5 de junho de 2014

São modas senhor, são modas

"Fundamentalismo" e "desonestidade intelectual" são os novos "vergonha alheia".

16 comentários:

  1. Fundamentalista é todo aquele que ousa sair do intervalo de razoabilidade que eu, tão tolerante e magnânima, defini. Obviamente.

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    1. Excelente definição, bem melhor do que a do priberam.

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  2. E a moda da inveja, já passou? :D

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    1. Essa acho que nunca passa.

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    2. ah, há uma muito boa que não raras vezes substitui a inveja, que é a ironia. somos burros porque não percebemos uma ironia e ensandecidos porque reagimos. Na senda daquele teu outro post, é mais uma excelente forma de não nos responsabilizarmos pelo que fazemos e dizemos e de não assumirmos os nossos sentimentos. Enfim, é o diabo...

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    3. Sim, totalmente de acordo. E se uma piada é de mau gosto, a culpa é sempre dos outros também, que não têm sentido de humor.

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  3. Há alguns anos (mesmo muitos) alguém me explicou que as opiniões agora são como os gostos, não se discutem. Todas as pessoas têm umas e não é suposto que achem que são as correctas ou as melhores possíveis com base nos conhecimentos disponíveis, que as discutam para tentar convencer o seu interlocutor nem que mudem ou evoluam as suas próprias - no máximo há uma troca de ideias tipo troca de cromos, esta é a minha, esta é a tua, olha que interessante. Tudo o que passe disto é fundamentalismo.

    A desonestidade intelectual também tem graça porque rigor intelectual é pretensiosismo, partilhar factos, dados ou teorias (partindo do princípio que o interlocutor, tal como nós, não sabe tudo) é arrogância e acreditar que opiniões mais matizadas tenham valor acrescido é falta de tolerância. Quer-me parecer que o grande problema com a desonestidade intelectual é o "intelectual".

    (nada de novo, "intelectual" é um insulto que nunca saiu de moda, só isso aliás explica a quantidade de vezes em que foste acusada de ter orgulho no que estudaste ou em "exibir" o que sabes)

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    1. Vim aqui numa de igreja evangélica, dar o meu testemunho: já mudei de opinião no seguimento de discussões na tua caixa de comentários, e outras. Pronto.

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    2. Isso é porque somos uma cambada de proselitistas.

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  4. É engraçado como de tempos a tempos, numa discussão, os argumentos para acabar com ela, vão mudando. A Isa lembrou bem a inveja, o argumento primordial. Agora é o fundamentalismo e a desonestidade intelectual. Aguardo ansiosamente os próximos capítulos, torcendo pelo proselitismo.

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    1. Já te acusam de proselitismo, não usam é a mesma palavra.

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    2. Sim, mas no âmbito da moda, vamos ver quando começamos a ver a palavra a aparecer de repente todos os dias.

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  5. Esperem aí, que eu näo estou a perceber nada. Estamos a falar da Pipoca mais Picante? A que mandou para "a puta que as pariu" as mulheres que dizem coisas com as quais ela näo concorda? É ela que está a falar de fundamentalismo, näo é? Inventem-se novos dicionários, que as palavras andam a ganhar sentidos novos.
    (E, contudomente, confesso que enfiei o barrte de "fundamentalista" como se feito por medida. Só depois de entrar na discussäo me dei conta que estava a argumentar como se nenhuma mulher gostasse que lhe olhassem para as mamas e as pernas, mandassem "piropos", as gozassem por serem gordas ou as desejassem por serem boas. Ora, às tantas há mulheres que gostam mesmo que desconhecidos na rua lhes facam essas coisas. A Pipoca deve ser uma delas, porque veio protestar muito chateada com as feministas que lhe däo cabo do prazer no espaco público. E eu fui fundamentalista, sim senhora: nem me ocorreu que a Pipoca pudesse gostar disso!
    Temos aqui um problema bicudo: como garantir que umas näo sejam assediadas, e as outras tenham todo o prazer de se sentir desejadas e apreciadas?

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