31 de maio de 2010

Sorte é:


Ter-me esquecido completamente de que o concerto de Gogol Bordello era amanhã, mas lembrar-me por ver o barbudo da boina em Leidseplein quando lá fui ter com uma amiga hoje ao fim da tarde.

30 de maio de 2010

Como sobreviver nas Netherlands

Para começar, só pedir cerveja cujo nome se consegue pronunciar correctamente. Palm sim, Hertog Jan não. Hoegaarden tem dias.

Eu bem digo que vivo no campo

Só recentemente tomei conhecimento de que Leiden, à parte da universidade, é conhecida por ter uma das populações com mais baixo QI da Holanda. Parece que tal fama se deve essencialmente à população rural e pouco educada, camponeses que vivem em pequenas aldeias aqui em volta, e que só vêm à cidade no 3 de Outubro e dia da rainha, despertando em mim uma sensação semelhante à de quando vou aos santos e vejo personagens que poderiam ter saído dos filmes de Ettore Scola, pensando surpreendida mas ainda existem pessoas assim? Para espanto do meu interlocutor, nunca tinha ouvido dizer tal coisa, e muito menos apercebido-me do baixo nível intelectual dos meus concidadãos. Claro que depois comecei a pensar melhor, e a verdade é que só conheço dois tipos de pessoas: ligadas à universidade, ou então ao ESTEC, pertencente à agência espacial europeia, o que me deixa com um universo de conhecidos entre o phd e o rocket scientist. Se há gente burra nestes universos? Claro que sim, há gente burra em todo o lado, mas pelo menos é uma burrice doutorada e com QI acima dos 120, o que sempre dá para disfarçar melhor.

Grave problema

Hoje tive uma pequena epifania, quando me apercebi de que tenho um grave problema - mais um - que contribui grandemente para a hipótese de ficar solteira para todo o sempre, e que consiste no facto de eu achar a típica conversa de engate completamente idiota, e que os rapazes quando estão a tentar impressionar uma rapariga - neste caso, eu - se comportam como atrasados mentais, sendo que toda aquela parvoíce pegada começa a irritar-me, e com a minha falta de paciência, é pernas para que te quero ao menor indício daquilo que na gíria costuma ser designado por "fazer-se a". Ora, este pequeno problema leva a outro muito maior, que é o de só me interessar por quem não me liga absolutamente nenhuma, porque conseguem comportar-se como pessoas normais, mas é um nenhuma mesmo, não aquele nenhuma a fingir para se fazerem difíceis, o que infelizmente significa que não estão mesmo nem aí, pelo que nada feito.
Entretanto, enquanto escrevia este post, lembrei-me de que já tinha escrito algo semelhante há uns anos, o que me leva a concluir que para além deste, tenho outro grave problema na minha vida, e que é ter esgotado todas as minhas ideias originais, tendo já começado a repetir-me. Entre um e outro, venha o diabo e escolha.

27 de maio de 2010

Six Years!



Roubadíssimo do facebook da Daniela.

"If I wanted to watch TV for chicks I would watch Sex and the City, just like Stalin!!!


Ahhhhhhhhh... isto está tão bom.

Coisas que eu no geral odeio: symbolic endings rooted in religious mysticism



Portanto, mesmo sem ter visto os 121 episódios da série de ficção televisiva Lost, care to take an educated guess sobre em que grupo de espectadores eu me incluiria?

(ah, valerá a pena lembrar que sou cientista, e que gosto sempre das coisas bem explicadinhas?)

Desculpem, mas vai ter mesmo que ser






pela I, n'O Doutor dá licença?

(agora de certeza que vai aparecer alguém a dizer que a I. também não está habilitada a dar a sua opinião e achar o final de lost uma banhada porque só viu os 121 episódios uma única vez, e para se poder opinar sobre a série de ficção televisiva Lost é preciso vê-la na totalidade pelo menos 10 vezes, porque sem um mínimo de 1210 visionamentos não se chega a perceber nada de nada, e muito menos a poder considerar o final uma decepção, dentro da sua visão pessoal. quanto apostam?)

"Olha, pareces a Cicciolina!"*


pela Muxy-Muxy, no Paracuca

Pois, eu sempre pensei é que ao menos esperassem que estivéssemos para lá de bagdad para começarem a fazer piadas. Wrong!

*frase proferida pelo anestesista imediatamente antes de me enfiar a máscara nas trombas

26 de maio de 2010

Coisas de que eu gosto neste país, sei lá

Chegado o fim de Maio, e depois de uns dias de quase calor, pensei, ingenuamente, que talvez fosse boa ideia comprar um casaquito de meia estação, tipo corta-vento, para finalmente pôr de lado os sobretudos de Inverno. E lá fui eu à procura, convicta de que não seria tarefa difícil. Que estupidez, como é que eu não calculei que neste país, onde as temperaturas são absolutamente abrasadoras no verão, chegando às vezes a passar dos 20 graus, não se vendessem casacos a partir de Maio. Eu entendo, é que com uma caloraça destas, com a máxima actual a chegar aos 14 graus, só um grau a menos do que apanhei à porta de casa da Sara às três da manhã em Dezembro quando fui passar o Natal a Portugal, ninguém precisa de casacos, ora essa, é só vestidos, mangas cavas e havaianas, pois claro. Tem lógica, claro que tem. Onde é que eu estava com a cabeça?

LOOOOOOOOOOOOOOOOOL

Quem dimensionou as cápsulas anti celulite da Nestlé não pensou na anatomia humana, é que aquilo só vai lá com uma boa colher de Nuttella para empurrar.

Se vocês soubessem

O que eu tenho de me controlar para não postar aqui a fotografia do meu futuro marido bangladeshiano...

O que a blogosfera permite

A leitura de posts com um erro ortográfico por frase. Por vezes dois.

Nesta profissão, de vez em quando recebem-se uns e-mails giros #2

Dear Ana Silva,

Good Evening! Hope you are doing your research work very well. Are you interested to know my home country (Bangladesh) and her people and culture?

Sincerely,

xxxxxxxx

O que é que eu faço quando conseguir parar de rir? O que é que eu respondo a isto? Será que o rapaz pensou "ah, deixa lá ver se arranjo uma noiva através desse conhecido site de dating online chamado Leiden University"? (wtf? #472)

*na sequência deste outro.

Pronto, pronto, já passou


Evangeline Lilly

I see dead people

E quem não acha que o final de Lost faz lembrar um filme de M. Night Shyamalan ponha o dedo no ar.

(quem não perceber porque é que isso é mau escusa de responder)

25 de maio de 2010

E tendo chegado à escatologia

Pronto, acho que I made my point.
Já agora, como é que se sabe que não se gosta de comer cocó?
Ou ir ao achas que sabes dançar para se perceber que não se é bailarino?
Ou ir passear a Bagdad para se ter a certeza que não é lá muito seguro?
Ou dormir com alguém do mesmo sexo para se saber que não se é homossexual?
Ou ler um blog desde o início?
Ou beber uma garrafa inteira de Unicum?
E ler todos os livros do Nicholas Sparks e do Dan Brown?
Ou ouvir ininterruptamente a Celine Dion aos gritos 121 vezes?
Ou de patê, by the way.

I'm just getting started

E será preciso comer um fígado inteiro para se saber que não se gosta de iscas?

Ao cuidado dos interessados

É preciso ouvir toda a discografia do Tony Carreira ou da Ágata para se poder afirmar que não faz o nosso género?

Só para saber.

Pequena correcção


Estive a pensar melhor e afinal entusiasmei-me muito num episódio de Lost, que foi aquele em que o Sawyer pinou a Kate lá na jaula. Ainda hoje sonho com isso, ai god maria ivone.

Imaginem o que aconteceria

se viesse aqui dizer que a ilha não existe de verdade. Ui, nem quero pensar.

Retratação pública

Venho por este meio pedir imensa desculpa aos seguidores da série de ficção televisiva Lost - não sei se vale a pena reforçar que é uma série de ficção televisiva - e que se sentem profundamente melindrados pelo facto da minha pessoa ter emitido uma opinião pessoal sobre série de ficção televisiva Lost baseada apenas nas reacções dentro da esfera das suas relações pessoais e em alguns artigos da imprensa internacional, sem no entanto ter visto os 121 episódios da série de ficção televisiva Lost, nem lido os 459267104 artigos nos fóruns dos grupos de fãs da série de ficção televisiva Lost, não sendo por isso essa opinião pessoal devidamente fundamentada, e como tal altamente ofensiva para os seguidores série de ficção televisiva Lost e que tão fielmente procuram propagar a sua fé.

É certamente uma grande falha da minha pessoa não ter visto os 121 episódios da série de ficção televisiva Lost, não percebendo por isso que a série de ficção televisiva Lost não é apenas uma série de ficção televisiva, mas um elemento importante da vida dos seus seguidores, sendo por isso um atrevimento quase equiparável aos cartoons do maomé manifestar a minha falta de entusiasmo quanto à série de ficção televisiva Lost, tal herege infiel, e, pior que isso, não mostrar arrependimento ou intenção de visionar os 121 episódios da série de ficção televisiva Lost. Por isso, aqui me retrato publicamente, afirmando desde já que apesar de não ter visto a totalidade dos episódios da série de ficção televisiva Lost nem me ter entusiasmado com os que vi, essa falta de entusiasmo dever-se-á certamente ao facto de não ter visto os 121 episódios da série de televisão Lost, sendo que se tivesse visto os 121 episódios da série de ficção televisiva Lost provavelmente pensaria de outra forma.

Aos seguidores da série de ficção televisiva Lost, as minhas sinceras desculpas e arrependimento por toda a dor e sofrimento causados, ao negligentemente não ter visto os 121 episódios da série de ficção televisiva Lost.

Pelas reacções (ou falta delas)

Ainda bem que não perdi 6 anos da minha vida a ver Lost.

Já agora

Também removo do facebook pessoal que está sempre a mandar convites para grupos, e aplicações, e sugestões de amigos, e coisas do género que me atafulham o mail e me obrigam a carregar 50 vezes ao dia no ignorar, quando é tão mais fácil carregar só uma para desamigar.

Ainda a questão da música

Preciso de silêncio. Gosto de silêncio. Gosto de música, gosto de ouvir música, mas não constantemente. Nunca consegui estudar, ler, ou trabalhar com música, se precisar de concentração. Tenho um ipod que não uso porque não consigo andar de auscultadores nos ouvidos. A sanfona constante cansa-me, incomoda-me. E se tiver de escolher entre silêncio ou música constante, escolho mais depressa o primeiro. Daí que a música nos blogues, sites, etc, seja uma violação à minha tranquilidade auditiva, que tanto prezo.

23 de maio de 2010

Verdade Inconveniente

Razões para ir fazer doutoramento para outro país:

Subsídio de Férias.

...é tão bom, acordaaaaaaaaaar, com vontade de ser criança...

(já não faço ideia de que anúncio era isto, mas foi a música que me veio à cabeça quando abri o envelope com o extracto do pagamento do salário deste mês)


Coisas que me fazem não visitar blogs

A música a começar automaticamente. Odeio, odeio, odeio. É a coisa mais insuportavelmente irritante que posso encontrar num blog. A janela é fechada imediatamente em fracções de segundo.

(há muitos blogues dos quais nunca passei ou passarei da primeira linha por causa disso.)

(e se mesmo assim lá vou, a primeira coisa que faço é esperar que a merda do plugin carregue - sim, que ainda por cima demora sempre um bocado, para nos surpreender aos berros quando já vamos a meio de um post - para poder carregar no stop o mais depressa possível.)

22 de maio de 2010

Word verification


Como sabem, ou não, que nem toda a gente me conhece assim tão bem, sempre fui contra a word verification. Essencialmente porque é uma coisa que chateia, e no geral nunca consigo acertar à primeira, o que é meio caminho andado para desistir de comentar. De modo que, apesar do esporádico comentário chinês, lá fui resistindo estoicamente a pôr mais um entrave à livre troca de ideias neste blog, logo a seguir a não permitir comentários anónimos - e que foi a melhor decisão da minha vida, logo a seguir a nunca ter começado a fazer madeixas loiras. Só que ontem recebi uns 20 comentários em chinês num curto espaço de tempo, e, convenhamos, dá um trabalhão a apagar, pelo que do mal o menos, antes os leitores que eu - a ter trabalho -, e sempre pode ser que refreie quem vem só para me chatear.

Finalmente, começo a acertar

Pela primeira vez, não me sobrou uma quantidade obscena de comida.

(será a portuguesice a sair?)

Por outro lado

Tenho uma quantidade monstra de cerveja em casa.

*que é a sua forma de contribuir quando vêm cá jantar. as raparigas costumam trazer sobremesas.

Por um lado, chega a ser fofinho

Uma gaja percebe que se anda a dar demasiado só com rapazes quando, no meio de uma festa, onde está a falar com o dinamarquês giro, um amigo vem ter consigo excitadíssimo e diz: "did you just see the girl with the big boobs and the huge décolleté?".

19 de maio de 2010

Nesta profissão, de vez em quando recebem-se uns e-mails giros

"Thank you very much for your reply. Your infinitesimal cooperation will help me as a light house and with the help of this direction I will able to find out my destination."

Por alguma razão insondável, o pessoal do Bangladesh, Paquistão, India, e outros países para aqueles lados, escolhe-me sempre na altura de enviar um e-mail a uma pessoa do grupo a pedir informações, conselhos, ou simplesmente a candidatar-se ao meu projecto de estágio sem bolsa. É que me calham todos a mim. Os meus colegas dizem que é pela fotografia, embora me custe a crer que tal seja possivel, dado o ar de má/presidiária/psicopata com que fiquei na dita cuja. Hoje, após mais um e-mail absurdo acompanhado de fotografia do moço (wtf? #1) pedindo-me ajuda para convencer o meu chefe a contratá-lo (wtf? #2) como doutorando no grupo, apesar de não o conhecer de lado nenhum (wtf? #3), lá respondi enviando uns links para páginas com posições abertas na Holanda. A resposta foi a que se vê (wtf? #4).

A frase

"não há melhor exfoliante que uma barba de dois dias."

sal, no sem aviso

(via Zôzô)

Coincidência?

Duas séries, o mesmo episódio caricato:

tramp stamp = borboleta tatuada no fundo das costas de um personagem masculino numa noite de bebedeira

californication & how I met your mother

Andarão os argumentistas com writer's block?

18 de maio de 2010

Verdade Inconveniente

Todas as minhas personagens favoritas de ficção seriam pessoas que provavelmente desprezaria na vida real.

16 de maio de 2010

Mas também fui ver as vistas


Marienplatz sem ser tirada da internet

Zoom in


Munique, essa cidade mundialmente conhecida pela prática do surf.











Zoom out







Da série "é tão mau que é bom".

Sempre adepta do velho lema "Em Roma sê romano"


Sim, a menina bebeu tudo. Valente.

(Mais uma prova de que devia ser cidadã honorária de Munique.)

*paizinho, não te preocupes, que a cerveja era praticamente sem álcool.

Dos amores impossíveis

Não o via há seis anos. Seis anos passados continuo a achar que casava com ele.

13 de maio de 2010

Ah, a doce ironia

Angola era fantástica. Luanda era uma cidade fantástica. Ah, que anos fantásticos. Que música fantástica. Que país fantástico era o nosso. Que gente fantástica, um casal fantástico naquela cidade fantástica, Jaime Ramos repetia silenciosamente o catálogo de pequenas indignidades que o outro ia despertando.

in O Mar em Casablanca, de Francisco José Viegas

Rings a bell? Acho que encontrei a minha alma gémea ficcional no que toca ao adjectivo fantástico e à forma irónica de o empregar. Gostaria de desenvolver mais, mas é tarde, estou cansada, e amanhã tenho um avião para apanhar. O que é fantástico.

12 de maio de 2010

Que feriado é o de amanhã mesmo?


Não sei, mas vou passar o fim de semana para aqui.

Open your eyes, people

Não costumo ligar muito a campanhas, petições, vídeos chocantes e outras coisas de que nos fazem forward diariamente para divulgação. Não porque não seja sensível às causas, mas porque penso que não é porque faço forwards indiscriminadamente e as pessoas até choram uma lagrimita durante os trinta segundos que demoram a ler o mail, para se esquecerem de seguida, que se muda realmente o que quer que seja, especialmente quando se tratam de direitos dos animais. No entanto, as pessoas que mandam milhares de forwards, apregoando o seu amor pelos animais, são depois as que acham tão fofinho ver um elefante a pintar, ohhhh que giro, ohhh que animal tão inteligente, que até é capaz de pintar e tudo, publicando vídeos no facebook sem aparentemente lhes passar pela cabeça a tortura a que o animal foi sujeito para o fazer, e desta forma compactuando com ela. Tudo entre powerpoints com gatinhos bebés e vídeos de sensibilização da peta contra o uso de peles. E é esta alienação que me incomoda, esta falta de noção da realidade, enquanto se aplaudem truques que deviam ser censurados por tudo o que lhes está inerente. E a minha forma de não compactuar é recusar-me a ver e a aplaudir estes truques, fruto da crueldade humana para seu entretenimento. Pelos vistos, alguém pensou exactamente como eu quando viu o vídeo do elefante artista. Abram os olhos.


Good Hair



Creio que foi através da Elite que ouvi falar deste documentário pela primeira vez, talvez o melhor que vi nos últimos tempos. Acho que ninguém branco faz ideia do que é o martírio por trás de um cabelo "mais natural" numa mulher africana, nem de toda a indústria de produtos, relaxadores, postiços e milhões de dólares que esta movimenta.

No entanto, uma pergunta ficou por responder: o que faz a Tracie Thoms para manter o seu cabelo natural assim? É que fica bem gira, e fosse eu de origem africana, tentava descobrir o mais depressa possível.

10 de maio de 2010

Coisas que não consigo entender

O giro d'Italia passar aqui por Leiden.

Segundo o Guardian

Film of the book: top 50 adaptations revealed

From words to pictures

1984
Alice in Wonderland
American Psycho
Breakfast at Tiffany's
Brighton Rock
Catch 22
Charlie & the Chocolate Factory
A Clockwork Orange
Close Range (inc Brokeback Mountain)
The Day of the Triffids
Devil in a Blue Dress
Different Seasons (inc The Shawshank Redemption)
Do Androids Dream of Electric Sheep? (aka Bladerunner)
Doctor Zhivago
Empire of the Sun
The English Patient
Fight Club
The French Lieutenant's Woman
Get Shorty
The Godfather
Goldfinger
Goodfellas
Heart of Darkness (aka Apocalypse Now)
The Hound of the Baskervilles
Jaws
The Jungle Book
A Kestrel for a Knave (aka Kes)
LA Confidential
Les Liaisons Dangereuses
Lolita
Lord of the Flies
The Maltese Falcon
Oliver Twist
One Flew Over the Cuckoo's Nest
Orlando
The Outsiders
Pride and Prejudice
The Prime of Miss Jean Brodie
The Railway Children
Rebecca
The Remains of the Day
Schindler's Ark (aka Schindler's List)
Sin City
The Spy Who Came in From the Cold
The Talented Mr Ripley
Tess of the D'Urbervilles
To Kill a Mockingbird
Trainspotting
The Vanishing
Watership Down

E qual a melhor adaptação?

Assim a primeira que me vem à cabeça: Blindness

(um dos meus livros preferidos, para mim adaptado com imensa sensibilidade e subtileza, e com Julianne Moore a fazer uma excelente mulher do médico. não consegue, obviamente, chegar onde chega o livro, mas acredito que fosse difícil fazer melhor.)

Adenda: também gostei muito do Orgulho e Preconceito, outro dos meus livros preferidos de sempre.

8 de maio de 2010

Dilema

Se vejo um filme antes de ler o livro, dificilmente conseguirei descolar os personagens dos actores que os interpretaram, mas se faço o contrário, raramente consigo gostar do filme. De uma forma ou de outra, acabo sempre a perder.


Já agora: qual a pior adaptação de um livro ao cinema de sempre?

A minha escolha: O Amor nos Tempos de Cólera.

Filme depois do livro

Sou atenta aos detalhes. Mais, tenho boa memória para eles, razão pela qual detecto pequenas incoerências em séries de televisão, filmes, ou episódios contados por amigos aos quais foram acrescentados pontos, sentindo estas não verdades como pequenas traições, às quais quase ninguém dá importância, excepto eu. Eu, obcecada com a verdade, com a veracidade dos acontecimentos, com a fidelidade ao que foi dito e como foi dito, eu, que confirmo mil vezes as coisas antes de as afirmar, vendo-me obrigada a retratar-me se posteriormente percebo ter-me enganado, a chata que tem de se controlar para não corrigir sistematicamente as histórias que os amigos tentam tornar mais interessantes do que realmente são para parecerem mais cool. Talvez por isso se torne difícil apreciar devidamente filmes depois de ler os livros, pois detecto cada desvio à história, cada diálogo inexistente e acrescentado, mais ainda quando os acrescentos não acrescentam nada, antes pelo contrário. E é por isso que não sei o que sentir relativamente a Elegy, porque vejo as liberdades no argumento como pequenas facadas ao livro, com as cenas e diálogos originalmente inexistentes por vezes quase roçando o piroso, o lamechas, retirando força à história, enquanto deliberadamente se deixa de fora a cena com a maior carga simbólica e estética. Tê-la inserido com subtileza teria sido uma prova de génio na realização, que optou por jogar pelo seguro ao excluí-la. De qualquer forma, imagino que o filme seja bom para quem não leu o livro, embora não desperte necessariamente os mesmos sentimentos ou reflexões.

7 de maio de 2010

Kristen Mcmenamy

Depois também há coisas boas

mais informação aqui.



Uma ilustração

Gisele Bündchen

"Ai, também estou a precisar de emagrecer, preciso de perder pelo menos 3 milímetros nestas ancas, que estou uma autêntica vaca, não achas?"

Por favor, eu volto a pedir

Não insistam em queixar-se constantemente do tempo que faz em Portugal e dizer que está muito mau, e que é uma chatice porque, que horror, as temperaturas desceram para os 18 graus ao fim de semana, e ainda por cima vai chover, ai ai, e coisas do género, a sério, porque eu fico com muita vontade de vos mandar para um certo sítio, enquanto penso que se há povo que não merece o bom tempo é o nosso, porque só se sabe lamentar, e queixar, e chorar, em vez de dar graças por ter um dos melhores climas da europa, e sobretudo, please, pretty please, não me venham dizer isso quando aqui estão 7 graus. Sim, são 11 da manhã e é a temperatura actual, e sim, aqui chove sempre, por defeito, pelo que já nem se refere o facto. Por isso não há de ser assim tão difícil não começar comentários com "aqui também" quando as vossas mínimas são mais altas que as nossas máximas e têm mais de dois dígitos. Vá lá, eu estou a pedir com jeitinho.

6 de maio de 2010

Shakespeare

Hoje fui ao teatro, pela primeira vez desde que cá vivo. Como podem imaginar, não é algo que tenha grande oportunidade de fazer, uma vez que não falo holandês, pelo que prontamente acedi ao convite para ir ver Romeu e Julieta quando soube que a peça era em inglês. Grande erro. O problema de Shakespeare é que, sendo sublime quando é bem representado, é dolorosamente mau quando não o é, com a agravante de ser dolorosamente mau durante muito tempo. E é por isso que comecei a sofrer logo nos primeiros minutos, por antecipação de quão mau ia ser, confirmando que ia ser ainda pior na primeira cena com a Julieta. Ora, uma pessoa espera uma Julieta bonita e delicada, ou vá, à falta de uma beldade, pelo menos uma Julieta carismática e graciosa, mas nunca uma Julieta cuja postura corporal faça as irmãs olsen parecerem primas bailarinas do Ballet Bolshoi. E como se não fosse suficiente a total falta de encanto, tornando inútil o esforço de tentar acreditar no amor à primeira vista pela marreca do baile, a dicção era tão boa tão boa que eu não conseguia perceber uma única palavra. Ia olhando para os meus amigos, ora para um lado, ora para o outro, tentando perceber pelas suas expressões se estavam tão horrorizados quanto eu, repetindo para mim mesma "this is terrible, this is awful, this is excruciating, this is painfully long" enquanto rezava por um intervalo para me poder pirar. O intervalo chegou, finalmente, e pela primeira vez na vida, não fiquei para a segunda parte. Nem a Aline, que ao meu lado rezava para não ser a única a achar aquilo horrível e poder ir embora também, respirando de alívio quando eu disse "I think I'm gonna go now". Deixámos lá um resistente, que deve neste momento estar mesmo muito arrependido. É que todos sabemos como acaba, e não é um final feliz. Excepto quando é, por ser o final.

Update: O meu amigo resistente adormeceu na segunda parte.

5 de maio de 2010

No geral, isto acontece sempre que se pensa em:

  1. ir ver concertos ao ar livre
  2. ir fazer um bbq ao ar livre
  3. ir fazer um piquenique ao ar livre
  4. ir passear ao ar livre
  5. ir dar uma volta até à praia ao ar livre
  6. ir dar uma volta até ao lago ao ar livre
  7. fazer coisas ao ar livre em geral
(normalmente também começa a chover, para reforçar a ideia)

Morar nas netherlands é:

  1. Ter feriado a 5 de Maio pelo Liberation Day.
  2. Consultar o desktop weather e ver que dão bom tempo para o dia
  3. Planear ir a Haarlem aos festejos - concertos ao ar livre - com amigos
  4. Sair de casa de bina para ir ter com eles à estação e pensar no caminho: porra, está um frio do caraças.
  5. Chegar à estação e informar os amigos que afinal se desistiu de ir porque está um frio do caraças e a tolerância é mínima quando é para se estar parado ao ar livre a ver concertos dando como exemplo o BBQ e rematando com o self-explanatory "I'm portuguese" de sempre
  6. Dar meia volta e ir dar uma volta à Haarlemmerstraat em vez
  7. Verificar que está tudo fechado porque é feriado
  8. Chegar a casa geladinha e pensar: odeio este país
  9. Consultar o desktop weather e confirmar que de facto está um frio do caraças
  10. Escrever um post a lamentar-me sobre o facto estarmos em Maio e estarem 11 graus de máxima

4 de maio de 2010

Wow da noite

Camilla Belle

Falamos do baile do MET, btw.

Ah

E também não gosto da Megan Fox, que é outra barbie de plástico sem expressão facial e boca permanentemente entreaberta.

Momento sopeira

Kristen Stewart

A sério, eu até tento ter alguma boa vontade, mas por amor da santa, esta gaja tem mesmo de andar sempre com cara de quem não caga há 15 dias? É que já nem a consigo achar bonita, só me apetece esbofeteá-la até lhe sacar uma expressão humana. Realmente é perfeita para o papel de bella, a criatura mais nojentinha da ficção actual. Além disso, ainda consegue ir sempre horrorosa a todo o lado, o que, convenhamos, não é conseguido sem algum esforço e dedicação. Esqueçam lá a Scarlett, esta é a minha nova embirração visceral.

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