30 de junho de 2009

RIP


Pina Bausch (27.07.1940 - 30.06.2009)

Tanghi Argentini



O vencedor pela votação do público (e meu preferido também) do festival de curtas que organizámos aqui em Leiden. Vale a pena ver, em full screen, de preferência.

29 de junho de 2009



Será um sinal?

Qual a probabilidade de irmos a Haia às compras e nos sentarmos em frente ao mesmo velhote no comboio tanto à ida como à volta?

(há comboios de 15 em 15 minutos, com várias carruagens - óbvio! - e dois andares por carruagem)

27 de junho de 2009

Disclaimer

Qualquer semelhança com pessoas ou factos reais não é mera coincidência.

Obrigada

Há uns anos tive um breve namorico, se é que lhe podemos dar esse nome, a que rapidamente pus fim, mesmo antes de partir para Erasmus. À minha volta, ele mantinha esperanças. Respeitava-o, gostava dele como amigo, mas não mais enquanto homem, e embora não o querendo magoar, não queria alimentá-las. Por delicadeza, fui mantendo uma relação cordial, respondendo aos seus mails e mensagens, fazendo conversa de ocasião quando o encontrava, mas mantendo sempre uma certa distância e frieza, para não dar azo a más interpretações. Um dia, encontrei-o na noite, e temendo o prolongar de uma conversa que terminaria inevitavelmente nos "porquês" e "e ses" que já conhecia, despachei-o. Simplesmente não me apetecia aquela conversa outra vez. Passadas umas horas recebo uma mensagem no telemóvel. Era sua: "Vai-te foder". À irritação inicial sucedeu um enorme alívio, e uma quase gratidão. Tinha acabado de me oferecer de mão beijada o pretexto de que precisava para cortar uma relação que não queria manter, e que mantinha por cortesia, obrigação e, vá, algum sentimento de culpa, por respeito a uma pessoa que afinal não mo tinha, e não o merecia.
Não lhe devia mais nada. Estava, finalmente, livre.

Tenho lido por aí que desapareceu o último mito dos nossos tempos



Não se estarão a esquecer de ninguém?

26 de junho de 2009

As minhas bloggers

Gosto mais de blogues femininos do que masculinos, e, neste mundo virtual, a maioria das pessoas por quem nutro uma admiração especial são mulheres. Ao contrário dos homens, salvo raras mas notáveis excepções, que geralmente escrevem por exibicionismo intelectual e pelo reconhecimento público do seu brilhantismo, sem nunca entrarem muito no campo do pessoal, as mulheres escrevem sobre elas, dão-se, mostram-se, abrindo-nos o seu mundo e vivências numa enorme generosidade. Mostram-nos o que são, e não a projecção do que gostariam de ser. E isso aproxima-nos delas, na sua humanidade e imperfeição, e acabamos por gostar da pessoa por trás do blogue, e não apenas do que escreve enquanto blogger. E de entre tantas, há as que me marcaram especialmente e que continuo a ler religiosamente, quase como se fosse a primeira vez.
Tal quanto a amizades na vida real, sou conservadora relativamente às predilecções nas leituras, e os blogues que sigo são na maioria os mesmos que sigo há anos. Costumo dizer, em tom de brincadeira, que demoro cerca de dois anos a tornar-me amiga de alguém - com excepção do estrangeiro, que o exílio aguça a carência de proximidade -, embora depois seja para sempre. O mesmo se passa com os blogues, raramente me deixando entusiasmar por novidades excitantes, que tantas vezes acabam ao fim de poucas semanas.
Um blogue só ganha realmente alma com a constância e alguma maturidade. É fácil criar um num momento de inspiração, já mantê-lo requer dedicação, coisa que reconheço e a que dou valor. Não que eu seja constante, que não sou, mas já se sabe, bem prega Frei Tomás, faz o que ele diz, não faças o que ele faz. Acho que sou assim uma espécie de blogger bipolar, que tanto passa por períodos de seca sem nada que postar como depois não consegue parar. Felizmente os dois vão alternando com regularidade q.b., suficiente para não deixar o blogue morrer.
Quando comecei a escrever, há coisa de quatro anos e meio, fi-lo mais ou menos por imitação da minha amiga Raspa, que tem um blogue lindíssimo, delicado, de uma sensibilidade tocante e enorme subtileza, onde se tem de entrar em biquinhos de pés, com cuidado para não partir, como se se tratasse de uma caixinha de porcelana. Foi por causa dela que me aventurei a criar o meu, e dei os primeiros passos na escrita.
Por essa altura, algumas mulheres marcavam já a blogosfera com a sua escrita, personalidade e irreverência, sendo os seus blogues os primeiros que li e segui, amores à primeira vista, as minhas primeiras paixões, salvo seja. São a Charlotte, a Vieira e a Rititi, todas diferentes, com estilos inconfundíveis, e que, goste-se ou não, deixam uma marca indelével na blogosfera lusa. Depois vieram outras, que fui descobrindo com agrado ao longo do tempo e que continuo a ler. Lembro o assombro que foi descobrir a Ana de Amsterdam ou a Menina Limão, dona do blog mais bonito da blogosfera. Ou a elegância da Laura, a sobriedade da Sara, o charme tropical da Mónica. Como foi rir-me com as aventuras da Pipoca e da adorável Kitty Fane, ou com a recém descoberta Dra. Muxy-Muxy. E como foi um prazer conhecer pessoalmente a Carlota, a Sinapse, a Dinada e a Teresa. E depois, claro, há os blogues das minhas amigas, mas essas não precisam de um para que lhes guarde um imenso carinho.

Posso até escrever um chorrilho de asneiras

Mas são as minhas asneiras, umas atrás das outras, com muito orgulho. Isto é o que eu penso, não o estabelecimento da ordem mundial. Repitam comigo: blogue pessoal. Mais uma vez: pessoal. Arre, que já me conseguiram irritar.

O enfado

Por vezes penso que tenho os melhores leitores do mundo. Outras apenas os mais chatos.

Michael Jackson

Morre Michael Jackson e todo o mundo exclama de comoção. Choca-nos a morte de um ícone, que povoa as nossas memórias de infância e adolescência e que julgávamos quase imortal, lembrando-nos a sua morte da nossa própria mortalidade. Pessoalmente, há muito que a figura deixou de me suscitar qualquer simpatia, seja pelos escândalos de pedofilia, pela obsessão em ser branco, renegando as origens negras que lhe ofereceram aquele talento e de que se deveria orgulhar, pela quase perda de humanidade com sucessivas plásticas. Para a posteridade, fica o mito, que o homem há muito se foi.

Sensibilidade ou bom senso

Desde quando é que a objectividade é chamada para a apreciação de uma obra de arte ou escolha de literatura? Mas está tudo doido? Eu sou capaz de comprar ou deixar de comprar livros só pela capa. Esta revela também o gosto do autor, se estiver vivo, claro.
A arte, a estética, são subjectivos, e nas escolhas pessoais vamos por aquilo que mais apela à nossa sensibilidade, que sentimos à partida que nos irá agradar. Agora, objectividade? Mas eu sou lá crítica literária ou professora de história de arte para ser objectiva. Está tudo doido, é o que digo. Ou então anda tudo a ler, ver e ouvir ver coisas de que não gosta só para as poder avaliar objectivamente e de um ponto de vista racional e distanciado, sensato. Um perfeito nonsense.

Re-post pertinente

Eu às vezes escrevo coisas só por achar piada à forma como soam e ao efeito que provocam.

25 de junho de 2009

Mas antes que isto deixe de ser um blog fútil

Ninguém me comenta a nova decoração? Isto ainda deu trabalho.

As putas das excepções

Cada vez que escrevo alguma coisa, usando obviamente generalizações, que é a única forma de poder escrever sobre algum assunto em forma de post em vez de quatrocentas e cinquenta páginas que dessem para uma tese de doutoramento, há sempre alguém que me vem chatear com as excepções, e lembrar quão redutoras são as generalizações abusivas. Acontece que, se de cada vez que eu me decidir a dissertar sobre um assunto que me veio à cabeça em momentos tão importantes como a viagem de bicicleta ou quando em frente à prateleira dos queijos no supermercado, tiver de enumerar as mil duzentas e cinquenta e sete excepções estudadas e documentadas, nunca mais daqui saía, e, mais importante ainda, acabava com qualquer pinta de graça que a coisa pudesse ter. As piadas só têm piada porque são generalizações, e só um chato refere o amigo alentejano que afinal não é nada assim depois de uma anedota bem sucedida. Mais que falta de sentido de humor, revela burrice, e falta de oportunidade.

É por isso que creio necessário repetir que aqui só se fala em médias mais ou menos um desvio padrão, todas elas baseadas no meu limitado conjunto de experiências pessoais. É que uma pessoa ter que pensar em todas as excepções é uma coisa que cansa muito, e isto é só um blogue parvo. Não o levem muito a sério.

A estética

O gosto pela arte, em todas as suas formas, é influenciado pela nossa sensibilidade estética e particular percepção do mundo. Varia de pessoa para pessoa, e aquilo que pode ser sublime para um, não será certamente para outro. Mas desengane-se quem pensa que julga apenas a obra, descurando o que a envolve. A percepção do artista e do seu génio influencia tanto a forma como a apreciamos, como a obra em si. Somos feitos de preconceitos que nos moldam a visão do mundo, e nos permitem fazer escolhas, consoante nos sintamos mais ou menos atraídos numa dada direcção. A intuição, oh, qual intuição, qual senso comum, não são mais que preconceitos que nos permitem julgar face a uma situação, face a pessoas. E toda a sua envolvência estética é apreciada à luz da nossa experiência, toda uma matriz de preconceitos que afectam a forma como vemos o mundo e as pessoas, e que nos predispões a querer conhecer umas e evitar outras. E com a literatura não é diferente.

O que não entendem, meus caros,

é que não se trata de beleza física, mas de vislumbres de transcendência, de superioridade intelectual e alguma inquietação. Estas podem encontrar-se em rostos feios, amargurados, sulcados de rugas até, potenciadas, por vezes, por magrezas extremas. Mas a abundância, essa, lembra sempre a indolência e o conforto da medianidade, e na conformidade raramente moram génios. Esses, têm de se sentir sempre ligeiramente marginais para o serem, e com certeza não vestem camisas nem bonés de dragões à turista gringo. Ou apenas bimbo.


Adenda: Depois de tanta celeuma, alterei burguesia para medianidade. Pode ser que assim percebam o que quero dizer. Mais dúvidas, é consultar o dicionário. Pelo menos esta dá menos azo a ambiguidades. Ah... e abundância, era a de carnes mesmo, antes que também tenha de explicar.

Cortador



Não me lembrava bem do nome, Juan Ruiz?, Juan Carlos?, como é que é mesmo, ai o alzheimer, e vou parar à sua página na wikipédia. Continuo fascinada em busca de imagens. Embora embirrasse com os títulos dos seus livros, a verdade é que nunca tinha visto Carlos Ruiz Záfon, e de repente deparo-me com isto. Um homem feio, balofo, careca, mole, de gosto duvidoso e faces rosadas de bebé chorão, que imagino ruborescer aos primeiros copos de vinho. Rapaz esforçado que veria facilmente de avental branco ensanguentado por cima das camisas de dragões a cortar bifes do lombo em chapa de aço inoxidável. Peço desculpa, mas não consigo ler um talhante.

Entre as brumas da memória

Entretanto, enquanto pedalava, ia pensando na vida até que uma extraordinária revelação me ocorreu: estou destinada a viver no meio do nevoeiro. Ora vejamos, em Portugal eu vivia em... Sintra. E o que é que há em Sintra? Frio e nevoeiro, mesmo que em Lisboa e Cascais esteja um sol esplendoroso. Depois a seguir mudei-me para a Califórnia, quase toda ela quente e soalheira, à excepção da Bay Area no geral e São Francisco em particular, conhecido mundialmente pelo seu fog. E agora a Holanda, onde dias de sol são mais raros que sei lá o quê (completar com a expressão popular que agora não me vem à cabeça). Deve ser castigo, ver-me obrigada a viver em capas de livros do Carlos Ruiz Záfon.

Está muito agradável, sim senhora

Até vim para o trabalho só com casaquinho de malha e lenço ao pescoço.

Diz que amanhã vai chegar aos 25ºC


Gisele Bundchen e amiga

Dará para flip flops?

24 de junho de 2009

Mas por acaso,

do que preciso mesmo é de um louceiro. De preferência antigo. Talvez pintado. Adoro.

(Assim como assim, já só me devia calhar uma perna.)

Objectos de (de)coração


Contador Indo-portugês - Museu do Abade de Baçal
Contador do séc. XVII, proveniente de Goa. Legado do Conselheiro Sá Vargas.


E fazia pendant com este.

(continuação da private joke)

Objectos de (de)coração


Contador - Museu do Abade de Baçal
Contador de mesa do séc. XVII, de provável fabrico português. Estrutura tradicional do pequeno contador de gavetas, nove, assente sobre característicos pés em bolacha e decorado com motivos de rectângulos e losangos. Legado do Conselheiro Sá Vargas

Ficava tão bem na minha salinha.

(pequena private joke familiar, não liguem)

Como tentar explicar certas coisas a rapazes

...ou como nunca falaremos a mesma língua:

Situação: eu, 5 rapazes, 6 cervejas.

Eu: Alguém sabe pintar? Tenho que pintar umas paredes lá em casa.
Rapazes: Mas porquê, as paredes não estão boas?
Eu: Er... não... é que o meu quarto era a quarto de uma criança de 5 anos e está pintado de verde alface...
Rapazes: E então, qual é o problema? Não gostas da cor é?
Eu: Hmmm... er... é que não condiz com os meus cortinados...
Rapazes: Ahahahahahahahahahhahahaah (durante mais ou menos 5 minutos)

23 de junho de 2009

Casquinha de ovo

Sim, ando a experimentar. Mudar de casa traz destas coisas.

Expressões que me causam urticária

"Ao mais alto nível!"

Só para o caso de não terem percebido bem


Robert Pattinson

Oh bebé, morde aqui o pescocinho


Robert Pattinson (nascido em 1986, protagonista de Twilight)


Nunca fui lá muito dada a pedofilias, e menos ainda a meninos bonitos de filmes pirosos de adolescentes, e muito embora o filme em si seja uma pepineira, confesso que este vampiro moderno tem o seu quê, tendo sido até capaz de me arrancar um ou outro suspiro. É sem dúvida um dos homens rapazes mais bonitos que apareceu no cinema nos últimos tempos. Pena ser um bebé.

Voltaram os vinte graus



Virão para ficar?

(Segundo a meteorologia, não. A chuva volta no fim de semana.)

Born in the USA

Pior que o anti-americanismo básico, só o americanismo incondicional.

(Nunca percebi bem os clubismos.)


22 de junho de 2009

Gotta luv this


daqui (clicar para ver melhor)

Compensações

Hoje jantei uma saladinha. E depois logo a seguir comi (quase) meio litro de Häagen Dazs dulce de leche.

Contrato assinado

Vou morar sozinha. Finalmente, após meses de busca, encontrei uma casa à minha medida, e à da conta bancária também. Eu, que nunca tive como objectivo ser rica, nem nunca precisei de muito para andar contentinha, dei por mim a desejar ganhar um bocadinho mais para que mais cem euros menos cem euros não fizessem tanta diferença, mas a verdade é que fazem, principalmente quando um pouco mais de metade do meu ordenado vai para a renda. A casa não é nenhuma mansão, tem pequenos defeitos que noutros contextos me fariam torcer o nariz, como a "separate toilet" que obriga a que se atravesse a casa para lavar as mãos, ou o mini-frigorífico com congelador quase inexistente, mas de resto é perfeita para uma pessoa sozinha. O quarto tem janela, a sala um tamanho decente e até um pequeno pátio, com uma mesa e duas cadeiras, onde me posso sentar a beber o café nos raros dias de sol, e o corredor de entrada permite guardar a bicicleta à noite. O pior de tudo serão mesmo as mudanças propriamente ditas, que são sempre um pesadelo, mais ainda quando não se possui um carro. Valem-me amigos generosos, que de tanto o serem levam sempre com estes fretes, mas que sabem que se não precisasse não pedia e lá me ajudarão a alancar com a mobília. 'Cá beijinho. Depois há a parede verde alface para pintar de branco, absoluta estreia, mas entre rolos e pincéis lá hei-de me safar, esperando-se que não caia do escadote. E nos entretantos vou percorrendo o catálogo do IKEA de lés a lés, à procura de ideias que me caibam no orçamento e me permitam ter férias este ano, que o subsídio, esse já se foi com a caução.

19 de junho de 2009

Angústia



Já visitei a casa de Anne Frank três vezes. Comove-me sempre. Não tanto as paredes com escritos tirados do livro, as janelas veladas ou divisões pequenas, claustrofóbicas, que serviram simultaneamente de prisão e refúgio para oito pessoas, e nem sequer as fotografias de uma infância feliz da pequena Anne. Comovem-me os vídeos com testemunhos de quem os ajudou, de quem tentou fazer o certo ignorando o enorme risco que corria, revolta-me saber que foram apanhados por denúncia, certamente por alguém que toda a vida apaziguou a consciência com desculpas forjadas de que era a lei, e estava a cumprir o seu dever cívico, e que não sabia que iam para o matadouro, afinal como podia saber, pequenas mentiras para se convencer da sua inocência como fazem todos os filhos da puta. Comove-me principalmente esta fotografia em tamanho real e o que ela transmite. Vê-la é sempre um murro no estômago e um nó na garganta que me impedem de respirar. A enorme tristeza e amargura resignadas num pai que é o único sobrevivente ao campo de concentração e volta para contar a história de uma filha morta. Um pai que afirma ter descoberto com espanto a Anne por dentro da criança alegre que com ele convivia, uma Anne muito mais madura, muito mais observadora e crítica do que ele poderia imaginar, e que numa enorme lucidez afirma que os pais nunca conhecem realmente os seus filhos.


"One single Anne Frank moves us more than the countless others who suffered just as she did, but whose faces have remained in the shadows. Perhaps it is better that way: If we were capable of taking in the suffering of all those people, we would not be able to live."
-Primo Levi

18 de junho de 2009

Big LOL da semana

Blogger pick-up lines

Com esse par de posts linkava-te toda.


no imperdível The Sock Gap

Do blog ao livro



A Pipoca Mais Doce chega a livro, com mais de 5 anos de blog postos finalmente em papel, o que é mais que merecido. Pela graça, pelo sentido de humor, pelo sarcasmo e ironia, pela capacidade de rir de si própria, apanágio das pessoas inteligentes, e pela enorme paciência para o batalhão de anónimos que todos os dias lhe invade a caixa de comentários para criticar e destilar maldade e inveja, e que a mim teria feito desistir há muito. Por tudo isso, e mais umas coisinhas, parabéns à Pipoca.

17 de junho de 2009

15 de junho de 2009

Ai tão bom

Sair de uma reunião com outlines para 3 papers. Acho que eles às vezes se esquecem que eu sou só uma.

Finally, it happened to me...


Lily Cole

Eu queria muito escrever um postezinho comprido, contando tudo sobre a busca de casa que aparentemente terminou - embora eu só acredite mesmo de contrato na mão - mas tenho uma reunião daqui a bocado e muito que fazer entretanto, por isso fica para depoisinho, está bem?

13 de junho de 2009

Viva o Sant'António


Presentinho da Teresa, que teve um trabalhão para ma enviar.


Ai o que eu não dava para ter estado ontem na Bica.

10 de junho de 2009

Mas não falemos mais de sombras



Marisa Miller, completando o presentinho da Kitty Fane (clicar para ver melhor)

Muito obrigada



Vocês sabem que eu raramente cedo a estas coisas dos selinhos entre blogues, que aqui entre nós é mais uma daquelas coisas pirosinhas pirosinhas, mas enfim, quando gostamos tanto de quem nos atribui tal coisa, não há como ignorar. E dado que as minhas queridas Raspa, Carlota, Pitucha e Sinapse resolveram incluir-me em tão privilegiada lista e atribuir-me a honra deste selo, aqui vão as regras de mais uma corrente:

1 – Colocá-lo no meu blogue.
2 – Indicar 10 blogues no feminino que eu adore.
3 – Informar os blogue indicados que receberam o selo.
4 – Dizer 5 coisas que adore na minha vida e porquê.

Ora, embora goste tanto de tantos blogues, por uma razão ou outra, estes serão talvez os que mais acompanho, nem que seja por gostar especialmente de quem os escreve, que estas coisas nunca são impessoais - não se preocupem meninas, não precisam de dar continuidade à coisa:

1- ...she was into s&m and bible studies...
2- Lote 5-1° Dto.
3- Postais de BXL
4- Paracuca
5- O amor é um lugar estranho
6- A Pipoca Mais Doce
7- Rititi
8- Controversa Maresia
9- Vidro duplo
10- Menina Limão

Quanto a coisas que eu adora, sou uma rapariga simples, que gosta de coisas simples e não se vai aqui a tentar arranjar coisas excêntricas para parecer mais interessante: adoro dormir, jantar fora, viajar, amigos, dançar. Quanto aos avisos, deixo que o tempo e o tecnorati se encarreguem disso.

E depois há a minha veia cientista,

que tenta não ceder de mais à racionalidade nem interpretar tudo literalmente, mas não suporta discursos abstractos em redondo nem deixa de procurar espremer o sumo aos sentidos, e que me fazer pensar em coisas como "pfff... sombra do vento... mas o vento alguma vez tem sombra?... pffff... que parvoíce de título... nem metáfora é, mas qual metáfora? ... aquilo foi algo que o gajo achou que soava bem e ia agradar às mongas das gajas...". Mas sem ofensa, claro.

Outra aversãozita que eu tenho também,

é a esta moda um bocado new age de esoterismos, energias, místicas e templários. Tudo o que tenha palavras como anjo, segredo, santo graal e quejandos, não passará na minha implacável escolha. Depois do Código Da vinci, já li tudo o que tinha a ler nessa secção.

A sombra do vento

Não sou intelectual, leio cada vez menos e muito menos do que gostaria, mas isso não me impede de um certo snobismo, muitas vezes infundado, mas que não consigo evitar. Esse snobismo, juntamente com algum preconceito, passa pelo pré-julgamento de livros com títulos pirosos e pessoas que os lêem e citam como favoritos, levando-me a subestimar e repudiar livros e autores de quem nunca li sequer uma frase ao acaso numa visita à Fnac. Existe sempre ali um conjunto que me impede de experimentar, sejam as capas pretensiosas, com imagens de uma natureza demasiado romantizada, muitas brumas, e ai se metem brumas, aos títulos estudados, tão profundos, tão bonitos, tão expressivos de nada, e que encantam reparigas suspirantes a quem seus manéis nunca dizem dessas coisas. Talvez o meu cinismo me impeça de apreciar devidamente uma inspiração poética, talvez seja falta de sensibilidade e preconceito puro, mas há livros que nunca lerei apenas pelo que os envolve, e que não tem (quase) nada a ver com o que trazem escrito dentro. Pode ser o estarem demasiado na moda. Pode ser serem os favoritos de pessoas que considero atrasadas mentais. Pode ser a capa. Ou pode ser simplesmente eu achar o título piroso. Ou pretensioso. E é por isso que acho que nunca lerei Carlos Ruíz Záfon. Ou Murakami. Mesmo que me garantam que são muito bons.

Dilemas

De vez em quando, arrisco-me a comer coisas fora da validade - detesto deitar comida fora, e não sendo muito tempo, tenho uma certa esperança de ainda estar ali dentro do segundo ou terceiro desvio padrão -, o que, até porque sou uma rapariga solteira que nem sempre dá vazão ao frigorífico e detesta ir ao supermercado, acontece com alguma frequência. O problema é que depois passo o resto da noite à espera que me dê a coisinha má, ai que agora é que lá vem a intoxicação alimentar, esperando que ao menos não seja salmonela, e que o meu sistema imunitário esteja bem obrigada, mesmo que não tome suplementos de L. casei imunitas.*

Isto tudo para dizer que só espero que aquelas batatas já descascadas que fiz para o jantar e que já estavam fora de prazo há 3 dias ainda fossem comestíveis, apesar do sabor um bocado esquisito.

*Já se fosse a florzinha de estufa do meu housemate, ficava doente de certeza. Nunca conheci ninguém que me diga tantas vezes, após comer em restaurantes, que a comida não devia estar muito fresca, porque acha que lhe fez mal. Devia ir à India, devia...

9 de junho de 2009

Depois de um momento intelectual



Marisa Miller, gentilmente oferecida pela querida Kitty Fane (clicar para ver melhor)

Deixo-vos aqui pensar com a Marisa.

Infinitivo flexionado - eu sabia que ia acabar por lá ir

1. - Emprega-se o infinitivo pessoal flexionado, quando ele tem sujeito próprio. É o caso desta frase apresentada, que deve ser dita assim:

(a) «Aconselho os jovens a lerem mais.»

O sujeito da 1.ª oração é eu. O sujeito da 2.ª oração é os jovens. O verbo ler tem sujeito próprio, os jovens. Sujeito no plural, verbo no plural.

Vejamos a segunda frase:

(b) «Pai e filho tiveram a experiência de estudar juntos». Aqui, empregamos o infinitivo não flexionado, porque ele não tem sujeito próprio: o sujeito de estudar é também o sujeito de tiveram.

(c) «São bulas fáceis de entender.»

O sujeito de entender é a gente:

«São bulas fáceis de (a gente as) entender.»

(d) «Os alunos precisam estar aptos a comunicar-se em inglês.»

(e) «Estamos proporcionando aos alunos a oportunidade de colocar em prática os conhecimentos.

(f) Foi-lhes dada a oportunidade de testemunhar.»

Na frase (d), embora o sujeito de precisam estar seja o mesmo de comunicar, é preferível dizê-la assim:

(d) «Os alunos precisam de estar aptos a comunicarem-se em inglês.»

O verbo deve ir para o plural para ressaltar a necessidade de comunicarem uns com os outros. De resto, sentimos que assim fica melhor linguagem: mais expressiva.

Nota. – O correcto é dizermos «... precisam de estar aptos...», porque quem precisa «precisa de» – «de alguma coisa» e não «precisa alguma coisa», sem a preposição de. A frase (e), para estar correcta, deve ter o infinitivo pessoal no plural, porque tem sujeito próprio, que é eles, subentendido:

(e) «Estamos proporcionando aos alunos a oportunidade de (eles) colocarem em prática os conhecimentos.»

A frase (f) deve ter o infinitivo pessoal no plural pela mesma razão:

(f) «Foi-lhes dada a oportunidade de (eles) testemunharem.»

Via Ciberdúvidas

Piadas

"Ó Aninhas, tu achas que eu leve casaco?"

Pergunta feita a sério, pelo meu pai, que me virá visitar no final desta semana. É tão engraçado, às vezes.

Ai

Ando sem vontade nenhuma de escrever.

Dúvida gramatical

Já agora, no post ali em baixo, deve ser queixar-se ou queixarem-se? Confesso que nunca sei muito bem, mas também não tenho tempo de ir ao ciberdúvidas.

Estimados bloggers:

Cada vez que se lembrarem de escrever posts a queixarem-se do tempo em Portugal, tenham em consideração que existem pessoas que em pleno Junho saem de casa vestindo botas de chuva, casaco de Inverno, cachecol e luvas. E levando o gorro na mala, just in case.

Agradecida.

3 de junho de 2009


Diane Kruger

Não sei se já perceberam

Mas não tenho tido tempo.

Até os soldados!

Australian soldiers reject Dutch food

Wednesday 03 June 2009

Australian soldiers serving with Dutch troops in Afghanistan have complained so much about the food on the Netherlands-run Tarin Kowt base that 10 special Australian cooks are being flown in, according to media reports on Wednesday.

The issue was even raised in the Australian parliament during a debate on defence spending. Dutch food is found by the Australians to be tasteless. According to Australian tv, food with a more Australian flavour and more barbecues will now be served up.

'The least they could expect when they are deployed for six months is that they can eat decent food,' senator David Johnston was reported as saying.

Air chief marshall Angus Houston said the Dutch-prepared food was generally nutritious, but was not as fresh as Australians were generally accustomed to in their diets, ABC reported.

Daqui.