27 de outubro de 2010

Há coisas do caraças

Uma amiga minha está noiva de um alemão com quem tentaram (sem sucesso) fazer-me um arranjinho há uns meses. 

24 de outubro de 2010

Coisas que fazem bem mas sabem mal

De vez em quando dá-me para ser saudável. Complexos de culpa e tal pelas pizzas congeladas, café e coca-cola em excesso, e deixo-me levar por promessas de juventude e saúde, tudo com muita vitamina C. Foi assim que dei por mim a comprar blueberry e cranberry juice. Não há cá anti-oxidantes que nos valham. Pior, só mesmo sumo de tomate.

(gosto muito mais de sumo de uva, de preferência, já fermentado)

E às vezes irritam

As pessoas dividem-se entre as a quem os livros de auto-ajuda inspiram, e as a quem deprimem.

22 de outubro de 2010

Fair play

Nunca tive jeito para seduzir. Nem para ser seduzida, para dizer a verdade. Não tenho grande apetência nem paciência para jogos manhosos, e muito menos para andar a brincar ao gato e ao rato. Os encontros felizes que tive aconteceram naturalmente, não por esforço consciente de alguma das partes, mas por inevitabilidade, como se a certa altura não fizesse mais sentido que fosse de outra forma. As coisas são como são, e não vale a pena forçar, ou esforçarmo-nos demasiado por algo que deveria ser simples. E por isso, por defeito, não estou em jogo, nem tento manipular o resultado final. Até porque fazer batota raramente leva a algo de bom.

18 de outubro de 2010

Este gajo é muito bom


via Morango

Passou por mim na zambujeira, no concerto de Beirut. Com estes óculos.

O pedido

Em privado, olhos nos olhos. Ninguém deve sentir-se constrangido a aceitar por boa educação. Ou pior, por pena.

Metabloguismos

Qual a quantidade máxima aceitável de referências externas por dia?

Normalidade

Na solidão dos outros lemos a nossa.

The dark side

O que fazer quando se está ligeiramente deprimido?

A. Ir sair com pessoas alegres e divertidas.
B. Ficar em casa a ver um filme alegre e divertido.
C. Ir sair com o amigo mais bêbedo, depressivo e inadaptado, passar a noite a ter conversas altamente deprimentes, e ter um dia de merda no dia seguinte.

Pois, é isso mesmo


Maria, no Made in Lisbon

16 de outubro de 2010

Vicky Christina Barcelona revisited

Revi-me em Vicky durante quase todo o filme, mas especialmente em certos momentos, como a cena do tiro. O tiro, ao contrário do que possa parecer, não aparece por acaso. O tiro é a salvação. É o destino a repor a ordem natural das coisas. É o que abruptamente a traz de volta à realidade, funcionando como pretexto, subitamente desejado, para a tirar daquele filme, a que não pertence, nem quer pertencer. Quis sim, num momento de fraqueza e delírio romântico, mas não mais. Nunca levei um tiro, mas já vi sinais semelhantes. Aqueles que nos lembram que nós não fazemos "estas coisas", porque é contra a nossa natureza, e que ousar trangredi-la em momentos de impulso dá merda. E que não há volta a dar nem vale a pena lutar contra isso. It's not meant to be. E é nessa altura que a frase "o que é que eu estou aqui a fazer" nos assalta e percebemos que há que saber aceitar que as coisas são como são e retirarmo-nos de cena. Discretamente, sem fazer barulho, para não incomodar. Até porque não temos nada a ver com isso. (publicado a 27/02/09)

Hoje, como ontem, continuo a sentir o mesmo.

Como a carne quer ao sal

Há um conto infantil, baseado no Rei Lear, e do qual me lembro mal, que isto da memória anda pelas ruas da amargura, onde um Rei pede às suas três filhas que demonstrem quanto o amam. Entre declarações extensas e elaboradas, uma delas diz apenas que o quer como a carne quer ao sal, sendo desprezada e expulsa do reino por tal declaração não parecer suficientemente digna de a quem é destinada. Volta anos depois, vingando a honra perdida e a vida injustiçada por um mal entendido, acabando tudo em bem, que isto às crianças não se pode contar a versão original. Mas isso agora não interessa nada. Interessa que nesta coisas das pessoas, do tu e eu, do amor, ou da vida em comum, a certa altura, depois das desilusões e das tentativas fracassadas, a maior declaração possível já não é mais exaltada, dramática, ou mesmo a mais apaixonada, mas a mais natural. Fazes com que pareça simples. Tão só. 

13 de outubro de 2010

Olhem, por exemplo

Aprendam com o Samuel, que voltou. Costumava desancar-me com muita pinta.

Eu explico

Tenho um humor autodepreciativo. Ninguém diz mal de mim melhor do que eu.

É sempre tão fraquinho

Por uma vez, gostava que alguém que se propusesse a gozar comigo, o fizesse com estilo. Mas não, é uma pobreza. Tenho mesmo pena. Eu conseguiria fazer melhor. Ou dizer alguma coisa, pelo menos.

7 de outubro de 2010

As mãos

A minha mãe, minhas tias, herdaram as mãos da minha avó. Mãos largas, fortes, dedos não muito longos. Eu saí de mãos fininhas, delicadas, dedos compridos. Desde pequena que a minha avó me agarrava as mãos com ternura e as beijava, dizendo as mãos da minha mãe, as mãos da minha mãe. Toda a gente brincava com isso, não são nada, são as dela. Até que um dia a minha avó encontrou uma fotografia da sua mãe, e lá estavam elas, as mãos, iguais às minhas. Ninguém mais gozou. 

O puzzle genético

cara da minha mãe
corpo da minha tia
mãos da minha bisavó
pés e tornozelos do meu pai

ainda não percebi é de onde vem o cabelo.

Vamos lá ver

O meu escandalosamente decotado é o que a luciana abreu consideraria gola alta.

Dúvidas

O vestido que vou levar amanhã a uma festa de casamento é escandalosamente decotado e devia dar-lhe um pontinho, ou que se lixe?

30 Flop

- o humor da lemon lembra-me de ti.
- bem, no geral, não sou muito bem sucedida nas minhas piadas.
- exacto! a liz lemon também não.
(roubada algures à sal)

Pois

6 de outubro de 2010

"Estava calor"

Nem tudo na vida faz sentido ou tem respostas lógicas. A bem da sanidade mental, há que aceitar o absurdo.

Obrigada, Sofia

E prontinhos, temos uma leitora super rápida e prestável, que não perdendo de vista o espírito do blog - repararam nas bicicletas? -, generosamente criou o novo header. Muito agradecida.

Não estou a pedir nada

mas gostava mesmo muito de ter um header mesmo giro com 800 pixeis de largura, de preferência já com o nome e descrição incorporados e tudo.

5 de outubro de 2010

Kind of true

Ah, e viva a República

(não que me apeteça escrever sobre o assunto, mas porque me agrada bastante a possibilidade de escolher quem me representa e tal.)

Da coerência

Mostrar o cabelo não, que é pecado, agora levantar o vestido e ajeitar as cuecas por baixo das leggings no meio da rua já é na boa.

2 de outubro de 2010

A culpa não é minha, estava a dar


Rever o Before Sunrise é como voltar a uma inocência perdida, àquele ponto no tempo em que ainda se acreditava em encontros simples, em que a entrega ainda era fácil. Nostalgia daquela ingenuidade entretanto substituída por cinismo, saudades de algo que não se viveu. E fica sempre um sentimento de perda, um desejo quase pueril de um dia também me perder com alguém numa cidade desconhecida, só para nos encontrarmos. O melhor é ver o Before Sunset, em que já sabemos que afinal não houve final feliz, a ver se isto passa. 

1 de outubro de 2010