30 de abril de 2006

Azeitona

Graças à Palmolive fiquei a saber que o fruto da oliveira em Portugal é conhecido por oliva.

26 de abril de 2006

Pontos de (des)encontro

No fundo ambos partilhamos o mesmo defeito: teorizamos em demasia. Ele na defesa do sim, eu na defesa do não.

Velhice é V

Uma da manhã, hey...
Duas da manhã, hey...
Três da manhã, hey...

Bem mau, hey!

Velhice é IV

Estar-me cagando para se as minhas opiniões vão ferir susceptibilidades.

*Epá, isto também tinha de ter alguma coisa boa.

Velhice é III

Não obstante a falta de sono ficar em casa em frente ao computador em vez de ir beber uns copos despreocupadamente.

Velhice é II

Ter insónias antes de acordar às 6 da manhã.

Velhice é

Já não me meter nas bebidas brancas e passar a noite na imperial.

Gostava muito

de saber o que pensa o Fernando Nobre* sobre este assunto e se comunga aos domingos.

*Presidente da AMI

Não consigo


Ver tanto podre, doença e miséria e conseguir acreditar que tudo corresponde aos desígnios do Senhor. Porque se existe, é um grande filho da puta.

Filosofando com papai

O problema nuclear comparado ao roubo de gado iniciático das tribos Balanta.

25 de abril de 2006

É mesmo isto

das relações com o resto do mundo

"Que se comovam quando digo não tenho homem. Que se indignem quando digo tenho vários."

Esta menina é uma génia, sem dúvida, em educação sentimental

Porque a liberdade não se esquece



a não ser quando se a tem.

O celibato

O celibato opcional é incompreensível. Mais que isso, é constantemente questionado e posto sempre em cima da mesa como se tivesse de ser justificado. É debatido como se de uma doença se tratasse. Torna-se embaraçoso.
É até condenado por quem vive relações duradouras e felizes, onde ambos se gostam e se cuidam. Por quem tem a sorte de ter a seu lado um companheiro de vida para o que der e vier.
Será tão absurdo querer isso, ou há quem só tenha direito a almejar quecas avulsas?

E não é que é mesmo?


Aqui e ideia roubada descaradamente daqui

"When people are free to do as they please, they usually imitate each other"

23 de abril de 2006

Não vale

1. Paulo Coelho
2. Margarida Rebelo Pinto e outras gajas histéricas
3. O código da Vinci nem As palavras que nunca te direi - por razões diferentes
4. Os resumos dos livros obrigatórios na escola
5. Livros aos quadradinhos

Não

Se fosses o último homem à face da terra eu comprava um vibrador.

22 de abril de 2006

21 de abril de 2006

Tal qual criança traquina

Tememos os longos silêncios.

Instintivamente perguntamo-nos: O que é que o gato andará a tramar desta vez?

À falta de melhor para postar




A fera com o seu brinquedo favorito.*

*Quando lhe faltam mãos disponíveis.

19 de abril de 2006

Ainda sobre o Dino

Morreu o Dino dos Morangos com Açúcar e instalou-se o drama nacional. Esquecem-se que o drama não é ter morrido o Dino, a quem me dava vontade de dar estalos a cada vez que aparecia no ecrã, mas ter perdido a vida um puto de 22 anos, chamado Francisco, filho de alguém, neto de alguém, amigo de alguém. Uma vida interrompida cedo demais, pela morte mais estúpida que pode existir: acidente de viação. Uma das maiores causas de morte em Portugal.
Quase todos temos um Dino na nossa vida. O meu chama-se Rita. A Rita cheia de garra e ânsia de viver que morreu estupidamente num violento acidente, entupida em álcool e cocaína, tal como o condutor do carro que escapou ileso. A Rita que tinha tudo para uma vida cheia de sucessos menos o desespero de querer tudo de uma vez. A Rita que queria viver depressa demais e acabou por se espetar numa curva por excesso de velocidade.
Recebi a notícia da sua morte via SMS quando estava em Sorrento, esperando calmamente o barco que me levaria a Capri, rodeada de um cenário idílico e um sol acolhedor, tão pouco apropriados para notícia tão triste. Lembro-me do choque e da sensação de irrealidade: não pode ser, a Rita não pode ter morrido! Ainda hoje me custa a crer e me lembro dela com o seu gin tónico na mão rodeada de amigos e conversando alegremente.
Penso sempre nela a cada notícia de uma morte estúpida. Como nos muitos que todos os dias perdem a vida ou pior, ficam estropiados, tetraplégicos, condenados a uma cama até ao fim dos seus dias por um minuto de inconsciência, de excitação, de adrenalina. Há que ganhar consciência da má condução que se pratica neste país, da taxa de mortalidade nas estradas, da pressa desenfreada, da competição nas estradas em que ser ultrapassado é uma afronta e esperar 5 segundos por boa visibilidade é perda de tempo. Há que ganhar consciência de que conduzir em excesso de velocidade não é bom e muito menos é motivo de orgulho declarar solemenente e de peito inchado que se fez "Lisboa-Algarve em menos 2 horas e foi sempre prego a fundo acima de 200". Há que condenar moralmente, há que ter vergonha da inconsciência, e não gabar-se dela como sempre oiço fazer.
Porque enquanto não nos convencermos que não somos os melhores condutores do mundo nem totós se respeitarmos os limites, muitos mais Dinos continuarão morrer, apenas sem a TVI para chamar a atenção.

Cá por coisas

Sempre queria ver se era este alarido todo se tivesse sido o Crómio...

Os traumas

Hoje em dia já ninguém fica triste. Ninguém leva a sério um desgosto se não se ficar no mínimo traumatizado e se tiver de recorrer a ajuda psiquiátrica. Uma depressão também calha bem. Tristeza só, é pouco. Hoje em dia não se está preparado para lidar com a perda, que é tão natural como incontornável e uma constante na vida. E já não se aceita a morte como sua consequência e parte do seu percurso natural.
Lembro-me do ar desconfiado com que me perguntavam se estava bem após a morte da minha mãe, possivelmente esperando manifestações de desespero e desequilíbrio emocional. Talvez me julgassem insensível por não ter perdido a razão nem a serenidade. Por não ter desabado e desenvolvido qualquer distúrbio alimentar. Tristeza só, é pouco, não basta. E era tão difícil explicar que me sentia apenas profundamente triste e com uma saudade enorme que me apertava o peito e me sufoca ainda por vezes até hoje. Saudade das conversas e do dia-a-dia corriqueiro, do colo onde deitava a cabeça e das mãos que ma afagavam e dos dedos que me entrelaçavam os cabelos enquanto víamos a novela.
Sei que passará muito tempo até que volte a deitar a cabeça num colo e volte a deixar que outros dedos me entrelacem o cabelo, mas deixo o tempo fazer o seu trabalho e não preciso de um psicólogo para me dizer que é assim.

Aos outdoors do BPI

Sim, se eu fosse famosa e me pagassem uma pipa de massa para expôr a minha carinha laroca por tudo o que é parede, aí sim, ganhava como vós.

A todos os que me conhecem

Se um dia eu for famosa e morrer proíbo desde já a transmissão das cerimónias fúnebres por qualquer televisão, em especial a TVI.

16 de abril de 2006

Coisas muito más

Conhecer de raspão um gajo conhecido vulgo ex-futebolista.
Encontrar num bar esse gajo conhecido vulgo ex-futebolista e uns serviçais emigrantes ilegais bichas malucas explorados por reputados repuxados da praça vulgo VIP's.
Ir à casa de banho desse bar pela quinquagésima vez depois de umas quantas imperiais e encontrar o gajo conhecido vulgo ex-futebolista seguido pelos serviçais emigrantes ilegais bichas malucas explorados por reputados repuxados da praça vulgo VIP's enquanto se lava as mãos.
Ser apontada como a "esposa" - foi mesmo este o termo - que trata desses assuntos pelo gajo conhecido vulgo ex-futebolista aos serviçais emigrantes ilegais bichas malucas explorados de repuxados da praça vulgo VIP's.
Passar o resto da noite a não contratar os explorados serviçais emigrantes ilegais bichas malucas de repuxados da praça vulgo VIP's desejosos de se livrar dos mesmos e se mudarem de armas e bagagens para a "nossa" casa com a desculpa de estarmos casados há pouco tempo e de não tratar do carcanhol que ganha o esposo que é o gajo conhecido vulgo ex-futebolista que conheci de raspão enquanto penso porque me calham estas coisas sempre a mim. Tudo eu tudo eu!
Mau. Muito mau.

5 de abril de 2006

Excentricidades

Abrir o messenger e ver o nick "Rock in Rio: Eu Vou. TOCAR!". E não é que vai mesmo?

4 de abril de 2006

Saudável competição

Enquanto descia a escadaria principal olhava os cartazes anunciando espetáculos e as próximas festas universitárias. Espalhados pelas paredes estavam uns quantos anunciando uma festa na Lusófona para Abril. Não por especial interesse, que já há muito me deixei desses arraiais desde que me comecei a sentir avó e os putos das barraquinhas me chamavam senhora enquanto cravava uns shots, mas por curiosidade tentei perceber quais os artistas convidados. Não consegui, pois sobre todos os cartazes - e eram bastantes - foram colados outros exactamente em cima do programa. Concorrência desleal ou excesso de zelo?
Até nisto somos mesquinhos, porra!

Terror Hi5

Já não bastavam as gajas em bikini, agora são moçoilos a posar em tronco nu na sala de estar suburbana, de barrida encolhida, peito inchado e de forma a mostrar a tatuagem no ombro. Que pesadelo... Delete delete delete!

3 de abril de 2006

Pronta pra outra

Ou melhor, para outra não, para ficar assim boazinha fáxavor até daqui a muito tempo.

1 de abril de 2006

Sexta-feira à noite e eu em casa

Logo hoje que eu sinto que ía encontrar o homem da minha vida. Ai amigdalas, se eu ficar para tia vão à faca que é uma limpeza!