Ar fresco. Verão. Cor. Flores.
Uma nova cara para uma mesma casa. Mais leve. Mais eu.
31 de julho de 2005
Capítulo XX - O Resgate
Pode ler o capítulo I em As Sombras.
Pode ler o capítulo XIX em Lchaimshedim.
Pode ler o capítulo XIX em Lchaimshedim.
Ficou decidido que Júlia acompanharia Pedro na missão de recuperar a Caixa do seu esconderijo e entregá-la nas mãos do Grão Mestre da Ordem. Por precaução, Júlia devia permanecer ignorante do seu paradeiro até ao exacto momento do seu resgate, e nem um minuto antes. Para isso deveriam voltar a casa de Pedro e aguardar instruções.
Equanto isso, o Professor, com a ajuda do seu fiel Fagundes, ficaria encarregado de levar Carvalho ao hospital e entregar o invasor da sua mansão à Judiciária. Hanna tomaria a responsabilidade de contactar o seu irmão mais velho, Samuel, o Grão Mestre, que desconfiava já ter iniciado os procedimentos necessários para os ajudar e finalmente devolver a Caixa à Ordem de Lótus, sediada em Viena e formada décadas antes para se tornar a legítima guardiã daquela caixa que poderia mudar o destino do mundo.
O Professor sabia o que fazia ao mandar Júlia acompanhar Pedro. Sempre fora um observador, estudou meticulosamente as pessoas que o rodeavam, as suas reacções, a linguagem corporal, e ao longo dos anos foi desenvolvendo uma intuição aguçada, que lhe permitia prever, quase sempre, os sentimentos e acções daqueles que o rodeavam, e a sua experiência de vida aliada ao seu trabalho na PJ permitiu-lhe adquirir um conhecimento profundo do ser humano.
Confiava nas capacidades de Júlia, e sabia-a indispensável na missão que confiara a Pedro, demasiado desajeitado para a levar a cabo sozinho. Mas não era só isso. Tinha-lhe já lido nos olhos o interesse que Júlia tinha despertado, e sabia que para um tímido como Pedro, só a imposição de um tempo a sós poderia promover uma aproximação. Pedro era um belo rapaz, desde sempre que as mulheres o olhavam com interesse, mas a sua timidez e introversão acabavam por afastar as possíveis pretendentes, e só alguem muito especial poderia quebrar essa distância e entrar naquela redoma de solidão que tinha criado à sua volta. E Júlia tinha tudo para ser essa mulher.
Regressaram então a casa de Pedro, sabendo que provavelmente teriam de aguardar ainda umas quantas horas por quaisquer desenvolvimentos. Possivelmente teriam de lá passar a noite, e só no dia seguinte seriam instruídos da sua missão. Não valia a pena ficar ali à espera ansiosamente sem fazer absolutamente nada naquele silêncio constrangedor. Foi Júlia que tomou a iniciativa:
- E se me levasses a jantar fora? Estou faminta, é hora de jantar, e com certeza conheces um bom restaurante aqui na zona onde me possas levar…
Equanto isso, o Professor, com a ajuda do seu fiel Fagundes, ficaria encarregado de levar Carvalho ao hospital e entregar o invasor da sua mansão à Judiciária. Hanna tomaria a responsabilidade de contactar o seu irmão mais velho, Samuel, o Grão Mestre, que desconfiava já ter iniciado os procedimentos necessários para os ajudar e finalmente devolver a Caixa à Ordem de Lótus, sediada em Viena e formada décadas antes para se tornar a legítima guardiã daquela caixa que poderia mudar o destino do mundo.
O Professor sabia o que fazia ao mandar Júlia acompanhar Pedro. Sempre fora um observador, estudou meticulosamente as pessoas que o rodeavam, as suas reacções, a linguagem corporal, e ao longo dos anos foi desenvolvendo uma intuição aguçada, que lhe permitia prever, quase sempre, os sentimentos e acções daqueles que o rodeavam, e a sua experiência de vida aliada ao seu trabalho na PJ permitiu-lhe adquirir um conhecimento profundo do ser humano.
Confiava nas capacidades de Júlia, e sabia-a indispensável na missão que confiara a Pedro, demasiado desajeitado para a levar a cabo sozinho. Mas não era só isso. Tinha-lhe já lido nos olhos o interesse que Júlia tinha despertado, e sabia que para um tímido como Pedro, só a imposição de um tempo a sós poderia promover uma aproximação. Pedro era um belo rapaz, desde sempre que as mulheres o olhavam com interesse, mas a sua timidez e introversão acabavam por afastar as possíveis pretendentes, e só alguem muito especial poderia quebrar essa distância e entrar naquela redoma de solidão que tinha criado à sua volta. E Júlia tinha tudo para ser essa mulher.
Regressaram então a casa de Pedro, sabendo que provavelmente teriam de aguardar ainda umas quantas horas por quaisquer desenvolvimentos. Possivelmente teriam de lá passar a noite, e só no dia seguinte seriam instruídos da sua missão. Não valia a pena ficar ali à espera ansiosamente sem fazer absolutamente nada naquele silêncio constrangedor. Foi Júlia que tomou a iniciativa:
- E se me levasses a jantar fora? Estou faminta, é hora de jantar, e com certeza conheces um bom restaurante aqui na zona onde me possas levar…
Pode ler o capítulo XXI em As sombras.
30 de julho de 2005
Ao vivo e a cores
Conheci um blogger pessoalmente pela primeira vez. Por acaso, claro. A honra coube ao visitante e comentador habitué deste espaço há vários meses, o Roque, que reconheci pela foto à porta das ginginhas no bairro alto. Tudo sob o olhar atento e desconfiado das minhas amigas e dos amigos dele.
E assim iniciei o primeiro contacto não virtual com personagens da blogosfera, até ao momento meramente digitais. Que venham os próximos!
Foi há um ano...
... que o meu Erasmus oficialmente acabou. Depois de ter visto partir, um a um, todos os meus amigos, fechei as portas da residência, ou melhor, a residência fechou as portas a mim, e de malas à porta passeei por Milão uma última vez, subi à Duomo, despedi-me de quem devia. Parti sozinha para Roma no comboio da noite, com o malão atrás, feita burra de carga, arrastando a custo o peso de 5 meses de tralhas, para a derradeira viagem e a minha despedida sentida de Itália.
Nunca me tinha arriscado a viajar sozinha. Mas Roma valia a pena, e era mais um teste a mim mesma, serei capaz ou não? A companhia é agradável, mas será essencial? As respostas fui-las obtendo ao longo dos 3 dias que deambulei sob o sol abrasador de Roma, sempre só, decidindo por mim o que ver e o tempo dispendido em cada lugar. Vi muito, não parei, Roma é tão rica que nos ocupa os dias inteiros, e quase não sentimos falta de companhia por falta de tempos mortos.
Mas se por um lado o poder de decidir tudo com base nas nossas vontades, no nosso egoísmo, nos dá uma enorme sensação de liberdade, permitindo conhecermo-nos cada vez melhor, por outro fica a pena de ver tanta história, vida e beleza sem a poder partilhar com ninguém. E é isso que dá uma companhia, seja ela quem for, a possibilidade de partilha de momentos e lugares belos, o sentimento de comunhão, preenchendo esse vazio da ausência de um amigo.
Mas era a minha despedida, e precisava de fazê-la sozinha.
29 de julho de 2005
Fora do prazo
Sempre deixei tudo para a última da hora, sempre decidi coisas importantes no último minuto, e se por vezes nem me saí mal, outras há em que cheguei demasiado atrasada. Foi o caso.
Paciência, para o ano há mais...
Até lá: Alguém tem uma proposta de emprego aliciante para mim?
Adenda ao post anterior
Isto está mesmo pior do que eu pensava, cada vez me surpreendo mais com a merda de textos que escrevo. Uma verdadeira nulidade. Mas não vou apagar. Pelo menos ficam a saber que não morri, apenas que estou numa fase particularmente idiota.
Artrite reumatóide
Pois é, tenho andado preguiçosa, e os dedos, que dantes deslizavam, batiam, alternavam, viajavam para a frente e para trás num dedilhar frenético, e se dispersavam tão facilmente no meio de palavras soltas e asociação de ideias, cada vez parecem mais perros, mais velhos, como se o reumático e as artroses se tivessem apoderado deles, mesmo que superficialmente não se veja.
Talvez o problema não sejam os dedos, talvez o cansaço seja mental, ou talvez não tenha absolutamente nada a dizer. Na verdade nunca tive, mas a capacidade de dissertar sobre o nada sempre foi uma das minhas maiores características, tendo por vezes sido comparada com uma televisão, ou outro qualquer objecto de entertenimento. Foi-mo dito solenemente uma vez, em tom de elogio, por um bom amigo, que se de toda a gente que conhecia pudesse escolher apenas uma para companhia numa longa espera entediante, essa uma seria eu: "Porque nunca te calas, não há momentos mortos na conversa, e isso é bom para passar o tempo!"
Eu ainda não estou bem convencida que fosse exactamente um elogio, ser considerada uma espécie de emissor contínuo não é propriamente uma grande qualidade, mas tenho que reconhecer que gosto de tagarelar. Desde miúda que assim é, e isso transmite-se desde a fala à escrita, ao teclar no messenger, em tudo. Mas o cansaço tem-se vindo a acentuar, e por vezes dou por mim mais calada que nunca, mesmo entre amigos. Talvez tenha chegado um período de silêncio, reflexão, maturidade? Espero que não.
Isto tudo para dizer - sim, eu vinha dizer outra coisa completamente diferente, mas perdi-me no meio do meu novelo de pensamentos - que não tenho escrito por preguiça, cansaço, stress, e todas as desculpas possíveis e esfarrapadas que se possam dar. Não... não era nada disso...
Já sei! Amanhã vou-me increver num mestrado, porque hoje à noite descobri que era o último dia das inscrições. Foi agora mesmo há coisa de meia horita atrás. Afinal era isto que eu vinha contar.
Estive a pensar muito na minha vida, nos meus projectos, e no meio do nada que me espera, no meio do grande buraco negro que vejo à minha frente, entre o final do estágio e a nova inscrição no centro de emprego como desempregada qualificada lembrei-me: "E se eu fizesse um mestrado? Se calhar nem era má ideia" e lá fui eu em busca de informações sobre pós-graduações na minha área. Encontrei um mestrado que me interessava, com inscrições de Maio a Julho, vamos ver se ainda vou a tempo. Se não, venho para aqui implorar por um emprego.
Wish me luck
24 de julho de 2005
Conversas Possíveis*
- Conhecemo-nos quando?
- Eu fui ver os Limites...
- Ah... então já me viste nu!
- Pois...
*ou o que dá conhecer bailarinos...
23 de julho de 2005
Eu vou, eu vou...
... pra Montemor (o Novo) eu vou, lá lá lá lá lá lá lá lá, eu vou, eu vou, eu vou!
E aproveito para ver o ensaio assistido da nova peça do Rui Horta lá no convento!
21 de julho de 2005
Contacto
Hoje encerraram as inscrições para o programa Contacto do ICEP. Mais um ano e não me inscrevi. Aquele que me parecia um destino mais que certo à distância de uns bons anos, cada vez se afasta para mais e mais longe. Talvez não tivesse de ser.
Mas vejamos pelo lado positivo, aumentaram o número de vagas e a idade de candidatura, ainda tenho 10 anos pela frente para poder concorrer!
20 de julho de 2005
Dona de casa à força ou a vida de qualquer mulher comum
Acordo às 8:30 com o telemóvel a apitar, deixo mais 5 minutos, vá, mais 10, pronto mais 20 não há de fazer mal, agora é que é mesmo, 9:00 e toca a despachar para ir trabalhar, tomar o pequeno almoço a correr e lá saio de casa sempre em cima da hora, fazendo figas para não apanhar trânsito na IC19.
Às 10 horas pico o ponto, e ali fico agarrada ao computador até às 17h, sem dar para mais que espiar uns mails ou fazer um ou outro comentário num blog amigo, que, ao contrário da maioria dos bloggers mais produtivos, não me é possível criar nem actualizar o meu durante as horas de expediente. Mesmo sem me pagarem.
Volto então para casa, passo uma meia horita no trânsito, e pelas 6 da tarde estou a parar no supermercado, dando voltas à cabeça em busca de ideias para o jantar. Dou umas voltas, passo pelos legumes e pelo talho, vou às massas, molhos, sumos, bem, vou andando às voltas até ter tudo o que preciso. Finalmente vou para casa. 18:30.
Tomo banho. Que bom. Descanso um bocadinho. A seguir, pelas 19:30, começo a fazer o jantar. Já estou um bocado farta de fazer o jantar, aliás, cozinhar é giro de vez em quando, mas todos os dias cansa. Agora compreendo o que é ser dona de casa e a trabalheira que dá ser fadinha do lar.
"O jantar tá pronto!" e como sempre arranja-se milhentas coisas para fazer a essa hora e é só mais um bocadinho, e eu a sentir-me a ferver, e vou já, e eu que estou enfiada há mais de uma hora - c'um caraças, uma hora! - na porcaria da cozinha, e só pedi para pôr a mesa, e claro que faltam os copos, pronto, vou eu pôr, e que raio é que há para fazer agora, que tá tudo prontinho e no ponto de ser comido? Uff, irrito-me um bocadinho com estas coisas, mas lá consigo ir finalmente jantar pelas 21h.
Depois é hora de lavar a loiça, que é como quem diz, passar tudo por água, meter na máquina, lavar o que não vai para a máquina, arrumar a cozinha, limpar as bancadas, limpar o fogão - hoje não limpei, não me apeteceu, mas limpo amanhã, que remédio - e pronto, estou finalmente livre para me sentar tranquilamente e descansar, distrair-me um bocadinho, ver televisão, navegar na net, sei lá, pôr a conversa em dia no messenger ou postar. Ah... pois é... tenho um blog! Tinha-me esquecido que tenho obrigações para com os meus leitores. É boa hora, 23:30, fim do dia, pena que esteja cansada e com pouca cabeça para isso, pois, não me apetece. Infelizmente não sou hiperactiva e tenho mesmo necessidades reais de dormir, quem me dera ser como o tio Marcelo... Paciência, fica para amanhã...
E assim respondo a mais uma provocaçãozinha deste meu leitor super produtivo: não respiro, ofego!
P.S. E eu não tenho filhos a quem dar banho, vestir, dar colo, meter na cama e ainda contar histórias de adormecer!
16 de julho de 2005
Desgraças
Odeio a frase “Já passei por muito…”, tantas vezes usada como arma de arremesso ou cartão de visita, como se as desgraças da vida fossem motivo de orgulho ou atestado de superioridade moral. Tretas, não são! Desgraças são apenas isso mesmo, desgraças, e todos passávamos muito melhor sem elas. Ou pelo menos quem não almeje ser a personificação barata de uma Marisol ou qualquer protagonista ceguinha ou paralítica órfã de novela sul-americana. Que não se aguentam as coitadinhas das gatas borralheiras, que tanto gostam de ser alvo de pena que merecem mesmo continuar de joelhos postos na tijoleira a lavar escadas.
As agruras da vida não são lições, são uma grande merdinha e existem apenas para perturbar as nossas vidinhas e retirar-nos um pouco da nossa alegria para distribuí-la aos pobres. Não são uma forma de nos melhorarmos enquanto pessoas ou de nos tornarmos mais sábios, apenas nos ensinam a reagir e adaptarmo-nos à posição em que dói menos, tornando-nos mais maleáveis e resistentes à dor, ainda que cheios de contracturas e lesões na coluna vertebral, torta de tanta adaptação forçada.
Não acredito nas teorias da libertação pelo sacrifício ou sofrimento, as pessoas são infinitamente melhores quando são felizes, e os desgraçadinhos, por trás da capa de sofredores conformados, apenas invejam a sorte daqueles que não foram tocados pela desgraça. Invejam-lhes a alegria, a felicidade, o riso solto sem a sombra da tristeza no olhar ou a liberdade de escolher onde ir e quando ir, sem se prenderem com doenças ou outras preocupações.
Mas neste país em que tanto se gosta de descrever ao ínfimo pormenor a infelicidade alheia e ainda mais a nossa, parece que os problemas servem de autopromoção, mais ainda se lhes juntarmos um bater no peito convicto e umas quantas lágrimas gordas. Aí sim, ganha-se a admiração da sociedade. E é vê-los feitos abutres, sedentos de mais pormenores, perguntando por cada detalhe, para satisfazer o desejo mórbido de coleccionar desgraças para a troca, enquanto comentam as novelas da TVI.
Mas como dizia Vinícius de Moraes: “É melhor ser alegre que ser triste” e o melhor mesmo é enxotar os problemas e não fazer da desgraça um modo de vida, tirando de cada dia o que tem de bom e tapando com as alegrias as tristezas. Continuando a viver. Que ninguém é melhor por ser infeliz.
15 de julho de 2005
13 de julho de 2005
Saúde
“O que é preciso é saudinha!”
Engraçado como passamos a vida a ouvir e repetir esta frase sem lhe darmos qualquer importância, até ao dia em que esta falta a alguém muito chegado e tudo adquire um novo significado. Uma doença grave revira a vida de uma família de pernas para o ar, acaba-se o mundinho feliz, aquela redoma em que vivemos enquanto achamos que a vida é bela, e os problemas dos outros nos parecem sempre demasiado distantes e impossíveis de nos atingir. Até ao dia. O dia em que é diagnosticada.
E a vida muda mesmo. As esperas infindáveis em corredores de hospitais, a preocupação constante, a busca de forças onde pensamos que já não existem, a esperança conjugada com uma tentativa de mentalização para o caso do desfecho não ser feliz. E muitas vezes não é. Ou sabemos que não será, apesar de não termos datas marcadas.
O pior é a sensação de impotência, impotência total, ter de assistir a tudo sem poder fazer nada, pois não depende de nós. A força ajuda, ajuda muito mesmo, mas não é suficiente. E por vezes vem o desânimo e a tristeza. Dizem que faz parte da vida. Sim, parece-me que sim...
Engraçado como passamos a vida a ouvir e repetir esta frase sem lhe darmos qualquer importância, até ao dia em que esta falta a alguém muito chegado e tudo adquire um novo significado. Uma doença grave revira a vida de uma família de pernas para o ar, acaba-se o mundinho feliz, aquela redoma em que vivemos enquanto achamos que a vida é bela, e os problemas dos outros nos parecem sempre demasiado distantes e impossíveis de nos atingir. Até ao dia. O dia em que é diagnosticada.
E a vida muda mesmo. As esperas infindáveis em corredores de hospitais, a preocupação constante, a busca de forças onde pensamos que já não existem, a esperança conjugada com uma tentativa de mentalização para o caso do desfecho não ser feliz. E muitas vezes não é. Ou sabemos que não será, apesar de não termos datas marcadas.
O pior é a sensação de impotência, impotência total, ter de assistir a tudo sem poder fazer nada, pois não depende de nós. A força ajuda, ajuda muito mesmo, mas não é suficiente. E por vezes vem o desânimo e a tristeza. Dizem que faz parte da vida. Sim, parece-me que sim...
Aviso
Por motivos de força maior este blog encontra-se temporariamente a funcionar a meio gás.
Respiro, mas com balão de oxigénio.
9 de julho de 2005
E isto?
A quem gosta de opinar II
Não acham que aos 25 anos já sou capaz de decidir sozinha quando devo ou não cortar o cabelo?
- Tá tão grande…
A sério? Olha que eu nunca tinha reparado! Até prova em contrário ainda sou eu que o lavo e penteio, é obvio que eu seu disso. E então? Se eu quisesse ser uma versão lavadinha de ciganita Dora alguém tinha alguma coisa a ver com isso?
Gosto do cabelo comprido, gosto de andar despenteada, e tenho que aproveitar agora que ainda tenho idade e cabelo suficiente para isso. E por isso corto quando me apetecer. E quando tiver dinheiro, ou querem-me pagar o corte? Que chatas pá!
- Tá tão grande…
A sério? Olha que eu nunca tinha reparado! Até prova em contrário ainda sou eu que o lavo e penteio, é obvio que eu seu disso. E então? Se eu quisesse ser uma versão lavadinha de ciganita Dora alguém tinha alguma coisa a ver com isso?
Gosto do cabelo comprido, gosto de andar despenteada, e tenho que aproveitar agora que ainda tenho idade e cabelo suficiente para isso. E por isso corto quando me apetecer. E quando tiver dinheiro, ou querem-me pagar o corte? Que chatas pá!
Curtas
- O que achas do João?
- Hã?!
- Sim, do João…
(flashback instantâneo: João, 2 de mim em altura e 5 em largura, feio e dado a dar grandes secas sobre música experimental mesmo após dizermos que não percebemos absolutamente nada do assunto cerca de 10 vezes. Em suma, o oposto do que considero atraente num homem)
- Pois… Não acho nada... – mais um gole na cerveja para fechar o assunto.
Será que pareço assim tão desesperada ou são as minhas amigas que estão completamente cegas?
Isto agora é todos os dias?
Mais uma ida ao bairro, mais uma operação stop na volta.
Com tanto bêbedo à solta têm mesmo de mandar parar sempre a mim? É que apesar de alcoólica convicta, estando de carro não excedo as 2 imperiais! Que perda de tempo...
Nem me mandou sair do carro... Pudera, devia estar todo contente a olhar-me para o decote!
Com tanto bêbedo à solta têm mesmo de mandar parar sempre a mim? É que apesar de alcoólica convicta, estando de carro não excedo as 2 imperiais! Que perda de tempo...
Nem me mandou sair do carro... Pudera, devia estar todo contente a olhar-me para o decote!
A quem gosta de opinar
Acham mesmo que eu nunca reparei que aquelas calças largueironas à boca de sino, que nem me deixam ver os pés, e de que tanto gosto, me fazem mais gorda e mais baixa?! Que drama, se calhar até pareço chegar aos 50 kg!
Não entendem que se eu não disfarçar o quanto sou boa, depois não consigo ter descanso?
8 de julho de 2005
Quem quer ir comigo ver isto?
"No meio da peste, um proprietário abandona a cidade, deixando a sua casa nas mãos de um criado. Tanto ócio acaba por corromper o criado, que vem a conhecer um rufia e a sua parceira. Estes decidem abandonar o seu magro negócio e empreender uma actividade em grande escala. Visto que só necessitam de instalar-se numa casa, selam um contrato com o criado, dividindo-se os lucros entre os três e, assim, começam a nova actividade. Atraindo ingente clientela, a todos enganam, ora lendo-lhes a sina, os horóscopos, decifrando símbolos , notícias, atraindo espíritos e perpetrando tais estafas e canseiras em virtude do uso da pedra filosofal que, no final todas as suas artes, e eles com elas, em fumo se transformam."
30 Junho a 4 de Setembro, Qta a Sábado - 22h, Domingos - 18h
Quinta da Regaleira - Sintra
Bilhetes - 15€, à venda no local, Fnac, Lojas Viagens Abreu e http://www.ticketline.pt/
Reservas/Informações: 210 036 300 - 219 106 650
30 Junho a 4 de Setembro, Qta a Sábado - 22h, Domingos - 18h
Quinta da Regaleira - Sintra
Bilhetes - 15€, à venda no local, Fnac, Lojas Viagens Abreu e http://www.ticketline.pt/
Reservas/Informações: 210 036 300 - 219 106 650
Já tenho saudades de ver uma peça nesta quinta, onde marcamos encontro todos os verões. Quem alinha?
Desigualdades
Deve ser chato ter uma mãe demasiado bonita.
Lembro-me de uma amiga gorducha, filha de uma mulher lindíssima, confessar contrariada que todos os seus amigos ficavam embasbacados a olhar para a sua mãe.
Felizmente nunca tive esse problema, sou a cara chapada da minha.
Lembro-me de uma amiga gorducha, filha de uma mulher lindíssima, confessar contrariada que todos os seus amigos ficavam embasbacados a olhar para a sua mãe.
Felizmente nunca tive esse problema, sou a cara chapada da minha.
Conversas
As longas conversas com o meu Pai à mesa estão a tornar-se cada vez mais recorrentes, demorando-se sob o pretexto de mais um copo de vinho ou mais uma taça de gelado. Hoje, pela primeira vez, referiu namoradas antigas.
É estranho descobrir que havia outra vida antes de nós.
Mais vícios
Gosto de discutir. Gosto mesmo e pronto, o que se há de fazer? O problema é que apesar de ir criando uns anticorpos por onde vou passando, raramente chegam para uns confrontos directos e discussões acesas. Porque no dia a dia, cara a cara, o calor das disputas pode levar a rupturas desnecessárias, que não se justificam pelo capricho de discutir.
Daí que raramente perca a oportunidade de responder aqui, e me envolva por vezes em bate bocas infindáveis, em que a minha natureza respondona vem à tona e não me deixa resistir a ter a última palavra.
Mas aqui nada é tão radical, nem se arrisca tanto, que a perder mesmo, só o número de visitas.
7 de julho de 2005
Diferenças
O que separa um capricho de um desejo?
A efemeridade de um contra a persistência do outro.
A efemeridade de um contra a persistência do outro.
6 de julho de 2005
Balanço
Após 2 semanas de estágio e grande reflexão concluí que não gosto de trabalhar*... Não seria grave, se não me faltassem ainda 40 anos para a reforma.
Por acaso não anda por aí nenhum multimilionário que me queira sustentar e deixar ficar a estudar para sempre?
*Desconfio que o facto de não ser paga é capaz de ter alguma influência.
5 de julho de 2005
Great Expectations
O que acontece quando criamos expectativas demasiado altas sobre alguém que não conhecemos?
Serão certamente defraudadas e a realidade atingir-nos-à sem dó nem piedade como um balde de água fria.
E quando somos alvo dessas expectativas, apesar de o sabermos inevitável, apesar de o antevermos com realismo, não deixamos de sentir o ego beliscado pela certeza de que seremos uma grande desilusão. E não há nada que possamos fazer contra isso.
Provas de Amor II
E se eu não tivesse já apanhado umas quantas de caixão à cova nunca saberia o quanto gostam de mim!
Vícios...
4 de julho de 2005
Ho messo via
"Ho messo via un po' di consigli
dicono: e' piu' facile
li ho messi via perche' a sbagliare
sono bravissimo da me."
Conselho
Nunca perguntes a uma mulher se a podes beijar.
Mesmo querendo, não resistirá a responder que não!
3 de julho de 2005
Ho messo via
"Ho messo via un bel po' di cose
ma non mi spiego mai perche'
io non riesca a mettere via te."
*Ho messo via: deitei fora, desfiz-me de.
ma non mi spiego mai perche'
io non riesca a mettere via te."
*Ho messo via: deitei fora, desfiz-me de.
2 de julho de 2005
Desde que cortei nas bebidas brancas:
1) o dinheiro sobrevive espantosamente ao fim de semana
2) acho as pessoas muito menos divertidas e interessantes
3) acho-me muito menos divertida e interessante
4) o meu coração rejubila de alegria quando alguém profere as palavras levo+eu+o+carro
5) vou à casa de banho 10 vezes por noite por causa da cerveja
Resumindo, sou uma pessoa muito menos feliz.
Constatação de fim de noite
Descobrimos que o período de luto oficialmente acabou quando os amigos dele começam a atacar descaradamente.
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