26 de Outubro de 2011

Fraude

Por vezes, quando dizemos que as coisas estão a correr mal, estão mesmo a correr mal. Os amigos, no entanto, acreditam sempre que não é assim tão mau, que é exagero nosso, que vamos conseguir. E a par do conforto e encorajamento que essa fé nos traz, surge a sensação de fraude. Afinal, se falharmos, não é só a nós que desiludimos.

25 de Outubro de 2011

Portanto, Madrid


Foi comer muito, beber menos, e comprar botas. Pronto, e passear um bocadinho com as chicas.

(sempre quis pôr aqui fotos de pés, yuppieee!)

17 de Outubro de 2011

Maravilhas das tendências da moda:

Conseguirem convencer um mundo de fashionistas que botas à drag queen são bonitas e estilosas. E mais, pô-las a usá-las.

14 de Outubro de 2011

Warm is sexy


Kispão Penado Michelin: a definição. Só se vêem os olhinhos.

Os meus dilemas fashionistas

Valerá a pena tirar o kispão penado michelin do armário ou por enquanto o sobretudo chega?

Há muito tempo que não falo do tempo

As pessoas que todos os dias se queixam de que está calor e nunca mais chega o Inverno e blá blá blá deviam ser todas obrigadas a levar com 5 graus* logo de manhãzinha.

*temperatura que estava hoje às 9 da manhã.

10 de Outubro de 2011

PhD tragics

Há dias em que uma pessoa sente que não devia ter saído da cama. Hoje é um deles.

(and having your supervisors trashing your paper outline and tons of experiments mekes you feel like shit)

9 de Outubro de 2011

Metabloguismos

O melhor da blogosfera: raramente há polémicas que sobrevivam ao fim-de-semana.

6 de Outubro de 2011

A Luna é má

Gostava muito de ser daquelas pessoas que conseguem ser superiores e manter-se impávidas e serenas enquanto os cães ladram, mas infelizmente não sou. Desde que me conheço que sou rezingona, refilona e respondona, e se a idade me foi ajudando a moderar o mau feitio e a conseguir deixar passar algumas provocações, a verdade é que ainda não ao ponto de conseguir comer e calar. E daí que reaja ao ser provocada, mesmo sendo por pessoas que não merecem sequer a minha atenção, e por quem nutra profundo desprezo. Mas não resisto, é mais forte que eu. Por isso já alimentei discussões intermináveis e absurdas, já ataquei e fui atacada, já provoquei e reagi, já fui antipática e arrogante, já me zanguei e fiz as pazes, já disse coisas que não devia, já me desculpei, enfim, o normal, como toda a gente que não se quer perfeita. 

No entanto, na blogosfera, há uma série de reacções e comportamentos recorrentes, que me parecem ridículos se vistos à luz da convivência social, e quase incompreensíveis. Começo pelo facto da maioria dos leitores achar que poder comentar é um seu direito universal, e que não só pode dizer o que quer, como o autor tem obrigação de lhe responder, e com simpatia. Não vêem nisso uma cortesia, mas um dever. 

Ninguém na vida real se chega ao pé de uma pessoa que não conhece de lado nenhum e lhe diz que é uma arrogante de merda, ou outra coisa qualquer, e muito menos estará à espera que a pessoa lhe responda de sorriso nos lábios e agradeça a honestidade e a amabilidade de a informar. Mas aqui sim, esperam que sejamos tão fofinhos como um cãozinho amestrado e ainda lhes demos a patinha quando mandam bocas. E se por azar o autor até está num dia mau, cansado, ou simplesmente sem pachorra e responde mal, ai, ó deus me acuda, que estou a ser atacada, e lá começa o choradinho nhonhonhó a Luna é má. E o problema é que a coisa não fica só por aqui. 

Na vida real, aproximamo-nos das pessoas por quem sentimos empatia, e quando não vamos com a cara de uma pessoa, seja porque a achamos antipática ou por que razão que for, evitamo-la, não estreitamos laços, nem a tornamos parte da nossa vida. O que é bastante simples, basta não forçar contacto. Não lhe telefonamos todos os dias para conversar, não convidamos para jantares e festas, nem para ir beber café. Também não lhe dizemos de cada vez que a vemos que não gostamos dela, e nem andamos a alardeá-lo a toda a gente que conhecemos. É apenas uma pessoa que não conhecemos, e que não nos interessa conhecer melhor. Na vida real também não esperamos que toda a gente tenha vontade de conversar connosco, e muito menos à força, e não costumamos andar a abordar perfeitos desconhecidos para discutir o sexo dos anjos, exigindo a sua atenção.

Já na bloga é diferente, quanto mais se antipatiza, mais se comenta a mostrá-lo e se o grita aos sete ventos, dizendo que o tal blogger é isto ou aquilo. E mais grave, quem o faz acha mesmo que tem o pleno direito, todo o conhecimento, e que o blogger tem obrigação de o aturar, ficando extremamente ofendido e acusando-o de cobardia quando o comentário é apagado, ou a caixa de comentários fechada, porque o autor simplesmente não quer falar mais com ele. E lá vem outra vez o ronhonhó a Luna é má, a Luna não gosta de mim. 

Agora imaginem a seguinte situação: estão num jantar entre amigos, e um deles traz uma perfeita desconhecida. A certa altura, está tudo na galhofa, à vontade entre gente de confiança, a contar piadas de gosto duvidoso e comentários mordazes, quando a desconhecida, desagradada pelo teor da conversa, se insurge sobre um comentário, arrogando-se única detentora da moral e valores universais. De início lá lhe dão o benefício da dúvida, e lhe vão respondendo, uma, duas, dez vezes, mas não há nenhuma resposta que lhe agrade ou satisfaça, e a mulher simplesmente não se cala, fazendo monólogos intermináveis, recusando-se a concordar em discordar, enquanto toda a gente já revira os olhos de enfado. Em seguida começa por insultar o dono da casa, depois gradualmente os restantes convivas, até ser convidada a sair. Várias vezes. Recusando-se e fincando pé, e continuando a importunar toda a gente, é finalmente agarrada por um braço e posta na rua, porta trancada, enquanto os amigos voltam para dentro para a festa. Na rua começa então a gritar impropérios contra aquelas pessoas, e fica ali à porta a tentar ouvir a conversa, toda a noite aos gritos histéricos, batendo à porta, não deixando ninguém dormir, sem arredar pé, caluniando toda a gente, a ver se acorda os vizinhos para que lhe dêem razão. Parece perfeitamente disparatado, doentio mesmo, não? 

Infelizmente, aqui na blogosfera não só há quem ache este comportamento aceitável, como normal, e portanto, quando um blogger se recusa a falar mais com uma pessoa e lhe veda o tempo de antena, vão fazer queixinhas para o seu próprio blog, gritando a toda a gente que o tal blogger é isto e aquilo, mesmo não o conhecendo de todo, e ai coitadinha de mim que sou uma vítima e me querem sugar as emoções, como se sequer houvesse alguma relação pessoal para o permitir, e quando a única coisa que o blogger quer é distância e que o deixem em paz de vez, que vão à sua vidinha, desconhecidos como antes. 

E por isso torna-se não só absolutamente ridículo, como quase patético tanto alarido, tanta gritaria, tanto post, tanta auto-vitimização, tanta queixa, tanta acusação delirante, quando no fundo tudo se resume a um sentimento infantil de a Luna é má, a Luna não quer brincar comigo.


A Luna é má.

E então? How old are you?

Temos pena, mas não posso, nem quero, brincar com toda a gente. Get over it.


5 de Outubro de 2011

E não é que andava distraída?

Dexter is back, yay!

Coisas que me divertem

Teorias da conspiração. Quanto mais mirabolantes, melhor.

Nada se perde, tudo se transforma

Tal na natureza, como na bloga. Eu, por exemplo, tenho sempre uma maluca de estimação. Vai-se uma, aparece logo outra. 

Ele há coisas...

Há um sem abrigo (e daí, talvez não seja) aqui em Leiden que percorre as ruas a cantar, dia e noite, tendo-me acordado já várias vezes ao passar à minha janela às quatro da madrugada com a sua bengala pandeireta. Hoje cruzei-me com ele, já de noite, numa rua de sentido único para carros, com um carro a vir. Parei a bina, para deixá-lo passar. Ele diz-me "god bless you". Tinha acabado de comprar umas cervejas, e resolvo perguntar se quer uma: "no, thank you, I don't drink alcohol, I believe in God". Fico quase envergonhada, respondo que da próxima tentarei ter uma laranjada, ou assim, e ele deseja-me "a safe trip home, because the cars can get you". A ver se da próxima vez que aqui passe, mesmo que tarde, lhe ofereço pelo menos um ice tea.

4 de Outubro de 2011

Explico melhor



"Things I find funny" ∩ "Things most people find offensive"

Eu explico

Downton Abbey

"She's never more righteous than when she's in the wrong."

Como mostrar que não se é uma pessoa mal formada, sem princípios universais, e sem vergonha na cara

Postar correspondência privada no blog.

(mas não, ninguém tem direito de divulgar algo enviado em privado e muito menos comentar quando isso acontece. tirando se não se mandar mails com fotos íntimas em anexo, aí já não é violação de privacidade escarrapachar tudo no blog. sim senhora, boa fé, decência e coerência acima de tudo.)

3 de Outubro de 2011

Ironias desta vida

Ganhar-se o Nobel três dias depois de se morrer.

(Era um senhor simpático, com quem tive o prazer de conversar um bocadinho uma vez.)

1 de Outubro de 2011

Leiden, 1 de Outubro de 2011, 26ºC

Depois de um Verão de merda, eis que em Outubro ele chega por alguns dias. Infelizmente não dá para gozar devidamente passeios pelo centro da cidade, porque é o fim-de-semana do 3 de Outubro, e a cidade está transformada numa gigante feira popular tomada de assalto por grunhos vindos de todo o lado para se embebedarem e urinarem para o canal. Uma cidade pacata e agradável todo o ano, torna-se nesta altura num lugar a evitar.

É moda?

Durante uns dias, de quatro em quatro anos, os bloggers portugueses descobrem que gostam imenso de rugby. Depois nunca mais se lembram até ao mundial seguinte.