30 de janeiro de 2009

Desabonadores masculinos


Alessandra Ambrosio

"Esta me gusta"

Ceder à tentação e comentar fotografias de amigas em bikini. É que não há nada a fazer, para pessoas como eu, passam imediatamente à categoria de babões patetas e ridículos. A sério, tentem resistir.

29 de janeiro de 2009


Alexa 488

Uma pessoa também percebe que já parou de raciocinar há um bom bocado quando, passadas duas horas a fazer e refazer cálculos e balanços de massa a tentar perceber porque é que só detecta 4,9% da proteína total, finalmente se lembra que só usou 5% labeled.

PhD

Uma pessoa percebe que isto é capaz de dar um certo trabalho quando sai pela primeira vez depois das dez e meia da noite.

Personagens Leidenescas

O engatatão burro:

O engatatão burro é o típico engatatão, mas em burro, pelo que só consegue engatar miúdas também elas burras, ou muito bêbedas, ou então que queiram lá saber e cujo único requisito seja possuir uma pila. Mas continuando, eu até gosto de engatatões, e de falar com eles, porque geralmente mentem bem e lá no meio salta sempre um "não te dava mais de 23 anos" ou qualquer coisa do género, que embora saibamos não corresponder à verdade nos massaja o ego. Mas para os burros não há pachorra. Porque cometem erros. Como este, que me mandou a mesma canção do bandido duas vezes na mesma noite sem se lembrar que já tinha estado a falar comigo antes.

(Eu gostava muito de poder falar de outras personagens, mas não posso, porque ao que parece já fui descoberta por estas paragens aussi.)

Como escolher os congressos


Pelo cartaz.

25 de janeiro de 2009

Se bem que...

... eu falava mais de arrogância e inutilidade, e não tanto de condescendência.

Leitora perfeitamente identificada que afoitamente me fez saber que afinal eu não tinha descoberto a pólvora

We must respect the other fellow's religion, but only in the sense and to the extent that we respect his theory that his wife is beautiful and his children smart.

H. L. Mencken

(Ainda bem que já morreu, se não ainda me podia acusar de plágio. Ufa ufa.)

Dizer a crentes que Deus não existe é como dizer a mães que os seus filhos são feios


Vasco Barreto, num texto que gerou polémica, sobre o autocarro ateísta

O texto do Vasco Barreto, com o qual concordo na íntegra, foca um ponto importante daquilo que, na minha opinião, deve ser a atitude e forma de estar na vida de um ateu. Reproduzo um dos comentários que deixei na altura:

Concordo plenamente, e em especial com a frase da discórdia sobre o ateísmo. Confesso que já não tenho paciência para os discursos inflamados e a exagerada militância ateísta, que chega por vezes ao ponto do ridículo, porque no fundo estão a falar para si mesmos, para quem já está convencido, num exercício quase masturbatório, que além de inútil, é, no limite, contraproducente pela antipatia que gera. Ninguém se deixará convencer e muito menos se tornará ateu por influência externa, por melhor que seja a argumentação, mesmo que se prove por A + B , porque a fé não responde à lógica. É-se ateu por falta dela, por descrença, por não se ver na religião respostas lógicas às suas dúvidas e ao mesmo tempo por não se precisar de ter as respostas todas e conseguir viver com questões em aberto, mas é um processo interior, no qual pouca influência terão agentes externos ou argumentos elaborados. É-se ateu por que se é, não porque alguém nos convenceu disso.


É-se religioso, quando se é, em primeiro lugar, porque se é educado nesse sentido. Em casa, na escola, na cultura em que se está inserido. Depois, porque se precisa. Porque se precisa de respostas, de segurança, de princípios morais e guias de vida, de encontrar um sentido para a existência, de acreditar que a alma não se esgota no momento em que se chega à cova e que existe algo maior, uma ordem divina, pelo que dificilmente se poderá pensar na abolição das religiões e num mundo sem elas - e basta ver como tanta gente tão cegamente se agarra a crêndices e superstições, consulta videntes, astrólogos, tarólogos e mães ou pais de búzios, professores Karamba incluídos, para facilmente se chegar a essa conclusão.

Ora, se um crente encontra conforto e repostas nos designios do senhor, quem sou eu para lhe dizer o contrário? Seria tão inútil quanto cruel. Como dizer a uma mãe que o seu filho é feio. Nenhuma mãe amará menos a sua cria, ou achá-la-á menos bonita por isso. Mesmo que tenha um olho na testa, continuará a ser, para ela, o mais belo ser do universo. Pelo menos do seu. E a quem lhe diga o contrário, verá apenas como maldoso, mal intencionado, e extremamente mal educado. Porque, tanto no amor incondicional como na fé, não existe distanciamento suficiente para uma avaliação puramente racional e fria, e muito menos podem ser explicados pela lógica. Acredita-se, ama-se, sente-se, sem saber bem porquê. E não são outros quem o pode mudar.

24 de janeiro de 2009

By the way

http://twitter.com/horas_perdidas

Twitter

Uma espécie de status do Facebook?

Talvez assim

Dizer às pessoas que Deus não existe é como dizer a mães que os seus filhos são feios.

(Para desenvolver - e inevitavelmente explicar - isto mais tarde.)

Acordei com isto na cabeça

Telling people that god doesn't exist is like telling parents that their kids are ugly.

Ainda estou a tentar pôr isto em português, mas não me está a soar bem. Anyway, a ideia é esta. Talvez mais tarde.

22 de janeiro de 2009

Milk

E um filme onde eu entrei não poderia contar com menos de 8 nomeações, pois claro, que eu não faço por menos, incluindo a de melhor filme. E já dava para prever que a do Sean Penn também, só pelo que vi dele em cima do palanque.

Luna's predictions

Eu não disse que a Angelina ia ser nomeada para melhor actriz?


(Eu sei, não o disse aqui, mas comentei algures.)

Metabloguismos

Haverá sempre quem não entenda o que escreves. Tenta viver com isso.

In case you haven't noticed


Very very busy this week.

Intriguing, indeed

Quando reparo na profusão de textos (longos e cheios de links) publicados diariamente de certos bloggers, nunca deixo de me perguntar se trabalharão.

Woohoo


A assinalar, os 5 anos d'A Pipoca mais doce, os 4 das Cartas de Amor e de Ódio e os 3 d'Esse Cavalheiro e do The sock gap. É com atraso, eu sei, mas uma pessoa não vive só para isto.

19 de janeiro de 2009

Proposta de estágio

Consiste em apresentar de um modo apelativo e atraente o trabalho chato que eu não quero fazer por forma a que um estudante incauto queira.

João Aguardela


Morreu o João Aguardela e eu nem sei o que dizer. Não segui de perto o seu percurso nem fui a maior fã, mas fazia parte da minha adolescência, das minhas lembranças. Como da vez em que o vi no Cascaishopping, e embora pita envergonhada, arranjei coragem e fui pedir-lhe o primeiro e único autógrafo da minha vida.

18 de janeiro de 2009

Metabloguismos

A procrastinação é a maior catalisadora do blog.

Acabado de receber no facebook

Evento: ISN-I First Einstein Drink of 2009!!!
"When the old (first semester) and the new (second semester) students start coming together.. magic happens!"

O inglês pode ser muito traiçoeiro.

A frase


Pelo sempre genial Rogério Casanova

Consciência

The residents of Gaza have never had ownership of "their own piece of land," as you have claimed. We left Gaza because of our own interests and needs, and then we imprisoned them. We cut the territory off from the rest of the world and the occupied West Bank, and did not permit them to construct an air or sea port. We control their population registrar and their currency - and having their own military is out of the question - and then you argue that the occupation is over? We have crushed their livelihood, besieged them for two years, and you claim they "have expelled the Israeli occupation"? The occupation of Gaza has simply taken on a new form: a fence instead of settlements. The jailers stand guard on the outside instead of the inside.
And no, I do not know "very well," as you wrote, that we don't mean to kill children. When one employs tanks, artillery and planes in such a densely populated place one cannot avoid killing children. I understand that Israeli propaganda has cleared your conscience, but it has not cleared mine or that of most of the world. Outcomes, not intentions, are what count - and those have been horrendous. "If you were truly concerned about the death of our children and theirs," you wrote, "you would understand the present war." Even in the worst of your literary passages, and there have been few of those, you could not conjure up a more crooked moral argument: that the criminal killing of children is done out of concern for their fates. "There he goes again, writing about children," you must have told yourself this weekend when I again wrote about the killing of children. Yes, it must be written. It must be shouted out. It is done for both our sakes.

Roubado descaradamente ao Miguel Vale de Almeida. O resto do texto aqui.

17 de janeiro de 2009

Isto tudo para dizer que

também me acontece muito nas caixas de comentários do blogue.

Anger management


Quantos são?

Eu, uma pessoa que consegue manter a calma e sangue frio em quase todas as situações de crise, conseguindo agir racionalmente e sem nunca entrar em histeria, o que, juntamente com a minha contida afectividade me valeu o título carinhoso de "the rock" ou "o rochedo" por parte da minha ex-flatmate do coração, tenho um calcanhar de aquiles, que, a bem dizer, é bem mais que um calcanhar, é um corpo todo, se me é permitida a expressão.
E, se não é assim tão fácil tirar-me do sério, levando-me ao limite da minha paciência - o que eu gostava de usar antes um push me to the limit, que ficava tão melhor -, o que será conseguido através de grande insistência e contestação pelo uso de argumentos absurdos, com que me sinta atacada, qual animal selvagem, o enfado inicial passa a atitude defensiva, a atitude defensiva a irritação, e a irritação a explosão de fúria, dando origem àquilo que eu chamo os momentos em que me transformo em psicopata - bem, psicopata talvez seja demasiado forte, digamos antes gaja completamente descontrolada e fora de si, o que, como muitos saberão, já é mau o suficiente - e liberto o Hulk aprisionado em mim, indo tudo à frente, como se diz na gíria. Para o bem da humanidade em geral, e os meus próximos em particular, acontece poucas vezes, mas o cansaço, a fome, o mau humor matinal, e, porque não, o estado hormonal, potenciam grandemente estes eventos, onde não é bom estar ao pé de mim e muito menos ser o seu causador.
Uma das últimas vezes que aconteceu foi durante a apresentação de um trabalho de grupo, onde me vi obrigada a defender uma ideia com a qual discordei desde início. Estando muito cansada, irritada e descontente em geral, depois de perguntas insistentes e idiotas, a gota fez transbordar o copo quando me perguntaram se a nossa formulação injectável - intramuscular - não podia entrar directamente para a circulação sanguínea e matar o paciente. Sob o olhar atónito e boquiaberto do meu flatmate, que na assistência me olhava com a expressão "está louca", e que creio ter desde então passado a ter um bocado medo de mim, dei por mim agressivamente a responder que "claro que sim, especialmente se injectarmos directamente na jugular", acompanhando com o gesto de espetar algo no pescoço. Valeu-me uma companheira de grupo, que tomou conta da discussão, antes que eu assassinasse o inquiridor. E esta nem foi muito grave, se pensarmos na vez em que explodi em pleno tribunal, onde a advogada de acusação me perguntou umas 400 vezes se eu tinha a certeza e podia garantir que o meu amigo, de quem era testemunha, não tinha feito aquilo de que era acusado e acabei a responder que "também não podia garantir que ele nunca tivesse matado ninguém, porque realmente não estava com ele 24 horas por dia, mas que achava que não". Felizmente, a juíza, pessoa de bom senso, e possivelmente temendo a segurança dos presentes, achou por bem terminar o interrogatório, declarando que "a testemunha já respondeu várias vezes que nunca viu nem nunca ouviu dizer que". Antes disso, tinha-me passado também durante a instrução e acabado a discutir com o juiz, com a advogada de defesa a levar as mãos à cabeça, mas que resultou apenas no maior sermão de sempre, talvez por ser miúda e o juiz até ter achado piada à coisa.
Lembro ainda as vezes em que, esquecendo-me do meu metro e meio, enfrentei pessoas bastante maiores que eu, arriscando-me a ficar sem dentes da frente, como quando puxei a mão atrás e preguei o maior chapadão da minha vida num tipo que estava a bater numa amiga minha, só depois me lembrando que se batia nela não teria grandes pruridos em bater também em mim, e "ai que agora vai ser a minha vez".
Não foi, nunca foi. Talvez por sair de mim e deixar de ter medo, talvez por de repente me sentir invencível, e com mais 2 metros de altura, talvez por isso transparecer e assustar as pessoas normais, não sei. Mas umas aulinhas de yoga, muito inspira e expira e conta até 100 eram capazes de não me fazer mal.

15 de janeiro de 2009

Afonso Tiago



Está, desde sexta-feira passada, dia 10, desaparecido o Afonso Tiago, estagiário pelo programa InovContacto (o mesmo que me levou a São Francisco) em Berlim. Desde então, já reenviei e-mails para toda a lista de endereços, mas só agora tomei conhecimento do blog criado para divulgação do desaparecimento.

http://findafonsotiago.blogspot.com/

Transcrevo o e-mail de um amigo, que esteve com o Afonso no dia do seu desaparecimento:

"O Afonso trabalha comigo (na secretária em frente)...

Na Sexta jantámos em casa da --- (também C12) e depois separámo-nos: eu fui no metro e ele foi encontrar-se com amigos (se bem que me tinha dito que ia para casa a pé...)

Ontem fiquei a saber que foi com um tal --- até Ostbhanhof (A, no mapa), onde há uma ou duas discos, e que saiu às 4 da manhã dizendo que ia a pé para casa (e o --- foi de táxi). É tudo.

A polícia anda a investigar... É difícil entender como é que alguém desaparece."

Os palestinianos, os novos judeus?

[...] Os palestinianos, os novos judeus? Será necessário lembrar o que foi o Holocausto? [...] Será necessário lembrar que o extermínio de dois terços dos judeus da Europa em apenas 12 anos foi feito no maior silêncio e indiferença das nações, ao contrário do que se passa hoje em Gaza, onde o sofrimento palestiniano ecoa por todo o planeta sob o impacto dos holofotes mediáticos e é objecto de toda a comiseração e apoio dos mais variados organismos humanitários internacionais? Será necessário lembrar que a Cruz Vermelha de hoje, tão lesta a denunciar "o desastre humanitário" em Gaza, se calou bem caladinha durante o Holocausto? Não, os palestinianos não são os novos judeus. São simplesmente vítimas do mundo árabe que sempre os instrumentalizou, e dos seus próprios dirigentes, a começar pelo Hamas, para quem não passam de carne para canhão contra Israel.
[...]
Mais subtil é o argumento de que o povo judeu pelo seu sofrimento passado devia ter maior sensibilidade ao sofrimento alheio, maior aspiração à paz. Mas para os judeus e, em particular para Israel, a principal lição do Holocausto não é a paz a todo o custo, mas a obrigação de defender a sua existência, com unhas e dentes e pelos seus próprios meios, sem esperar nada de ninguém e muito menos compaixão.

Um artigo a ler na íntegra aqui, obviamente parcial, mas que oferece uma boa visão da perspectiva judaica, por Esther Mucznik no Público de hoje

What goes through your mind when someone says "Let's go for a drink"?







Enviado pela minha ex-roommate do coração.

Agora me lembro que tenho uma proposta de estágio para escrever


"Afinal os preceitos muçulmanos [...] são mais respeitadores da Mulher, que os preceitos cristãos."*

Agora três palavras: Mutilação Genital Feminina. Uma das minhas favoritas. Embora não chegue a ser tão encantadora quanto a lapidação.


*frase que afinal não era a gozar, num comentário ali em baixo.

"Afinal os preceitos muçulmanos [...] são mais respeitadores da Mulher, que os preceitos cristãos."*

'My daughter deserved to die for falling in love'

Fadime Sahindal

Oh, todo um mundo de Honor Killing para descobrir. Também absolutamente encantador.

*frase que afinal não era a gozar, num comentário ali em baixo.

"Afinal os preceitos muçulmanos [...] são mais respeitadores da Mulher, que os preceitos cristãos."*

Uma palavra: Lapidação. Essa práctica encantadora.

*frase que afinal não era a gozar, num comentário ali em baixo.

"Afinal os preceitos muçulmanos [...] são mais respeitadores da Mulher, que os preceitos cristãos."*


"A female who is 10 or 12 is marriageable and those who think she's too young are wrong and are being unfair to her"

Ah... injustiças é que não! O respeito vem sempre primeiro.

*frase que afinal não era a gozar, num comentário ali em baixo.

14 de janeiro de 2009

Yes, it's still me

Para quem já se tivesse esquecido, including myself. Que este blog andava muito cor de rosa. And there's nothing pink about me.

Não podia (mesmo) dizer melhor

A minha opinião, mas em melhor. Pela Vieira, great as always. By the way, qual é a opinião oficial da Comunidade Islâmica de Lisboa sobre o casamento de raparigas muçulmanas com portugueses (ou não muçulmanos em geral que não tencionem converter-se)? É que estou curiosa. Envolverá chibatadas?

(Também gosto mesmo muito da Vieira do Mar.)

É possível que eu seja uma troglodita, sim

Acho que não tenho grande abertura de espírito a relativizações culturais. Especialmente quando chocam com os meus princípios relativamente a direitos humanos e liberdade de auto-determinação.

Politicamente correcto

Uma coisa a que acho muita piada, é a este sentimento de culpa ocidental, que nos obriga ao politicamente correcto e a um sem fim de compreensão e tolerância para com os pobres e oprimidos, mesmo que sejam umas bestas, porque a culpa tem de ser sempre nossa, da nossa sociedade e do hediondo sistema capitalista em que vivemos, causa de todas as desigualdades e injustiças sociais. Só que, por mais que não concordemos totalmente com este modelo político e social, ele também não pode servir de desculpa a tudo.
Uma miúda, amiga de um amigo meu, foi no outro dia abordada por um grupo de muçulmanos que lhe perguntou o que fazia à noite na rua e se não devia estar em casa como lhe competia. Daí passaram aos insultos, depois às cuspidelas na cara, por fim à agressão. Simplesmente por ser mulher e exercer o direito à auto-determinação num país que lho reconhece. Seu único crime, não estar em casa como devem as mulheres decentes.
Não generalizando, nem querendo sugerir ser um tipo de comportamento transversal a esta comunidade, pagando justos por pecadores, o que venho apontar é outra coisa diferente, cada vez mais comum e sintomática do nosso peso de consciência sociológico. É que, comentando o facto com o meu flatmate, dou por ele a tentar compreender e imediatamente arranjar justificações condescendentes para algo que não é, nem pode ser, justificável, como este acto selvagem. Que são populações desintegradas, que se vêem à margem da sociedade, e que se refugiam nos comportamentos e costumes que lhes foram ensinados como certos, sendo a grande culpada, claro, a sociedade ocidental que não os integra. Obviamente, nunca encontraríamos desculpa possível se fosse um bando de holandeses a arrancar véus de cabeças muçulmanas em plena rua. Aí já não seria compreensível, ou perdoável, seria antes uma manifestação nojenta de intolerância e racismo. Como todo este "ai Jesus" em torno das declarações profundamente preconceituosas e ofensivas do cardeal patriarca, tão inaceitáveis para os escravos do politicamente correcto. E como sempre o cabrão do sentido de culpa a munir-nos de dois pesos e duas medidas nos julgamentos sociais, desculpabilizando constantemente os outros, que têm sempre mais direito a ser violentos, fundamentalistas e preconceituosos, porque a culpa nunca é deles, vítimas inocentes de uma cultura que os criou na intolerância e discriminação.
E lá vêm os eternos bem intencionados de bom coração e a sua elevação moral, sempre mais cheios de abertura e compreensão do mundo que os outros, os defensores incondicionais das minorias étnicas e do direito à identidade por todas as comunidades, à manutenção da sua cultura e costumes, mesmo que incluam prácticas horrendas como a circuncisão feminina, mas que temos todos de tolerar e compreender, fechar os olhos e condescender, porque é a sua tradição milenar e a isso têm pleno direito. E em nome da tolerância e, mais uma vez, do caralho do sentimento de culpa, aceitam-se comportamentos que deveriam ser erradicados, banidos e severamente punidos.
Do que se esquecem, muitas vezes, os grandes defensores destas maravilhosas culturas, absolutamente adoráveis e pacifistas, onde todos convivem em perfeita igualdade e harmonia, tão mais cientes dos direitos humanos, especialmente os das mulheres, ao contrário da decadente e viciosa sociedade ocidental de que tanto se envergonham, na qual estudam enquanto querem, dizem o que querem, vivem onde querem, vestem como querem, casam e têm filhos quando querem, e fodem com quem querem, é de se fazer as perguntas que faltam. Afinal, sob que cultura e tipo de regime prefeririam viver? Que sociedade julgam mais tolerante e civilizada? Qual mais respeitadora dos direitos humanos e liberdades individuais? Que modelo civilizacional consideram mais justo e evoluído? Eu, mal por mal, prefiro o nosso. Com os seus defeitos, com as suas falhas, as suas desigualdades sociais, as suas injustiças, esperando que com o tempo venham a ser diminuídas. Se devemos impô-lo ao resto do mundo? Certamente que não. Se é uma sociedade perfeita, muito menos. Mas também não devemos envergonhar-nos e, de cabeça baixa, pedir constantemente desculpa por ela, só porque é a nossa. Que já não há pachorra para tanta sabujisse e medinho de ofender.

12 de janeiro de 2009

Bad, bad idea

Se há coisa de que sou dotada, para o bem e para o mal, é de uma extrema capacidade de reconhecer uma má ideia quando a vejo. Este meu apurado bom senso, que tantas vezes funciona como elemento castrador e me impede de arriscar e tomar decisões impulsivamente, sem pesar 500 vezes as suas implicações e consequências, tem-me também prevenido de me meter em grandes alhadas, principalmente sentimentais. Ora, a minha fama de pessoa ponderada, leva a que muitas amigas a mim recorram a pedir conselho e apoio, antes de fazerem borrada. O problema é que chocam com a minha sinceridade, tão apurada quanto o bom senso, e ouvem aquilo que não querem ouvir, isto é, que se está mesmo a ver que vai dar merda. É então que começam com as auto-justificações, com milhentos mas, como que a tentar convencer-me a corroborar a decisão que no fundo já tomaram, mas que precisa de ser validada por alguém exterior. Esperam um "...sim, sim, se é ele que se atira a ti então já acho muito boa ideia envolveres-te com o teu orientador de mestrado..." ou um "...vinte anos mais velho e casado? e a mulher é gorda e feia? ah, então acho óptimo, parece-me uma relação perfeita e com imenso futuro...". Só que para isso, and you should know me better, eu não sou de todo a pessoa certa. As péssimas ideias saltam-me à vista, e dificilmente o omitirei. De modo que se querem fazer asneira, façam à vontade, mas por favor não me peçam aprovação.

Gaza ou Isto é muito complicado III

Antes que comece a ser chacinada publicamente, devo dizer que não, não tenho ideias arrumadas sobre o assunto, não, não sou coerente, sim, identifico-me com visões de ambos os lados e sim, tenho opiniões ambíguas e dificuldade em tomar partido. A única certeza que tenho é que tanto são inaceitáveis os ataques terroristas quanto os ataques a escolas onde se refugiam civis e crianças. E que um morto palestiniano vale tanto quanto um israelita. Ou pelo menos devia.

Gaza ou Isto é muito complicado II


Durante muito tempo simpatizei com o lado Palestiniano, mais fraco, humilhado e esmagado constantemente, confinado e obrigado a aceitar as arrogantes imposições e manifestações de poder Israelitas, e embora compreenda as razões desta população sacrificada, continuamente usada como escudo, não posso deixar de compreender o outro lado também.
A verdade é que as visões do conflito são, quase sempre, demasiado maniqueístas, como se a razão pendesse inequivocamente para um dos lados, e o facto de não conseguir atribuir razão a nenhum, no sentido lato do conflito, não significa que não tenha pensado sobre o assunto e prefira o facilitismo de que a frase acima me acusa. E, num certo pessimismo, tal como diz o meu pai e já escrevi há tempos, creio que este conflito só acabará quando houver apenas um de cada lado e um deles conseguir matar o outro.
De ambas as partes há razões válidas, e basta tentarmo-nos pôr na pele de uns e outros para as vermos.
Ambos reclamam o direito a habitar um território a que se sentem legitimados, mas com o pormenor de se odiarem mutuamente e terem "Árabe/Judeu bom é Árabe/Judeu morto" como lema, dificultando bastante a convivência pacífica.
Temos os que querem proteger essa terra prometida e a custo conseguida e os que não lhes reconhecem esse direito. Mais, temos um povo que reclama a elimininação de outro, e um que se recusa a ser eliminado. E que só ainda não foi por ser mais forte, convenhamos, porque se fosse ao contrário não sobraria nem um, ou temos ilusões? Um povo que não pode dar-se ao luxo de perder uma guerra, pois também só perde uma.
Temos um lado que, quer se queira quer não, apoia e alberga terroristas - sim, já sei que não é toda a gente -, e não me venham com merdas que no Hamas são todos muito bonzinhos, ai tadinhos, que só mandam uns rockets e uns homens bomba de vez em quando, que se os rockets acertassem na vossa casa e as bombas matassem a vossa família se calhar não achavam grande graça. E pediriam medidas drásticas.
E então temos o outro lado que reaje com o poderio bélico que tem, com toda a violência, desproporcionadamente, como em todas as guerras, fazendo vítimas inocentes, indiscriminadas, tal como os primeiros. Só que em maior número, proporcionalmente à sua força e ao que querem transmitir, por monstruoso que seja.
Qual tem maior legitimidade de as fazer? A meu ver, nenhum - mas isso sou eu que tenho esta mania e ingenuidade de que ninguém tem direito de matar ninguém, muito menos civis e crianças. Mas enquanto não pararem uns, não pararão certamente os outros. O que pode muito bem ser nunca, por ser um ciclo vicioso e não parecer haver abertura a diálogo e concessões, a meu ver, a única solução possível.
Se é um David e Golias, é, claro que é. Mas com um David chato como o caraças que não larga a porra da fisga, esquecendo-se que Golias tem catapultas. E há muito perdeu o medo de as usar.

Resposta ao comentário acima transcrito (com ligeiras alterações)

Start wearing purple


Gogol Bordello

Por sugestão deste senhor, uma espécie de re-post que vem mesmo a propósito.

Gaza ou Isto é muito complicado

Nos últimos 3 anos, os foguetes do Hamas mataram 40 (ou menos) israelitas. Nos últimos dias, desde que o ataque a Gaza começou, terão morrido 854 palestinianos, incluindo 270 crianças, vítimas colaterais, e 13 israelitas, incluindo 3 civis e 3 soldados vítimas acidentais dos companheiros. São números sujeitos a confirmação e permanente actualização, mas tranquilizemos os cépticos com um corte salomónico que não muda o essencial: terão então morrido pelo menos 135 crianças palestinianas. O Hamas, que ganhou as eleições de 2006, não abandonou o terrorismo e será hoje a ponta dos dedos do longo braço do Irão. A chuva de foguetes sobre as populações israelitas não é uma rotina tolerável, sobretudo pelo medo que gera, mas, nos últimos dias, Israel insiste em dar a razão a quem vê na indumentária do seu exército o único elemento que o separa dos terroristas. O que é o ataque a uma escola da ONU devidamente sinalizada onde civis procuravam abrigo, sob pretexto de que elementos do Hamas estariam nas “proximidades” e que têm o hábito de usar civis como escudos? A prova de que para Israel 30 civis palestinianos valem zero – check – e de que a ONU vale zero – check.


Para ler na íntegra aqui.

Gosto muito do Vasco M. Barreto. Ou quando a moderação é uma virtude.

10 de janeiro de 2009

Purple mania


Era uma vez uma menina que não gostava nada de roxo. Um dia cresceu, a moda mudou, e deu por si a afinal gostar e a comprar compulsivamente os roxinhos todos que encontrava pela frente.


Sim, eu sei que o armário é feio, mas hélas, foi a única peça de mobília que não escolhi myself, uma vez que foi deixada pela anterior habitante que era um bocadito pirosa. Mas como a cavalo dado não se olha ao dente, e um armário grátis é um armário grátis, principalmente quando se acaba de mudar de país, ficou. E com o tempo, uma pessoa até se consegue abstrair, embora aquele espelho me mexa um bocadinho com os nervos.

9 de janeiro de 2009

Eu sei que me torno um bocadito repetitiva

Mas é só para dizer que me preparo para sair de casa com -7ºC.

Possivelmente a frase mais sensata que li sobre Gaza

«Como alguém consegue tomar partido num conflito destes é algo que eu nunca irei perceber»

Encontrada através da Sara, que por sua vez citou o Ricardo num comentário deixado n'A Causa Foi Modificada.

8 de janeiro de 2009

Coisas que eu gostava de perceber



Serei a única a reparar que há aqui qualquer coisa que não faz sentido?

Everybody knows anyway...

Após 4 anos de ter criado este blogue, decido assumir o meu nome. Já o disse por aqui antes, mas nunca o deixei ali tão à mostra. Acontece que deixou de fazer sentido o anonimato, principalmente quando toda a gente de quem o poderia querer esconder já o lê. Sendo assim, ao menos que seja assinado.

Festa dos Reis



Lá porque não estarei cá, para grande pena minha, não é por isso que deixo de divulgar a Festa dos Reis, mais uma vez organizada pela associação culturas Voando Em Cynthia.

A festa irá realizar-se já este SÁBADO, dia 10 de Janeiro, em Sintra, mais precisamente no Antigo Ginásio Sport União Sintrense, na Av. Heliodoro Salgado, 23 - Estefânia (rua sem trânsito). Entrada 5€.

É animação para toda a família, pró menino e prá menina:

15h às 18h: Animação de rua
15h às 19h: Pintura Facial
15h às 19h: Henna Tattoo
15h às 20h: Oficinas
*Coroas
*Caça Sonhos
*Fadas com lã biológica
*Auto-massagem
15h às 20h: Mercado de produtos biológicos
15h às 22h: Mostra de artesanato alternativo
15h às 24h: Comes e bebes

Pelas 16h haverá "Floresta d'Água" - Teatro de Marionetas, e pelas 17h será a vez do concerto dos "ASARAH" - Jazz/drum'n'bass/experimental.

A festa terminará com os Peace Revolution, de quem já falei várias vezes, como aqui e aqui, e que além de porem toda a gente a saltar são uns moços muito jeitosos.

Por outro lado

Finalmente consigo andar em casa sem estar enrolada em mantas.

Estão -3,5 °C

As saudades que eu já tinha
Da minha 'cicletazinha
Tão pequena quanto eu
Meu Deus como é bom pedalar
Com este frio de rachar
Toda eu meia a tremer!

Tremer!

Tremer!

Tremer!

*De qualquer forma, acho que devo agradecer muito ao senhor S. Pedro por ter feito bom tempo ontem quando cheguei, e durante os cerca de 500 m que percorri a pé entre a estação e a minha casa, com uma mala de 22 kg numa mão, outra de 11 kg noutra e a mochila com o portátil às costas. Foi simpático, sim senhor. Não me posso queixar.

7 de janeiro de 2009

É muito tempo a cronicar


Este blogue e a minha amiga Sofia fazem hoje anos - beijinhos e parabéns Sofia! O blogue faz 4 e a Sofia não posso dizer. Poderia ficar a falar sobre isto, mas não posso porque tenho um avião para apanhar e malas para acabar.

6 de janeiro de 2009

Cabras

Hoje, para grande pena minha, confirmei que as gajas são, de facto, umas grandessíssimas cabras umas para as outras. Aliás, cabras é eufemismo. Estava com uma amiga gravidíssima - gravidíssima meaning 36 semanas, ou seja, quase a parir - quando ela tem vontade de ir à casa de banho. Pois que nenhuma das 3 ou 4 senhoras donas cabras que estavam também à espera lhe cedeu a vez. Nem uma. Eu, entretanto a levantar fervura, ainda lancei um "olhem que não é a fingir" entredentes, mas ou não perceberam ou preferiram ignorar. Tenho a certeza que se fossem homens isto não aconteceria. É triste, mas é verdade.

Mandamentos da noite #10

Se ele vem ter contigo mesmo no fim da noite, é porque, provavelmente, foste a última que sobrou.

Mandamentos da noite #9

Se um desconhecido te oferecer flores, é porque é monhé.

Mandamentos da noite #8

Não contes a tua vida toda a estranhos. Estamos em Portugal: a probabilidade de conhecerem toda a gente de quem falares mal é bastante elevada.

Mandamentos da noite #7

Evita falar muito. Quanto mais falares mais perceberão que o teu cérebro morreu há umas horas atrás.

Mandamentos da noite #6

Nunca levantes mais de 20 euros. Todo o dinheiro que tiveres, por mais que seja, terá misteriosamente desaparecido na manhã seguinte.

Mandamentos da noite #5

Aquela pessoa que diz que sim, que se lembra perfeitamente de ti da escola, não lembra. Está só a tentar ver-se livre de ti mais depressa.

5 de janeiro de 2009

Mandamentos da noite #4

Leva sempre uns óculos escuros. Serão muito úteis quando tiveres de falar com o empregado da pastelaria onde vais comer antes de ir para casa.

Mandamentos da noite #3

Não beijes ninguém depois das 6 da manhã. Se estão dispostos a isso, é porque já são capazes de tudo.

Mandamentos da noite #2

Sai de casa Cinderela, mas tenta voltar antes de te transformares em abóbora.

4 de janeiro de 2009

Mandamentos da noite #1

Se achas que essa última cerveja já é capaz de ser de mais, é porque é mesmo.

E se calhar a penúltima. E a antepenúltima. E a outra antes dessa. Pronto, vá, aquelas cinco que bebeste no lux já depois das 4 da manhã eram todas perfeitamente dispensáveis.

2 de janeiro de 2009

Camarão?


Fighting Prawns, no Xanh, restaurante vietnamita de fusão (clicar para ver melhor)

Só se for assim. Bem temperado, e bem picante. Ao estilo Vietnamita.

Esquisitices

Uma coisa que algumas amigas de longa data gostam de afirmar sobre mim em tom de crítica, meio a atalho de foice e para mostrar alguma autoridade e profundo conhecimento no assunto, é que eu sou esquisita a comer. A coisa é afirmada peremptoriamente, como se fosse um dos meus maiores defeitos, completamente óbvio, tipo "coitadinha, é coxa". É verdade que eu era esquisita, mas apenas até há uns 10 anos atrás. Claro que há uma série de coisas de que não gosto, e algumas, por serem tão populares em Portugal, e tão favoritas da maioria, acabam por funcionar como o exemplo máximo da minha grande esquisitice. Não gosto especialmente de marisco nem bivalves, em parte pela trabalheira que dão a comer, em parte pela textura esponjosa, em parte porque acaba por me ser indiferente comer gambas ou uma sandes de queijo, e acabo por achar um desperdício dar-me ao trabalho, principalmente quando há quem goste tanto. Também não gosto de cozido à portuguesa, para mim o prato mais monótono do mundo, em que é tudo cozido - nhec -, a carne cozida toda sequinha e a saber a couves, mais as batatas a saber a carne e as couves a saber a enchidos. Mas não é que não consiga comer, só não acho piadinha nenhuma. Mil vezes uma cachupa, isso sim de comer e chorar por mais. Quanto a coisas que não consigo mesmo comer, limitam-se a miudezas: fígado, tripas e quejandos, dispenso. Pronto, e moluscos. Mas por aqui acabam as minhas limitações. Experimento comida de todo o mundo a gosto e raramente não gosto. Estas amigas, que tanto gostam de me chamar esquisita, esquecem-se que esquisitas são elas, que não comem nada que não seja comida portuguesa, seja porque é cru, picante, ou sabe a caril. Só comem carne bem passada, mesmo que seja picanha, e não gostam de chinês, japonês ou indiano. Nunca na vida comeriam um ceviche, um ahi tuna, e muito menos arenque fumado ou pickled, de que tanto gosto. Dificilmente comeriam comida da Eritreia à mão, e um green curry seria demasiado picante. Mas a esquisita sou eu, só porque não deliro com camarão cozido.

Boooooring

Estive a ver aquela pornochanchada da Liliana Queirós para a Playboy que agora anda a dar na SIC. A rapariga é jeitosa, e tem umas mamas de silicone perfeitas, para quem tem mamas de silicone, mas aquilo é mau, muito mau. Começando pela voz off capaz de fazer alguém cortar os pulsinhos do enjôo que é, muito colecção Harlequin, à insipidez das supostas cenas de sexo em que não se percebe se é suposto os actores representarem pessoas que estão a ter sexo ou apenas a caricaturar pessoas que estão a fingir que estão a ter sexo, mas sem nunca tirar a parte de baixo nem chegar aos finalmentes. É mais de uma hora a ver a Liliana Queirós a arranjar todos os pretextos para tirar a roupa sem razão nenhuma aparente e assim do nada começar a contorcer-se e acariciar as mamas, mudando apenas de cenário, e de cuecas. Uma grandessíssima seca, portanto. Parece que é suposto ser erótico, mas qualquer novela do horário nobre tem cenas mais escaldantes, e mesmo o National Geographic pode ser mais sensual. Pelo menos os animaizinhos estão mesmo a acasalar. E estão sem cuecas.

1 de janeiro de 2009

Sinto-me defraudada

Uma das desvantagens de se viver noutro país é nem sempre se estar a par de certas notícias de importância quase mundial, mas que não aparecem no Público nem no New York Times, para grande pena minha. Para isso, temos então os blogues, essa fonte inesgotável de informação, ou amigos que não nos querem deixar ficar mal. Mas ontem, quando entrei na bomba de gasolina, quase me deu uma coisinha má e entrei em choque quando olhei para as capas das revistas. À surpresa inicial seguiu-se uma enorme indignação. Mas como é que é possível, minha gente, como, que ninguém - mas ninguém! -, tenha escrito sobre isso, e, mais grave ainda, que ninguém - mas ninguém! - tenha sido capaz de me avisar que a Elsa Raposo andava com o João Kleber?!