29 de novembro de 2010
22 de novembro de 2010
Começar do zero
Poucas pessoas sabem o que é começar do zero. Chegar a um aeroporto do outro lado do mundo, apenas com duas malas, e ir até um hostel onde se ficará alojado até se arranjar algo permanente. Depois começa a busca, as visitas às casas, a comparação de preços, o estudar das áreas, até se encontrar algo de que se goste e se possa pagar. Alugar uma casa, chamar um táxi para nos levar mais as malas, receber a chave, deixar a bagagem na casa completamente vazia, e imediatamente seguir até ao rent-a-car, ou melhor, carrinha. Pegar nela e ir até ao IKEA para comprar o mínimo indispensável para se poder dormir em casa nesse dia, porque nem um colchão existe. Depois é construir uma casa aos poucos, que se irá vender por um terço do que se pagou, uns meses depois, a pessoas que chegam e têm uma casa pronta à espera, que não sabem o que é o chegar sem nada, o trabalho que dá, e ainda regateiam preços depois de lá viverem à borla durante três semanas. E mudar de país e fazer tudo de novo. Voltar a uma situação temporária, voltar a arranjar casa, voltar a ter de comprar o mínimo indispensável, porque nos temos de mudar já, e não é possível esperar pela situação ideal. E mudar outra vez.
Sempre que falo com amigos que adiam a mudança porque ainda não têm cortinas, ou outras coisas secundárias, demorando-se em casa dos pais, penso sempre que a necessidade realmente faz o engenho, e que ter apoio, o conforto de não precisar, nos faz preguiçosos, acomodados, inactivos. Nunca precisaram de se mudar para uma casa num dia por não ter outro lado onde dormir. E olho para mim antes e depois de sair de Portugal, e noto uma diferença enorme. Toda a gente devia ter de sair da zona de conforto e ter de se desenrascar, pelo menos uma vez na vida. Torna-nos muito mais activos. E independentes. E eficientes. E capazes. Basta precisarmos.
20 de novembro de 2010
Choques culturais
A mesma pessoa que despejou uma garrafa de syrup sobre a sua panqueca de bacon, e que olhando para a minha de queijo e cogumelos disse que devia ficar bom era com ketchup, foi a mesma que exclamou "that sounds disgusting" quando disse que gosto de banana com queijo flamengo.
Case study
Imaginemos que um grupo de 6 amigos se junta para ir ao cinema e copos numa outra cidade. Há um carro, um mini, de 4 lugares. Dois dos amigos irão ter ao local combinado mais tarde, pelo que os quatro que sobram vão juntos de carro. Ao regresso, no entanto, pelas duas da manhã, põe-se um problema, porque embora um dos amigos more naquela cidade, continua a haver uma pessoa a mais para o carro. A estação de comboios fica a 20 minutos a pé através da chinatown, numa zona algo deserta e pouco agradável, e há comboios de hora a hora. O grupo é constituído pela condutora alemã, um holandês, um egípcio, uma portuguesa, e uma grega, que não foi inicialmente no carro. Como se resolveu o problema?
(as soluções lógicas encontradas são altamente dependentes da nacionalidade dos intervenientes)
18 de novembro de 2010
16 de novembro de 2010
10 de novembro de 2010
Smile
Esta música ilustra um vídeo com boas memórias (na voz de nat king Cole), e esta noite, apareceu-me inesperadamente por duas vezes, em versões e vozes diferentes. Da primeira vez deixei passar, da segunda, não tanto, versão pirosa e tudo. Não interessa. Gosto, pronto.
8 de novembro de 2010
6 de novembro de 2010
Lume brando
Por vezes aparecem pessoas que nos vão envolvendo devagarinho, não sei se consciente ou inconscientemente, mas, como quem não quer a coisa, nos vão cozinhando em banho-maria, uma pitada de sal aqui, uma de pimenta ali, umas ervas ou especiarias acolá, e assim nos vão mantendo, sempre sem levantar fervura, nada explícito, nada concreto, só leves sugestões e ambiguidades, enquanto decidem se sim se sopas. E depois lá decidem e apagam o lume, e uma pessoa fica ali a boiar, mal passada, sem perceber muito bem o que aconteceu, que estava tão sossegadinha no seu canto, para que a foram desassossegar, duvidando de si, da sua lucidez, se terá interpretado mal, se era fantasia, se terá imaginado tudo, se era só coisa da sua cabeça. Depois, claro, é deixar arrefecer, voltar ao normal, temperatura ambiente, pois, sim, amigos como antes, reset, que afinal nem sequer há certezas que justifiquem mais explicações. A incomodar só fica mesmo a puta da dúvida: não era da minha cabeça, pois não?
5 de novembro de 2010
Ironia
Sonhar-se recorrentemente com o medo de que coisas que na realidade já aconteceram, aconteçam.
Simple girl
God, the women in these magazines... Some of them are actual brides, you know, they're not all models. All smiling... It's like the only thing in the world that matters is that they find the perfect shoes to match that dress. God, you know, I knew these girls, I went to school with them... It's funny. I used to feel sorry for them. They're simple girls. They just wanna find the guy and get married, you know? Live. I don't know, I think you're either born simple or you're born... me. I wanna be the person who gets happy over finding the perfect dress, I wanna be simple, 'cause no one holds a gun to the head of a simple girl.
4 de novembro de 2010
3 de novembro de 2010
Ah... Saramago
Fez plof e sumiu-se. Há onomatopeias providenciais. Imagine-se que tínhamos de descrever o processo de sumição do sujeito com todos os pormenores. Seriam precisas, pelo menos, dez páginas. Plof.
in A Viagem do Elefante
2 de novembro de 2010
Subscrever:
Mensagens (Atom)







