As semanas passam a correr e parece que tudo se acumula ao mesmo tempo, deixando-me em estado de ansiedade e à beira de um ataque de nervos, fosse eu rapariga dessas coisas. Assim, quanto muito levo as mãos à cabeça, para logo de seguida arregaçar as mangas e meter mãos à obra: acabar o Abstract, escrever o Progress Report, corrigir os relatórios dos alunos e dar-lhes notas, começar a preparar o poster para o Spring Symposium, fazer alguma pesquisa bibliográfica e começar a trabalhar com os péptidos, deixando tudo prontinho e arranjadinho antes de ir para Portugal para a semana. Ainda não sei se terei tempo para tudo, mas a ver vamos. Ai.
31 de Março de 2009
30 de Março de 2009
IRS

Audrey Hepburn
Hoje mandei o meu IRS. Preenchi os dados todos do programa que descarreguei para o efeito com a ajuda de colegas holandeses sem perceber muito bem o que estava a fazer, mas usando intuição e recolhendo os documentos necessários. Ninguém nunca, em parte alguma, me informou que possivelmente teria dinheiro a receber de volta por só ter trabalhado 3 meses de 2008, embora tenha tratado de toda a papelada e pago todos os impostos até agora. Embora sejam expeditos a cobrar, não o são tanto a devolver. Se não fosse uma pergunta casual de uma amiga portuguesa, continuaria na santa ignorância até hoje, possivelmente até sempre, deixando passar a oportunidade de receber de volta aquilo a que tenho direito, isto é, 1395€. Agora é fazer figas para estar tudo em ordem, que estes trocos vinham muito a calhar.
Definições
Depois de 6 meses na Holanda, creio-me habilitada a afirmar que toda a essência deste povo, literal e alegoricamente, para o bem e para o mal, cabe numa frase:
Os holandeses são o povo que não se desvia.
Os holandeses são o povo que não se desvia.
(Se quiserem eu depois explico. Ou talvez não.)
29 de Março de 2009
27 de Março de 2009
Porque é que os holandeses pedalam

Mais do que a questão da ausência de declives, que é importante, ou de cultura, os holandeses pedalam porque a isso são obrigados, através de medidas que limitam a possibilidade de ter um carro. Os impostos são pesados, e estacionar no centro das cidades é proibitivo, custando 4€ por hora em Amsterdão, por exemplo. Eu não sou fundamentalista, nem nenhuma ciclista convicta, e não raras vezes sinto saudades do meu carrinho, como por exemplo hoje, quando tive de pedalar contra ventos de 40 km/h. Acontece que eu não tenho forma de sustentar um carro cá: o seguro custa no mímimo 600€ por ano; estacionar dentro da cidade são 40€ por mês, ou seja, 480€ por ano; e o imposto de circulação são cerca de 300€. Manter um carro aqui, sem contar com prestações, revisões e gasolina, custa cerca de 1400€ por ano, mais ou menos o meu ordenado limpo. Isto para dizer que o hábito de não levar o carro não é totalmente espontâneo e fruto da boa consciência ambiental dos povos nórdicos, que seriam tão comodistas como nós se pudessem, mas fruto de políticas nesse sentido, fazendo pagar caro o luxo de ter carro. E não é que resulta?
26 de Março de 2009
Quero andar a pé, posso?

Passeio livre
"O centro de Lisboa, nesse sábado, aliás, estava, como sempre, às moscas, sem famílias, sem crianças que devem estar refundidas na expo ou nalgum centro comercial com estacionamento regulado e elevadores com capacidade para dez carrinhos de bebés. Já podem vir com teorias para reabilitar o centro ou gastar dinheiro em merdas de espectáculos de rua, mas bastava com arranjar os passeios, regular o estacionamento, que a gente ia lá, gozar a cidade, como se gozam todas as capitais europeias." pela Rititi
Em Outubro passado a Rititi escreveu este texto denunciando o quanto se tornou impossível andar a pé na cidade, especialmente com crianças. Desde que cheguei à Holanda, uma das coisas que me tem encantado, além de se ver gente na rua aos fins de semana mesmo com temperaturas negativas, é a possibilidade de passear a pé pelo centro das cidades, livres de carros. Notei-o especialmente durante um fim de semana passado em Amsterdão, passeando-me à volta de Leidseplein e ruelas adjacentes, nas quais é possível andar à vontade. Lembro-me de pensar que o mesmo seria impossível em Lisboa. Mas não é, basta todos querermos e ganharmos consciência de que os passeios foram feitos para as pessoas, não para os carros. E se sou contra qualquer tipo de vandalismo ou retaliação típica, desde limpa pára-brisas levantados ou partidos aos riscos feitos a chave - que sim, já me aconteceu -, um inofensivo autocolante pode consciencializar sem lesar. Para bem da cidade, para bem de todos.
Em Outubro passado a Rititi escreveu este texto denunciando o quanto se tornou impossível andar a pé na cidade, especialmente com crianças. Desde que cheguei à Holanda, uma das coisas que me tem encantado, além de se ver gente na rua aos fins de semana mesmo com temperaturas negativas, é a possibilidade de passear a pé pelo centro das cidades, livres de carros. Notei-o especialmente durante um fim de semana passado em Amsterdão, passeando-me à volta de Leidseplein e ruelas adjacentes, nas quais é possível andar à vontade. Lembro-me de pensar que o mesmo seria impossível em Lisboa. Mas não é, basta todos querermos e ganharmos consciência de que os passeios foram feitos para as pessoas, não para os carros. E se sou contra qualquer tipo de vandalismo ou retaliação típica, desde limpa pára-brisas levantados ou partidos aos riscos feitos a chave - que sim, já me aconteceu -, um inofensivo autocolante pode consciencializar sem lesar. Para bem da cidade, para bem de todos.
E depois há aqueles momentos que gostaríamos de evitar
Como quando encontramos os nossos alunos num bar à noite, de imperial na mão.
25 de Março de 2009
Continuo a pensar
Mas continuo sem saber o que dizer. Só que a mulher é fantástica, pronto. E que a sensualidade é algo que vem de dentro, é olhar e garra, muito mais que uma carinha laroca ou um corpo jovem e perfeito. E embora sabendo que muito dificilmente encontrarei acordo, não posso deixar de dizer que esta Ronit Elkabetz come Scarletts ao pequeno almoço.
Encarnar a sensualidade
Este filme é tão bom
24 de Março de 2009
Porque nunca serei boa professora
A burrice exaspera-me ao ponto de ter dificuldade em escondê-lo. A minha vontade é desatar a insultar a pessoa e descarregar toda a irritação que me provoca a sua estupidez. Tento controlá-lo, mas até agora o melhor que consegui para disfarçar foi ignorar e não responder às perguntas idiotas que me fazem, o que, convenhamos, pode até funcionar na caixa de comentários do blog ou no twitter, mas dificilmente será uma boa solução cara a cara.
Porque vou ficar solteira para todo o sempre explicado às crianças
Eu não posso ter plantas porque não me consigo comprometer com um ser vivo que dê tanto trabalho.
Eu às vezes penso que é a gozar, mas não é
E já agora porque não o fim dos testes, das notas, de qualquer avaliação em geral? É que traumatiza muito e causa ansiedade, e nós não queremos cá criancinhas nervosas, isso é que não. E testes e notas mínimas para entrar na faculdade? Uma injustiça, devia ser por sorteio ou assim. E ficar com graus equivalentes ao resto da europa, estar formado aos 21 anos como em Inglaterra, esse país atrasado, sem ter dificuldades em explicar o que é uma licenciatura? Parvoíce, quem quiser sair de Portugal que se amanhe. O melhor mesmo era dar-lhes logo o doutoramento como garantido à saída da primária para evitar chatices e depressões. É uma questão de saúde pública.
Sim, eu também acho que me ando a tornar uma grande reaças, mas é que já não há pachorra.
Sim, eu também acho que me ando a tornar uma grande reaças, mas é que já não há pachorra.
21 de Março de 2009
20 de Março de 2009
Team Hoyt - Ironman
Eu, uma pessoa que raramente chora, estava a ver que desatava aqui no escritório a chorar que nem uma madalena com estas imagens. Há pessoas fantásticas e que são capazes de se superar por amor. E isso, embora possa soar piroso, é bonito. E faz-nos sentir tão pequeninos.
Encontrado através da Pitucha.
Sun is shining
E quero lá saber que em portugal estejam 27 graus ou lá o que é. Aqui estão 10 e eu estou mais contente do que se estivesse aí porque realmente só se dá valor àquilo que não se tem. E por isso, larguei o preto que me tem vindo a acompanhar nos últimos meses e voltei a usar cor, porque assim o pede o dia. E óculos escuros também.
19 de Março de 2009
Vaselina

Quem me segue no twitter saberá certamente, e até à exaustão, que há 10 dias queimei a minha rica mãozinha com sopa a ferver. Quem não segue, fica agora a saber. Resumidamente, o fundo do blender - o aparelho que serve para triturar tudinho - desmontou-se quando levantei o copo, e sopinha da boa, que minutos antes estava a ferver na panela, escorreu-me pela mão esquerda, que agarrava a base. Ora, não foi agradável, que não. Primeiro parecia ser apenas queimadura de primeiro grau, superficial, atingindo apenas a epiderme, graças à minha rapidez em pôr a mão de molho em água fria. Ardia bastante, mas não havia formação de bolhas e nem lesões maiores, deveria passar em 3 dias, tipo queimadura solar. Depois, consultando aqui os skin experts do laboratório, talvez houvesse uma zona de segundo grau, isto é, com lesão mais profunda, a chegar à derme. Este diagnóstico confirmou-se, de facto, dado que passados 10 dias ainda tenho uma mancha jeitosa na mão.
Durante este tempo todo fui experimentando tudo e mais alguma coisa a que consegui deitar a mão, desde o creme para queimaduras que comprei na farmácia e que afinal era meio placebo, segundo me explicou quem sabe ler holandês, porque eles aqui na Holanda são muito reticentes a vender medicamentos que realmente façam efeito, a outros que me recomendaram. Testei ainda mais dois que tinha lá por casa. Nada parecia resultar, antes pelo contrário. Até que depois de assistir a um colóquio sobre vernix caseosa (wikipedia, amigos) e suas propriedades reparadoras e regeneradoras, descobri a pólvora, salvo seja. Neste estudo, o controlo em ratinhos sujeitos a tape stripping - basicamente uma pequena área de pele é arrancada com fita cola - tinha dado resultados practicamente iguais à vernix sintética - o que não era lá muito bom para o estudo em si, mas que me devolveu a esperança novamente. E qual era esse controlo? A velhinha vaselina. E lá vai a Luna maria, depois dos 20 mil cremes, fazer o derradeiro teste. E se há coisa de 3 dias a mão estava assim - sexy, hum? -, neste momento está muito, mas muito melhor. Com uma cor quase normal. Até já nem está nojenta, adjectivo carinhoso que uma amiga utilizou para a descrever. E tudo graças ao potinho maravilha. Vaselina forever, é só o que vos digo.
We do have rainy days
Christina Ricci (com uma cara muito parecida àquela com que acordei ontem)
É impressionante: uma pessoa está assim uns dois ou três diazinhos sem escrever e começa a perder visitantes às centenas. É que não é assim coisinha pouca ou insignificante, não, é mesmo em grande, assim tipo castigo, toma lá que é para aprenderes a escrever todos os dias que é para isso que te pagamos. Ah, é verdade, não pagam, já me esquecia. E é chato, porque uma pessoa até anda aqui há uns tempos com uma ideiazinha na cabeça, que ainda não teve tempo de passar ao papel com o cuidado e demora que considera necessários, porque quem lê merece, mas depois fica desanimada com tanta exigência. Isto de ser blogger às vezes não é nada fácil.
16 de Março de 2009
Professora

Doris Day
E pela primeira vez na sua vidinha, Luna Maria dá aulas de laboratório. Três estudantes por minha conta, ai ai. Mas até correu bem, eles são uns queridos e seguem tudo o que eu digo. E embora não seja propriamente a minha vocação, creio que não me saí assim tão mal.
P.S. Todos eles, incluindo a rapariga, medem pelo menos mais 20 cm que eu.
P.S. Todos eles, incluindo a rapariga, medem pelo menos mais 20 cm que eu.
14 de Março de 2009
A corrente que deu a volta à blogosfera
Da sua presença não ficara mais que uma ponta de corda atada ao barrote, o ladrão não perdera tempo a desatar o simples nó, uma faca afiada fez o trabalho mais depressa.
in O Evangelho segundo Jesus Cristo, de José Saramago
Desta veza bola foi-me passada pelo André: transcrever a 5ª frase da página 161 do meu livro de cabeceira. Lembrei-me de já ter respondido a corrente semelhante. Procurei, e achei: 12 de Novembro de 2007. O que me leva a crer que já deu a volta à blogosfera e começa agora a volta de novo.
13 de Março de 2009
Ou para dar um descansozinho ao Juan Antonio


O meu cliché em personagem cinematográfico de filme mauzinho e piroso (Beyond Borders, 2003). O facto do filme ser mau, surpreendentemente, por si só não impediu que tenha ficado completamente caidinha pelo Nick Callahan - o médico sem fronteiras atormentado com a miséria, a doença, as políticas criminosas, a guerra e a sua impotência face às mesmas, e que acaba por se meter em esquemas menos recomendáveis. Claro que o facto de o Nick Callahan ter sido interpretado pelo Clive Owen (aka ai ai...) não teve nada a ver.
12 de Março de 2009
Juan Antonio

ai ai... (aka Javier Bardem)
Todas temos o nosso Juan Antonio, aquele tipo que reune uma série de características que por si só tipicamente nos atraem, e que no limite se transforma num grande cliché, raramente encontrado na vida real. Em Vicky Cristina Barcelona é o artista espírito livre, que traz emoção às monótonas vidas das protagonistas, todo ele "O Cliché" perfeito para aquelas duas almas. E embora também eu ache uma certa graça ao cliché artista, há outro tipo que mexe com todos os botõezinhos da cientista utópica que quer salvar a humanidade que há em mim, mas que nunca pensei vir realmente a conhecer: o médico que trabalha em malária em África com uns certos ares à Che. Pois. Conheci-o ontem.
Festa da Natureza

Associação Cultural, a Voando em Cynthia
Ciclo Voos em Cynthia * Festa da Natureza
Antigo Ginásio Sport União Sintrense
Av. Heliodoro Salgado, 23 * rua sem trânsito
Estefânia * Sintra
(entre as duas lojas do chinês, en frente à farmácia Simões)
Pré-venda 5€:
Restaurante "Culto da Tasca"
R. Veiga da Cunha, nº6 * 2710 Sintra
Tel. 219234256
Info:
966944777 * voandocynthia@gmail.com
11 de Março de 2009
Uma pessoa anima-se, mas nunca por muito tempo
Reparar atentamente nas temperaturazinhas antes de me dizer que na próxima semana não vai chover e até vai estar sol, sff.
10 de Março de 2009
Há tanto tempo que não me queixava
Enquanto em Lisboa despontam os primeiros raios de sol primaveris e as temperaturas se tornam agradávais, por cá voltou a chuva e com ela pernas e rabo molhados a manhã inteira. Nunca mais é primavera.
9 de Março de 2009
Mariquinhas
Temos fama de dramáticas, nós. Mais dadas às lágrimas e a discussões barulhentas. Mas talvez por estarmos mais atentas aos nossos próprios sentimentos, vamos aprendendo a conhecê-los e a lidar melhor com eles, conseguindo finalmente, ao longo do tempo e com algum esforço, evitar alguns exageros teatrais e cenas de faca e alguidar a que somos naturalmente mais predispostas. Ainda assim, as birras e caprichos, podem conferir-nos algum encanto como parte da condição de menina.
Já os rapazes, quando lhes dá para o exagero dramático, caem facilmente no ridículo. Porque se há coisa que não se aguenta é um gajo sensível drama queen. É que não dá. Porque não é o que deles se espera. Deles espera-se controlo e sobriedade, e quanto muito uns murros na mesa muito de vez em quando, mas nunca atitudes histéricas de despeito, ou actos mesquinhos e vingativos "toma lá que é para aprenderes". Não, não, não, meninos, não façam isso. Porque têm o efeito oposto ao que desejam, que é o de atingir, suscitando-nos apenas enfado e um certo nojinho. Nhec. Como um ex-namorico que todos os anos, no meu aniversário, me envia e-mails contendo apenas um seco "Parabéns". Para quê? Para me mostrar que, apesar de eu ser uma malvada, ele é tão bonzinho que se lembra da data e até se digna a assinalá-la, apesar de não me desejar um dia feliz em conjunto? Mais vale não dizer nada, fingir que não se lembra, isso sim é coisa à homem. Agora fazê-lo de forma rancorosa e só para mostrar superioridade moral, torna-se ridículo e pequenino. E em mim suscita apenas um "ai que menina!" acompanhado de um franzir de narina enquanto carrego no delete.
Já os rapazes, quando lhes dá para o exagero dramático, caem facilmente no ridículo. Porque se há coisa que não se aguenta é um gajo sensível drama queen. É que não dá. Porque não é o que deles se espera. Deles espera-se controlo e sobriedade, e quanto muito uns murros na mesa muito de vez em quando, mas nunca atitudes histéricas de despeito, ou actos mesquinhos e vingativos "toma lá que é para aprenderes". Não, não, não, meninos, não façam isso. Porque têm o efeito oposto ao que desejam, que é o de atingir, suscitando-nos apenas enfado e um certo nojinho. Nhec. Como um ex-namorico que todos os anos, no meu aniversário, me envia e-mails contendo apenas um seco "Parabéns". Para quê? Para me mostrar que, apesar de eu ser uma malvada, ele é tão bonzinho que se lembra da data e até se digna a assinalá-la, apesar de não me desejar um dia feliz em conjunto? Mais vale não dizer nada, fingir que não se lembra, isso sim é coisa à homem. Agora fazê-lo de forma rancorosa e só para mostrar superioridade moral, torna-se ridículo e pequenino. E em mim suscita apenas um "ai que menina!" acompanhado de um franzir de narina enquanto carrego no delete.
7 de Março de 2009
Verdades e mentiras
Devo começar por dizer que tivemos apenas uma vencedora, a Daniela, que acertou nas 3. Resta saber se é leitora atenta, ou tem apenas uma grande intuição. De qualquer forma, saravá.
1- Tenho ar de antipática à primeira vista, mas falo pelos cotovelos.
Verdade. À primeira vista, tenho um ar de poucos amigos. Reservada, não dou grandes confianças a qualquer um. Normalmente a antipatia gerada desvanece-se ao primeiro sorriso, ou pelo menos é o que me dizem. Menos mal.
2- Não sou capaz de mentir convincentemente.
Verdade. Não sou mesmo. Por isso, regra geral, não minto. Mesmo omitir custa-me, mas lá vou conseguindo.
3- Já fui multada por excesso de álcool.
Verdade. Sendo eu uma bebedolas confessa, tento ter cuidado se tiver de pegar no carro. Mas só soprando pela primeira vez se tem real noção de quanto acusa. Tinha bebido 2 caipirinhas.
4- Já gastei 500€ num par de sapatos que nunca usei.
Mentira. Eu sou pobrezinha, era lá capaz de dar 500€ por um par de sapatos! Já 50 às vezes acho um bocado caro... O meu máximo foram uns 120 por umas botas.
5- Nunca fui ao Museu de Arte Moderna de Sintra.
Verdade. Que vergonha, eu sei. Mas já fui ao SFmoma e ao Louisiana. Também são de arte moderna, sempre parece menos mal.
6- Já subi a Half Dome.
Mentira. Estivessem atentos e saberiam que me fiquei pela segunda cascata, deixando para os amigos que corriam maratonas a proeza. São 26km, 13 a subir a pique, outros tantos a descer. Eu fiz metade e mesmo assim pensei que ia morrer.
7- Gosto de tudo o que seja peixe cru.
Verdade. Sushi, sashimi, ahi tuna, ceviche, arenques fumados de todas as maneiras, e até ostras se fechar os olhos.
8- Já pintei o cabelo de loiro.
Mentira. Alguma vez teria coragem de descolorar o meu rico cabelinho e arriscar-me a estragá-lo e ficar com pelinho de rato, ralinho ralinho, para todo o sempre?
9- Coro facilmente, mas não choro em público.
Verdade. Raramente choro, e menos ainda em público, mas não consigo controlar o corar. Se tiver zangada, ainda mais. É começar a sentir-me a aquecer e imaginar-me um pimentão.
6 de Março de 2009
Triste notícia
Creio que todos pedíamos um desfecho diferente. Infelizmente, o corpo do Afonso Tiago, de quem se anunciou o desaparecimento há quase dois meses, foi encontrado no rio Spree, em Berlim. Hoje o dia acaba mais triste.
Notícia no Público
Notícia no Público
Verdades e mentiras
1- Tenho ar de antipática à primeira vista, mas falo pelos cotovelos.
2- Não sou capaz de mentir convincentemente.
3- Já fui multada por excesso de álcool.
4- Já gastei 500€ num par de sapatos que nunca usei.
5- Nunca fui ao Museu de Arte Moderna de Sintra.
6- Já subi a Half Dome.
7- Gosto de tudo o que seja peixe cru.
8- Já pintei o cabelo de loiro.
9- Coro facilmente, mas não choro em público.
2- Não sou capaz de mentir convincentemente.
3- Já fui multada por excesso de álcool.
4- Já gastei 500€ num par de sapatos que nunca usei.
5- Nunca fui ao Museu de Arte Moderna de Sintra.
6- Já subi a Half Dome.
7- Gosto de tudo o que seja peixe cru.
8- Já pintei o cabelo de loiro.
9- Coro facilmente, mas não choro em público.
A Sinapse, empenhada em diminuir substancialmente a minha produtividade laboral, desafiou-me a esta corrente, sabendo mui bien que eu não respondo a correntes, embora usando do expediente mais ignóbil: saber muito bem que a ela eu não conseguiria ignorar. Pois bem, aqui estão 3 mentiras e 6 verdades. Which are which?
5 de Março de 2009
Eu agora não tenho tempo para falar sobre o filme
3 de Março de 2009
Get a job

Se há coisa que me faz uma certa comichão são as pessoas pseudo. Pseudo-intelectuais, -artistas, -espíritos livres, -existencialistas, -filosófas, e por aí poderíamos continuar. Pessoas cheias de mania, portanto. Mania de que são originais e na vanguarda do seu tempo. Que falam e escrevem sempre em redondo para esconder o facto de não terem nada a dizer. Que, na tentativa desesperada de fugirem ao convencional, se tornam uma imitação barata de exemplos vistos em filmagens desbotadas de tertúlias fumarentas de tempos que já passaram. Que, para serem diferentes de uns clichés se tornam iguais a outros, mudando apenas a dimensão da amostra. Pessoas que, tal como Cristina*, sentem que "têm tando para dizer e expressar, mas que infelizmente não têm talento". Pretensiosas, deslumbradas, que enchem a boca para dizer que são artistas, mas nunca produzem nada, sem perceber que o que as move não é a sensibilidade especial dos iluminados mas o desejo fútil e pueril de ser cool, de pertencer àquele grupo, só porque gostavam tanto. Também eu gostava tanto, mas talento ou há ou não, paciência, é-se outra coisa. Não é artista quem quer, mas quem pode. Pessoas a quem eu gostava de dizer: vai mas'é trabalhar.
*Vicky Cristina Barcelona
*Vicky Cristina Barcelona
2 de Março de 2009
Slumdog millionaire

Mais outro filme de que eu queria ter gostado mesmo muito, mas acabou por ser apenas giro. Perdoem-me os seus defensores incondicionais, mas é estupidamente comercial e foi muito, mas mesmo muito, sobrevalorizado. Apesar de mostrar algumas das realidades mais chocantes da Índia miserável, fá-lo de forma fácil e superficial, raramente saindo do cliché, e sem deixar aquele aperto, aquele desconforto que chega a ser físico que nos nos tira o sono e obriga a pensar. É um filme que entretém, mas não deixa marca. É, também, a todos os níveis, pouco crível, e com uma história fraquinha, embora o conceito tivesse potencial para ir muito mais além, tivessem escolhido outras perguntas. Mas é um filme que envolve através da imagem e da banda sonora, a que é impossível abstrair-se. Só que, neste caso, talvez fosse desejável um pouquinho de silêncio. Porque a pobreza não é, nem deve ser, um video clip.
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