Este ano foi mau, foi muito mau. Uma bela merda do início ao fim. Começou mal, acabou pior. Foi mau porque aconteceram coisas muito más a pessoas próximas e de quem gosto muito, e por isso não será lembrado com saudade. Já nem desejo que o próximo seja bom, fantástico, e essas palermices que uma pessoa tem a ingenuidade de desejar. Desejo apenas que não seja tão mau.
31 de dezembro de 2010
30 de dezembro de 2010
Constatação de fim de ano
Há pessoas que não nos vêem. Simplesmente, não nos vêem. É uma pena. Quando finalmente abrem os olhos é quase sempre tarde demais.
28 de dezembro de 2010
Afinal mudei de ideias
É que a minha querida Muxy, condoída com os meus lamentos por: 1) nunca ter tido um verniz da Chanel; 2) coitadinha não receber presentes quase nenhuns, resolveu colmatar essas falhas oferecendo-me o exemplar da foto acima, retirada da internet, e que, com muito orgulho, e felicidade por ela não ter escolhido o verde, poderei usar todos os dias da minha vida em que não tiver de enfiar as mãozinhas em luvas de nitrilo, e sentir-me finalmente uma mulher fatal - trocadilho com o nome do verniz, não sei se perceberam a subtileza. E achei que isso merecia menção aqui no blog, primeiro porque não quero ser a única blogger que nunca postou o seu verniz da Chanel, e depois porque não tenho mais nada para dizer.
27 de dezembro de 2010
Sem fotos
Infelizmente, ao contrário de toda a gente da blogosfera, eu já não recebo muitos presentes.
24 de dezembro de 2010
16 de dezembro de 2010
Animal print
(clicar para ver melhor)
De vez em quando, enquanto espero que as partículas estejam centrifugadas, vou dando uma vista de olhos nos sites de certas lojas, para me entreter. Hoje, ao abrir o site da loja online da H&M, saltaram-me à vista algumas das novidades. Como sempre foi o meu sonho ser féchonista, e sabendo vós do meu talento inato para as montagens do paint - e já tinham saudades, confessem -, não resisti, e dei-me a liberdade de fazer uma pequena composição, imaginando possíveis conjuntinhos com algumas das peças que mais me chamaram a atenção, nem sei bem porquê. Bonito, não é?
15 de dezembro de 2010
7 de dezembro de 2010
Mas onde é que eu estava com a cabeça?
Há livros que andamos para ler há séculos, que comprámos há anos, que levamos connosco para todo o lado porque a sua vez será para breve, sem falta, mas vamos adiando a leitura, metendo outros pelo meio, por uma razão ou por outra, porque se calhar até já vimos o filme e conhecemos a história, ou temos outras vontades, até ao dia em que finalmente pegamos nele, agora é que é, lemos os primeiros parágrafos, e pensamos: foda-se, andei eu a perder tempo a ler outras merdas, mas do que é que eu estava à espera, caraças? Foi o que pensei ontem quando comecei a ler “Lolita, luz da minha vida, fogo da minha virilidade. Meu pecado, minha alma. Lo-li-ta: a ponta da língua faz uma viagem de três passos pelo céu-da-boca abaixo e, no terceiro, bate nos dentes. Lo. Li. Ta. Pela manhã, um metro e trinta e dois a espichar dos soquetes; era Lo, apenas Lo. De calças práticas, era Lola. Na escola, era Dolly. Era Dolores na linha pontilhada onde assinava o nome. Mas nos meus braços era sempre Lolita.”. Que monga.
Who are these people?
Sempre que leio os comentários às notícias do Público, perco um bocadinho mais a fé na humanidade.
Desculpem, mas não resisti
"ai somos tão desgraçadinhos em Lisboa!"
*gosto mesmo de fazer estas comparações, que querem? manias... é o que dá ter o desktop weather. é isto e bicicletas.
4 de dezembro de 2010
3 de dezembro de 2010
Pronto, enfim, er...
Ia rapidamente fazendo scroll down na entrevista da Leighton Meester no reader, quando no fim uma pergunta me chama a atenção:
ML: Livro preferido?
LM: Alquimista.
Pois.
(pessoas que não percebam qual é o mal de ter o Alquimista como livro preferido quando se tem mais de 15 anos, e de ainda por cima não ter vergonha de o dizer, por favor, finjam que este post nunca existiu)
2 de dezembro de 2010
Eu sei que já tinham saudades do boletim meteorológico
Pois que está muito agradável, sim senhor. Bem sei que não tão frio quanto em Portugal, que é o sítio onde as pessoas passam mais frio à face da terra, quiçá do universo, e mais sofrem porque por ordem divina "as casas não estão preparadas" - deve ser dito em tom solene e pesaroso - e não podem fazer nada para as preparar, estando condenadas a ter casas frias por toda a eternidade, mas ainda assim arrisco-me a dizer que está frescote. Felizmente, a partir de amanhã as temperaturas começarão a subir, e para a semana até teremos máximas positivas, lá para 3 ou 4 graus, uma loucura. Entretanto neva, o que é muito lindo nos primeiros dias, mas que depois começa a parte da lama por todo o lado, do gelo nos passeios, da dificuldade em andar sem escorregar, de ter de ir de autocarro para o trabalho - confesso que o feels like -14 me dissuadiu de levar a bina estes últimos dois dias -, e o "ai tudo branquinho, tão lindo" transforma-se num "caraças mais à lama e ao gelo, já estou farta disto, pronto, já chega, sim?". Entretanto atravesso uma fase de conflito interior, debatendo-me com uma das mais difíceis decisões da minha vida: manter-me fiel ao meu sentido estético e a tudo em que sempre acreditei, ou ceder à tentação de ter pés quentes e comprar umas UGG, passando a parecer um presuntinho. Dilemas, dilemas.
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