31 de julho de 2007
30 de julho de 2007
Cuidado com a língua
Também nunca disse gajo ou gaja à frente dos meus pais. Acho que seria menos mal dizer merda. Pensando bem, acho que tenho uma enorme lista de palavras proibidas. Felizmente tenho um blog para as despachar.
Você é estrebaria
O tratamento generalizado por você, talvez por influência das telenovelas, arranha-me o ouvido. "Você isto", "você aquilo" e começo a ficar com pele de galinha. Nunca me ouvirão interpelar alguém usando tal termo, e embora não reaja mal quando o usam comigo, não consigo deixar de lembrar da minha mãe repetindo "você é estrebaria" enquanto cresci. Por vezes, na ilusão de se mostrar educado, acaba por se ser quase tão indelicado como partir naturalmente para o tu. O título ou o nome próprio serão sempre a melhor opção.
Blogosfera VIP
Acabo de me cruzar com o Rodrigo Moita de Deus à porta de um restaurante - também devem ter descoberto a açorda de marisco. Infelizmente ao meu pai pouco diz a blogosfera, pelo que não partilhou do meu entusiasmo.
There's more to life than this
Com o calor vem o tédio, e um desejo de algo mais, não sei o bem o quê. De certeza que a vida é mais que isto, tem de ser. Por vezes penso que algo estará ainda reservado para mim, e parece-me que passo a vida à espera que finalmente chegue, só que nunca chega e morro de medo que seja apenas uma ilusão e tal coisa não exista e um dia acabe por me conformar com a banalidade. É difícil ser-se compreendido enquanto inconformado, porque nunca se está completamente satisfeito, simplesmente feliz com o que se tem sem que falte sempre algo, e no meio próximo de quem está de bem com a vida parece apenas ingratidão. "Está tudo bem" dá para tudo, é o que se quer ouvir e dá menos trabalho que dizer a verdade. E assim o vou repetindo, para ver se um dia eu própria acredito.
27 de julho de 2007
26 de julho de 2007
25 de julho de 2007
Gajos...

Quando é a Scarlettzinha tudo é lindo e fica muito bem, ai o rabo da Scarlett isto, o rabo da Scarlett aquilo, ai a cuequinha - cuequinha? cuecão! - tão linda, e que até fica gira, e blá blá blá, e se uma gaja resolve comprar uma parte de baixo do bikini um bocadito de nada mais tapadinha que o costume - que mesmo assim deve ser metade deste pavor rosa - tem bikini à velha.
Paracetamol com Codeína?
Felizmente para mim sou uma rapariga relativamente saudável e não muito dada a dores fortes - thank god! - pelo que me fico tranquilamente pelos simples paracetamol e aspirina... Antes que me venha aqui alguém sugerir morfina como analgésico...
24 de julho de 2007
Depois da polémica gerada pelo ben-u-ron,
ando a pensar se hei ou não de escrever sobre a aspirina C.
23 de julho de 2007
Praia Grande
Gosto da Praia Grande assim, com pouca gente, com aquelas rochas impondo-se sobre nós na sua majestosidade, com o barulho do mar sem interferência de vozes e os passarinhos a cantar. Sem vento, sem núvens, coisa rara naquelas paragens. Gosto dum dia como o que esteve hoje, magnífico, que não nos deixa ir embora antes do pôr do sol. Amanhã há mais.
22 de julho de 2007
21 de julho de 2007
Querido S. Pedro:
Tenho ali uns 4 ou 5 vestidinhos à espera de ser estreados, pelo que é favor mandar umas noitezinhas de verão acima de 25ºC, sff.
Afinal o meu bar não fechou
Não... afinal o senhorio só pôs o meu amigo na rua e ficou ele à frente do bar, que reabriu como se nada fosse logo no dia seguinte. O que para mim equivale a ter fechado na mesma.
19 de julho de 2007
18 de julho de 2007
Hoje São Paulo, amanhã Lisboa
Só quando um Boeingzinho se estatelar ali entre as avenidas do Brasil e de Roma é que os grandes apologistas da Portela irão perceber porque é que um aeroporto fora da cidade não é uma ideia assim tão descabida.
Bloggers
Há pessoas com quem nos cruzámos durante anos, sem nunca nos termos dado ao trabalho de conhecer melhor por mera falta de interesse e julgamentos a priori. Hoje, descobrindo e lendo os seus blogs, achamos-lhes muito mais piada do que alguma vez julgámos possível e pessoas muito mais interessantes do que nos pareciam de longe, e lamentamos não poder voltar atrás e dar-nos oportunidade de talvez ser amigos.
17 de julho de 2007
Homenagem

Era impossível ficar indiferente a Alberto Romão Dias, quando, ainda verdes caloiros, entrávamos nas primeiras aulas de Introdução à Ligação Química. Como tão bem lembrou o Bruno, "ensinava a distribuição dos electrões nas orbitais usando a analogia das pessoas a entrarem nos autocarros - primeiro ocupam um de cada par de lugares vazios em cada fila, apenas depois comecam a juntar-se a quem já tem lugar", enquanto batia com o ponteiro na mesa de cada vez que nos começávamos a dispersar e a fazer mais barulho, e nos levava a saltar na cadeira de cada vez que o fazia. Podemos esquecer alguns professores, ou pelo menos não guardar grandes lembranças, não é o caso do Professor Romão Dias, que faleceu há dois dias, e a quem não posso deixar de prestar uma pequena homenagem.
Ler aqui a belíssima homenagem do De Rerum Natura.
16 de julho de 2007
Constipações de verão
Tenho passado o dia inteiro a tentar descobrir o que é que não me dói e ainda não consegui.
Então porque é que não postas só a música?
- perguntará o leitor. Pois que a resposta não poderia ser mais fácil: porque não sei, não consigo, e das vezes que tentei nunca funcionou por muito tempo. Por mais que tente nada bate a quase infalibilidade do youtube.
Here comes the sun
Nina Simone
*o slideshow é um tanto ou quanto pirosinho, mas foi o menos mau que consegui arranjar e o que interessa mesmo é a música.
*o slideshow é um tanto ou quanto pirosinho, mas foi o menos mau que consegui arranjar e o que interessa mesmo é a música.
15 de julho de 2007
Aniversário
Hoje a minha mãe faria anos. O meu pai compraria as flores e eu o presente, como sempre. O dia será marcado pela visita da minha avó à sua campa, à qual não tive coragem de voltar desde o seu enterro, embora mentalmente relembre a posição exacta onde se encontra. Nunca cultivei o culto dos mortos, e não o abracei após a morte da minha mãe. Nunca será uma lápide com uma cova na terra por baixo que me lembrará dela. Ela está em tudo o que faço, em cada lembrança, em cada sonho recorrente. A minha mãe está viva em mim, e basta-me olhar para o espelho para a ver. Nestas datas custa mais, custa sempre mais, e a saudade aperta com uma força que quase deixo de respirar. Mas depois lembro-me como ela era, sempre alegre e encarando a vida de frente, e lamento que tenha saído ao lado mais soturno da família, deixando cair a noite em mim tão facilmente. Hoje seria dia de festa. Não será, certamente, mas tentarei lembrar-me o quando ela gostava de celebrar a vida, e como gostaria que continuássemos a fazê-lo. Mesmo sem ela.
14 de julho de 2007
Os saldos fazem-nos mal à cabeça
Acabei de comprar um modelito completamente indecente que não sei se alguma vez terei coragem de usar.
Esquecer
Temos realmente a certeza de que está mais que ultrapassado quando queremos mandar uma mensagem de parabéns e constatamos já não saber marcar o número de cor.
13 de julho de 2007
I feel like dancing
Depois de noites inteiras passadas a dançar, a disposição com que acordo no dia seguinte confirma-me que continua a ser das coisas que me fazem mais feliz.
Lunita, artista de circo
Uma amiga demora-se do outro lado à conversa, enquanto acenando tento chamar a sua atenção para que se viesse embora. Passados uns minutos chama-nos, tinham-lhe pedido que apresentasse a amiga. Qual delas? Aquela, a que estava ali a fazer palhaçadas à porta.
Não só sou idiota, como ainda o admito
...continuo a cadere per quelli belli e cattivi...
Apercebi-me disso após ter escrito esta frase num mail.
Apercebi-me disso após ter escrito esta frase num mail.
Rustik
O meu bar vai fechar. Aquele do qual o dono carinhosamente me apelidava de relações públicas. Aquele que me habituei a frequentar ao longo dos anos e onde fiz amigos, onde bastava aparecer, sem combinar com ninguém, onde encontrava sempre caras conhecidas. O meu bar. Onde me sentia em casa. Onde basta ser eu para estar bem. Vai fechar. E por mais que existam outros do género, aquela familiaridade não. Sintra fica ainda mais pobre em noite. E fico chateada, porque embora por vezes fosse sempre a mesma coisa, sempre as mesmas pessoas, agora deixarei de ver essas mesmas pessoas e de me queixar que é sempre a mesma coisa. E uma pessoa habitua-se, nem que seja a dizer mal. Oh well, pelo menos o meu fígado é capaz de agradecer.
Kizomba #2
Ao que parece sou uma natural kizomba dancer. "Já podes dizer que sabes dançar kizomba" dizia-me o Meno, professor de kizomba, enquanto me convidava a experimentar aulas de nível avançado. "Mas é só a segunda vez, ainda sou iniciada" argumentava eu, ao que ele me explicava que eu só precisava de quem me soubesse guiar. Ai, tal como na vida, pena que queira ser sempre eu a conduzir. Já o Pedro perguntava-me se o meu namorado me deixava ir assim dançar, que era um ritmo perigoso, enquanto o Hugo me dizia que havia de me fazer dançar bem primeiro e sua namorada depois. "Se a primeira é difícil, mais ainda a segunda", mas naqueles ritmos parece que tudo se torna natural e que somos as verdadeiras mulheres, mulheres antes de tudo mais e apenas com esse fim. Ainda que desconfie que muito do apregoado jeito se deva ao tamanho do meu rabo.
12 de julho de 2007
he's just not that in to you!
Sex and the city
Pena que a objectividade que tanto me caracteriza, tanto me falhe quando aplicada a mim.
11 de julho de 2007
(In)sensibilidades
E quando pensamos que já vimos tudo no âmbito da falta de tacto masculina, aparece sempre algum espécimen que se supera e nos faz acreditar que pode sempre piorar.
Porreira vs totó
Uma linha ténue divide o ser-se porreira do ser-se a totó que se deixa pisar. Quando duvidamos do lado em que estamos talvez estejamos na altura de mudar. Que ninguém se compadece das boas pessoas.
10 de julho de 2007
Thanks for making it easy
Há pessoas que, a cada dia que passa, nos confirmam decisões das quais nem sempre nos sentimos seguros da sua justiça. A elas agradeço, por me darem razão e me livrarem do remorso pela falta de complacência.
9 de julho de 2007
Haja pachorra!
Quase que aposto que se escrever um post sobre o uso do desodorizante ainda é capaz de vir alguém falar na artificialização a que nos sujeitamos devido à incapacidade de nos assumirmos tal como somos por falta de auto-confiança e que devíamos prescincindir dessas futilidades e contentarmo-nos com a essência que a mãe natureza nos deu.
8 de julho de 2007
Cinderela
Continuo a tentar decidir se os 10 cm a mais que me colocam no panorama visual das pessoas normais compensam a bolha gigante que tenho no pé.
7 de julho de 2007
É oficial
Tenho um calo no pulso de tanto o apoiar no tapete do rato. Achei que devia partilhar isto com vocês.
6 de julho de 2007
4 de julho de 2007
3 de julho de 2007
Intervalo
2 de julho de 2007
1 de julho de 2007
Ah... assim está muito melhor!
Sex
Sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex sex
So as my life?

This rating was determined based on the presence of the following words:
- sex (1x)
Isto não abona nada a meu favor... vamos considerar que é por não reconhecer sexo em português.
Sonhei um post
Pena que raramente me lembre dos sonhos, porque era muito bom. Possivelmente porque também eu era muito melhor lá no sonho.
Agradecimento Público
Ao queridíssimo Pedro aka Izz pela boleia que me deu desde a bomba até à entrada das festas, poupando-me dessa forma a uns 300 metros com 10 kg de gelo às costas e ganhando assim uma fã incondicional até ao fim dos tempos. Só não me ofereço já como sua escrava porque afinal foram só 300 metros.
Ironia Hi5
De todas as fotografias, só parecia giro naquela em que estava de baixo de água. Devia ter-se deixado ficar.
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