30 de Julho de 2011

Check

Ir ao lab buscar resultados - check
Tratar os resultados - check
Fazer as malas - check
Pôr o lixo fora - check
Pôr a bicicleta dentro - check
Desligar o termostato - check
Check in - check

Só falta mesmo ir para o aeroporto e apanhar o avião. Chego lá pelas onze. FÉRIASSSSSSSS!

29 de Julho de 2011

%$#@#$%$# HPLC

Estava aqui toda contentinha porque daqui a duas horas entraria de férias, quando vou buscar os resultados de HPLC e descubro que ou a lampada ou o detector ou o caraças teve um badagaio e dava erro por todo o lado, e como tal tenho de correr tudo outra vez e ainda voltar cá amanhã de manhã buscar os resultados antes de apanhar o avião para Portugal. Oh vida cruel.

É suposto ter piada?

Apesar da larga experiência com piadas de mau gosto, continuo sem saber o que responder quando, ao me desejarem boas férias, acrescentam no final um "vê lá não voltes grávida"...

(não tinha piada aos 18, muito menos aos 31)

27 de Julho de 2011

Está quase

Uma pessoa percebe que está mesmo a precisar de férias quando lhe pedem para fazer especialmente umas partículas com um certo péptido, vai ao hospital de propósito buscá-lo, e depois de acabar de fazer as partículas repara que se esqueceu de o usar.

(trocado por miúdos: imaginem que todos os dias fazem pão de ló. no entanto, um dia pedem-vos que façam bolo de chocolate, dizem que sim, e vão comprar o chocolate especialmente para fazer o bolo. começam a cozinhar, fazem tudo como de costume, e só no fim se apercebem que em vez de bolo de chocolate, fizeram pão de ló outra vez, por força de hábito. o que vale é que foi só um dia de trabalho para o lixo)

26 de Julho de 2011

25 de Julho de 2011

Pensamento do dia (uh uh)

Quando tanta gente te diz que estás errada, talvez seja altura de parar para pensar que talvez tenham razão.

24 de Julho de 2011

Que pena

"Para todos nós que não conhecíamos Amy Winehouse pessoalmente (incluindo os muitos que pensavam que conheciam ou agiam e opinavam como se a conhecessem), a primeira pergunta que devemos fazer, antes ou depois de fazermos considerações condescendentes e sentimentalistas, é: comparando o prazer que cada um de nós deu a Amy Winehouse (a pequena percentagem que comprou a música dela) com o prazer que Amy Winehouse nos deu a todos, quem é que ficou a ganhar? Fomos nós. A música dela ("voz" é pouco) enriqueceu as nossas vidas para sempre ou, na mais mesquinha das gratidões, durante um bom bocadinho das nossas vidas. Resumindo: ela deu-nos muito mais do que recebeu de nós.

Back to Black é (muito mais do que "continua a ser", como quem fala do que vai morrer) um monumento elegante de interpretação pop. Ali estava uma rapariga inglesa e pequenina, de uma família judia, e freudianamente indisfarçada, que sabia cantar como se fosse gente grande.

Amy Winehouse morreu muito nova. Mas deixou-nos - deu-nos - muito mais do que a grande maioria de cantores e cantoras nos deixaram. Foi - era - uma alma que nos escapou e nos escapa. A verdade é que nos deixou muito mais do que nos roubou. Que foi nada.

Mas faz pena. Pobre coitada: não. Pobre gloriosa: sim. O nosso lamento - de não termos recebido mais - é um egoísmo guloso, que nos fica mal. Amy Winehouse valeu a vida e ficou a perder com a vida que nos deu. Obrigados, Amy Winehouse: deste tudo e não custaste nada."

Crónica de Miguel Esteves Cardoso no Público de hoje

23 de Julho de 2011

Amy



Infelizmente, há muito que o final trágico de antevia. Mais uma com entrada no 27 club. Possivelmente, a mais talentosa da sua geração, e sem dúvida a que mais me tocava.

Adoro.

Noruega

E neste momento o meu coração está na Noruega. Que coisa horrível, e sem explicação. Conheço apenas uma norueguesa, a Kristine, uma miúda que além de gira é simpatiquíssima, e que foi grande companhia quando estivemos em NY, uma pessoa excelente, e de quem me lembrei imediatamente quando li as notícias. Logo a contactei, obviamente, e em resposta palavras de choque absoluto. Como é que uma coisa destas acontece? Miúdos, meu deus, como é possível? Parece que o mundo está louco, e não há qualquer explicação ou justificação para isto. Neste momento, somos todos noruegueses.

20 de Julho de 2011

Mecenato (ou não)

Em Portugal, infelizmente, não há uma cultura de mecenato, beneficência, ou mesmo de voluntariado. Toda a gente gosta de dizer que apoia as artes, projectos dignos e tal, mas quando se vai a ver, contribuir que é bom, nicles. Mesmo quem divulga, e apregoa "vá, divulguem isto que precisa de ajuda", muitas vezes no final não se chega à frente. Já vi isso vezes sem conta. É certo que a maioria de nós não pode dar muito, vivemos com orçamento limitado, mas a verdade é que mesmo podendo, não o fazemos. E quando alguém consegue algo, vêm quatrocentas mil almas desmerecer, com aquele despeitozinho de "porque é que ajudam fulano de tal e não a mim?" e mais outras quatrocentas mil a dizer "que não merecia assim tanto, e estão a ver, nem sequer fez exactamente o que disse que faria".
A maioria de nós mais facilmente compra duas bolas de berlim que doa esse dinheiro para patrocinar alguém sem qualquer benefício próprio. E isso envergonha-me. Envergonha-me entrar no site da Katie, antropóloga/fotógrafa, que foi para a selva amazónica documentar uma tribo que não é fotografada há 50 anos, e mesmo tendo vivido quase toda a vida em Portugal, ver que poucos nomes portugueses constam na lista de patrocinadores ao seu projecto. Contam-se pelos dedos. Nem que fosse um euro, mas nada... Oh que linda foto, oh que lindos indiozinhos, muito interessante, mas há-de haver mais gente interessada nos moglis com macacos na cabeça, porquê eu?
Tal como me envergonha que sobre a Maria, em vésperas de ir para Timor 6 meses como voluntária da ONU (by the way, voluntária significa sem receber ordenado durante esse tempo), tenha visto tantos comentários mesquinhos, ah mas afinal não vai para Bruges, mas afinal não leva o gato, que grande vaca, a puta, a aproveitar-se das pessoas ao vender livros que comprou e custaram dinheiro, vendendo-os pelo máximo dinheiro que derem por eles, devia era dá-los a todos e contrair um empréstimo a 100 anos, em vez de andar a pedir às pessoas que pagassem por coisas que ela própria pagou para ter, quando em vez de ir para Bruges para tirar uma pós graduação que serviria o sonho de ingressar na ONU, aproveita uma oportunidade de ingressar na ONU directamente, a vaca, devia ter recusado, e ainda por cima não leva o gato, que além de ter de ultrapassar mais de 20 horas de viagem numa gaiola no porão, teria de passar por quarentenas nos locais de destino e volta, sempre na gaiola, e estar sujeito a apanhar raiva em Timor, e provavelmente não sobreviver a tudo isso. Mas se prometeu aos leitores que o levaria, mesmo que os veterinários todos o desaconselhassem, devia mantê-lo, independentemene do que é melhor para o animal. Que grande vaca. Não só pede dinheiro pelo recheio da sua casa, como ainda por cima muda os seus planos de vida, e escolhe o bem estar e saúde do seu animal, em vez de o levar consigo, nem que fosse morto, porque era nisso que as pessoas pensavam quando pagavam dinheiro pelos seus livros que custam dinheiro se comprados na livraria, com a diferença que num caso pagavam à Fnac e noutro à Maria, e a Maria é menos digna que a Fnac, só porque é uma pessoa real. Mas pagando à Maria é um favor que se faz, claro.
Ando enojada com a bloga ultimamente, irritada com tanta maldade e despeito que andam por aqui. E principalmente, desiludida. Porque a beneficência e solidariedade são muito lindos de apregoar, mas praticar que é bom, que fique para os outros, que a mim também ninguém me dá nada.

19 de Julho de 2011

18 de Julho de 2011

Silly Season

Não há expressão mais adequada para descrever a blogosfera nos últimos dias. Deve andar tudo a precisar de férias, só pode.

16 de Julho de 2011

Os sonhos dos outros

Katherine Needles, Amahuaca girl with baby howler monkey

Como se sabe por aqui apoiam-se sonhos e pessoas com valor e vontade de fazer coisas, que arregaçam as mangas, metem mãos à obra, e vão em busca do seu sonho, aceitando com orgulho o apoio de quem neles acredita. É o caso da Maria, que vai em breve para Timor como voluntária da ONU - parabéns, parabéns, estou muito contente por ti miúda -, ou da Katie, americana de sangue e portuguesa de coração, que esteve durante cinco semanas na selva amazónica a fotografar uma tribo indígena, os Amahuaca, fotografados pela última vez há 50 anos, e precisa de ajuda para revelar todas as fotografias e apresentá-las ao público. Podem ler mais sobre o projecto e a Katherine, e já agora, como contribuir, aqui.

15 de Julho de 2011

Nao, são sou a única

Sobre o temporal de ontem, vi pelo menos 4 amigos postarem exactamente a mesma foto da nuvem gigante que eu, do buienradar, no facebook, com comentários desde um normal "the summer in the netherlands" a um mais dramático "it's so unfair". É difícil estar cá sem ficar obcecado com isto.

Sim, estou a precisar de férias

E sim, estou uma chata, já nem eu me aturo.

Desta é que vai ser

Depois do Ahmedzinho, muçulmano fervoroso, com grandes dificuldades em comunicar com uma supervisora mulher, e do Joel galã "I'm too sexy for my work", e dos seus problemas com horários, ambos com menos de 22 anos, vou ter uma nova mestranda em Setembro. Indiana, casada, com dois filhos, e que nos mails iniciais, muitíssimo educados e bem escritos, se dirigia a mim como Ms. Silva. Finalmente uma adulta. Can't wait, hihg hopes for her.

A sério, eu vou para o céu (ou como lidar com um maníaco controlador que não é meu chefe?)

Terça-feira

- Combinamos que lhe daria partículas sexta-feira de manhã

Quinta-feira

16h50 - manda-me um mail a confirmar a entrega das partículas na manhã seguinte, e a pedir o resultado da análise às mesmas ainda nesse dia.

18h05 - respondo a confirmar, informando que só teria o resultado da análise na manhã seguinte, logo após entregar-lhe as partículas.

18h07 - responde-me a perguntar porque é que ainda não tinha os resultados da análise.

18h08 - manda mais um mail a confirmar que teria as partículas antes das 10h00.

18h14 - respondo que sim, que teria as partículas antes das 10h00, e que ainda não tinha os resultados porque tinha a HPLC a correr durante mais de 24 horas e só acabaria tarde, e dado que estava um temporal, não quis ficar até à noite no lab, e não esperava que ele precisasse dos resultados antes de sequer ter as partículas.

18h57 - responde-me que tudo bem, reconfirmando a entrega para antes das 10h00.

Sexta-feira

09h30 - passo no hospital a entregar as partículas.

10h15 - envio os resultados.

10h36 - envia-me um mail a dizer que falou com uma expert em HPLC e não percebia porque é que eu tinha que correr as amostras durante mais de 24 horas, e se lhe podia mandar os detalhes da análise.

10h38 - (já a começar a bufar) respondo que cada amostra demora 35 minutos a correr, e que quando tenho mais de 40, é fazer as contas.

10h41 - responde-me a perguntar porque é que tenho tantas amostras.

10h42 - manda-me outro mail a perguntar a que corresponde cada amostra,

(inspira, expira, inspira, expira, decido ir fazer umas coisas antes de responder, enquanto me decido se hei-de responder de todo)

11h41 - respondo que além das partículas para ele, tenho as minhas próprias amostras para analisar, e que as tinha corrido em conjunto.

Resumindo: mais de 10 emails inquisidores sobre porque é que não tinha na quinta à noite os resultados de que só precisa para as experiências COM as partículas, quando de qualquer forma só as teria as na sexta-feira de manhã.

A quem conseguiu chegar ao fim do post mais seca do mundo sem cortar os pulsos de tédio (e desde já parabéns e desculpem): estão cansados? Pois, também eu.

14 de Julho de 2011

Novo vício



Junior Master Chef. Ver miúdos ainda desdentados a cozinhar assim deixa-me de boca aberta. Incrível.

Ai e tal, Julho este ano anda tão mauzinho nhó nhó nhó



Pois aqui está muito bom. Esta nuvem fofinha está assim mais ou menos nesta posição pelo menos desde que acordei, e também pelo menos desde as mesmas horas que nunca parou de chover assim mais ou menos torrencialmente, o que é óptimo para refrescar, dadas as temperaturas abrasadoras de verão tropical. Está também uma leve brisa agradável, que varia entre os 40 e 70 km por hora. Enfim, que bem se está no campo.

*sim, já sei que estão fartos do tempo, e sim, ando mesmo a pensar falar exclusivamente de meteorologia no blog, post after post, até me cansar, e independentemente de acharem chato, repetitivo, e não interessante. it's my party and I cry if I want to. 

8 de Julho de 2011

Oh life...

O meu  mai'novo achou que era boa ideia mandar-me o primeiro rascunho da apresentação que tem de apresentar na segunda-feira de manhã para eu corrigir às 16h30 de sexta-feira. Não é fofinho?

Qual é coisa qual é ela


Hoje dei com esta foto num dos blogs com fotos de bicicletas que vou seguindo. A foto em si não me diz muito e até a teria deixado passar se não tivesse reconhecido o local exacto onde foi tirada.  Quem chega lá?

(e não, só dizer o nome da cidade não conta)

6 de Julho de 2011

Idiossincrasias de quem está um bocado gorda

No ano passado, quando fomos a NY, ficámos em casa de uma amiga de um amigo, que a certa altura nos explicou que uma das vantagens de se trabalhar de casa era não ter de usar soutien todos os dias. Na altura ficámos a olhar para ela com cara de parvas, sem perceber muito bem aquele argumento. Agora, um ano depois, começo a compreender...

4 de Julho de 2011

Mais um desabafo (sobre o mesmo tema)

Uma pessoa tem paciência, engole sapos, cala a boca, tudo por bom ambiente. Mas há limites. E hoje, durante uma reunião em conjunto, enquanto se discutiam cromatogramas de HPLC, assunto do qual o meu colega percebe zero, lá decidiu mandar bitaites e tentar mandar-me abaixo, com tiradas ouvidas de cor de uma reunião passada, sem perceber sequer o que significam. E lá tive de dizer que não, não era assim, em frente ao seu chefe, mostrando que o que dizia não fazia sentido nenhum. E seria tão dispensável, e mais, tão evitável. Bastava que uma pessoa sem qualquer experiência em certo método, que desconhece por completo, que nunca usou na vida, não tivesse necessidade de questionar continuamente uma pessoa que trabalha nisso há três anos.

(estou numa fase de só ver trabalho à frente, sorry)