso, e disseram-me que sim, que já havia. Não perguntei o nome das pessoas, e não duvidei da veracidade da resposta. Devia ter duvidado?

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  104. Este comentário foi removido pelo autor.

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  105. "- Sobre os impostos que pago por causa do meu cão: faz parte das regras desta sociedade, sabia que teria de os pagar se arranjasse um cão. Para mim, faz sentido: em troca, nas cidades há parques especiais para os cães correrem à vontade, há pessoal camarário que limpa as ruas e agentes que passam multas (de 30 euros, disseram-me) aos donos que não limpam a porcaria que os cães fazem na rua, há canis para cuidar dos cães que por algum motivo ficaram sem dono. "

    Convenhamos que isso é um bom diferente do que pagar para manter vivos cães que já mataram pessoas, não é?

    " Perguntei a pessoas envolvidas directamente com o caso, e disseram-me que sim, que já havia. Não perguntei o nome das pessoas, e não duvidei da veracidade da resposta. Devia ter duvidado?
    "

    E estão dispostos a responsabilizar-se criminalmente por ações futuras dele? Vão permitir que ele conviva com crianças?

    Ou vão mantê-lo numa jaula o resto da vida para evitar problemas?


    "Penso que o movimento à volta do Zico é menos para salvar a vida do Zico e mais para obrigar a nossa sociedade a olhar para este problema grave. "

    Achar que pessoas como a que teve aqui o comentário que disse que ainda bem que a criança morreu que assim evitou-se que fosse institucionalizada mais tarde têm capacidade para pensar tão à frente parece-me um bocado ingénuo. Nunca vi deste tipo de movimentos de massas na Internet que tivessem muitos resquícios de inteligência lá pelo meio (aliás basta ver que essas pessoas puseram o seu nome num petição que dizia «um cão que nunca fez mal durante oito anos e atacou é porque teve algum motivo» o que a ser aplicado a humanos fazia com o que o sistema judicial deixasse de ser preciso), duvido que este seja exceção (e não me admirava nada que 90% que assinaram aquilo fossem os mesmos que andam a dizer que «a Pepa quer mamá-la»).

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  106. asmelhoresfrancesinhas,

    quanto mais penso neste caso, mais me parece que a questão não é matar o Zico ou deixá-lo vivo. Ainda bem que há um movimento que já vai em mais de 50.000 assinaturas, porque nos obriga a olhar para esta questão: de que modo é que podemos evitar que esta tragédia se repita noutra casa ou numa rua?

    Quanto à segunda pergunta: segundo me disseram, as pessoas que se ofereceram para cuidar deste cão sabem que é um animal que pode ser extremamente perigoso, e têm conhecimentos e condições para o poder manter sem que represente um perigo para a sociedade. Porquê essa má-vontade e essa desconfiança em relação a estas pessoas que se ofereceram para cuidar do cão? Se o querem fazer e têm condições de espaço e dinheiro para isso, qual é o nosso problema?
    E não, não me parece que estejam a pensar mantê-lo numa jaula. Também é óbvio que não vai ser na casa de uma família com crianças pequenas, e não o vão deixar às escuras na cozinha. (Por falar nisso: alguém deixa um cão num sítio pequeno às escuras? Cá em casa não se faz isso. Mesmo quando saímos, deixámos as luzes acesas e várias portas abertas para o nosso rafeirito simpático não se sentir preso)

    Quanto ao terceiro ponto: o texto da petição é muito fraquinho. Mas o que está em causa é demasiado importante para nos ficarmos pela rama, a tecer comentários sobre uma hipotética pobreza de espírito de quem assinou. (Aliás: das pessoas que conheço e assinaram, nenhuma seria capaz de falar nesses termos sobre a Pepa.)

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  107. (continuação)

    A afirmação "é porque teve algum motivo" precisa de ser desenvolvida, para sabermos de que é que estamos a falar. Trago para aqui parte de um comentário de um amigo meu, no facebook, que refere os tais motivos destes cães e acusa a culpa dos humanos (os seus donos com comportamento de psicopata, as autoridades negligentes e os meios de comunicação social que têm ignorado esta realidade):

    "O caso do "Zico" é exemplar do modo como a nossa sociedade portuguesa lida com as questões do bem estar animal. Ouvimos notícias que nos dão conta que ocorreram "300 casos" de agressões de cães perigosos desde 2007. E a solução para isto é qual? Quando o cão mata ou mutila, é abatido. E daqui a cinco anos terão ocorrido outros tantos 300 e vão-se abatendo os cães à medida que a tragédia ocorra? É esta a nossa solução?

    Eu não sei se estes cães são perigosos ou não, mas sei que são especiais e precisam de donos especiais. Existem associações em Portugal formadas por pessoas interessadas nestas raças que fazem por promover o conhecimento e a boas práticas que devem ser tidas com eles. Mas sabemos também que há pessoas, muitas, que são atraídas por estas raças porque são intimidantes e possantes, e que outra coisa não fazem do que promover a sua agressividade.

    As "orelhas cortadas" são um indicador típico disto. Nos casos piores são usados em lutas e apostas. E essa é também uma realidade que temos entre nós, quase completamente ignorada pela comunicação social e pelas autoridades - por isso falei das autoridades negligentes. Não quero entrar em pormenores sobre esse mundo, porque é demasiado deprimente e grotesco.

    O que posso dizer é que temos em Portugal fenómenos de um terceiro-mundismo de último grau no que respeita à violência sobre animais, casos que por vezes procuram ser denunciados por associações e cidadãos e que esbarram com a negligência das autoridades. Ainda está para vir o dia em que veremos notícia de uma intervenção policial para desmantelar grupos que promovem lutas entre cães, e que "raptam" cães de rua às dezenas, abandonados, para os recolher em barracões e usar em treinos mortais com cães de luta. Isto existe em Portugal.

    O caso do Zico é diferente. Mas é também uma face da negligência das pessoas para com os cães. A solução para isto é outra, completamente diversa, que passa por estabelecer exigências e ter autoridades que as fiscalizam e intervenham pesadamente sobre quem não as cumpre. Para dissuadir que estes cães sejam adoptados nestas condições.

    A alternativa é abatê-lo. E amanhã não será mais notícia porque outras tantas coisas se abatem sobre nós. E depois de amanhã, outra vítima será notícia."

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  108. Relativamente a deixar um cão fechado numa gaiola, claro que discordo totalmente, mas eutanasiar porque é mais humano...
    Coloque-se os cães a fazer serviço comunitário. Como? Ao lado dos policias e a vigiar os pedófilos que o DO tanto defende.
    Quanto à carne que como, obrigado por me elucidares Luna. Bem sei de onde provém a carne que como...

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  109. Uma criança morreu. Uma criança de 18 meses. Se o cão se assustou ou não, pouco importa. O que importa é que uma criança, um bebé, morreu e já outros tantos ficaram desfigurados.
    A defesa dos animais (da qual comungo) não se pode sobrepor a uma vida humana precisamente porque é isso mesmo: um animal. E custa ouvir pessoas a falarem de animais com mais pesar do que a falar da morte de uma criança. Custa e está errado.

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  110. Cap Creus: o DO nao defende os pedófilos. acontece que a nível de principios éticos universais, uma pessoa perante uma casa em chamas, deverá sempre salvar uma pessoa em vez de um animal, sem primeiro lhe ir verificar o cadastro para decidir, ou um médico deverá fazer tudo para salvar uma vida, mesmo que seja a de um facínora. Confundir isto com defender pedófilos é grotesco e muito básico.

    (mas sim, tenho a perfeita noção que a maioria das pessoas nao hesitaria em salvar os seus animais em vez de desconhecidos. o que nao o torna correcto.)

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  111. "Quanto ao terceiro ponto: o texto da petição é muito fraquinho. Mas o que está em causa é demasiado importante para nos ficarmos pela rama,"

    E quem avalia isso? Eu também posso dizer que tenho condições para ter um leão em casa. Falar é fácil.


    "Porquê essa má-vontade e essa desconfiança em relação a estas pessoas que se ofereceram para cuidar do cão? Se o querem fazer e têm condições de espaço e dinheiro para isso, qual é o nosso problema?"

    Qual é o problema? O problema é que iríamos dar um cão assassino a uma pessoa baseada na sua boa vontade e a não ser que andássemos atrás dessa pessoa constantemente (o dinheiro do «fundo canino» também teria que dar para isso?) nada me garante que essa pessoa não andaria a passear pelo parque e o cão não atacaria o meu filho.
    Parece mais uma vez que nos esquecemos que o que está aqui em causa é a segurança pública e a vida humana.


    "E não, não me parece que estejam a pensar mantê-lo numa jaula. Também é óbvio que não vai ser na casa de uma família com crianças pequenas, e não o vão deixar às escuras na cozinha. "

    Mais uma vez, e como íamos garantir isso? E se essa pessoa achasse que o cão afinal é muito bonzinho, o levasse a passear à rua e este atacasse alguém? É que este era «muito meigo», «durante 8 anos nunca fez mal ninguém» (o que é um argumento giríssimo, aquela pessoa que matou as 26 pessoas, incluindo 20 crianças, nos EUA durante 20 ou 21 anos também nunca tinha feito mal ninguém), e afinal parece que já tinha mandado pessoas pelo menos 2 vezes para o hospital.


    "Quanto ao terceiro ponto: o texto da petição é muito fraquinho. Mas o que está em causa é demasiado importante para nos ficarmos pela rama,"

    Discordo completamente. Aquilo não é a «rama», é parte central da petição, salvar o cão, porque foi a primeira vez e ele «de certeza» que tinha motivo para matar a criança.

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  112. Clarificando o meu último ponto: a petição não é simplesmente para salvar o cão. A petição é para salvar o cão porque mesmo que tenha morto a criança, se o fez é porque tinha um motivo para isso e como tal não merecer ser morto.

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  113. «O problema é que iríamos dar um cão assassino a uma pessoa baseada na sua boa vontade»

    Aqui já não concordo. Não existem cães «assassinos». Podem existir cães que matam pessoas.

    Já agora: não haverá outros cães que merecem mais ser salvos do que este e que têm a infelicidade de não ser notícia? Já que começamos a falar de direitos dos animais transformemos a coisa numa meritocracia. E onde é que anda a disponibilidade para tomar conta de cães que nunca morderam ninguém (mas que não são estrelas de televisão)?

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  114. A questão é mesmo essa. Os donos (actuais ou que eram os actuais aquando da morte da criança) deveriam ser criminalmente responsáveis pelo animal. Essa tua questão - "Alguém daqueles milhares de pessoas que assinou a petição para poupar o cão à eutanásia já se ofereceu para ficar com ele, responsabilizando-se criminalmente na totalidade caso se dê o caso do cãozinho se assustar outra vez com uma criancinha que choque com ele?" - não assusta minimamente um dono responsável. Eu responsabilizo-me totalmente pelos meus animais. Tal não aconteceu neste caso. Como se pode ver, a este dono não vai acontecer absolutamente nada (para além de um sentimento de culpa danado, talvez).
    É importante perceber que isto não é uma luta humano VS animal. O grande problema é que todas as leis em Portugal se focam no lado errado da trela. É assim que vai continuar enquanto se abaterem sistematicamente animais agressivos ou perigosos sem questionar o contexto e as condições em que viviam e sem se aumentarem as penalizações para donos irresponsáveis. Sim, abata-se o cão. Venha a próxima vítima.

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  115. NSC, tens toda a razão, usei como sinónimo para poupar espaço, mas para ser correto semanticamente teria que ser assim como dizes (se calhar não lestes, pois já são muitos comentários, mas já disse várias vezes que como é óbvio o cão não tem culpa absolutamente nenhum, nem nunca um animal poderá ter culpa de nada que faz).


    "não assusta minimamente um dono responsável. Eu responsabilizo-me totalmente pelos meus animais."

    Conviver com um cão que já matou uma criança não assusta minimamente um dono responsável? Eu sou um dono responsável, e nunca conseguiria viver com o peso na consciência de saber que o meu animal poderia sequer ter capacidade para fazer tal coisa, quanto mais depois de saber que ele já o tinha feito.

    "Os donos (actuais ou que eram os actuais aquando da morte da criança) deveriam ser criminalmente responsáveis pelo animal"

    E quem te disse a ti que não vão ser? A última notícia que houve sobre isso dizia que o caso está nas mãos do Ministério Público, por isso partir do pressuposto que não vai haver processo criminal é um abuso (serei o primeiro a criticar se o MP arquivar o processo e nada for movido contra os donos).

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  116. "Façam uma petição pelas ratazanas da ribeira do Porto, tadinhas, que não têm culpa de estar cheias de doenças! Adoptem uma ratazana, encham-na de antibiótico, ensinem-lhe maneiras.A rata não tem culpa.

    Ou então empacotem o raio do pitt bull e mandem-no ao Cesar Milan.Diz que o gajo consegue maravilhas. Infelizmente há aí mitras que deseducaram os bichos anos a fio, e agora não há meios para fazer alguma coisa deles. Caraças, vivemos num país onde nem há dinheiro para alimentar crianças com fome!"

    I <3 Izzie!

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  117. Já li muitos comentários, mas não todos. Questiono toda a situação: morreu um bebé. E quer-se abater um cão. Seja qual for a posição, a verdade é que o relatório médico ainda não foi divulgado e por isso, não se sabe efectivamente o que aconteceu e como aconteceu.

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  118. Luna, referi os pedófilos para demonstrar o que ele dizia, já que DO defende que prefere a pessoa mais abominável (agora não sei a expressão usada pelo senhor). De repente lembrei-me que pedófilos é o mais próximo da maior merda que anda por aí. Logo DO salvaria (no limite) um pedófilo em vez de um animal. Certo?
    Básico isto? Ilógico da parte dele, claro!
    Não sei o que faria a maior parte das pessoas em caso de incêndio, eu sei o que faria.
    Sabes que nem todos são básicos, como imaginas.

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  119. CAP, espero que não tenha um filho pedófilo, que eu vou cobrar.

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  120. Sim, certo. Porque em termos éticos (e nao emocionais) essa deveria ser a escolha certa. E nao tem nada de ilógico da parte do DO.
    E lamento, mas nao entender o porquê desta premissa (a nao relativizaçao do valor da vida humana), é, sim, básico.

    (e como já tentei explicar uma carrada de vezes, com exemplos concretos e tudo, nao vou sequer tentar a façanha novamente)

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  121. asmelhoresfrancesinhas:
    Que eu saiba, o cão já está no canil. O dono ainda não apresentou os documentos respectivos. Gostava só que a justiça fosse um pouco mais rápida. E que fique claro que não me oponho ao abate do cão, mas defendo que os donos devem ser responsabilizados, coisa que até agora raramente acontece. O cão é abatido, o dono arranja outro amanhã.
    Se há questões mais prementes na sociedade? Não sei. É mais importante evitar a morte de uma criança ou dar-lhe comida quando os pais estão a passar por dificuldades? Quem somos nós para julgar? O importante é que se faça algo, acho eu.

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  122. Hmm, um cão mata uma criança, e aparece uma petição com milhares de assinaturas para "amnestiar" o bicho?
    Por mais que eu goste de cães, só tenho uma coisa a dizer: demencia colectiva.

    Ah, ouvi e li muitas vezes o nome do cão: "Zico".
    Quantas pessoas sabem que o bébé estrelhaçado pelos dentos do cão se chamava Dinis?

    Por favor, tratem-se, pode ser?

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  123. Izzie não percebi...
    Sou de facto demasiado básico para este espaço tão erudito e tão cheio de razão. Sempre!
    Vamos expulsar todos os que discordam de tanta assertividade, os chamados...totós.

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  124. O que eu queria dizer é que se um dia calhar descobrir que um filho seu é pedófilo, ou assassino, sei lá, venha a público admitir que é um lixo mais miserável que um pitt bull que matou uma criança.
    As pessoas falam, falam, e nem pensam que podem ter um casa um Ted Bundy.

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  125. Izzie
    Vou esperar que tenha filhos o mais tarde possivel.
    Vá ler de novo o que disse DO, vá lá.
    No que a mim, diz respeito, irei sempre deixar um pedófilo, um violador, um assassino, um ladrão e escória dessa, de lado para poder salvar um cão, um gato, um porco, uma vaca, um cágado.
    E vou esperar que nunca seja apanhada por um violador, ou que os seus filhos não tenham de passar o que muitas crianças passam às mãos dos pedófilos.
    Aí é que eu quero ver as suas famosas escolhas.
    E deixe lá o Ted em paz que essas história já tem barbas. façar de cór é fácil...

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  126. CAP Céus, o seu nível de humanidade é de bradar aos céus. Parabéns, é um ser humano excepcional, e que se um dia tiver um filho assassino ou violador ou pedófilo poupará aos Estado um trabalhão, eliminando-o. Mas só depois de ele me violar, assassinar, ou abusar dos meus sobrinhos (não tenho filhos), para eu aprender.

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  127. Escuso-me a comentar as suas afirmações
    Ao contrário de mim, V.Exa irá poupar o pedófilo em detrimento do cão abandonado, durante um tremor de terra.(para dar um exemplo).
    Muito bom.
    Se depender de si, o estado vai é gastar rios de dinheiro a proteger os meliantes todos. Desde o violador à mãe que deixa dois filhos pequenos em casa, enquanto se vai divertir na noite. Entendo.
    Espero que nunca tenha um "animal de estimação", como o seu querido DO.
    Sinceramente...
    *pense por si não vá atrás da manada, ou da cáfila para ser mais correcto.

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  128. meu deus...

    fico parva com a facilidade e orgulho com que algumas pessoas se auto-proclamam potenciais homicidas. é que mesmo os que o são de facto, geralmente têm alguma relutância em confessá-lo.

    (e isto tendo em conta que a não prestação de auxílio é considerada crime, olha se não fosse)

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  129. E agora lembrei-me daquela outra velha questão filosófica:

    o seu filho ou a capela sistina? (ou qualquer outra obra importante para a humanidade, etc)

    nenhum (bom) pai teria dúvidas, mesmo que, obviamente, o valor para a humanidade da capela sistina seja, em termos de probabilidade, superior ao da criança.

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  130. e antes que me perguntem: se estivesse na capela sistina e esta estivesse a arder, tentaria salvar quaisquer pessoas que lá estivessem (sem antes lhes pedir o cadastro), antes de pegar num extintor para salvar a pintura.

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  131. Enquanto bate no peito e se arroga tamanhas qualidades, veja lá se um filho seu não anda a roubar velhinhas. Todas as pessoas são muito contra 'sustentar' criminosos, até ao dia em que têm um filho no banco dos réus. Não cuspa na sopa, que ainda tem de a comer.

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  132. Estava aqui a pensar, a justiça custa tanto dinheiro, para quê darmo-nos ao trabalho? Tiro na cabeça logo em praça pública. (e se os tiros na cabeça estiverem a incomodar os executores, que tal camara de gás?)

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  133. E já agora, já que andamos numa de ponderar escolhas, escolher salvar quem? Um cão que já matou, ou um cão abandonado que nunca matou (quiçá aquele que o crap creus tirou dos escombros em vez do senhor que estava a gemer mas tinha cara de se calhar poder ser pedófilo e mais vale nao arriscar)?

    É que tendo em conta que sao abatidos milhares de caes abandonados nos canis municipais, o lugar que o zico irá ocupar numa instituiçao ou o que for, poderia ser ocupado por um cao abandonado que, coitado, teve o azar de nao matar ninguém e por isso nao ter 50 mil pessoas preocupadas com a sua vida.

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  134. Cara Izzie,

    Agradecia que deixasse de falar no meu filho nesses termos, que isso já enjoa.
    Não tem mais argumentos?
    Tenha respeito!

    Cara Luna, obviamente que não estamos aqui a falar com base em suposições, certo? Parece-me óbvio.
    E quanto aos outros cães que nunca mataram ninguém, está enganada pois há bastante gente, todos os dias, preocupada com eles e a tentar salvar-lhes a vida. Basta andar um pouco mais atenta.

    E Luna já basta de falar dos filhos dos outros, estamos entendidos? Isso já é filosofia barata e balelas a mais.

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  135. Engraçado como tao facilmente consegue escolher sem hesitar entre a vida de um humano criminoso ou um animal, e nao ser capaz de responder se escolheria entre um cao que matou ou um que nao matou.

    de resto, nao, nao estamos entendidos, porque temos posições diametralmente opostas nesta questao (e parece-me que a nivel geral de valores humanitários), e como tal, nunca nos poderemos entender.

    e já agora, o pedófilo/criminoso whatever, também é filho de alguém.

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  136. ah, e para terminar: ninguém está a falar do seu filho!
    haja um bocadinho de capacidade de distanciamento e capacidade de abstracçao. ninguém lhe pede para ser o einstein, mas bolas, creio que dá para perceber o que sao casos hipotéticos, nao?

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  137. Sim, tens razão. Tu e a Izzie é que sabem.
    É isso mesmo.
    E sim, os pedófilos e os violadores têm Mãe e Pai, e por isso mesmo merecem andar... por aí.
    São inimputáveis por essa razão.
    É isso.
    Quanto ao resto dos valores humanitários, nunca saberemos.

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  138. Ó caralho, mas alguém disse isso? A lógica é ou tiro nos cornos ou andar à vontadinha por aí? Em que século é que vive? E em que mundo?

    Os pedófilos e os violadores têm a justiça e o sistema penal para lidar com eles, como deve ser num estado de direito, e nao vigilantes que queiram fazer justiça pelas próprias mãos como no faroeste.

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  139. E dado o nível de imbecilidade a que este discurso chegou, declaro que não há nível intelectual para sequer me dar ao trabalho de debater o assunto de forma racional. Passar bem.

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