28 de fevereiro de 2006

Estranhamente familiar



Roubado descaradamente daqui.

Parabéns à Pitucha


pelo aninho do seu No cinzento de Bruxelas, que de cinzento não tem nada!

O que eu gosto mesmo

é da palidez arroxeada em padrão mortadela devido à má circulação das moçoilas desfiladeiras, tremendo de frio ao som do samba e fingindo vibrar com o que lhes não está no sangue.

By the way, odeio o carnaval.

24 de fevereiro de 2006

Grande merdinha!

Hoje, a partir das 11 horas

O meu futuro decidido em cima de uma mesa.

Sobre o post anterior e os comentários que o sucederam

Sou contra a pena de morte. Ponto. Poderia enunciar milhentas razões, todas imbuídas de cariz racional, que no fundo seriam vãs, já que a força motriz desta convicção é puramente pessoal e subjectiva. Prende-se com as minhas mais profundas crenças a nível de ética e civismo, e como em tudo o que emerge do foro íntimo e emotivo, não há argumento que me possa convencer do contrário.
O que não implica que considere as criancinhas inocentes. As crianças são tudo menos inocentes e sabiam bem o que estavam a fazer, ou não teriam voltado segunda e terceira vez para se certificarem do trabalho bem feito, ou tentado esconder o corpo, prova do crime e de culpa. Não! Aos 10 anos qualquer criança está bem ciente do que é bem e mal. A forma como lida com a sua consciência e sentimento de culpa é que difere. Não posso responsabilizar a instituíção e educadores, ou a falta de princípios, condições ou afecto, pois apesar de todas as carências possíveis não creio que alguém lhes tenha ensinado que matar vagabundos travestis e toxicodependentes não faz mal. Até porque nem tudo é fruto da educação, ou assim sendo todos os pobres desgraçados castigados pela vida seriam criminosos enquanto aqueles crescidos em berço de ouro jamais transgrediriam regras de vivência em sociedade.
Culpo a crueldade existente em grande parte das crianças, e que tanta gente se recusa a ver - sim, crueldade, ou não se lembram dos tempos de escola em que invariavelmente algum colega era psicologicamente torturado por ser gordo, caixa d'óculos ou trinca-espinhas? - e as circunstâncias em que se deu o acto. Um grupo pode ser muito perigoso, principalmente se nele existirem elementos particularmente violentos e que incitem os outros. Um grupo é uma massa acéfala que reage a estímulos, reinam os instintos mais primários, e se em fúria torna-se incontrolável.
Nem todos os miúdos do grupo serão agressivos, mas o medo, a ânsia de aceitação e pertença, a confiança, a adrenalina, e o transe da acção em conjunto pode fazer de qualquer um um monstro.
Os miúdos devem ser castigados. Como? Como fôr possível neste país de faz de conta. Pessoalmente, acredito nos benefícios do trabalho cívico em favor da comunidade. Mas trabalho cívico a sério, ajudando quem precisa, durante largos anos, e não uns míseros meses de trabalho fingido que passam a correr. Infelizmente Portugal não tem tradições assentes neste tipo de penas. E é pena. Porque numa cadeia ou casa de correcção, aprende-se a ser ainda pior do que se entrou, e o que se pretende é a reabilitação, e não a condenação eterna à marginalidade.
Infelizmente, não é preciso ser a Maya para adivinhar que no país real o castigo irá ficar por umas idas ao psicólogo, festinhas na cabeça e palmadinhas nas costas para as criancinhas coitadinhas não ficarem traumatizadas, enquanto lentamente o caso cairá esquecimento até que volte a acontecer um crime que choque o país.

23 de fevereiro de 2006

Criancinhas

Ao que parece umas quantas criancinhas absolutamente adoráveis mataram um sem abrigo no Porto. Ouvindo na rádio os comentários à notícia, noto uma atribuição generalizada da responsabilidade à instituição, ao excesso de liberdade e ao facto das criancinhas estarem na rua. A mim o que me choca não é a inexplicável saída das crianças, mas o facto de nessa saída terem morto uma pessoa. Porque não é suposto que em total liberdade, e mesmo quando se tem 10 anos, se matem pessoas.
Afinal somos todos criados para um dia, em adultos, termos liberdade para poder fazer o que bem entendermos, pelo que essa liberdade nos vai sendo dada gradualmente ao longo do crescimento. Espera-se é que a maioria das pessoas, assim que se apanhe com ela, não comece por matar outras a torto e a direito. Simples.
By the way: aos 10 anos sabia muito bem que era feio matar.

E quando

uma ex-professora de Inglês que não nos vê desde os 14 anos exclama o nosso nome imediatamente após nos ter posto a vista em cima num contexto que nada faria esperar o encontro isso é:

Estar muito bem conservada!

20 de fevereiro de 2006

2 Anos de Controversa Maresia



Parabéns Vieira!!!

Em ponderação



Após anos de negação orgulhosa, frases como "Gostava muito do tempo em que a emissão televisiva só começava às 8 da noite e só havia um canal" ou mesmo "Seria muito bom se a televisão se avariasse de vez", a cerimónia de transladação do corpo da Irmã Lúcia para Fátima foi a gota de água que fez transbordar o copo, e aparentemente, o meu paizinho rendeu-se às evidências ponderando a adesão, ainda que com alguma relutância.

19 de fevereiro de 2006

Prémio da Estupidificação da Sociedade Via Media

O meu querido Manandre desafiou-me a escolher um programa que se enquadre na descrição acima, e eu, que nestas coisas normalmente demoro horas a pensar, demorei cerca de 2 segundos a eleger o meu: Fiel ou Infiel.
Penso não ser preciso enunciar razões, o programa fala por si mesmo. Além de ser de uma baixaria e falta de nível inaceitável, promove a falta de lealdade entre casais, que é muito pior que a infidelidade em si, e mais, sendo uma farsa encenada prostitui idiotas por uns 30 dinheiros, que ao que parece nem é muito, para fazerem aquelas figuras vergonhosas.
João Kleber: um nojo viscoso...



E aqui deixo uma pérola deste programa, a aclamada Oração da Bunda:

Bunda nossa que estais tão perto
Adorados sejam os teus contornos
Venha a nós o teu rêgo
Seja feito a teu gosto
Assim na cama como no chão
Perdoai-me adorar-te
Assim como perdoo não me ligares
Deixai-me entrar no teu buraco
E levai-me até ao céu
Amen

Passo o testemunho a todos que queiram contribuir na denúncia de programas especialmente estupidificantes.

Coisas que chateiam II

Acender a televisão e ter duas opções: ver um jogo de basquete ou a cerimónia da Irmã Lúcia em Fátima. Almocei a ouvir pontuações e relatos de dribles.
*Faço parte dos 2% de portugueses que não tem TV Cabo.

18 de fevereiro de 2006

Correio dos leitores ciumentos

Sobre o post abaixo, a nota de rodapé convidando a Vieira a dar a sua opinião deve-se unicamente ao seu texto recente sobre a Furtado, não sendo de todo uma forma de discriminação aos meus queridos comentadores habituais, que são sempre, mas mesmo sempre, convidados a dar a sua opinião.

17 de fevereiro de 2006

Olha-me outra!

Agora é a Serrano que, coitadinha, não tem tempo para pensar em sexo. Não sei o que diz na entrevista, mas vi a capa num quiosque qualquer e não me sai da cabeça. Aposto que em tom confessional revela que após tr sido mãe a sua vida mudou radicalmente, bem como as suas prioridades, blá blá blá, sou a melhor mãe do mundo e vi a luz.
Curiosamente, a minha amiga M., sensivelmente da mesma idade, e que vai no quarto, consegue multipicar-se como por milagre - eu às vezes pergunto-me como?! - e ter tempo para tudo... Que falta de pachorra para as famosas iluminadas pela maternidade.
*O que me dizes desta Vieira?

Coisas que chateiam


Não basta uma gaja ter esta cara, ainda tem de ter um disco belíssimo, uma voz envolvente e letras que estão muito longe de uma Rute Marlene italiana. Acho injusto, com tantas qualidades devia, no mínimo, ser feíssima.

16 de fevereiro de 2006

Le toi du moi

Je suis ton pile
Tu es mon face
Toi mon nombril
Et moi ta glace
Tu es l'envie et moi le geste
Toi le citron et moi le zeste
Je suis le thé, tu es la tasse
Toi la guitare et moi la basse

Je suis la pluie et tu es mes gouttes
Tu es le oui et moi le doute
T'es le bouquet je suis les fleurs
Tu es l'aorte et moi le coeur
Toi t'es l'instant moi le bonheur
Tu es le verre je suis le vin
Toi tu es l'herbe et moi le joint
Tu es le vent j'suis la rafale
Toi la raquette et moi la balle
T'es le jouet et moi l'enfant
T'es le vieillard et moi le temps
Je suis l'iris tu es la pupille
Je suis l'épice toi la papille
Toi l'eau qui vient et moi la bouche
Toi l'aube et moi le ciel qui s'couche
T'es le vicaire et moi l'ivresse
T'es le mensonge moi la paresse
T'es le guépard moi la vitesse
Tu es la main moi la caresse
Je suis l'enfer de ta pécheresse
Tu es le Ciel moi la Terre, hum
Je suis l'oreille de ta musique
Je suis le soleil de tes tropiques
Je suis le tabac de ta pipe
T'es le plaisir je suis la foudre
Tu es la gamme et moi la note
Tu es la flamme moi l'allumette
T'es la chaleur j'suis la paresse
T'es la torpeur et moi la sieste
T'es la fraîcheur et moi l'averse
Tu es les fesses je suis la chaise
Tu es bémol et moi j'suis dièse

T'es le Laurel de mon Hardy
T'es le plaisir de mon soupir
T'es la moustache de mon Trotski
T'es tous les éclats de mon rire
Tu es le chant de ma sirène
Tu es le sang et moi la veine
T'es le jamais de mon toujours
T'es mon amour t'es mon amour

Je suis ton pile
Toi mon face
Toi mon nombril
Et moi ta glace
Tu es l'envie et moi le geste
T'es le citron et moi le zeste
Je suis le thé, tu es la tasse
Toi la putain et moi la passe
Tu es la tombe et moi l'épitaphe
Et toi le texte, moi le paragraphe
Tu es le lapsus et moi la gaffe
Toi l'élégance et moi la grâce
Tu es l'effet et moi la cause
Toi le divan moi la névrose
Toi l'épine moi la rose
Tu es la tristesse moi le poète
Tu es la Belle et moi la Bête
Tu es le corps et moi la tête
Tu es le corps. Hummm !
T'es le sérieux moi l'insouciance
Toi le flic moi la balance
Toi le gibier moi la potence
Toi l'ennui et moi la transe
Toi le très peu moi le beaucoup
Moi le sage et toi le fou
Tu es l'éclair et moi la poudre
Toi la paille et moi la poutre
Tu es le surmoi de mon ça
C'est toi Charybde et moi Scylla
Tu es la mère et moi le doute
Tu es le néant et moi le tout
Tu es le chant de ma sirène
Toi tu es le sang et moi la veine
T'es le jamais de mon toujours
T'es mon amour t'es mon amour

Carla Bruni

15 de fevereiro de 2006

Sim, eu sei

Claro que eu sei muito bem que para ser levada a sério tinha de me esquecer que existem jornais. Mas quererá isso dizer que também eu tenho imperativamente que falar no Match Point*?

*Sim, eu sei, e concordo, é o filme do ano. Mas ainda só 349 blogs e jornais o disseram...

Porque não transmito notícias em primeira mão?

Mas não é para isso que existem os jornais? (E os telejornais também!)

Porque não faço disto um blog sério com críticas políticas e sociais da actualidade?

Mas não é para isso que existem os jornais?

14 de fevereiro de 2006

Mas alguém ainda aguenta


Em todo lado só se falar de amor? Blhac!

Valentim Valentim aos molhos

Este ano o Valentim foi um querido e deu-me uma bela prenda, coisa mais fofa não há, e nada como chegar ao carro e tê-lo bloqueado para ficar muito mais bem disposto. Olha lá ó Valentim, e se fosses pró caralho?

Antes que alguém se lembre de me perguntar...


aqui

Não, ainda não encontrei o cabrão do gajo das flores!

13 de fevereiro de 2006

Jappa Style


Confesso que tinha um medo dos diabos de provar e não gostar, e com isso ser para sempre excluída do mundo de paladar sofisticado para ficar catalogada eternamente de parola. Por isso adiava a experiência, apesar de a falta dela ser também um pouco neandertal na sociedade fashionable. Mas o meu pai, que andava com o bichinho desde há mais de 20 anos, quando provou pela primeira vez na América, aproveitou o aniversário para sugerir a extravagância exótica. Felizmente tive sorte: não é que gostei? Gostei mesmo, fiquei fanzaça e daqui em diante, sushi e sashimi é comigo. Uma finesse só!

12 de fevereiro de 2006

Prenda de anos que há de vir


Tem uma semana e será o novo membro da família. Só sei que é preto.

Mano A Mano

Rechiflao en mi tristeza, te evoco y veo que has sido
de mi pobre vida paria sólo una buena mujer
tu presencia de bacana puso calor en mi nido
fuiste buena, consecuente, y yo sé que me has querido
como no quisiste a nadie, como no podrás querer.

Se dio el juego de remanye cuando vos, pobre percanta,
gambeteabas la pobreza en la casa de pensión:
hoy sos toda una bacana, la vida te ríe y canta,
los morlacos del otario los tirás a la marchanta
como juega el gato maula con el misero ratón.

Hoy tenés el mate lleno de infelices ilusiones
te engrupieron los otarios, las amigas, el gavión
la milonga entre magnates con sus locas tentaciones
donde triunfan y claudican milongueras pretensiones
se te ha entrado muy adentro en el pobre corazón.

Nada debo agradecerte, mano a mano hemos quedado,
no me importa lo que has hecho, lo que hacés ni lo que harás;
los favores recibidos creo habértelos pagado
y si alguna deuda chica sin querer se había olvidado
en la cuenta del otario que tenés se la cargás.

Mientras tanto, que tus triunfos, pobres triunfos pasajeros,
sean una larga fila de riquezas y placer;
que el bacán que te acamala tenga pesos duraderos
que te abrás en las paradas con cafishios milongueros
y que digan los muchachos: “Es una buena mujer”.

Y mañana cuando seas deslocado mueble viejo
y no tengas esperanzas en el pobre corazón
si precisás una ayuda, si te hace falta un consejo
acordate de este amigo que ha de jugarse el pellejo
p’ayudarte en lo que pueda cuando llegue la ocasión.

Carlos Gardel

Eu também já escolhi o meu



Be My Anti-Valentine

via Cha-no-yu

Obrigada, Obrigada, Obrigada

Tendo dificilmente sobrevivido ao fim de semana, e em especial à minha festa de anos, quero voltar a agradecer - que nunca é demais - a todos os que se lembraram de mim e me deixaram os votos de feliz aniversário.
E também a todos os amigos que mesmo de longe me ligaram, escreveram, mandaram mensagens, etc., desde a Suíça, Inglaterra, Itália, Alemanha, Hungria, Espanha e Dinamarca, um obrigada especial.

10 de fevereiro de 2006

7 de fevereiro de 2006

Finalmente sinto-me uma cientista


Já entrei na sala limpa. Vestida de astronauta e tudo!

E agora devo auto punir-me: escrever 100 vezes

A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má. A Luna é má.

Ó bebé, também não é caso para tanto!

Então depois daquele discurso inflamado faço e aconteço, fazendo antever uma investida digna das frases ameaçadoras proferidas, basta um pequenino confronto para arrumar as botas e dar à sola de vez? Esperava mais, confesso. Um assomo de virilidade, brio, pujança, sei lá, uma coisa mais à homem. Mas não, recebo em troca um rabinho entre as pernas acompanhado de um adeus e até à próxima.
Retiro já o que disse, não é mulher, é frouxo!

Ó meu pinipon!

FBI zangou-se. Não lhe acrescento o respectivo artigo definido pois não estou segura quanto ao género, insegurança - essa sim! - partilhada pela Sílvia e chi sa* outras suspeitas sob sua mira. O último desabafo é tão sofisticado que nos perdemos no meio do emaranhado de palavras caras e frases elaboradas que pretenderá constituir uma provocação.
Gostei no entanto das mutações terríveis da nossa atrofiada imaginação; da pobreza das obsessões que só enriquecem a mentira; e da destreza da fantasia escravizada a uma causa ignóbil e torpe. Houve aqui trabalho, vê-se bem. E ninguém deve desdenhar o esforço alheio e consequentes horas perdidas ao seu serviço.
De modo que me limito a desafiar-lo(a?) a cumprir a ameaça e perseguir-nos por aí, abater-nos com golpes de sarcasmo, castrar-nos, atadas como éguas, com a afiada navalha da sua inflexível indignação. Estou à espera, ansiosamente, por esse portentoso ataque que me deixará caída de joelhos à espera da sodomização final. Meu Deus, isto das frases heróicas pega-se!
Peço apenas que me permita que discorde relativamente aos adjectivos utilizados, especialmente introvertidas e confusas, que acredito serem inadequados à minha pessoa, o que pode ser facilmente atestado por qualquer amigo pessoal (Amiguinhos: tenho alguma coisa de introvertida e confusa?), e da parte de lhe pertencer e ser domada, afirmações contra cujo conteúdo penso que ter uma palavra a dizer, e essa palavra é LOL.
E como sou mulher e como tal o mais estranho dos animais, não resisto a gritar em voz infantiloirritante: FBI é uma gaja!!!

*Em italiano, que sou uma menina poliglota.

5 de fevereiro de 2006

Manias

Desde que fiz uma monumental birra há tanto tempo atrás que quase ninguém se lembra, que o Espumante me passa todas as correntes possíveis e imaginárias com medo de novos beicinhos e declarações "ai que sou o kalimero da blogosfera" da minha parte.
A verdade é que sou uma menina muito normal e não tenho muitas manias, pelo menos visíveis a olho nu aos demais, e as que tenho só eu e quem prive comigo bem de perto se pode aperceber. Mas puxando pela cabeça lá consegui encontrar algumas, que no entanto considero coisas perfeitamente normais.
1. Tenho a mania que sou engraçada.
Pois, acho sempre que tenho muita piada, e não fosse o petit problema de o meu sentido de humor ser apenas partilhado pelo meu pai, a Ritinha, a Mary e mais umas 5 pessoas no mundo a coisa não seria grave. O pior é que acho sempre que posso dizer as maiores barbaridades do mundo que as pessoas nunca vão levar a sério e vão perceber que se trata de um comentário irónico fruto do meu espirituosismo inato. E ainda vão achar imensa graça. Torna-se ainda mais grave quando gozo comigo própria e me saem coisas como "Acho que vou desistir e candidatar-me a caixa do Pingo-Doce" numa reunião do grupo com os meus professores, onde segundo os meus colegas que já me ameaçaram bater-me, não é aconselhável dizer este tipo de coisas se se quer ser levado a sério.
2. Tenho a mania da organização, mas só em certas coisas.
Quem entra no meu quarto e vê na minha secretária uma pilha de papéis desorganizada, livros, postais, e se pergunta como é que eu consigo trabalhar assim não imagina que nas minhas gavetas a roupa interior e meias são arrumadas por cores, as camisolas nas prateleiras são organizadas por tipos, etc. Mas a coisa agrava-se: arrumo os meus CDs por ordem alfabética, o que, como é óbvio, não é minimamente respeitado pelo meu pai ou quem neles mexa, de modo que volta e meia lá estou eu a pô-los no devido lugar dos porta CDs. And the last but not the least: Quando meto a louça na máquina tudo tem o seu devido lugar, especialmente os talheres, que arrumo consoante o tipo nas 8 divisórias do cesto. Isto é, garfos de carne numa, de sobremesa noutra, facas de carne e de sobremesa em mais duas, e por aí adiante. E quando o meu pai lá arruma louça não poucas vezes organizo tudo à minha maneira à posteriori. Aposto que ninguém imaginava isto hã?
3. Faço sempre os mesmos caminhos
Tanto na estrada como em tudo o resto. Desde as prateleiras do supermercado ao shopping e lojas do costume. Dou as voltas sempre pela mesma ordem, começando num ponto e acabando noutro, percorrendo sempre o mesmo caminho. E faço isso porque é a única forma de me organizar mentalmente e não me faltarem secções no fim.
4. Guardo tudo o que é merda
Tenho muita dificuldade em livrar-me de coisas velhas de que não preciso sempre com a sensação que um dia ainda me virá a dar muito jeito. De modos que tenho tralhas acumuladas em caixotes há anos de que já nem me lembro mas não sou capaz de mandar fora. A minha mãe aproveitava geralmente a minha ausência para despachar coisas sem que me apercebesse.
5. E agora a maior de todas: a mesa
Tenho a mania das mesas bem postas, com pratos e copos dos mesmos serviços e talheres do mesmo faqueiro. Com tudo no lugar certo e posição certa e começo a entrar lentamente em ataque de nervos quando vejo talheres trocados ou copos do lado esquerdo por exemplo. Tenho de me controlar para não ir por trás trocar tudo em casa de outras pessoas, não vão sentir-se ofendidas com este meu preciosismo. A coisa não melhorou mesmo após a estadia em Itália onde a louça era de plástico e nem uma toalha de mesa havia. Digamos que a tara esteve adormecida devido às condições adversas, mas retomou o seu lugar assim que voltei a uma casa de família.
E pronto, acho que já chega. Se algum amiguinho ou amiguinha se lembrar de mais pode sempre lembrar-me, que de repente já esgotei as ditas. Quanto a vítimas: MissM, Blackmarrow e Vampire, Nhua, e Manandre.

A 5 dias de fazer 26 anos

Tenho 2 rugas na testa! Grave, muito grave! E estou-me bem cagando para que me digam que são de expressão e o caraças, são rugas ponto. E têm de desaparecer. Botox, onde estás amiguinho?

4 de fevereiro de 2006

Coisas normais de ouvir em minha casa


- Hoje estou um bocadinho cansado...
- Então, andaste a passear por Lisboa?
- Fui ali almoçar à Avenida do Brasil, e como não tinha nada que fazer, fui a pé até ao Cais do Sodré...
- Pois...

Por causa disto quase tenho vergonha de confessar quando apanho o metro para fazer 2 ou 3 estações.

3 de fevereiro de 2006

Família Singular

Desço as escadas depressa, está um frio de rachar e só quero chegar ao carro. Vejo-o lá em baixo estacionado em cima do passeio, tem um papel no limpa pára-brisas. Merda! Queres ver que fui multada? - penso eu, enquanto olho para os outros carros em busca de papelinhos semelhantes. Não têm lá nada, se calhar é publicidade. Chego ao carro e pego no papel com curiosidade, desmancho-me a rir enternecida:
Olá Luninha
passei por aqui e confirmo: é um excelente lugar!*
Beijinhos
Pai
*O lugar em cima do passeio onde estaciono todos os dias para não pagar parquímetro e do qual o meu pai sempre desconfiou por causa das multas.

Re-post: Porque me parece que vem a propósito



Há cerca de 1 ano escrevi o seguinte post que me parece bem re-postar agora:
Segundo os fundamentalistas islâmicos, os mártires têm entrada directa no paraíso e direito a 70 virgens... Serão renováveis?*
Como é que arranjam 70 virgens mortas para encher o harém do além dos mesmos mártires?**
Serão bonitas? Ou o único requisito consiste só mesmo na virgindade, relegando para segundo plano quaisquer outros atributos?***
* Sabendo que uma vez usadas deixam de o ser, e considerando uma taxa de consumo de uma por dia, terão os pobres mártires que repetir, ou ao fim de dois meses e meio já esgotaram o stock? Se assim é parece-me pouca recompensa pra quem se explodiu nessa ilusão.
** A proporção na terra parece ser de 7 mulheres para cada homem, e não contando com as crianças, nem todas serão virgens. Deve ser um problema abastecer!
*** Este ponto preocupa-me particularmente, uma vez que para morrer virgens, ou são demasiado novas ou demasiado feias. No caso de virtuosismo, também é chato depois de uma vida de pureza ir servir de odalisca para um harém!
Se por acaso não voltar a escrever neste blog é porque fui alvo de um atentado bombista suicida. Ou então é porque ganhei o Euromilhões.