28 de fevereiro de 2007

Terceiro Momento Narcísico



Tenho andado a experimentar a PopArt e cheguei à conclusão que fico muito mais gira bicolor.

Feio giro #15


Mathieu Kassovitz

Quem não se lembra do pencudo da Amelie? Um dos meus favoritos.

27 de fevereiro de 2007

Termo


Reabilitei o termo. Tendo em conta que ando a beber cerca de 2 litros de chá por dia - 1º litro chá, 2º infusão para não ficar uma pilha - e que só gosto de chá bem quente, descobri a maravilhosa utilidade do termo enfiado no armário desde sei lá quando. Agora é que vai ser trabalhar bem, canequinha dum lado e termo do outro, uma categoria. Eu sei, quando quero consigo falar de coisas mesmo interessantes.

Conservadorismo*

Agora está na moda ser-se conservador, imitando o modelo de snobismo intelectual britânico. Acho graça. Parece-me fácil dizer-se conservador enquanto refastelado numa imponente poltrona e rodeado de livros. Pagaria para ver se o manteriam sobre um banquinho tripé manco.


* Isto estava para ser um texto longo fruto de algumas reflexões mas depois não me apeteceu e ficou na versão espremida com o sumo do mesmo.

Parabéns


26 de fevereiro de 2007

Segundo Momento Narcísico



Jamais associaria o teu sorriso aos teus textos... (Pedro)


*Não se preocupem que é a última foto, já me está a passar o entusiasmo da descoberta destas ferramentas de imagem.

Feio giro #14


Miguel Borges

Para a Ritinha.

Óscares


Começo por dizer que estou com a Raspa e que quando for grande também quero ser igualzinha à Helen Mirren - se quiseres podemos ensaiar a pose em conjunto - e que foi uma das minhas favoritas da noite em estilo, sóbria e elegantíssima, um exemplo a seguir pelas pirosas do costume. A seguir à Helen Mirren vem a Nicole Kidman com um vestido vermelho de cortar a respiração, seguida de perto pela giríssima Cameron Diaz in white, que eu adoro ver morena. Em palco outro vestido captou a minha atenção, um vermelhinho retro que uma das Dream Girls - a que não era nem a Beyoncé nem a que ganhou o Oscar - vestiu na apresentação das melhores canções originais.

No geral imperou uma desconcertante sensatez que rima com palidez, vestidos insípidos em tons pastel pouco dignos de nota.

A Penelope estava linda, muito mais gira que de costume e apesar de eu não gostar especialmente da parte de cima vista de perto, de longe disfarçava e no conjunto o vestido foi muito bem conseguido; a Beyoncé estava bimbinha como sempre embora bastante melhor que nas últimas aparições; Rachel Weisz estava muito gira mas infelizmente o vestido era da mesma cor do da menina dos envelopes, o que fez com que ao longe parecessem iguais; a Lopez estava gira em estilo império, menos pirosa e exagerada que de costume, embora eu talvez tirasse duas fiadas de pedraria ao busto; Naomi Watts estava desmaiadinha de amarelo mas a ela tudo lhe fica bem; a Winslet naquele verdinho ficou um bocadito desenxabida, embora o vestido fosse bonito; já o vestido cor-de-burro-quando-foge da Gwineth simplesmente não resultou, muito provavelmente por ser cor-de-burro-quando-foge.

Por fim as horrorosas da noite foram a Kirsten Dunst, com um vestido inexplicavelmente feio, sem graça e à velha e a Eva Green que parecia um cadáver ou um boneco de cera embrulhado à pressa em tule, com um penteado horrível que a fazia parecer uma bruxa de peruca.

E é tudo que estou a definhar lentamente, sem conseguir respirar, com uma constipação monumental.

25 de fevereiro de 2007

Primeiro Momento Narcísico {actualizado}


Pop art me!

Feio giro #13


Bob Dylan

Coisas a lembrar

  1. Se desconfiar da possibilidade de vir a dar conta de uma garrafinha de tinto ao jantar levar uma escovinha de dentes.
  2. Andar sempre com um alfinete-de-ama na mala para prevenir acidentes técnicos com underwear especialmente com peças contendo string no nome.
  3. Em plena fase de verborreia alcoólica conseguir controlar-me e não contar a elementos do sexo masculino as falhas técnicas que levam à necessidade urgente de um alfinete-de-ama mesmo que se trate de um ex-namorado a quem esse tipo de referências já não deveriam suscitar qualquer tipo de fantasias.

É só a mim

ou o blogger passou a pedir 2 vezes a porra da password desde que mudou para a nova versão?

23 de fevereiro de 2007

22 de fevereiro de 2007

Feio giro #11


Oscar Jaenada
Por sugestão de e dedicado à gira giríssima girérrima Rititi.

And the winner is...

tchan tchan tchan tchan ...Miguel Silva!
O vencedor é contemplado com um extraordinário destaque aqui no blogue - e já vai com muita sorte - por ter acertado no livro, que é... tchan tchan tchan tchan... A Metamorfose de Kafka.

21 de fevereiro de 2007

Vingança

A nova novela da SIC é muito linda. E original também. E verosímil. Os autores devem contar que ninguém repare que aquilo é um Conde de Monte Cristo à portuguesa: dois amigos, interesses divergentes, gaja no meio, morte simulada e prisão perpétua. Até o escape da prisão é igual*, for God's sake!
*eu só vi a parte em que o gajo é lançado à água - que é o que em Marrocos fazem aos mortos - dentro de um saco fingindo estar morto.
P.S. Afinal é um plágio assumido, numa cena em flashback que apanhei hoje falavam do livro lá na cela da prisão. O gajo tem muita sorte na vida, porque estando em preso Marrocos, além de deitarem corpos ao mar bem pertinho da praia para lá conseguir chegar a nado, ainda partilhou a cela com um preso português que lhe deu contactos de confiança e é socorrido por uma médica também portuguesa que conhecia o seu pai e que partilha um desejo de vingança comum. Cada vez gosto mais da ficção portuguesa. Já agora, alguém sabe como acabou a Jura?

Pensar pela própria cabeça

Há tempos emprestei um livro a um amigo. Discutindo-o posteriormente expus a minha interpretação do mesmo. Outro amigo, que ouvia a conversa, pediu-mo. Acedi. Terá passado sensivelmente um mês, talvez mais. Ainda não o conseguiu acabar de ler, muito atrofiante, diz ele. Ainda assim, revela-nos a sua interpretação da história. Pasmo ao ouvir uma repetição fiel das minhas palavras sabendo de antemão que serão repetidas muito mais vezes. Sinto-me incomodada com a apropriação de ideias, não tanto por serem as minhas, mas por duvidar que lhes chegasse sem que me tivesse ouvido falar. Isto sem que tenha passado além do episódio da maçã.

Feio giro #10


Bono

Inteligência

Receber um e-mail tendo como assunto Afins.

*Resolveria certamente o puzzle.

Duvidazinha blogoexistencial

Que moda é esta que leva a que, muitos bloggers, em vez de se limitarem a escrever o endereço de e-mail tal qual, o escrevam como se estivessem a ditá-lo por telefone? Será uma tentativa forçada de originalidade ou uma forma de assegurar que apenas quem cumpra com requisitos mínimos de inteligência e resolva o puzzle consiga escrever-lhes?
P.S. Finalmente percebi ser uma forma de evitar spam. Obrigada pelo esclarecimento amigos, tenham paciência comigo que eu continuo ligeiramente netnaba.

19 de fevereiro de 2007

Obrigatório ler

Mas não há chuva que demova o carnaval nacional, por isso, mais logo, espero ligar a televisão e ver outra vez os homens vestidos de mulheres - mas é na reinação, atenção, que eu cá não sou nenhum panilas - e as jovens raparigas de bikini a baterem com os pés no chão e a fazer um ar muito entendido de como quem diz «olha para mim a sambar». Unidos da Tijuca roam-se de inveja!
Em E a chuva cai lá fora pelo Edgar, que raramente ultrapassa as três linhas mas quando o faz faz bem

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Se Me Olvido Que Te Olvidé


Bebo & Cigala

Dedicado à Pipoca

*Private joke para o meu pessoal: o gajo não vos faz lembrar ninguém? Eu acho igualzinho em versão cigana.

Feio giro #9


Benicio del Toro

17 de fevereiro de 2007

Night calls

Ser a eterna amiga solteira e como tal a mais disponível tem como consequência directa ser o ombro amigo e bóia de salvação a quem recorrem amigos aflitos que me ligam ou mandam mensagens invariavelmente às 4 da manhã para contar brigas com namorados, qualquer enrascada em que se meteram ou simplesmente porque estão bêbedos e querem conversar. Felizmente, destes últimos, o mais regular está no estrangeiro, pelo que se deixou dessas coisas. Há uns tempos, após uma noitada de copos que durou até às seis da manhã, um amigo que saíra acompanhado liga-me às oito para contar a aventura. Achei que era demais. Que me liguem para contar fracassos sentimentais ainda assinto, agora sucessos, a quem está em profundo celibato há meses, revela no mínimo um certo sadismo.

Estou tão contente

As minhas amigas ofereceram-me isto.

Os meus amigos são melhores que os teus©



Um espaço vazio ocupado por um mastro. Um totem que marca esse espaço e lança um desafio vertical. Um corpo que responde a esse mesmo desafio, à vertigem, ao risco e à possibilidade de queda. “Contigo” marca o encontro de um excepcional intérprete na disciplina de mastro chinês, João Paulo Santos, com o coreógrafo Rui Horta. Esta obra foi estreada no último Festival de Avignon (2006), no âmbito do programa “le sujet à vif”.


Concepção e direcção artística RUI HORTA/ JOÃO PAULO SANTOS
Coreografia RUI HORTA
Intérprete JOÃO PAULO SANTOS
Música TIAGO CERQUEIRA E VÍTOR JOAQUIM
17 a 20 de Fevereiro de 2007, dias 17 e 19 às 21H, dias 18 e 20 às16H
Tenho um convitezinho à minha espera.

PainKiller

Hoje descobri estar indexada no telemóvel de um amigo como Ana PainKiller. Confrontando-o sobre as razões do epíteto descobri serem bastante menos interessantes do que prometiam à partida. No entanto, o nome não deixa de ter em si algo de profético. Gostei.

16 de fevereiro de 2007

Reject new friend

Sabem como me divirto no Hi5, principalmente a gozar com fotos e perfis, daí que seja tema recorrente aqui no blog. Além de não conseguir encaixar o que faz, por exemplo, um senhor de 60 anos que poderia ser meu pai enviar-me um friend request e por norma não aceitar ninguém que não conheça pessoalmente - a utilidade da coisa resumiu-se até agora a encontrar antigos colegas de escola de quem tinha perdido o rasto - não deixo de espreitar por mera curiosidade o perfil de quem quer ser meu "amigo". E se à partida tenho a certeza de que irei rejeitar o convite, essa certeza reforça-se exponencialmente com os seguintes factores:
- Gajos com fotografias de animais bebés no perfil (Ex: gatinhos, cãezinhos, coelhinhos e afins): será uma forma de mostrar como são sensíveis e carinhosos e carentes ou apenas uma forma de não mostrar a carantonha por serem horrorosos?
- Gajos com fotografias em tronco nu, especialmente em boxers na sala de estar suburbana com bibelots e naperons sobre o sofá
- Descrição pormenorizada da constituição física
- Sobre mim: descobre - deve estar a gozar, ou não põe nada ou escreve qualquer coisa, agora este pseudo-mistério que supõe uma personalidade muito interessante e enigmática, argh!
- Religião: espiritual mas não religioso - fugir, deve ser daqueles que acredita muito nas "energias" e no cosmos e na reencarnação e toda a filosofia Paulo Coelho
- Dizer que gosta de ler mas não apontar nenhum livro em particular
- 3584 amigos, dos quais 99% são mulheres: é óbvio que não as conhece e adiciona toda a gaja que aparece na vã esperança de se conseguir encamar
Veredicto: Never!

Não percebo


... porque é que ninguém comentou o Edward Norton lá em baixo, juro que não percebo. O rapaz até pode ficar traumatizado.

Bebo y Cigala

Conheci a improvável dupla em Milão, mais precisamente em tardes de ressaca na mesón dos irmãos Maria e Carlos Calabria, no Vicolo dei Lavandai, onde me chamou a atenção a inesperada versão flamenca de Eu sei que vou te amar. Chegada a Portugal deparo-me certa noite com o concerto na 2, reconheço a voz e as mãos e sento-me a ver. O CD toca de vez em quando para chamar a nostalgia, o Youtube devolve-me agora as imagens.

Eu sei que vou te amar


Bebo & Cigala

Lágrimas Negras


Bebo & Cigala

Foda-se

Mudei isto para a nova versão e não percebo nada.

15 de fevereiro de 2007

Obrigatório ler

A série Auto-referencialidade no Pastoral Portuguesa. Estou meia indecisa na escolha de um preferido, entre o surrealismo do primeiro e a persistência do último, embora goste bastante da palavra estoicamente.

Não, não é preciso agradecer


Chico & Caetano

Tatuagem

Quero ficar no teu corpo feito tatuagem
Que é pra te dar coragem pra seguir viagem
Quando a noite vem

E também pra me perpetuar em tua escrava
Que você pega, esfrega, nega, mas não lava
Quero brincar no teu corpo feito bailarina
Que logo se alucina, salta e te ilumina
Quando a noite vem

E nos músculos exaustos do teu braço
Repousar frouxa, murcha, farta, morta de cansaço
Quero pesar feito cruz nas tuas costas
Que te retalha em postas mas no fundo gostas
Quando a noite vem

Quero ser a cicatriz risonha e corrosiva
Marcada a frio, ferro e fogo
Em carne viva
Corações de mãe, arpões
Sereias e serpentes
Que te rabiscam o corpo todo
Mas não sentes

Porque é que estou a postar feita louca

Porque para trabalhar preciso de fumar e a senhora que dá uma mãozinha cá em casa é alérgica e nunca mais se vai embora.

Ballantine's Day

Amei este post do Edgar.

Não, não estou obcecada com Vladivostok

Mas gosto muito da palavra. Vla-di-vos-tok, Vla-di-vos-tok, Vla-di-vos-tok. Repitam lá comigo: Vla-di-vos-tok.

Não tenho nenhuma fotografia de Vladivostok



Mas tenho de São Petersburgo. Apresento-vos a Catedral do Sangue Derramado.

Vladivostok

Para quem não sabe fica na pontinha mais oriental da Rússia e à distância de 11 - 11! - fusos horários de São Petersburgo.

Continuo a pensar na entrevista II

Mas alguém escreve frases daquelas cheias de ãos por todo o lado? Feio feio... mesmo assim mais suportável que a profusão de abilidades que agora se usa nos discursos televisivos. Ainda assim, custa-me a crer que eu tenha escrito aquela coisa em perfeito juízo. Não devo ter lido depois, é a única explicação. Só mesmo Vladivostok e a oferta milionária para salvar aquilo.

Estou preocupada

A este ritmo alucinante de escrita arrisco-me a um esgotamento. Se calhar o melhor é abrandar antes que seja tarde.

Querem notícias da tese?

Já tenho uma página.

Feio giro #8


Edward Norton

Vantagens de estar em período de clausura e só sair de casa para ir ao supermercado

Não ter tido de ver beijos com língua.

14 de fevereiro de 2007

Continuo a pensar na entrevista

Tendo em conta que a respondi há 3 meses, já não me lembrava de quase nada, mas a única coisa em que me reconheci foi na referência a Vladivostok. Isso sim, é coisa minha.

Da série: o que eu gostava mesmo era de ser comentadora de blogues

Caríssimo Vasco, se me autoriza a intromissão, deixe-me que o aconselhe: da próxima vez permita-se ousar um pouco mais e experimente abrir a caixa de comentários. Caso deseje uma experiência ainda mais radical, atreva-se a escolher a opção anyone can comment. Garanto-lhe que não verá as suas expectativas defraudadas, pode confiar.
Um disse que me imaginava mais velho. (isto não é perseguição)
Fez-me lembrar do meu top 3 em comentários relativamente à minha idade: "até parece que já tem para aí quarenta" a priori, e "ah... é tão pequenina!" e "parece um bombonzinho" a posteriori. Muito bom.
Não concordo nada, caro Lourenço. Ou melhor, concordo em parte mas não totalmente. Compreendo a incompatibilidade se a biblioteca pessoal da outra parte for constituída por livros do Osho, mas fugindo dos extremos não creio que a chave para o sucesso de uma relação se baseie na coincidência perfeita de gostos pessoais. Claro que tem de existir alguma compatibilidade ou permeabilidade ao gosto do outro, mas não uma sobreposição. O mais importante não é que tenham visto, lido ou ouvido exactamente as mesmas coisas - que seca! -, mas que estejam abertos a fazê-lo daí em diante em descobertas mútuas. Haverá coisa melhor que fazer descobrir algo de que gostamos a quem gostamos, como a revelação de um tesouro, ao mesmo tempo que sentimos que também aprendemos alguma coisa em troca?

Só mais uma



Um valentim para a Pipoca. Não te importas de compartilhar, não?

Feio giro #7


Jay Kay

Ai... ai ai...

O meu amor


Elba Ramalho e Claudia Ohana num excerto da Ópera do Malandro

Uma das minhas canções preferidas (embora prefira a versão da Bethânia). Oiçam bem a letra, prestem bem atenção à letra.

Entrevista no Kontrastes

Desta vez foi a minha. É impressionante: agora, que olho para ela, acho a coisa mais sensaborona do mundo, cheia de lugares comuns, repetições e uma falta de originalidade atroz. Má, má, má. Chata e pretensiosa. What was I thinking? Não há dúvida que o registo sério-formal não é a minha praia.

Ainda não foi desta que encontrei o gajo das flores

Dia dos namorados: data odiosa inventada por sádicos capitalistas com o único intuito de fazer os eternos solteiros sentirem-se uma merda.
*Se tiverem a sensação de já ter visto isto escrito em algum lado é porque sim, é verdade, é um auto-plágio de há 2 anos, mas tendo em conta que não ganho dinheirinho com isto parece-me eticamente menos reprovável que no caso da Guidinha.
Quem é amiga quem é?

Herbie Hancock e Gonzalo Rubalcaba - Água de Beber

13 de fevereiro de 2007

Comunicado

Tendo em conta que o tema do aborto se esgotou e que tenho cerca de 15 dias para escrever uma tese e que ainda só tenho 6 linhas - não sei se ria se chore - digamos que, nos próximos tempos, a produção bloguística se verá limitada a nível de escrita. Contem, no entanto, com fotografias e vídeos com fartura, que é uma forma corrente de disfarçar o facto de não se ter nada de interessante a dizer e mesmo assim se parecer muito intelectual, embora para conseguir tal efeito precisasse de pôr o blog bastante mais feio e minimalista, de preferência sem cor, de modo a forjar um ascetismo equiparável a grande elevação espiritual. Uns poemas em francês também ajudariam, mas penso que já seria demais - até porque eu não falo francês. Quanto muito um Chico ou outro, ou uns Vinícius, logo se vê.
Isto tudo para dizer que não, não é nada disso, é só mesmo falta de tempo e estabelecimento de prioridades.

Feio giro #6


Adrien Brody

Um clássico.

Não adianta, a gente compra mais



Adoro bêbedos.

12 de fevereiro de 2007

Anticlericalismo

Fico irritada só de ouvir a voz do Papa. Por este andar acabarei como a tia Ernestina, irmã do meu bisavô, de quem se conta ser de tal forma anticlerical que proibiu terminantemente o funeral religioso de uma filha. Parece que corria mesmo com a padralhada toda. E quem sai aos seus...

Nem imaginam

O Mick Jagger viveu na rua da Raspa!

Feia gira #2


Christina Ricci

Aviso

Acho por bem avisar que decidi parar com a série de feias giras à escolha do freguês. Porquê? O motivo é simples: a maioria das mulheres mencionadas como feias são, na minha opinião, bonitas. A Meryl Streep, por exemplo, considero lindíssima. Além disso, a maioria dessas mulheres são consideravelmente mais bonitas que a portuguesa média. Isto é, as tipas mencionadas como feias, ainda que feias giras, são substancialmente mais bonitas que eu. E eu gostaria muito de manter um bocadinho a ilusão de não ser horrorosa, e isso não me será de todo possível se considerar mulheres como a Meryl ou a Sigouney, ou a Isabelle Hupert - céus! - feias.
No entanto, deixarei aqui as minhas escolhas - pessoais, claro! - de feiinhas giras.

Feio giro #5


Vincent Gallo
Escusado será dizer que isto corresponde a uma selecção pessoal e que haverá quem ache que são feios feios ou giros giros ou giros feios, ou whatever.

Confesso

Eu não senti o tremor de terra porque estava a dormir. Mais uma vez perco tema de conversa por ficar a ler até de manhã e só me levantar de tarde. Mas senti um quando estava em Milão, em Novembro de 2004, e devo dizer que foi uma experiência muito enriquecedora.
Ah, e não se tinha votado a despenalização do aborto no dia anterior, pelo que desconfio que afinal não tenha tido nada a ver...

Presente

11 de fevereiro de 2007

Eu sei que é um bocado infantil gozar mas

Já viram bem as trombas da Laurinda Alves?

Afinal queriam era que fosse até aos 9 meses

E eles a darem-lhe com as 10 semanas e 1 dia.

Sim!

Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim! Sim!

Feio giro #4


Gonçalo Waddington

Cruzei-me com o gajo à saída do restaurante. Passeava um belíssimo Leão da Rodésia.

9 de fevereiro de 2007

Não é por nada

Mas cheira-me que com esta ideia das feias giras a minha auto-estima vai sofrer grandes reveses.

Feia gira #1


Meryl Streep

A escolha do Francisco.

Oh cutchi cutchi cu

Acabei de saber que o checo, um-metro-e-noventa-que-faz-natação-e-nota-se, giro giro, razão da peregrinação feminina ao laboratório aquando da sua chegada, está a morrer de saudades minhas. Ao que parece, era a única pessoa que falava com ele lá no lab. A bem dizer, eu era a única pessoa que falava. E cantava. E praguejava. E dançava às vezes também. Tenho que voltar depressa antes que toda a gente entre em depressão.

Olha, está a chover, que bom

Uma gaja vai uma ou duas vezes por ano ao cabeleireiro, sendo que essas vezes são as únicas em que a gaja arranja o cabelo e o seca com secador. Ora, a minha perguntinha inocente é: porque raio é que chove sempre que eu resolvo esticar as melenas e parecer uma misse?

Feio giro #3



Sean Penn

Feias giras

Oh Luna porque é que as mulheres têm padrões muito próprios na apreciaçao dos homens e que esses padrões são sutentados por parâmetros de muito mais inteligência que os homens? Tens a certeza que a maioria dos homens preferiria a Scarlett à Sigourney Weaver? Espumante

Tenho, senão total, quase quase. Mas para não ser acusada de sexista por afirmar que os homens têm uma certa dificuldade em apreender o conceito feio giro, deixo aqui o apelo à população masculina que visita - ainda que em segredo - este espaço, para me darem exemplos de feias giras, isto é, feiinhas com quem não se importassem nada de passar umas horinhas como vieram ao mundo. Até agora a única mencionada foi a Sigourney Weaver, que, deixem-me que vos diga, ainda que não tenha o f na testa da Scarlett, se é considerada uma mulher feia vou ali num instantinho atirar-me da ponte 25 de Abril abaixo e já volto.

Vá, mostrem lá o que valem.

Cansaço

A esta altura do campeonato já devem andar intrigados por eu não falar sobre o aborto há uma série de dias. A razão não tem qualquer mistério: cansei-me. E eu sou uma pessoa que se cansa. Tantas vezes desisto de causas, projectos, pessoas, textos, simplesmente por me fartar deles. Farto-me porque não me trazem nada de novo, porque vejo como inútil um esforço que não tratá mais que cansaço em vez de proveitos. Enfado-me na monotonia de um combate que se vai tornando cada vez mais irracional e com contornos clubistas. Enjoada do mau gosto e da exploração do sentimentalismo iletrado. Em bom português, fartinha até à peruca.
Até porque se esgotaram os argumentos, tudo já foi dito e redito, e o dito por não dito, lembrando a letra de Chico, tendo-se já atingido o impossível em grau de absurdo, quando o impensável, que uma mulher pudesse engravidar de propósito só para depois abortar - embora fosse prática corrente na alta competição desportiva -, foi sugerido aquando do delírio da venda de fetos, e acabo triste e deprimida com a certeza de que não há limites para a estupidez humana.
Respeito a posição emotiva de quem defende o Não embora não compreenda nem a respeite intelectualmente. O que não obsta a que algumas das melhores pessoas que conheço sejam do Não, não passando eu a gostar menos delas por isso. No entanto são relações que não assentam em admiração intelectual. Admito inteligência, cultura e agilidade mental a alguns dos defensores do Não, mas a nível de admiração situar-se-ão no mesmo patamar do Prof. Marcelo a partir do dia em que o ouvi afirmar que acredita nos 3 pastorinhos. Porque quando se entra nos domínios dogmáticos da fé, bem como na convicção da posse da verdade e da moral, não há espaço para discussões académicas, e partindo desse pressusposto abstenho-me de prolongar qualquer tipo de contra-argumentação lógica. Porque saímos dos seus limites. A desistência, em mim, é um sinal de arrogância, e a minha condescendência é resumida num encolher os ombros seguido de silêncio. Como agora.

8 de fevereiro de 2007

7 de fevereiro de 2007

Os gajos não percebem nada disto


A maioria dos gajos não consegue perceber o fascínio que este tipo, o Dr. House - e não o Hugh Laurie, que é uma coisa completamente diferente, não obstante o Hugh Laurie também ter muita piada - exerce sobre o sexo feminino. O gajo é feio dizem vocês. É. Mas é um feio giro. Como o Joaquin Phoenix, para dar outro exemplo. E é este conceito que é desconhecido para a maioria dos homens. E o que é um feio giro, perguntam-me vocês? Não é fácil definir, mas ponhamos a coisa desta forma: é um feio que tem como uma aura de atracção em volta, e que leva a quem se aperceba dela tenha muita vontade de se pôr imediatamente na horizontal. Tem a peculiaridade de ser alto e magro, o que ajuda. Este tipo de carácter não se ajusta bem a um gordo baixo.
Depois, há toda uma personalidade fascinante no personagem. A sua inteligência, o seu humor negro e mordaz - resultante da inteligência - espicaçam-nos a intelectualidade; a misantropia, solidão e abandono que o acompanham resultam no fascínio pelo inalcançável e o desejo de possuirmos o que parece impossível; a debilidade física toca-nos o instinto maternal; a sua personalidade forte e a honestidade intelectual, que não se verga perante causas mundanas, colhem a nossa admiração; e por fim o feitio irascível que desperta a domadora de chicote em riste que há em nós. Coisas maravilhosas, portanto. Pelo menos para qualquer moçoila letrada que ainda suspire com o Mr. Darcy desde que leu o Orgulho e Preconceito e ainda não tenha encontrado um à altura.

Formas de perder imenso tempo em vez de trabalhar #2

Tenho-me entretido a fazer bonecos do South Park dos meus amigos. Alguns ficaram melhores que outros. Tenho inclusive recebido críticas relativamente ao meu porque não uso baton. Têm razão, não uso, nunca jamais em tempo algum sob pena de ficar igual à betty boop, mas aquela boca não existia em muitas opções de cor.
Entretanto, creio ter criado a minha obra prima, facilmente reconhecível por qualquer elemento que tenha frequentado o DEQ entre 1998 e 2004.
Espero que ele continue meu amigo depois disto.

Life after blogger #2

Há um blogger que me atrai. Sim, nesse sentido mesmo, o que se há de fazer, o tipo mexe comigo, dá-me os calores, enfim... Nesta fase penso seriamente internar-me numa instituição psiquiátrica para pessoas com disfunções internetianas. E não, é óbvio que não vou dizer quem é nem sob tortura. Mas continuando, o tal gajo. O gajo escreve bem, muito bem mesmo, o que me me estimula certamente partes cerebrais não estudadas com ligações a outras partes cerebrais que mexem com outras partes que acabam por mexer com, bem, you know what. Nunca o vi, não trocámos uma palavra, um comentário, nem sequer um mailezinho mixuruca, é uma relação apenas unilateral, mas ainda assim sinto que o conheço. É a vantagem (ou desvantagem) dos blogues, a exposição do que somos torna quase possível que alguém nos conheça sem nunca nos ter visto. Aquilo que por vezes demora anos a descobrir e que faz com que conheçamos alguém, é muito mais facilmente revelado através da palavra escrita, em que obrigatoriamente pomos algo de nós. A palavra escrita resume ao essencial o que desperdiçamos em palavras inúteis oralmente.
Um blogue é um resumo de quem o escreve. Gostar de um ou de outro, são apenas detalhes.

Talvez quando entrar na menopausa

Às vezes gostava de ter um blogue menos histérico. Assim numa onda mais serena e intelectual, quase clássica. Como se eu fosse a Mona Lisa. Já concluí que para isso seria preciso deixar de ter hormonas. Ou entrar em depressão. Ou ser homem. Não sei, mas acho que não vai acontecer.

My own personal heroes

Esta malta aqui do Sim no Refendo.

Além de escreverem bem e se baterem que nem uns leões, ainda conseguem ter estômago para ir ler o blogue do Não, coisa que eu desisti de fazer há uns 15 dias. É que apesar de vomitar ser muito bom para emagrecer, parece que estraga os dentes.

6 de fevereiro de 2007

Companheiras de estudo


As minhas preferidas são as da embalagem encarnada.

Estou mali mali mali

Não bastava estar prestes a fazer 27 anos - ó vida cruel -, ter que escrever uma tese inteirinha em menos de um mês e não conseguir começar, o que faltava mesmo era ficar doente. Às vezes desconfio ter nascido com o sexo errado, porque quando estou doente fico a morrer e passo o tempo a gemer enquanto me arrasto com dificuldade e a auto-comiseração atinge níveis tão altos que só me apetece que o mundo inteirinho tenha pena de mim e se ofereça para me levar sopinhas e chazinhos à cama ou ao sofá para que eu não tenha de me mexer. A única coisa boa é que normalmente emagreço porque deixo de conseguir comer.

Termómetro

Uma das coisas que sempre me intrigou é a capacidade de algumas pessoas verem se alguém tem febre só por encostar a mão ou - e esta a mim parece-me sempre revestida de uma autoridade solene - a boca à testa. Eu, convencida que isto de sentir calor ou frio depende da diferença de temperaturas, pergunto-me como é possível tamanha sensibilidade, até porque tendo sempre as mãos mais frias que o resto do corpo me parece sempre que a testa está mais quente, de modo que nunca na vida consegui perceber se tinha febre por esse método. O que me leva à razão do post: aquilo é mesmo a sério ou é só teatro?

Químicos

Não sei se já vos disse que acho montes de piada àquelas pessoas que são contra os medicamentos porque são químicos e fazem mal e que passam o tempo a tomar chazinhos em vez de paracetamol e que vão a festas de transe e snifam coca e se empreitam todas com MDMA e fumam montes de charros, mas sempre com o cuidado de cortar a mortalha para não fumar demasiado papel que é uma coisa que também faz muito mal.

Tou toda fodida

Vou já começar a drogar-me à grande a ver se a cabeça não rebenta.

Espero estar enganada

Se eu ignorar os sintomas e fingir que não estou nada a reparar que estou a ficar doente será que passa?

Estive ali a ver o Prós e Contras

E acabei de descobrir que a Palmira Silva do Sim no Referendo é a mesma Palmira Silva que foi minha professora de laboratórios já não me lembro bem de quê - química geral? química-física? -, e a cujas aulas não me baldava porque eram obrigatórias.

Gostava muito de pôr aqui aquele smiley da boca torta, por isso imaginem-no

Tens a certeza de que algo está mal quando te catalogam como croma da matemática por responderes em menos de 10 segundos que a nona semana do ano fica obviamente em Março.

5 de fevereiro de 2007

Formas de perder imenso tempo em vez de trabalhar


Tirado daqui.

Parecida?

To cut or not to cut, that is the question

A dúvida existencial dos (quase) 27 anos.
*Para quem não esteja a perceber o que possa atormentar desta forma a alma de uma mulher, estamos a falar de cabelos.

Fort Worth, Texas

Alguém me tem visitado regularmente daqui. Não faço a mínima ideia quem seja, mas não deixa de ser coincidência que o local tenha sido mencionado no filme que estive a ver esta noite durante o 1º round da insónia, isto é, antes de me ter deitado a primeira vez às 4 da manhã. Era com a Natalie Portman.

O que ninguém me deve pedir

1 - que tome rapidamente decisões definitivas (ler post anterior)
2 - que ganhe dinheiro (ainda nem sequer comecei e já desisti)
3 - que seja dinâmica e empreendedora (devem estar a gozar, a falta de ambição é hereditária)

Então, já pensou no que quer fazer a seguir?

A pergunta era inevitável, e por mais que tenha fugido a reuniões não colectivas acabaria por chegar a hora de a ouvir, e mais, ter de fingir que a quero responder. Começo a rir, como sempre que estou nervosa, sinto-me a corar e olho para os pés enquanto entrelaço madeixas com os dedos: Não sei. Sorrisinho amarelo. Ele sabe perfeitamente que eu não sei e acho que a própria pergunta é só uma forma de me pressionar a tomar uma decisão. Trata-me como se eu fosse uma miúda. Uma miúda quase com trinta anos - odeio dizer isto -, mas uma miúda. Com ar de miúda ainda por cima, que isto de não ter crescido tira-nos sempre autoridade - hei de ter quarenta anos e o odioso companheiro da minha madrinha continuará a chamar-me la petite com o seu ar de babão enquanto eu finjo não perceber uma única palavra de francês -. Por si não acabava o mestrado nem daqui a 50 anos, Pois, eu sei... , só que não sei o quero fazer, ou melhor, tenho algumas ideias, não tenho é a certeza de como realizá-las ou mesmo se tenho tomates para isso. Mas já decidiu se quer fazer doutoramento?, sei lá, mas tenho mesmo de responder a isso agora?, Se calhar é melhor começar a pensar nisso, eu sei, tem razão, e quero sim, só não sei se quero já ou se prefiro arrumar ideias e ganhar certezas relativamente a onde e em quê, Com que média é que acabou mesmo?, foda-se, estúpida, estúpida, estúpida, monga, idiota, mas porque é que te baldaste tanto às aulas, tu nem eras burrinha de todo, mas o medo de não viver o suficiente, ai esse medo, Com catorze, sorrisinho ainda mais amarelo, custava muito, estúpida, custava, teres ido mais vezes às aulinhas? Pois, com o mestrado fica com 15 e se publicar talvez tenha hipótese, só pode estar a brincar, alguma vez na vida eu ia publicar esta merda?, posso ser a criatura mais preguiçosa do mundo, mas não sou desonesta, Bem, vá pensando nisso e veja lá se consegue acabar até ao fim de Fevereiro. Sim chefe, sim.

Nunca antes de chegar aos quarenta

A sugestão de aproveitar torna-se tanto mais absurda quando o homem bonito em questão é uns quatro ou cinco anos mais novo.

Vou tentar outra vez

Se daqui a duas horas voltar é porque não consegui.

Atada

Sou frequentemente apelidada de atada, ainda que com carinho. Que não aproveito, que perco oportunidades. Porque é que conversar com um homem bonito não pode somente significar conversar com um homem que, por acaso, é bonito, mas ter de servir como meio para um último fim, fim esse que não pode ser outro que saltar à espinha do dito homem bonito só porque o é? Por não ter atingido ainda a quota de quecas considerada normal para uma mulher não totalmente feia, não totalmente burra e não totalmente desprovida de graça?
Além disso, nada mais monótono do que um homem bonito. A não ser que nunca tenha tomado a consciência de o ser. Nunca me interessei por homens bonitos, ou cuja beleza fosse consensual, e os homens bonitos no geral também nunca me ligaram nenhuma, com excepção do alemão de metro e noventa com os olhos azuis mais bonitos que já vi a quem o protótipo pequenina moreninha de mau feitio encaixava que nem uma luva no imaginário da mulher latina conjuntamente com o sentimento de protecção que pareço despertar nos homens grandes, de modo que por norma me parece uma enorme perda de tempo tentar competir com a loira 38 copa C que já não se lembra bem do abecedário de cor mas que faz um par tão mais apelativo. É por esta altura do discurso que me costumam atacar com a insegurança e falta de amor próprio. E eu penso o contrário. Talvez seja amor próprio demais. E se eu já me habituei a que a minha vida sexual seja mais enfadonha que a de uma freira, porque é que o resto do mundo ainda não?

Love ou hate Site Meter?

Descobrir que se é visitado em silêncio por alguém que se admira muito traz-me subitamente sentimentos dúbios. Por um lado o contentamento de esse alguém saber que eu existo, por outro o medo de que seja pelos piores motivos.

É tão bom ter insónias

Quase seis da manhã e eu sem conseguir pregar olho. Após duas horas de voltas infrutíferas na cama desisto e levanto-me. Cheira-me que será um dia extremamente produtivo.

E umas nódoas negras

Se casaria com um homem de direita? Talvez, desde que não fosse contra a despenalização do aborto. Desconfio que dariam entrada os papéis do divórcio antes da data do referendo.

4 de fevereiro de 2007

Amigos

Morrendo hoje, gostaria que o meu epitáfio dissesse: foi uma boa amiga. Sem me sobrarem talentos, julgo que aquele que me é inato é a amizade. De facto, de entre as minhas qualidades, julgo ser essa a mais importante. Disponível e presente, sempre que precisaram de mim. E tenho bons amigos, felizmente. Uns, de infância, que ainda que hoje partilhemos pouco em comum, fazem parte da minha história pelo simples facto de sempre lá terem estado e não me lembrar da minha vida sem eles, fazendo por isso parte de mim e do que sou. Outros há, amizades adultas, que foram construídas com base em afinidades pessoais, umas mais imediatas, outras de construção lenta, cozinhadas em lume brando nas redes de afectos. Uns cobrantes, necessitando de atenção permanente e presença assídua, outros, mais como eu, desligados, para quem o longo tempo entre contactos não esmorece o sentimento. De entre todos eles, fora família, estão aqueles com quem, caindo no cliché, partilharia o último pedaço de pão. Talvez por se aproximar perigosamente o meu 27º aniversário, as reflexões sobre a minha vida e aquilo que construí até hoje não me têm abandonado, levando-me a pensar nas pessoas importantes que fazem parte dela. E daí voltamos aos amigos e ao top pessoal. Todos temos o nosso top, os mais, aqueles tais, os mais chegados. De entre eles, alguns estão fora, por não viverem em Portugal ou porque por motivos profissionais ou pessoais se ausentam. E de entre o top do pão, quatro deles não estarão presentes no meu aniversário. E tenho pena, porque gostaria que estivessem comigo, nem que fosse para partilhar a bebedeira e a depressão.
Hoje saí com um dos núcleos duros, ela que parte segunda, ele na terça. Os outros dois estão fora há uns pouquinhos anos. E agora, em fim de noite, quero dizer-lhes que lhes sinto a falta.
Vocês sabem quem são, e estas palavras são-vos dedicadas.
P.S. Isto ficou um bocado lamechas, mas se tiverem em conta a hora a que foi escrito e sabendo de antemão que não sou nem madrugadora nem abstémia, compreenderão melhor o sentimentalismo.

Os meus amigos são melhores que os teus©





Decorem este nome: Marta Cerqueira, Bailarina





*Querida Rititi, desculpa, mas este título é tão bom que se torna absolutamente impossível não copiá-lo

2 de fevereiro de 2007

Por falar em matar os filhos



Parece que é finalmente amanhã que vou ver a Medeia ao Chapitô.

Profissões

Há quem seja comentador político, desportivo ou literário. Eu gostava de ser comentadora de blogues.

Porque para se ser de esquerda tem de se ser pé rapado e ter avós analfabetos

Moderna ou antiga, o sonho da esquerda é ser brasonada.

É tão difícil sair de lugares comuns...

I hate Site Meter

Escrevo-vos para vos dar conta de um facto muito triste. O meu Site Meter, coitadinho, encontra-se em coma profundo desde cerca das 3 da tarde de hoje. O meu ego manifesta o seu pesar. Os médicos já foram avisados e estão a caminho, no entanto, temo que algumas visitas nunca mais sejam recuperadas.

Tese: semana 1

Ainda não passei da organização do índice.

O paizinho é que sabe

Falta de pachorra para gente sem opinião. Não tanto para quem não tenha opinião por falta de conhecimento, nesses casos por vezes espanta-me é que a tenham de todo. Falo de quem, tendo com certeza convicções sobre determinado assunto, não as manifesta até que todos os seus pares o tenham feito, para dessa forma assumir com segurança a causa que advoga. Olha para um lado, olha para o outro, vê quantos estão de cada lado e pondera se poderá continuar no meio, em zona neutra, agradando a gregos e troianos, até que, na iminência de decidir em que lado ficar, decidir pelo que tem a cabeça mais alta. A opinião não é sua, é do paizinho, que sabe mais e é respeitado por todos, mesmo os que não concordam com ele. E assim segue em segurança, sendo por todos admirada, apesar de nunca ter arriscado pensar de forma diferente.

1 de fevereiro de 2007

SOS cozinha

Alguém me sabe dizer como fazer almôndegas com molho de tomate sem que as almôndegas se peguem sempre ao fundo do tacho acabando invariavelmente com metado do diâmetro inicial?

Atenção

Alexandre Quintanilha na RTP 1!

By the way

Acabaram-se os comentários anónimos. Quando os permiti avisei que seria um período de experiência. Correu mal. Volta à forma anterior e paga o justo pelo pecador. Pelo menos até 11 de Fevereiro.

E começa o chinquilho

Anônimo disse...
Sou contra o aborto em qualquer circunstância. Mas abro uma excepção: a mãe da Luna deveria ter abortado e não devia ser julgada, mas sim condecorada ou algo do género. Agora nem para o rabo te olham, não espanta, pessoas como tu devem nausear qualquer um.
Tenho um endereço de e-mail aqui ao lado para quem quiser mostrar o seu desacordo com as posições que defendo. Tem como inconveniente obrigar o remetente a fornecer um endereço de resposta, não podendo insultar impunemente sob a capa da cobardia.
Apesar de não concordar com a posição do Não, não ando por aí a insultar os seus defensores anonimamente nas suas caixas de comentários. Discordando, ou opto por não comentar, ou refiro os meus argumentos, sem no entanto referir as suas mãezinhas em tom depreciativo nem fazer juízos de valor relativamente às suas formas de estar na vida. Digamos que é uma questão de educação e respeito pelo próximo. Quem souber o que isso é, compreende.
E é por isso que agradeço às pessoas educadas que me visitam e que, discordando em absoluto da posição por mim defendida, se comportam com dignidade. Aos restantes, não vou continuar a dar-me ao trabalho de responder porque não os respeito o suficiente para isso.

Conselho de amiga: usem o Flip

Quando quiserem insultar alguém por escrito nunca deixem passar erros ortográficos.

Expliquem-me como se eu fosse muito burra

Uma das coisas que me tem feito bastante confusão na questão do aborto é a separação entre direita e esquerda em termos de opinião. Ora, dentro dos meus fracos conhecimentos políticos, sempre tive como certo que a maior diferença entre ambos os lados é a forma como olham a sociedade: a esquerda acreditando num mundo perfeito e por vezes perseguindo ideais irrealistas de convivência social, enquanto a direita se apoia na realidade do mundo, com seus defeitos, contando com o egoísmo natural do ser humano para regular a sociedade, numa atitude muito mais pragmática.
E é aqui que me parece residir a enorme incoerência, na incapacidade da direita de ver o mundo real, fechando os olhos aos números e estatísticas e assentando toda a sua argumentação em respostas utópicas dignas de um sistema socialista: o estado como pai tomando à sua responsabilidade a resolução de todos os problemas sociais e a subsistência do indivíduo em condições dignas apoiando os mais desfavorecidos. Eu até defendo isso, mas eu sou de esquerda! O que me parece é que nesta questão há como uma troca de lados, sendo os argumentos usados por cada um os opostos aos usados nas restantes situações. A esquerda virou pragmática, a direita utópica.

I love Sitemeter #3


O que dá ter publicidade de certas e determinadas pessoas.