29 de setembro de 2005

Pois, que bonito, deve ser por isso que vou morrer solteira: cansam-se!

Your Seduction Style: Prized Object


The seduction game you play is tried, true, and still effective: hard to get.
You know that the best seducers turn the tables - and get their crush to seduce them.
The one running has the power, and you're a challenge that is worth the chase.

You are a master of enticing and pulling back. Giving a little and taking some away.
You are controlled enough to know rewards come after a long seduction dance.
Even though you want to call, email, or say "I love you" first - you don't!

You're style is the perfect mix of hot and cold - so much so that you have many suitors.
Think Holly Golightly from Breakfast at Tiffany's ... or any of those creepy guys from the Bachelor.
You're skilled at inspiring a chase. The real test is picking the person to slow down for.


Copiado descaradamente daqui - não sei porque continuo a insistir fazer estes testes... Lanço o desafio a todas as bloggers possíveis e imaginárias. Há que estar acompanhada na desgraça.

Mais uma vez a eterna questão: apagar ou não comentários?

Sempre fui contra apagar comentários, acho uma cobardia e falta de carácter apagar a opinião dos outros só porque não nos agrada ou foge do estilo encorajador a que nos fomos habituando. No entanto tenho vindo a reparar que se tornou prática comum entre bloggers que desejam dos comentários apenas uma graxa constante e nunca opiniões sinceras, e por isso apagam tudo o que fuja ao "lindo, escreves muito bem" ou "este texto é muito profundo", e resumam com sinceridade a avaliação objectiva do que foi escrito: este texto é uma merda.
Porque no dia a dia não anda toda a gente a passar-nos a mão pela cabeça e a dizer: "muito bem", "assim é que é", "continua!". A realidade é muito mais complexa e muito mais cruel, e teremos que aprender a aceitar críticas todos os dias se queremos crescer.
Já escrevi sobre isto e já afirmei que apago comentários sem dó nem piedade. Mas com critérios muito bem delineados. Não apago comentários apenas por me serem desfavoráveis ou discordarem de mim. Apago apenas aqueles onde insistentemente me dizem que me odeiam e me chamam puta, ou fazem troça de sentimentos e acontecimentos demasiado dolorosos para que o possa tolerar. Mais nada. Tudo o resto fica cá, intocado, aberto a discussão.
Pena que muitos bloggers não saibam ainda distinguir material ofensivo de uma crítica.
* Inspirado nalgumas visitas dos Pelintras que tenho acompanhado.

28 de setembro de 2005

Mas se em vez disso...

... quiserem falar mal daquela bimba loira que o acompanhava estão à vontade!

Talvez Teresa,


talvez tenhas muita razão, mas eu perdôo-lhe tudo porque acho o raio do gajo mesmo giro. Assim olhando de perto, perco mesmo a coragem de dizer mal.
(pronto, eu sei, estou a ficar frouxa...)

26 de setembro de 2005

Nem um dia

Um dia frio
Um bom lugar prá ler um livro
E o pensamento lá em você
Eu sem você não vivo
Um dia triste
Toda fragilidade incide
E o pensamento lá em você
E tudo me divide
Longe da felicidade e todas as suas luzes
Te desejo como ao ar
Mais que tudo
És manhã na natureza das flores
Mesmo por toda riqueza dos sheiks árabes
Não te esquecerei um dia
Nem um dia
Espero com a força do pensamento
Recriar a luz que me trará você
E tudo nascerá mais belo
O verde faz do azul com o amarelo
O elo com todas as cores
Pra enfeitar amores gris

Djavan

Destaque! #3

25 de setembro de 2005

Piscadelas

Quem usa e está familiarizado com as últimas versões do MSN Messenger, conhecerá certamente as piscadelas, uns bonequinhos animados que servem para expressar emoções. Existe um com o qual me identifico particularmente, e que manifesta com exactidão milimétrica os meus sentimentos face a comentadores anónimos e outros especialmente irritantes.


Por isso, cada vez que me comentarem com o intuito de me desagradar ou ofenderem a mim e aos meus, ficam a saber que é isto que me imagino a fazer-vos e que me dá muito prazer. Again and again and again. Over and over and over. Até me cansar.
Eu sei que um dia atingirei a maturidade e serenidade, e tudo me passará ao lado no meu estado Zen, mas por enquanto não dá. Se ando zangada com o mundo? Pois claro que ando!

Discussões e caixas de comentários

Quem não anda aqui há muito tempo talvez não saiba ainda o quanto eu gosto de discutir. É que gosto mesmo, e é muitas vezes com um sorriso nos lábios, outras mesmo com gargalhadas, que recebo comentários que me dão a oportunidade de o fazer. Gosto tanto que até posso defender coisas em que não acredito só pelo gozo que argumentar.

Mas como disse antes:

“Gosto de discutir. Trocar ideias, pontos de vista, conhecer os meus interlocutores através das suas opiniões, ver a sua essência exposta nos ideais defendidos. Pegar numa ideia e dissecá-la, até à exaustão, sob uma análise lógica e objectiva, viajando até ao âmago da questão, ir à origem da divergência, com a frieza suficiente para não transformar uma troca de ideias num conflito acalorado.”

Ora, numa discussão de qualidade é preciso existir a objectividade suficiente para não nos afastarmos daquilo que a originou, o ponto da discórdia, a origem da divergência, que nunca devemos perder de vista quando entramos em longas argumentações.

Quando se entra em insultos gratuitos ao nosso interlocutor, à sua família, às suas origens sociais, no meio de tanta emotividade por vezes já se esqueceu do que se discorda, importando apenas magoar o outro. Foi o que aconteceu com uma certa Miss Tery, que já nem sabe muito bem porque discorda de mim.

Mas eu sei, que me mantenho sempre perto do ponto de discórdia. As referências depreciativas à malta do boné. Até poderia ter muita razão se se tivesse dado ao trabalho de perceber a que é que eu chamo malta do boné. Acontece que não sabe, não pertence ao meu meio social, círculo de amigos, aos meus grupos, de modo que a minha ideia da malta do boné poderá não ser nem de perto a dela.

Para mim, a malta do boné é aquele pessoal com ar de gangster, cheios de brincos e correntes de ouro – sem nunca faltar o boné, que anda em grupo nos centros comerciais, aproveitando para assaltar o Continente, e que vai aos bares e discotecas para arranjar confusão e conflitos, com o objectivo supremo de conseguir uma desculpa para fazer a folha a alguém, que é como quem diz, dar uns bons enxertos de porrada, e talvez umas naifadas, em quem teve o azar de olhar de lado para algum deles.

A cada comentário da dita senhora eu até já me ria, pois ia ofendendo sistematicamente os grupos a que na sua ingenuidade pensa que pertenço, enquanto defendia os marginais que atormentam os miúdos nos liceus e lhes roubam a mochila, os ténis, o relógio ou mesmo o telemóvel oferecido pelos pais nos anos. Mas se calhar era de propósito, vai-se a ver e também anda com uma ponta-e-mola na carteira sempre pronta a usar. Ainda nos encontramos por aí, debaixo de qualquer detector de metais.

24 de setembro de 2005

O que eu achava mesmo giro...

era a Fatinha ganhar as eleições e fazer da cela da prisa o seu gabinete pessoal, e dali dirigir a câmara municipal de Felgueiras. Não era lindo? Muito cool...
Imaginem, sem mais distracções era só trabalho e dedicação, receberia as pessoas à hora da visita, acho perfeitamente plausível.
E ainda projectaria mais a imagem de Portugal lá fora, que ainda haviam de se dar umas boas gargalhadas por nossa conta.
Por mim, é tudo a votar na Fatinha!!!

Hoje talvez:


P.S. Afinal não... snif snif...

Perdão de joelhos...

à "malta do boné" que tenho vindo a ofender pelas referências em tom depreciativo. Eu nem tenho nada contra a malta do boné, só me chateia um bocadinho aquela mania de levarem para os sítios armas de fogo e se acharem no direito de usá-las quando abusivamente lhes pedem que paguem a conta. Pronto, eu sei que sou preconceituosa, mas ainda não me consegui habituar a ter de sair de um bar de amigos porque um puto de 16 anos acha giro andar com pistolas e apontá-las às pessoas para assustar. Mas deve ser um problema só meu, afinal é uma questão de hábito, e com alguma boa vontade até me posso esquecer que aquilo serve para dar tiros e matar pessoas, pelo que deixo já aqui o meu sincero pedido de desculpas. Para mostrar o meu profundo arrependimento e vontade de comungar dos mesmos princípios, passarei também a andar com uma faquita de cozinha na mala*.
*Temporariamente, claro, só até arranjar uma gun a sério.

23 de setembro de 2005

28...

Seriam hoje 28 anos de um longo casamento, marcado pelo companheirismo, amizade e respeito, que nunca faltaram e que se estenderam até aos últimos dias. Um casamento marcado pelo diálogo e cumplicidade, mesmo após 28 anos.
Durante um almoço a dois, numa qualquer paragem num dos passeios pelo país, foram interpelados por um homem sozinho, que se sentara na mesa do lado, e comovido lhes perguntava há quantos anos estavam casados. Na mesa ao lado, enquanto comia, tinha constatado com surpresa que ainda conversavam, e de lágrimas nos olhos sentiu necessidade de os felicitar por há muito tempo não ver um casal assim, que mantinha o diálogo após tantos anos.
Lembro-me da minha mãe mo contar comovida, no regresso a casa. Guardei a história. E guardo a lembrança para não esquecer que é possivel, e que se não há casamentos perfeitos, os pode haver felizes.

Cabrões!

Pela primeira vez na vida assaltaram-me o meu maquinão, ali para o Bairro Alto, enquanto fui ver a minha querida MissM a fazer de Greta Garbo! Deixaram o rádio, levaram-nos os casacos deixados descuidadamente no banco de trás. Um blusão de ganga velhinho e minúsculo, muito batido e companheiro de aventuras - espero que não sirva às gordas feiosas das vossas namoradas ó anormais!!! - e o casaco do papai. Irrita-me profundamente. Preferia que tivessem levado o rádio merdoso que faz mau contacto que imaginar outros - ou outras pindéricas - a vestir as nossas coisas. Filhos da puta!

22 de setembro de 2005

Socializing

Não sei se será sintomático do declínio da vida social começar a aparecer acompanhada do meu pai a eventos culturais. É que sendo os convites para dois, tenho tido dificuldade em arranjar melhor companhia.
Hoje, exposição de pintura seguida de ida ao teatro. Como diz ele ironicamente: andamos inseparáveis!

20 de setembro de 2005

Após 1 ano de Comufo...


... continua parvo... Vamos lá comemorar!

Destaque! II

Sobre o pobre acresce ainda dizer que, quando se sente ameaçado, apelida de pavão, vincando o seu desdém, quem tem um pouco de cultura e sapiência e que tão generosamente lha quer transmitir (no meu caso, impôr).
Para o pobre, um letrado não passa, no fundo, de um paneleiro armado em sabichão.

Destaque!

- en archê ho logos, kai ho logos ên pros ton theon, kai theos ên ho logos (original grego [em caracteres latinos!]);
- In principio erat Verbum et verbum erat apud Deum et Deus erat Verbum (vulgata de S. Gerónimo);
- No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.

in sobre as ideias e as palavras

(atrasadito, mas acho que merece)

É impressão minha...



...ou isto é doentio?

Gostava realmente de perceber porque é que uma pessoa que me odeia e acha o meu blogue uma merda, passa metade do dia a lê-lo e comentá-lo... Ainda que eu continue a apagar os seus comentários!?
(esta foi só uma das 18 visitas nas últimas 24 horas, num total de 53 page views)

18 de setembro de 2005

Regras da convivência social

Acho que vou começar a dizer que trabalho na Zara ou sou operadora de telemarketing. E se quiser subir mesmo a sério na cadeia alimentar, que trabalho à noite num bar. Uau! Sempre vende mais que a biotecnologia, e possivelmente dará para fazer maior conversa com recém-conhecidos. Tou um bocado farta de chegar à parte do "então e tu, o que é que fazes?" e do olhar de ignorância e reprovação: "Croma!" após a resposta.

17 de setembro de 2005

(Re)lembrando


É já amanhã.

Provérbio Libanês

"Tutte le cose iniziano piccoli poi diventano grandi, tranne il dolore, inizia grande e piano piano diventa più piccolo"*

* através de uma amiga libanesa.

16 de setembro de 2005

Os meus MAUZINHOS preferidos









*ou os que dizem o que pensam.

O povo, esse praticante do bem

É engraçado como, nos últimos dias, as sociedades protectoras dos pobres e oprimidos têm defendido com unhas e dentes a genuinidade e pureza do povão, e nós, que gozamos sem pudor, somos os maus da fita. Que horror, que maldade, dizer mal do povo e suas variantes.
O povinho, tão bonzinho, gosta mesmo é de se rir quando o Herman José convida pessoas com nítidos atrasos mentais e os goza e humilha, sem que sequer percebam. E deliciam-se com uma Linda Reis a despir-se ou um Helder o Rei do Kuduro a apalpá-la enquanto o faz. E batem palmas, tantas palmas, e riem, riem muito. Às vezes até apontam, no meio das gargalhadas.
Pelo menos eu só gozo na cara de quem percebe que está a ser gozado.

O meu Pai e eu

Apesar dos meus 25 anos, o meu pai continua a descascar e cortar-me a fruta ao jantar. Eu até que gosto. Menos mal que já não faz isso em restaurantes e lugares públicos. Já é suficientemente mau tentar obrigar-me a comer a salada.

15 de setembro de 2005

Reservado o direito de admissão

Depois de uma temporada sem comentários, resolvi devolvê-los pois acredito no direito de cada um em manifestar a sua opinião. No entanto, para quem se lembra da razão pela qual os retirei, será fácil perceber que as regras mudaram, e que, a partir de agora, apago comentários. Sem qualquer pudor, serei uma ditadora absolutamente tirana, e tudo o que me desagradar profundamentas, zás, para o caixote do lixo sem dó nem piedade!

14 de setembro de 2005

Será mesmo?

Parque de biotecnologia... vamos lá a ver...

Os idiotas

Os idiotas não têm cara. Não têm blogue. Ou se o têm, não o tornam público quando comentam. Os idiotas não têm nada de original a dizer, nada de seu, não criam, e por isso limitam-se a bajular ou criticar quem tem e diz, para receberem a atenção que de outra forma não teriam, por não passarem da mediocridade.
Os idiotas julgam-se superiores moralmente, julgam-se do povo e dizem-se do povo, batendo com a mão no peito, sem perceberem que o verdadeiro povo não tem acesso à internet e muito menos lê blogues.
Os idiotas acham que ser de esquerda é viver despojado de bens sem saber usufruir do que se tem, sem perceberem que ser de esquerda é lutar para que todos possam viver igualmente bem, e não igualmente mal. Os idiotas acham que acreditar em direitos iguais passa por retirá-los aos privilegiados, em vez de os dar a quem ainda não os tem.
Os idiotas acham-se puros. Pensam ser os únicos que pensam nos desgraçados, nos famintos, nos doentes e julgam-se no dever de defender os pobres e oprimidos, na sua própria forma de arrogância.
Os idiotas não sabem ler. Não entendem críticas sociais. Falam sempre de oportunidades desiguais, dos coitadinhos que não podem, que não sabem, mesmo quando não é nada disso que está em causa.
Falam dos pobres que dormem na rua quando o assunto é a noite e o ambiente de uma das casas nocturnas mais caras de Lisboa, que não conhecem, sem perceber que não se trata do povo trabalhador ou dos subsidiados pelo rendimento mínimo. Falam sempre de marcas, de roupas caras, porque acham que é isso que distingue uns dos outros e que é dessa superioridade que se fala.
Os idiotas nem sabem que isso não vale nada, e que a pobreza criticada é a de educação e cultura, a falta de elevação mental e capacidade de raciocínio, a boçalidade, que transparece sempre por mais que se esconda, e que se reflecte na cara, postura, atitudes.
E são tão idiotas que dão por eles a defender gente feia, sem gosto, mas cheia de massa, que é capaz de comprar uma garrafa de champagne por 250 € para impressionar a menina do bar que tem olhos bonitos e um decote generoso como viu fazer nos filmes de gente rica.
Enfim, os idiotas dizem mal porque não têm mais nada a dizer, porque por dentro invejam quem tem, e usam espaços de outros para ganhar visibilidade que nunca terão.

13 de setembro de 2005

O ambiente conta

Sobre este post e os comentários moralistas que se seguiram.

Cada um tem direito de ir onde se sente bem. Quer seja pelo tipo de música, pelo espaço, ou pelo tipo de ambiente. Porque conta, e muito, quer se goste quer não. Snobismo? Talvez, mas porque não? Cada um tem o seu, mesmo que nunca o admita. E não há nada mais chato que o falso moralismo e a gente boazinha que gosta muito do “povo” e de gente “simples”, num politicamente correcto enjoativo para o qual não há a mínima pachorra.

Eu sou intrinsecamente snob em certos aspectos. Apesar de ter sido educada para tratar igualmente toda a gente, de todos os estratos sociais e níveis de escolaridade. O que não impede que não me relacione com todos da mesma forma, porque a educação e cultura, ou a falta dela, nos aproxima ou afasta, criando empatias e pontos em comum, ou a total ausência dos mesmos. E se sou perfeitamente capaz de ir beber um copo à Sociedade Recreativa de qualquer aldeola, reconheço que não é o meu ambiente e possivelmente terei muito pouco que conversar com quem a frequenta, entre a sueca e dois bagaços. Snobismo? Não. Realismo.

Quem sai para beber um copo, dançar, ou simplesmente ver gente, procura o seu ambiente e os seus pares. Locais onde não se sinta um peixe fora de água e totalmente inadaptado. E assim, quem quer ver o povão, vai às festas estivais da aldeia, pelos santos populares, acompanhadas de sardinha assada e Rutes Marlenes. Quem quer emigrantes, vai aos concertos do Toni Carreira. Quem procura roqueiros e metaleiros vai ao 2001 – sim, ainda existe, continua igualzinho há 20 anos, a cerveja ainda é de garrafa e as mesas continuam pregadas ao chão. Quem gosta de sapatinho de vela vai à Kapital. O pessoal do Trance vai ao Alcantara Club. Bimbos novos ricos, com camisas abertas, em busca de engates platinados, às Ladies Nights de Docks, Indochinas e afins. Gays, ao Trumps ou Finalmente. Góticos, ao Juke Box. Alternativos, ao Incógnito. Pseudo vips e assíduos das revistas cor de rosa, ao Buddah. Putas, ao Elefante Branco. Malta do boné, às festas de Hip Hop. Beautiful people, ao Lux. Tudo misturado, ao Bairro Alto. Pronto, é simples.

Daí que, se ao se procurar certo ambiente, se encontra um totalmente diferente, provavelmente não se irá gostar. Gostava de ver os bonzinhos indignados que nem conhecem os locais em questão se o seu bar preferido se tornasse um bar de alterne. Qual o problema? O mau ambiente? Não gostam? Não deixa de ser uma manifestação popular genuína. Ainda por cima fomenta o intercâmbio cultural com países de leste e latino-americanos. Acham que as putas vêm de onde? Da alta sociedade, não?

Por isso, a todos os hipócritas que gostam é da gente “simples” e abraçam o “povo” todos os dias, aconselho trocarem as horas de lazer em bares e esplanadas, por viagems intermináveis de metropolitano às horas de ponta. Sentir-se-ão certamente em casa!

12 de setembro de 2005

O regresso às aulas

  1. Primeiro encontro no elevador: um ex professor. Olha para mim com ar assustado e diz: não me digas que vais ter bioquímica? - Fui aluna dele há 5 anos atrás e adormecia nas suas aulas. Deve ter pensado: esta ainda aqui anda? Parece-me que não acreditava muito nas minhas capacidades...
  2. Entro na aula. Constato com satisfação que estou metida numa turma de totós, salvo 1 ou 2 excepções, o que fará de mim, necessariamente, uma totó. Já devia estar à espera, afinal 5 anos e meio de experiência no mesmo habitat serviam de aviso.
  3. Descubro que tenho equivalência a 3/4 das cadeiras. Resolvo compactar e fazer tudo num ano. Poupo 1 ano e 500 contos. Bom para o bolso, mau para a cabecinha.
  4. Vou tornar-me, portanto, rata de laboratório. Talvez fique com células estaminais. Melhor que o gelano e exopolissacáridos das pseudomonas - traduzido por miúdos: uma ranhoca nogenta sintetizada por bactérias manipuladas geneticamente.

O medo


O Grito - Munch

10 de setembro de 2005

Ao que eu já cheguei

Aceitar um convite para jantar e ver o jogo (qual jogo?)...

Bem, o que conta é a companhia, certo?

Em contagem decrescente...

A não perder, de 18 de Setembro a 30 de Outubro, no Teatro da Trindade.

Tão linda a minha menina.

9 de setembro de 2005

Atenção

Ele também já tem um blog.

Valsinha

Um dia ele chegou tão diferente do seu jeito de sempre chegar
Olhou-a dum jeito muito mais quente do que sempre costumava olhar
E não maldisse a vida tanto quanto era seu jeito de sempre falar
E nem deixou-a só num canto, pra seu grande espanto convidou-a pra rodar
Então ela se fez bonita como há muito tempo não queria ousar
Com seu vestido decotado cheirando a guardado de tanto esperar
Depois os dois deram-se os braços como há muito tempo não se usava dar
E cheios de ternura e graça foram para a praça e começaram a se abraçar
E ali dançaram tanta dança que a vizinhança toda despertou
E foi tanta felicidade que toda a cidade enfim se iluminou
E foram tantos beijos loucos
Tantos gritos roucos como não se ouvia mais
Que o mundo compreendeu
E o dia amanheceu
Em paz

Chico Buarque - Vinícius de Moraes

Silêncio

É no mínimo desconcertante quando em 2 ou 3 frases descobrimos que amigos chegados não fazem a menor ideia do que somos e nos conhecem pior do que pensávamos, classificando de ridículo o tempo em que fomos felizes. Por isso me mantenho em silêncio, que nem tudo pode ser classificado.

8 de setembro de 2005

À falta de operários de construção civil...



...o nosso Primeiro Ministro arregaçou as mangas e carregou no detonador! E era ver o seu ar contente enquanto o fazia: "Já te passei a perna, ó Belmiro, querias carregar tu no botão, não?"!

(se calhar o sonho infantil vinha-lhe dos tempos em via o Bip Bip e o Coyote, que é o que me vem à memória quando vejo estes aparelhos)

Afasta-te do meu Sol


Nicolas-André Monsiau (1755 - 1837)
“Se eu não fosse Alexandre, gostaria de ser Diógenes”

6 de setembro de 2005

Life goes on...

É nos momentos difíceis, em que só desejamos agarrar no tempo e não o deixar escapar, e mantê-lo assim, parado indefinidamente até que nos sintamos bem para continuar, num momento Kit Kat, que constatamos que a vida continua mesmo a correr e não podemos dar-nos ao luxo de parar, ou arriscamo-nos a perder o comboio das oportunidades e deixá-lo fugir para sempre.

Vou ser Mestra

... e começo já na segunda-feira.*

*E não precisei de engraxar, a entrevista correu bem, num tom informal, o Prof. lembrava-se de mim, e a carta era só uma formalidade burocrática que nem deve ser lida. Já tá!

5 de setembro de 2005

Cartas de Motivação II

O paizinho resolve...

(uma segunda leitura é sempre bem vinda)

Cartas de Motivação...

... ou como dar graxa a uma instituição. Será que não bastava dizer que gostava muito de ser mestra? Não, tenho que dar graxa, lamber bem a bota e dar lustro: falar do prestígio, cuspir mais um bocadinho, da abrangência curricular, e mais um bafinho, da inserção num prestigiado grupo de investigação, e esfregar com o paninho, e de como sempre desejei do fundo do meu ser, desde que era um ovulozinho acabadinho de fecundar, durante todos os dias da minha vida, tirar este curso. Caramba, estou cansada e não me sai. Alguém tem um modelo standard, daqueles que é só preciso mudar os nomes e instituições?

3 de setembro de 2005

Copy & Paste

"No fundo, é isso, a solidão: envolvermo-nos no casulo da nossa alma, fazermo-nos crisálida e aguardarmos a metamorfose, porque ela acaba sempre por chegar."
August Strindberg

2 de setembro de 2005

O meu Pai e eu

- Não te quero incentivar ao alcoolismo, mas trouxe-te uma garrafinha de Jameson...

- Obrigada Pai!

1 de setembro de 2005

Obrigada

À Tânia, ao Nuno, à Sofia, à Carla, ao Rodrigo, à Helena, ao Nelson, à Ana, ao Pedro, ao Luís, ao SK, muito obrigada pelo carinho e palavras amigas que me dirigiram, mesmo sem nunca ter olhado nos meus olhos. Um beijinho grande a todos...