30 de novembro de 2011

Humores

As minhas melhores piadas nunca fazem tanto sucesso quanto as piores.

Ai o frio...

Os portugueses estão para a chegada do Inverno como as actrizes porno para a do carteiro: ficam sempre muito surpreendidas quando descobrem que tem um pénis.

29 de novembro de 2011

Pintando Paredes

E porque os blogs não servem só para pedinchar Samsungs Diva, aqui deixo um apelo de uma mãe que quer arranjar novos amigos para a sua filha.

"Chamo-me Teresa, sou mãe da Clara e aprendi, quando ela nasceu, que "se não podes mudar os móveis, pinta as paredes" mas estou a precisar de ajuda para dar mais uns retoques de tinta. 

A Clara tem 16 anos, Síndrome de Down, muitos amigos mas poucos que a entendam. Não é difícil de entender, ela é só diferente e já tem perfeita consciência disso o que a tem levado, nos últimos tempos, a isolar-se num mundo só dela. É uma teenager com todas as qualidades dos outros teenagers, os milhões de defeitos e uma lógica ainda mais retorcida, mesmo que isso pareça uma impossibilidade. A Clara frequenta uma escola secundária que a maior parte dos amigos dela também frequenta mas se, até aqui, os temas de conversa eram simples e simples era também conseguirem dialogar, as especificidades foram-se tornando mais notórias e a conversa, muita, não passa da rama. A Clara sempre frequentou o ensino integrado e nas escolas por onde passou foi, durante muito tempo, a única menina Down razão pela qual só recentemente teve contactos com mais outros dois miúdos como ela. 

Apesar de não haver graus nesta coisa da trissomia, ou está lá o estupor do cromossoma a mais ou não está, estas pessoas, tal como as outras todas, não são iguais e atingem patamares muito diferentes. A Clara tem algumas capacidades que se são muito gratificantes para ela a deixaram ainda mais isolada, pois se ela não se entende com a maior parte dos miúdos da escola também não se entende com os novos amigos que com ela frequentam o ensino especial. A Clara gosta de ler, de escrever histórias, de palrar no Facebook, de cantar, de passar horas no youtube, de partilhar as tristezas e as alegrias que lhe vão na alma e a Clara tem também um raio de um sentido de humor que baralha quem é apanhado desprevenido ou quem não lhe topa a malandrice. 

A Clara vive comigo e com a irmã mais nova e amigos não lhe faltam mas são poucos, muito poucos, os que falam a mesma linguagem e é para os encontrar que preciso da vossa ajuda. A Clara tem um perfil no facebook e seria muito bom poder comunicar com outros miúdos Down ou com défices cognitivos. Abram os ouvidos, os olhos e o coração e ajudem-nos a descobrir novos amigos para a Clara. Sugestões, opiniões, desabafos, pedidos de contacto, podem ser enviados para o email pintarparedes@gmail.com

E como, nestas coisas, nada melhor que dar a palavra aos próprios, fica o apelo há muito feito pela Clara no perfil dela do Facebook. 

bem vindo ao facebook venham a ver o facebook da clara boa sorte entra do facebook dela eu adoro muito obrigado"

Momentos de oiro

Recebi um e-mail com uma explicação detalhada da meteorologia em Portugal, e nem sei o que responder.

28 de novembro de 2011

Estava aqui a ver o Millionair Match Maker...

e um tipo escolheu aquela que deu como filme preferido o "Zoolander". Nesse momento percebi que embora eu tenha dificuldades em escolher um filme preferido, certamente "Il postino" não seria apropriado para sacar um milionário americano.

p.s. e em termos de literatura, falam dos gajos new wave... ew...

Olhem, afinal enganei-me

Desde então já vi dois posts sobre Nespresso.

Continuando com assuntos de extrema importância

Mais alguém com problemas em abrir o facebook no chrome?

25 de novembro de 2011

Normalidade

Uma pessoa percebe que tem amigos particularmente normais quando no meio de cervejas numa sexta-feira à tarde, um amigo vos diz que esteve quase para comprar um crocodilinho caiman bebé que tinha uns olhos mesmo fofinhos, mas só não o fez porque infelizmente tem uma casa muito pequena.

Auto-análise

Cada vez que leio o meu blog fico espantada com a minha capacidade de falar sobre nada.

E das novas cápsulas da Nespresso, ninguém fala?

Ah, não devem dar patrocínios.

Se não fossem os blogues, o que seria de mim?

Então diz que o que agora está na moda na pátria é calças de montar?

O fenómeno do produto quase a acabar

Há um fenómeno que eu tenho vindo a reparar no meu dia a dia, e que concerne produtos quase a acabar, tipo gel de banho, creme hidratante, detergente para a loiça, champô, etc. Este fenómeno consiste no seguinte: uma pessoa compra um producto que usa diariamente, e que por sua vez parece que se gasta a uma velocidade estonteante, isto até chegar mais ou menos a dez ou cinco por cento do fim, altura em que pensamos "ah, está quase a acabar, o melhor é comprar outro". E pronto, no momento em que se compra outro, como por magia, aquele restinho deixa de se gastar, e dura e dura e dura, e não há meio de acabar como num milagre de multiplicação, onde meio dedo de altura no frasco dura aí umas cinco semanas.

24 de novembro de 2011

"Fala sério" mesmo...

Sabem quando eu digo que tenho uma vida pouco interessante? Pois, é, acabo de descobrir que há sempre quem tenha vidas ainda mais desinteressantes do que a minha. Por exemplo, quem se dá ao trabalho de plagiar o post mais desinteressante que eu escrevi nos últimos tempos (tirando, talvez, o do Ice Tea).
É que até me dá vontade de rir.

Adenda: ah, espera, afinal também copiou este. (e já encontrei um do Tolan e um da Maria made in Lisbon também)

Continuando com assuntos de extrema importância

Alguém já provou o Ice Tea Zero?  %$&#*, ia-me vomitando toda esta manhã.

(*eu ia escrever foda-se, mas depois lembrei-me que o meu pai lê o meu blog)

23 de novembro de 2011

Epá, estou em êxtase

Este supermercado tem muito mais coisas, e bem mais fixes. Tem uma secção de frios muito melhor, e até tem massa para quiches. Felicidade...


Nem quero imaginar quando chegar a velha

Queria começar o post com algo tipo "how to become an anal person", mas depois lembrei-me que a expressão não será conhecida de todos e que poderia dar azo a confusões com tal adjectivo. A verdade é que sinto que me ando a tornar cada vez mais chata e intransigente, e menos capaz de deixar passar coisas que me chateiam. Nas últimas semanas, ao chegar à universidade, reparei várias vezes em bicicletas atravessadas à grande, em zonas de parque em espinha, bloqueando cada uma uns 5 lugares. Várias vezes peguei nas binas, levantei-as, e mudei-as de posição de modo a libertar o espaço para outras bicicletas. Hoje, vou a estacionar, mais uma bina atravessada. Quando me preparo para a arrumar, reparo que está presa de forma a não poder ser movida. Começo a bufar. Tranco a minha bina, entro no edifício, direita ao laboratório de HPLC, que fica perto da porta, saco uma etiqueta autocolante, volto para trás, e deixo uma nota colada no selim "Seriously, do you really need to occupy 5 parking spots?!". 
E pronto, fiquei muito mais aliviada. Acho que vou passar a andar com um bloco de etiquetas comigo.

22 de novembro de 2011

A minha vida é tão interessante

Que espero ansiosamente pela (re-)abertura de um supermercado de uma cadeia diferente amanhã. Sim, são estas pequenas coisas que trazem entusiasmo aos meus dias.

18 de novembro de 2011

Bruno Nogueira rules.

E todos os que orgulhosamente se gabam por saber dizer H2O de cor percebem isto, certo?



ADENDA: Se eu quisesse que me dessem a resposta em comentários tinha deixado esta caixa em aberto, pelo que agradecia que não o fizessem noutros posts. Obrigada.

E este, será representativo da classe?



Com a diferença que estes já passaram pelo ensino superior e são quem forma os "idiotas ignorantes que nem merecem estar na universidade" do outro vídeo.

Sobre a ignorância



um texto magnífico a ler na totalidade no Circo da Lama

Ah, Imprensa Falsa


17 de novembro de 2011

Desenvolvimento e um bocadinho de biografia

Quando vi o vídeo da sábado comecei por pensar "bolas, há gente muito ignorante", para de seguida começar a pensar na desonestidade do mesmo. A desonestidade de querer fazer uma peça polémica e para tal manipular a amostra, mostrando apenas o mau, sem qualquer menção à representatividade da amostra, fazendo de uma minoria um retrato jocoso de um todo que se quer ridicularizar. É fácil recorrer o facilitismo da polémica, tomando a parte pelo todo, manipulando as respostas de modo a obter-se exactamente o que se quer mostrar, independentemente da validade e honestidade da amostra apresentada. E eu não acredito que esta amostra represente o universo de estudantes universitários portugueses. É apenas a amostra infeliz.
Imaginemos que eu queria uma peça polémica, sem ligar à ética profissional. Sei lá, por exemplo fazer uma peça sobre o racismo e xenofobia, ou conhecimento sobre doenças sexualmente transmissíveis, entre a população universitária. Tal como em todo o lado, e a população universitária não é diferente, entrevistando muitas pessoas a probabilidade é conseguirmos energúmenos e ignorantes suficientes para encher uma peça de 10 minutos em vídeo com respostas deploráveis, que provem a tese inicial, mesmo que correspondam a 1% da população questionada. Mas qual a sua validade?
Eu sei que sou uma privilegiada. Não pertenço a uma primeira geração de licenciados na minha família, cuja formação superior vem de várias gerações anteriores, mas tenho noção de que nem toda a gente teve a mesma educação dentro e fora escola, ou as mesmas oportunidades, com acesso a livros, jornais,  conhecimento e cultura geral que eu tive. Nem para toda a gente ir para a universidade foi uma certeza inquestionável desde tenros anos como para mim sempre foi, que nunca sequer considerei outra possibilidade. Para muitas pessoas essa realidade nunca foi assim tão óbvia, e algumas estão agora a ter uma oportunidade de se desenvolver, de se melhorar, como nunca antes alguém na sua família pensou, mas leva tempo, e frequentar o primeiro ano de universidade não é um passe ou garantia para uma cultura geral irrepreensível, só porque se passou o secundário, por vezes à justa.
E é por ter noção destas disparidades culturais e sociais que os defendo, mesmo envergonhando-me com algumas respostas, achando que terão tempo para se desenvolver e colmatar certas falhas, contente por saber que a universidade os ajudará a ganhar gosto por saber e a estarem mais atentos ao mundo, porque não é com sobranceria e apontar de dedo que se vai a algum lado. 
Tal como defendi no liceu, quando perante uma turma fraquinha, com poucas bases, que me escolheu como representante, me insurgi contra os textos herméticos que nos davam para ler nas aulas de filosofia, dizendo que mais do que fazer ler aqueles textos quase ininteligíveis para a maioria, se deveria discutir as ideias nas aulas, de forma mais acessível, para que toda a gente entendesse e assimilasse, coisa que me valeu o epíteto de "a analfabeta" pelo novíssimo professor (de idade e experiência), sem que eu voltasse a participar nas aulas de forma a dar mostras do contrário. Mas a verdade é que o meu representativo "analfabetismo" resultou em aulas mais acessíveis a quem antes estava a apanhar bonés, e num professor mais consciente e menos preconceituoso do que quando começou, adaptando as aulas aos alunos que tinha, e conseguindo fazer mais por aquela turma do se lhes continuasse apenas a distribuir textos destinados a alunos melhores do que a maioria era.
O que mostra que por vezes, em vez de apenas exibirmos a nossa suposta superioridade num exercício narcísico e exibicionista, como o demonstrado nesta peça, se consegue mais sendo capaz de nos pormos nos pés de quem nos rodeia, compreendendo em vez de gozar, percebendo que nem todos têm o mesmo backgound cultural, e tomando as suas dificuldades como se fossem nossas, para um resultado globalmente mais justo.

Assim por exemplo

Eu gostava de saber se o senhor jornalista que acha que miúdos de 18 anos têm de saber quem foi o Padrinho, sabe por exemplo, sei lá, quem descobriu a primeira vacina e contra o que era. Tipo, é só uma das descobertas de maior impacto em toda a história da medicina, e, como tal, da humanidade, devia ser cultura geral, não?

E já agora, while we're at it, de onde vem a palavra vacina.

Ah, mas não deve ser bem a área dele...

Eu sabia que se ia falar do assunto, e melhor do que eu

E por isso queria dizer que subscrevo a Rita Maria e bato palmas.

Químicos e afins

Enquanto a polémica sobre a ignorância atroz dos nossos jóves universitários demonstrada no vídeo da Sábado se instala, e o assunto é discutido exaustivamente em todo o lado, "como é possível, com perguntas tão básicas?" e tal, eu queria apenas dizer que, de facto, também não sei qual o símbolo químico da água. Vocês sabem?

adenda: gostava de saber se o senhor jornalista sabe qual o símbolo químico do azoto, do ouro, da prata, do sódio e já agora, do potássio e do mercúrio, só naquela.

16 de novembro de 2011

Pois pois

Sabem aquela conversa que as modelos costumavam fazer sobre a sua figura impecável "ai eu como de tudo, sou abençoada com um metabolismo muito rápido"? Pois, afinal parece que não é bem assim, segundo recentes declarações de Adriana Lima.
Antes de cada desfile Victoria Secret a modelo faz uma dieta "levezinha", que consiste no seguinte regime completamente praticável:


Falta saber quanto tempo dura "esse período" que antecede os onze dias de dieta líquida, mais o período de desidratação para dar o ar sequinho imediatamente antes do desfile. Muita fominha, muita fominha. Deve ser muito saudável também. Sem falar de que já começam com um peso bem abaixo do normal.

Outras coisas que m'atormentam

Quis o destino que depois de uma longa e extenuante busca, eu arranjasse uma casa no rés-do-chão. Quis o destino também que o meu pequeníssimo quarto no rés-do-chão desse para a rua, com uma janela aí de dois por dois metros, o que faz com que quem passe na rua junto a minha casa passe na verdade a cerca de dois ou três metros de onde o meu corpo se encontra deitado a dormir. Felizmente, o destino até foi simpático ao abençoar-me com um bairro tranquilo, onde raramente há barulho que perturbe o meu sono descansado. Tirando, claro, o cabrão do tolinho da casa ao lado, que nem com - 2 graus deixa de ir para a rua todo o santo dia, fins de semana e feriados, aí às sete da manhã, que é a hora a que as irmãs o soltam, gritar bom dia a todas as pessoas que passam na rua, independentemente da distância a que passam, e com consequente variação de volume vocal.

(sim, 'já sei, sou uma insensível, mas antes que me venham dizer coitadinho é tolinho, e não sei o quê, sim, eu também achava muito fofinho a coisa dos bons dias, até começar a fazê-lo às sete da manhã e a dois metros da minha janela, e não, a culpa não é dele, mas das irmãs que o deixam ir para a rua àquelas horas indecentes)

15 de novembro de 2011

Coisas que m'atormentam

Volta e meia dou de caras com uma charada a que geralmente chamam de Teste de Einstein, ou Teste de QI de Einstein, e que supostamente foi escrito por ele, afirmando que apenas 2% da populaçao mundial seria capaz de o resolver - para quem não sabe é aquele das casas e nacionalidades e animais e tal, que se resolve como o sudoku. Ora, isto leva-me a uma série de dúvidas, que já tentei esclarecer sem sucesso, sendo que as mais importantes são:

1 - foi mesmo Einstein quem escreveu a charada, ou é uma treta como aquela das pedras no caminho construirem um castelo ser de Pessoa?

2 - é mesmo suposto só 2% das população mundial serem capazes de o resolver, ou isso é só para o pessoal ficar contentinho e convencido de que afinal é um génio quando é apenas normal?

E pronto, é isto. Será que por obséquio as pessoas psicólogas e conhecedoras de testes psicotécnicos e cognitivos do género me poderiam informar se isto é mesmo verdade ou apenas outro mito urbano?


14 de novembro de 2011

Not so private joke

Hoje dei por mim a pensar "winter is coming".

É grave, doutor?

Ando com um pequeno problema: viciei-me nos livros do senhor "Jorge Martins", que decidi começar a ler depois de ter visto a série A Game of Thrones, e agora ando obcecada, não faço mais nada nos tempos livres, fins de semana inteiros agarrada àquilo, até me chateia ter de parar para comer, e conviver com pessoas, e a coisa já vai ao ponto de sonhar com isso: sim, sonhar que estou a ler parágrafos inteiros imaginários em inglês, que são obra da minha cabeça. Por um lado até pode ser bom, um escape para as peocupações de trabalho que me andavam a ocupar a cabeça dia e noite, mas bolas, substituir um stress por outro não será lá grande coisa. Ainda assim, sempre será melhor que me dar para ter ataques de pânico, como a um amigo meu.

Dias lindos

Uma coisa que uma pessoa aprende rapidinho nestes países é a não confiar no instinto resultante de anos e anos de vivência mais a sul, onde sol e temperaturas simpáticas geralmente andam de mãos dadas. Fora do verão, um dia de sol radioso geralmente significa que está um frio do caraças.

12 de novembro de 2011

Eu sei que vai andar tudo a suspirar

Mas eu confesso que poucas vezes na vida vi peças tão pavorosas como as da colecção Versace para a H&M. Ou melhor, vi, algumas, em lojas de chineses.

10 de novembro de 2011

O que eu sofro

Ando a assistir a aulas práticas de laboratório, como mencionei recentemente. Embora não perceba muito do que ando a fazer, e em certas experiências seja tão inexperiente como os alunos, é fácil distinguir imediatamente entre os espertos, e os nem tanto. Toda a gente se engana e comete erros ao seguir uma receita pela primeira vez, e certos enganos e acidentes não fazem alguém menos apto, mas quando falham em coisas óbvias a qualquer um, mesmo sem qualquer conhecimento da matéria, é caso para começar a revirar os olhos.
Por exemplo, tive um grupo que perdeu a amostra durante a diálise, provavelmente por terem danificado a membrana ao manuseá-la, mas é algo que pode acontecer. Já lixar a amostra na primeira meia hora,e deitar ao lixo 300€, porque em vez de 0.5 ml de um reagente juntaram 5 ml, é mais grave. Mas uma pessoa ainda pensa: pronto, distracção. Até que lhes é pedido que, tendo um tubo com a amostra, preparem outro com água com exactamente o mesmo peso, coisa em que falharam duas vezes.

E antes de dizer o que fizeram, deixo um pequeno exercício de senso comum, to prove the point:

Imaginem que vos dão um tubo, um copo, ou uma garrafa, com um certo volume dentro, e um tubo, copo, ou garrafa exactamente iguais, vazios, e vos pedem para encher com água para que pesem o mesmo. Como fariam?


Adenda depois de umas respostas: as raparigas deram-me para a mão dois tubos, que supostamente "pesavam o mesmo", sendo que a olho, um continha metade do volume do outro. I rest my case.

9 de novembro de 2011

Literalidades

"Procurou refúgio da chuva mas confundiu uma casa de chá e uma casa de putas."

Pedro Mexia, no Lei Seca


Certamente que terá um significado subliminar mais profundo, mas não contive o riso ao lembrar-me de uma amiga a quem isto aconteceu. Literalmente. Ali para os lados da Piazza Diaz.

8 de novembro de 2011

Estar errado por vezes é bom

Neste mundinho meio à parte que é a blogosfera, em que ninguém se conhece mas acha que sim, já muitas vezes cometi o erro de julgar precipitadamente outros, mas mais ainda outras bloggers, e embirrar com elas só porque sim, só por serem tão diferentes de mim, por serem demasiado pink, ou demasiado positivas, optimistas, no fundo, por serem apenas o oposto da pragmática, realista, cínica e crónica pessimista que eu sou. Por uma ou outra razão, algumas vezes, o contacto inesperado e quase improvável com as mesmas, fez-me engolir todas as ideias feitas que tinha, mostrando-me que apesar das diferenças de maneira de ser, estava errada na minha opinião, tendo-se revelado pessoas decentíssimas. Elas sabem quem são, porque lhes disse, coberta de vergonha, mas passando o embaraço do julgamento precipitado de quem não conhece minimamente e faz figura de imbecil, fico feliz por ter estado errada. E ainda ter ido a tempo de o reconhecer.

Guilty pleasures

Confesso que mantenho certos blogues no reader devido às constantes bacoradas e momentos verdadeiramente duh, que a par de um certo constrangimento, me vão proporcionando momentos de pura galhofa. E sabem lá o quanto tenho de me controlar para de vez em quando não me pôr a gozar abertamente com certas acefalias que vejo escritas com muito orgulho. E ainda falam da tal Cátia dos segredos.

7 de novembro de 2011

Nunca subestimar secretárias, a sério

Hoje passei horas a tentar marcar uma reunião conjunta com mais 6 pessoas além de mim. Ainda não consegui saber de todas as disponibilidades e amanhã há mais. Já não posso olhar para calendários, e tentar conjugar disponibilidades durante uma hora nas próximas 3 semanas. Respect.

Não sei o quê da fotossíntese

Durante o meu curso houve algumas cadeiras que foram um verdadeiro pesadelo para passar, a saber: química orgânica e bioquímica, ambas por requererem muita memorização, além de capacidade de visualização de reacções a nível molecular, coisas que nunca foram o meu forte. Ironia do destino, desde que comecei o doutoramento que já tive de fazer síntese química, e descobrir como conseguir certas reacções, e agora, para mal dos meus pecados, devido a reestruturação de departamentos e obrigações para com a universidade, tenho de ser assistente em aulas laboratoriais de bioquímica, coisa em que não pego aí há dez anos. Tenho um protocolo para estudar até quarta, para ao menos conseguir fingir que percebo alguma coisa do que estou ali a fazer.

Coisas que eu gostava de perceber

Por que é que as pessoas que ligam para um número errado, depois de lhes dizerem que têm o número errado, voltam sempre a ligar para o mesmo número várias vezes para confirmar de todas elas que a pessoa a quem aquele número pertence continua a não ser com quem querem falar.

Jobs for the blogs

É impressão minha, ou sempre que de vez em quando aparece um novo projecto de revista com contribuições de bloggers, e para bloggers, são sempre os mesmos?

4 de novembro de 2011

Cabaz de Natal

Já sei como organizar um cabaz de Natal especial - sim, que cheira-me que a Clinique já não me irá patrocinar - e que contará com produtos tipicamente holandeses: para concorrer só têm de fazer um donativo para o meu nib, com valor mínimo de um pacote de stroopwafels ou de uma fatia de queijo gouda velho, e ganha quem der mais. Prometo um arenque por cada contribuição. Bora lá?

(portes não incluídos que isto da holanda para portugal ainda é uma nota preta)

Tio Patinhas

Uma das características pela qual os holandeses são famosos é a sua histórica forretice, embora raros gostem de o admitir. Um colega meu casa amanhã e convidou-nos para a recepção, das quatro às seis da tarde, reservando o jantar para família e amigos mais chegados. Como é costume, organizámos um presente de grupo com contribuições de cada um. Eu não sabia bem quanto dar, estava a pensar em trinta euros, mas pelo sim pelo não perguntei ao meu colega que estava a fazer a colecta quanto é que as pessoas estavam a dar. E ele mostra-me a lista: várias pessoas contribuíram apenas com cinco, enquanto o máximo eram quinze. Bolas, basta beber duas imperiais na recepção para se consumir os cinco euros com que se contribuiu.
Acabei por dar vinte para não destoar muito, com cada vez mais certeza de que o pessoal é mesmo muita forreta.

Blogo-excluída

Não tenho cabazes de natal para oferecer.

3 de novembro de 2011

Isto não é um blogue de moda e beleza

Mas sabem o muito publicitado Even Better Clinique Clinical Dark Spot Corrector? Pois, era daqueles produtos de que gostava muito de ter gostado, mas infelizmente não faz nadica de nada. Depois não digam que eu não avisei.

(Uma grande vantagem de não se ter publicidade nem ser patrocinado por marcas, mesmo por marcas de que até se gosta muito e se usa há anos e anos, é poder-se dizer mesmo o que se pensa de certos produtos.)

Como manter um blog com posts quando não se tem nada para dizer

Fazer um post a dizer que um amigo/vizinho/palhaço/dentista/whatever disse/fez/comeu qualquer coisa completamente idiota/irrelevante/polémica/que-não-interessa-nem-ao-menino-jesus e perguntar aos leitores o que acham do assunto. Eu geralmente acho apenas que conhecem pessoas especialmente parvas, ou têm pouca imaginação.