31 de Julho de 2009

Não sei se já repararam

Que eu ainda não me pronunciei sobre a lei que impede homossexuais de dar sangue. Não é que não tenha opinião sobre o assunto, que tenho - caraças, desde que comecei a pensar e a falar que tenho opiniões sobre tudo -, mas é um assunto que me irrita muito e eu não me posso enervar. De qualquer forma, e como amiúde, concordo palavra por palavra com o que foi escrito pela f. aqui. E amanhã vou para o Gay Pride de Amsterdão, que é para esquecer.

30 de Julho de 2009

Dilemas

Eu até estava a pensar limpar a casa, mas como daqui a cerca de uma semana vou fazer uma housewarming party se calhar não vale a pena.

Coisas chatas II




A Gwyneth Paltrow

Eu costumava achar a Gwyneth Paltrow muito estilosa e cheia de classe, sempre elegante naquele estilo clean tão dela. Mas desde que por piada comecei a espreitar o seu site, com os seus conselhos sobre tudo e mais alguma coisa, desde vestir a comer, e a vida em geral, comecei a achá-la um bocado chata, no sentido boooooooooooring do termo, naquele estilo pãozinho sem sal apologista da vida saudável, ainda por cima com a mania que é iluminada espiritualmente. Até que hoje, ao espreitar os seus conselhos de leitura de verão, dou de caras com isto:

The Count of Monte Cristo by Alexandre Dumas

A classic, which I hear is steamy.


E agora nem sei bem o que pensar deste which I hear is steamy. Primeiro porque ainda não percebi se as notas são da Gwyneth ou das amigas da Gwyneth ou dos acessores da Gwyneth, mas de qualquer forma é muito mau. E eu já nem digo que seja especialmente grave - que é - ter chegado aos trinta e seis anos sem o ter lido e ir lê-lo agora, mas este which I hear is steamy transmite-me uma ideia de ignorância total sobre o livro ou mesmo a história, sendo talvez a única pessoa no mundo televisionado capaz de admitir que nunca viu uma série, um filme, ou o que quer que seja sobre o Conde de Monte Cristo - o que é difícil caraças, que até em Portugal já se fez uma novela pirosa com o Diogo Morgado baseada na história -, mas que vai finalmente ver o que é porque ouviu dizer que era steamy. De modo que não sei se além de chata é inculta, ou se tem apenas andado muito distraída.

Adenda: E mesmo que não seja ela a escrever, vai com a sua assinatura, pelo que deveria pelo menos ler o que é publicado.

Coisas chatas

Uma coisa chata é uma pessoa enganar-se na máquina de tabaco e tirar um Marlboro 100's. Uma coisa muito chata é uma pessoa enganar-se no aeroporto e tirar um volume.

(Pronto, lá vou ter de andar mais de 2 meses a fumar aquilo)

29 de Julho de 2009

Salmão teriyaki com gengibre ao papillote

Como já devem ter reparado, nem isto é um blogue culinário, nem eu sou muito dada às lides domésticas e, como tal, não costumo postar receitas. Acontece que, vivendo sozinha, alguém tem de cozinhar, e, embora eu gostasse muito de ter um chef só para mim, o ordenado de PhD student não chega, pelo que essa pessoa tem de ser eu.
Ora, como no outro dia divulguei um aproveitamento de restos aqui do meu frigorífico, e para não pensarem que eu só como restos e mixórdias duvidosas, e tendo em conta que há dias em que até vou às compras, resolvi partilhar convosco uma receitinha de produtos frescos, que é sucesso garantido se quiserem fazer um brilharete - considerando que os convidados gostam de sabores exóticos e a dar para o oriental - e que demora cerca de 40 minutos a preparar, sendo que 10 são de preparação e 30 são de espera enquanto está no forno.
Lembrando novamente que isto não é um blogue culinário, e nem eu sou cozinheira profissional, sendo principalmente intuitiva a cozinhar - receitas bem chegam as das nanopartículas -, as quantidades são todas a olho, pelo que o sucesso do cozinhado dependerá do vosso jeitinho, e, principalmente, do bom senso. Assim sendo:

Ingredientes

postas de salmão (uma por pessoa)
molho teriyaki q.b.
gengibre q.b.
wasabi q.b.
sal q.b.
sumo de lima q.b.
alecrim q.b
tomilho q.b.
batatas


Ora bem, começa por se aquecer o forno a 180 - 200ºC. De seguida pega-se num pirex, e cobre-se com uma folha de alumínio, que irá fazer o papillote. Esfrega-se então o salmão com wasabi - eu uso uma quantidade parecida com a que uso de pasta de dentes para cada posta, mas depende se se quer mais ou menos picante - e coloca-se sobre o alumínio. Pica-se gengibre fresco em pedacinhos pequenos - para aí 1/2 cm por posta - e deita-se por cima do salmão. De seguida, espreme-se a lima - usei meia para 2 postas - e depois cobre-se com molho teriyaki. Por fim, tempera-se com sal - pouquinho ou mesmo nenhum, não esquecer que o teriyaki já tem sal - e alecrim - o alecrim, obviamente, não fazia parte da receita original, mas eu gosto de experimentar e acho que fica bem. Fecha-se o papillote e vai ao forno cerca de 30 minutos. Acompanha com batatas cortadas regadas com um bocadinho de azeite, e temperadas com sal, alecrim e tomilho - e quem gostar pode juntar um bocadinho de alho também - que vão ao forno simultaneamente com o salmão.
Depois é tirar do forno e servir, de preferência acompanhando de vinho branco. E pronto, já está.

Não há fotografia porque é muito difícil fotografar comida sem que fique a parecer nojenta, e porque já ia a meio da posta quando me lembrei.

Nota-se que voltei?

Ai ai, não há nada como p(r)o(cra)st(in)ar no trabalho.

O que nos faz falta são amigas destas:


via gmail chat

Azulinhas, com reflector fluorescente nas pernas

Hoje estreei finalmente as minhas calças impermeáveis, compradas na Hema, secção infantil. Estão-me grandes.

Holanda, este país desenvolvido

Um colega meu esteve com gripe durante uma semana, logo após ter viajado. Telefonou ao médico, mas, como não chegou a ter febres de 40 graus, não foi visto. Ou seja, numa altura em que existe uma pandemia a nível mundial, que tem matado que se farta, ele não foi examinado nem testado contra a gripe A e por isso nunca se saberá se era ou não o H1N1. Ele próprio tem dúvidas, mas, como não morreu, já não está muito preocupado. Esquecem-se é que, mesmo sendo ele resistente, poderá ter andado (ou andar ainda) a transmiti-lo a outras pessoas. E aqui a partilhar o mesmo gabinete somos só mais cinco. Mas tudo para poupar uns tostões ao sistema nacional de saúde, que deve ser o único no mundo que ainda não acredita que a gripe anda aí. Deve ser porque os vírus não se vêem. E eu acho uma piada a isto que nem vos conto. E muito normal, também. Mas por precaução: alguém me manda uma caixinha de tamiflu?

Adenda: Segundo a minha amiga R., na Dinamarca também é assim. Se puderem arranjar uma caixinha também para ela, agradece-se.

28 de Julho de 2009

Impotência

Nem sei o que dizer a esta notícia. Apenas que ainda um longo caminho se tem de percorrer no que concerne os direitos humanos, e, particularmente, das mulheres.

RIP


Merce Cunningham (16.04.1919 - 26.07.2009)

Primeiro Pina, agora Merce. A dança fica mais pobre.

21 de Julho de 2009

E quando se falou em praia, eu até tremi

Uma pessoa percebe claramente que está velha quando, depois de noitadas até ao amanhecer, e tendo deixado o carro noutro lado, começa a ter pensamentos assassinos relativamente às almas que se lembram de ainda ir tomar o pequeno almoço e depois ir ver o nascer do sol ao cimo da serra.

19 de Julho de 2009

Actualizações

A mala apareceu. Já tenho computador. Já tenho brincos. Já tenho o que calçar. Posso finalmente descansar e pôr-me ao sol. Próxima paragem: Lagos.

18 de Julho de 2009

Na Bica

Ao meu lado num bar, JP Simões pede uma imperial. Olha para mim e sorri-me. Retribuo e digo-lhe baixinho: gosto muito de si.

(não me ofereci como escrava, timidez não permite, mas tive pena)

Porque é que eu gosto tanto de vir a Lisboa

Chego à bica pelas duas, e assim que começo a descer encontro o meu amigo Alex, que conheci em São Francisco e não via desde então, mas que tinha fé que me iria encontrar no eixo maria caxuxa - bica, e encontrou mesmo. Continuamos a descer, e encontramos a Eunice, amiga de amigos meus, e que o Alex conheceu em plena Broadway em Nova Iorque. What are the odds? Não sei. Sei que o mundo é uma ervilha, mas Lisboa é meia.

Deve ser da cor

Piada da noite: "Dás uns ares à Ditta von Teese."

Singularidades de uma rapariga loira, que, não sendo burra, vê certamente muito mal.

Portugal: dia 1

A vinda a Portugal começou logo muito bem. Malas à partida: 2; malas à chegada: 1. A mala perdida (e da qual até agora ainda não há notícias) era a de mão, que à porta do avião me obrigaram a deixar, porque as bagageiras estavam cheias. Resultado: a minha enorme colecção de brincos poderá estar perdida para todo o sempre, bem como todas as minhas sandálias, incluindo os três pares por estrear, sendo que o meu calçado estival neste momento se resume a um par de havaianas e umas sabrinas brancas que tinha cá deixado. Ah, é verdade, e o meu portátil também estava lá. Lá está, a pessoa leva na mala de mão as coisas que não quer perder, e é por isso mesmo que existe o conceito de bagagem de mão. Pena que na air france não o tenham compreendido muito bem.
De modo que neste momento me encontro offline, praticamente descalça, e desadornada.
(pedi a uma amiga para vir à internet em sua casa)

17 de Julho de 2009

Dois pesos, duas medidas

Sempre que alguma mulher expressa algum tipo de desilusão/indignação ao saber que um rapaz que admira artística e intelectualmente anda com uma rapariga conhecida por outros atributos que não propriamente inteligência, os seus pares nunca percebem porquê, uma vez que lhes parece naturalíssimo e mais que legítimo. Aliás, faz ele muito bem, quem não gosta de umas boas mamas? Que importa se não sabe onde fica a península ibérica?
Já se, digamos, a Paula Moura Pinheiro, começasse uma relação com, sei lá, a título de exemplo, um Cristiano Ronaldo, aí já era o ai Jesus, que não pode estar boa da cabeça, é a senilidade, só pode, agora depois de velha é que lhe deu para isto. Mas aí já é diferente, claro.
Pois não, pois claro que não percebem. Porque são homens.

16 de Julho de 2009

Percebemos que até devemos ter algum jeitinho para a coisa...

... quando, em véspera de ir de férias, e não gostando de desperdiçar comida, se resolve atirar para uma frigideira tudo o que se tem no frigoríco e que, não se podendo congelar, se pode estragar - a saber: batatas cortadas às rodelas, cogumelos, tomate, salmão fumado, queijo - e, contra todas as expectativas, dada a fraca compatibilidade dos ingredientes, aquilo até fica bom.

A partir de ontem, e para todo o sempre, o meu novo blogger preferido


O Alfaiate Lisboeta

Acho que não é preciso explicar porquê.

(Falo, evidentemente, do seu óbvio bom gosto a vestir...)

Quadros estivais (cada vez mais perto)


Presentinho da Sofia

Depois, sinto-lhe a falta em pequenas coisas, triviais, curriqueiras


New wave Acapulco

Como quando ainda há 10 minutos tive vontade de lhe ligar a correr para lhe dizer "nem imaginas, acabei de descobrir que a Villeroy & Boch relançou uma nova versão do Acapulco!", o serviço pelo qual se apaixonou e foi comprando, mês a mês, prato a prato, com os primeiros ordenados, e onde comi a vida toda. Assim, resta-me escrevê-lo aqui, que não há mais ninguém a quem interesse este tipo de detalhes.

(Posso ser estudante ad eternum, pobretanas, a viver num apartamento minúsculo, decorado e recheado a ikea, que custa o mesmo que a mensalidade do colégio de filhos de algumas pessoas, que, felizmente, e ainda assim, conheço o que é bom. E o meu gosto pela mesa, por boas louças e outros requintes, que me leva a entrar em lojas onde não posso comprar, herdei-os dela.)

Amanhã, por esta hora

Encontrar-me-ei algures entre Paris e Lisboa, não sei se ainda em terra, se já no ar, a caminho de casa. Depois jantarei com amigos no Nepalês, para quase de certeza acabar a noite entre o Maria Caxuxa e a Bica. Às vezes, o para não variar sabe muito bem.

Amiguinhos do meu coração

Qual a conversa que não devem ter com moçoilas que até podem achar engraçadas e interessantes, se quiserem continuar essa conversa sem que elas vos espanquem publicamente:

- ah, que idade tens? ...ah, sim, ninguém diria, mas sabes, agora há umas empresas especializadas em congelar óvulos para mulheres como tu, que estão a ficar um bocado velhas (para parir, digo eu) e querem salvaguardar o seu futuro.

Devo dizer, como quase trintona, que esta será possivelmente a conversa mais irritante que nos podem dar. Vamos cá ver: engravidar e parir, qualquer uma pode. Mas para nós, mulheres independentes e evoluídas, é mais que isso: é disponibilidade, responsabilidade, e outras coisas que ade. Não é apenas abrir pernas e parir, sem pensar no que se pode oferecer à criança. Tenho muitas amigas/conhecidas que fazem as maravilhas dos defensores da natalidade, e que tendo a minha idade têm 2 ou 3 crianças, de pais diferentes, parecem 10 anos mais velhas, vivem com a mãe, com o salário miserável de empregada de balcão de tabacaria, e que nunca na vida poderão proporcionar aos seus filhos estudos no estrangeiro. E muito bem, dirão muitos, que nem todos podem ser doutores, mas, se não se importam, do que quero para os meus filhos, se os tiver, sei eu. E garanto que as minhas amigas que pariram aos 18 anos não irão proporcionar melhor. Mais, se quando chegar a altura não puder, fisicamente, o que não faltam é crianças a precisar de um lar e de pais que as criem. E para mim pais são quem cria, que procriar qualquer atrasada mental consegue.

15 de Julho de 2009

Always on my mind


The Highwaymen: Willie Nelson, Johnny Cash, Waylon Jennings and Kris Kristofferson.

A minha mãe gostava muito do Willie Nelson.

Não me esqueço

Se estivesse viva, a minha mãe faria hoje 59 anos. Sinto muita falta da minha mãe, todos os dias. Sinto falta de deitar a minha cabeça no seu colo, e de a deixar entrelaçar os dedos nos meus cabelos, no conforto silencioso daquela intimidade. Nunca mais deitei a cabeça num colo, nunca mais deixei uns dedos entrelaçarem os meus cabelos, nunca mais abri a redoma daquela maneira. E sei que, da mesma forma, nunca mais o farei.

Absolutely fabulous



Como conseguir este ar saudável? É simples: se não tiverem dinheiro, é deixar de comer e vomitar muito; se tiverem, muita coca é tiro e queda. Ah... e deixar de lavar o cabelo.

E pelo menos desta vez não vim de fita na tola



Ó pra mim tão raquiticazinha, ninguém diria que já não como desde Setembro passado. Mas pelo menos já deixei de ser a amiga gorda da Paris Hilton, valha-me santa anorexia. E estes sapatos ficam-me a matar, não acham? Realçam-me os ossos.

E já que estamos de mão na massa

Outra coisa que também não consigo entender é como é que com tanta gaja de jeito que anda por aí, as fashionistas escolhem sempre como role models e it girls umas lambisgóias enfezadas com cara de inanição e de quem já vai em estado avançado de anemia, como a pirosa da Nicole Richie ou as pindéricas das irmãs Olsen, a quem muita falta faziam umas aulinhas de ballet com a Neilma, a ver se andavam de costas direitas. Ainda por cima, nunca fizeram nada de jeito na vida, tirando pavonear-se com trapinhos e ganhar dinheiro com isso. E com as mongas das suas seguidoras, que vão a correr comprar tudo igual. É que não se aguenta.

Ai que linda, parece mesmo uma puta


Scarlett Johansson na nova campanha para a Mango

Pardon my french, mas foi o que me veio à cabeça quando vi esta fotografia. E achei que a minha espontaneidade mental a ilustrava na perfeição.

(acho muito giro isto da moda, e do facto das fashionistas acharem tudo o máximo - uau! - só porque é a Scarlett e uma produção de moda, um must, quando qualquer pessoa que me aparecesse assim à frente eu pensaria ter vindo directamente da conde redondo ou da rovisco pais. ou quanto muito, vá, de uma discoteca manhosa, assim tipo rasputine ou forte velho. mas aposto que ainda vai aparecer no e deus criou a mulher e tudo o que é blog. e é por isso que eu nunca vou perceber nada de moda. ou de gostos.)

Ando com uma vontade de trabalhar doida...



Ainda bem que só faltam dois dias...

14 de Julho de 2009

Great tweets of science



Clicar para ver melhor. Daqui.

Haviam de me pôr a mandar


Bem que eu já disse o mesmo aqui há uns tempos. Mas enquanto não se começar a olhar para os estudantes reais, em vez dos pequenos génios ideais que se pensa existirem, não se chegará a lado nenhum e em Portugal continuar-se-á a não ler.

Está quase

Este Alzheimer mata-me

De repente, um pedido de amizade no Hi5, uma tal de Nany. Assim à partida não me lembro de conhecer nenhuma Nany, até porque é um nome que dificilmente esqueceria - lembro-me, por exemplo, de uma Fanny que tinha olhos tortos e tinha vindo lá da frança e que andou comigo no Ramalhão -, mas lá sigo para as fotografias. Primeiro uma, no, doesn't ring a bell, depois a outra, still don't know her, depois outra e mais outra, vai o álbum quase inteiro e vou confirmando que realmente não conheço a tipa de lado nenhum. Fixe, mais uma que vai levar com um "No thanks". Até que, por descargo de consciência, lá vou ver se temos amigos em comum, e qual o meu espanto quando aparecem 8 amigos em comum, todos da minha turma no secundário. Querem ver que ela era da minha turma e eu não me lembro? Mas mesmo que tenha sido, que sentido fará "ser amiga"de uma pessoa de quem de todo não me lembro, mesmo que não queira parecer antipática só porque tenho um bocadinho de Alzheimer? E agora não sei se a hei de aceitar como amiga ou não... Ai, dilemas, dilemas.

13 de Julho de 2009

Crash into me


Dave Matthews Band

You've got your ball
You've got your chain
Tied to me tight tie me up again
Who's got their claws
In you my friend
Into your heart I'll beat again
Sweet like candy to my soul
Sweet you rock
And sweet you roll
Lost for you I'm so lost for you
You come crash into me
And I come into you
I come into you
In a boys dream
In a boys dream
Touch your lips just so I know
In your eyes, love, it glows so
Im bare boned and crazy for you
When you come crash
Into me, baby
And I come into you
In a boys dream
In a boys dream
If I've gone overboard
Then I'm begging you
To forgive me
In my haste
When I'm holding you so girl
Close to me
Oh and you come crash
Into me, baby
And I come into you
Hike up your skirt a little more
And show the world to me
Hike up your skirt a little more
And show your world to me
In a boys dream.. in a boys dream
Oh I watch you there
Through the window
And I stare at you
You wear nothing but you
Wear it so well
Tied up and twisted
The way Id like to be
For you, for me, come crash
Into me

Como o amor à ciência não tem limites

Amanhã logo pela manhã vou dar sangue aqui aos meus colegas de grupo, que precisam de 80 ml para as suas experiências. A minha única preocupação era de que fosse o Bram ou o Ding a espetar-me a seringa, mas afinal não, há enfermeira e tudo. Enfermeira, e bolachas, que também são de grande importância caso se me esteja para dar um badagaio.

11 de Julho de 2009

Where is my love


Vi-a em São Francisco num concerto irreprodutível e único como só dela no Warfield

10 de Julho de 2009

Pérola da semana

"Se for dar um passeio pela praia e se for nas minhas conversas com Deus, muitas vezes 'falo' em inglês. Sei que é uma coisa completamente absurda, para a qual não tenho explicação. (...) Deus é multilingue, mas talvez perceba que o inglês é mais incisivo para certas coisas."

Alexandra Solnado, perdão, Laurinda Alves, em entrevista ao Sol

Encontrada no Delito de Opinião

Contagem decrescente

Luna Maria, a raínha do refogado


Cortador de cebola (e outros vegetais, vá) = 6€. É tão fácil fazer-me feliz.

I HEMA

(agora livrem-se de me vir dizer que estas coisas não funcionam, ou assim, que eu não quero saber e posso muito bem desiludir-me sozinha)

Sim, estamos em Julho

Acreditem ou não, como se não bastasse o temporal que se pôs e o frio que está lá fora, por causa do ar condicionado, aqui dentro faz tanto frio que tenho vestido o polar interior do meu casaco de neve.

9 de Julho de 2009

Que não haja cá confusões

Caso não tenham reparado, há uma grande diferença entre a minha ex-roommate do coração e o mono do francês.

Próxima paragem: SOL

Agenda

E agora o importante: o que é que se passa de interessante em Lisboa e arredores de 17 a 27 de Julho?

Ah, é verdade

Decidi assim de repente que me apetecia ir a portugal e marquei bilhete para a semana que vem. De 17 a 27 volto à pátria. Quem quiser, sabe como me encontrar. Estarei o mais possivel estendida ao sol, em frente ao mar, e de preferência simultaneamente. Nos sítios do costume, pois claro.

E dizias tu que não éramos siamesas...

Acabei de reparar que tenho 98 amigos em comum no facebook com a minha ex-roommate do coração.

Começar bem o dia


Mushaboom, mushaboom, volume no máximo.

8 de Julho de 2009

Girl power

Finalmente as mudanças

Depois de dois dias a pintar, lá chegou o dia das mudanças. Sexta feira à noite tinha chegado a Mingzinha, depois de 2 horas de comboio desde Nijmegen, e no Sábado veio a sôdona Andorinha com sua viatura, elemento essencial para uma mudança bem sucedida. Umas santas criaturas que vieram de propósito para me ajudar, sem as quais estava bem lixada que é para não dizer fodida, e a quem serei eternamente grata. Tudo a correr bem, até que depois da primeira visita à casa nova nos vamos embora deixando a chave lá dentro. Toca de ligar à senhoria umas 40 vezes, que finalmente atendeu pelas 5 da tarde, quando eu já começava a pensar que não era desta que me conseguia mudar.

Durante a espera, fomos desmontando o quarto e trazendo a mobília do primeiro andar para o rés do chão. O meu flatmate, esse, ajudou imenso. Até estou espantada com tamanha iniciativa: ajudou a levar a minha cómoda da entrada da casa para o carro. Eu aqui sempre a dizer mal dele e afinal era tudo uma injustiça, que ele até se mexeu. É verdade que durante todo o tempo em que desmontámos o meu quarto inteiro e alancámos com a minha mobília escadas abaixo, ele esteve a falar ao telefone, mas disse que se precisássemos era só pedir. Claro que vendo 3 matulonas de metro e meio e 50 kg, há de ter achado que fazíamos aquilo com uma perna às costas, pelo que não era de todo necessário, e até nos fazia bem o exercício. No fundo, estava a pensar no nosso bem.

Depois, foi fazer viagens entre as duas casas, carregando numa, descarregando noutra, até não haver mais nada a levar. E a verdade é que demos conta do recado, mesmo tendo quase dado cabo de um dedo do pé quando me caíu a estante em cima a descer as escadas e aberto o lábio de encontro ao sofá que esbarrou na porta, para além de ter umas quantas nódoas negras pelo corpo todo. Mas conseguimos chegar ao fim sem hospitalizações, o que para mim já foi muito bom. Pronta para outra? Espero bem que não.

7 de Julho de 2009

Bitching


Educada em pequena num colégio misto, tive a oportunidade de verificar que os rapazes resolviam os conflitos com insultos, de preferência na presença de testemunhas, ou então através de demonstrações de força física. Uma questão de testosterona, concluí. Com as raparigas era diferente. Elas resolviam os seus ódios com uma espécie de maldade social: má-língua, boatos, comentários cruéis, todos raramente ditos na presença da vítima.

in Bomba Inteligente

Através deste texto da Charlotte, cheguei a este outro "The "Bitch" Evolved: Why Girls Are So Cruel to Each Other", que explica porque é que geralmente as raparigas são tão cabras umas para as outras. Explica também o estilo de retaliação que usam relativamente às suas rivais, e que passa por uma espécie de sabotagem social, manchando a sua reputação com boatos e fofocas cruéis, em vez de confronto directo.

"And if this little pigtailed girl is anything like the rest of her gender, in just a few years’ time she will unfortunately morph into an eye-rolling, gossiping, ostracizing, sarcastic, dismissive, cliquish ninth-grader, embroiled in the classic cafeteria style bitchery of adolescent female social politics."
[...]
"While teenage boys and young male adults are more prone to engage in direct aggression, which includes physical acts of violence such as hitting, punching and kicking, females, in comparison, exhibit pronounced social aggression, which includes such obnoxious things as mentioned in the various acts of bitchery listed above."


E este artigo, que recomendo vivamente, remete-me imediatamente para algo que tem acontecido recentemente na blogosfera, e que é a assumpcão de falsas identidades por meninas - segundo o artigo, o comportamento é mais comum na adolescência, entre os 15 e os 19 anos, pelo que não sendo já meninas, serão apenas atrasaditas mentais infantis - invejosas, que procuram denegrir socialmente bloggers conhecidas e com mais sucesso que as próprias, na esfera em que a sua popularidade é maior, a bloga, tentando que sejam excluídas e repudiadas pelos seus pares. Esquecem-se é que, na grande maioria, não somos já adolescentes, já passámos por isso há muito tempo e não somos tão facilmente manipuladas ou enganadas. Principalmente com tão pouca arte, e por maquiavelicazitas de pé de chinelo.

E antes da cena "aquela panela é minha", "não, não é"

Já tinha sido a da televisão que me foi emprestada por um amigo, e que está no vão da escada a roubar imeeeenso espaço à sala. Depois de ouvir duas vezes que a tinha de trazer porque estava a ocupar espaço, lá tive de responder que estou a pagar Julho inteiro, e se não lhe parecia que 700€ chegavam para alugar o espaço da televisão até ao fim do mês. A sério, eu não gosto de ter de lembrar estes detalhes, mas tendo em conta que tenho sido comida - salvo seja - a torto e a direito nesta história, a certa altura não dá mais. Se isto é assim numa simples mudança de casa, faço ideia o inferno que seja uma separação.

(a cena da panela tem ainda mais piada se pensarmos que deixei dois sofás, uma mesa e uma televisão em troca das coisas de cozinha. a sério, isto tem sido muito engraçado.)

6 de Julho de 2009

Antes de escrever o grande post sobre as mudanças


Queria só dizer que graças a Deus fui uma menina previdente e guardei todos os recibozinhos do IKEA, o que é muito útil na hora de provar que o conjunto de duas caçarolas e um tacho ANNONS, que custou a módica quantia de 7.99€, e do qual até nos lembramos de aparafusar as tampas de vidro, é mesmo nosso, comprado com o nosso dinheirinho, e não o estamos a levar à socapa nas partilhas. Aprendam comigo, meninas. Guardem sempre os papelinhos todos, que nunca se sabe quando vos poderão tentar acusar de estarem a fazer confusão.

(a minha ex-roommate do coração, que sempre gozou com as minhas folhinhas de excel com inventários, e os recibos todos bem guardados, bem que reconheceu a sua utilidade quando foi a hora de vender tudo sem sermos demasiado engrupidas nos preços. as vantagens são imensas, a sério.)

3 de Julho de 2009


Farrah Fawcet

Recebi está imagem no dia ou no dia seguinte à sua morte. Não me pareceu apropriado publicá-la nessa altura, por um certo pudor. Pareceu-me que adornar a minha série com a sua fotografia no dia da sua morte roçaria o oportunismo, e abstive-me de o fazer. Faço-o agora, em jeito de homenagem.

É que não há pachorra

Serei a única pessoa da blogosfera a estar-se bem cagando para os cornos do Manuel Pinho? É que assim de repente, vêm-me à cabeça dois ou três problemas maiores no mundo.

Coisas estranhas

O Facebook sugerir-me como amigo um almirante amigo do meu pai. Vamos cá ver, eu até conheço o senhor, mas não me estou a ver a adicioná-lo e partilhar com ele fotografias de festas de copo na mão. Tal como não estou a ver que raio de critérios usam para estas probabilidades de amizade. É que sempre são pelo uns 30 anos a mais que eu, sem amigos facebookianos em comum, que felizmente o meu pai não adere a estas redes virtuais. Há coisas muito estranhas, há há.

2 de Julho de 2009

E ainda foi só a 1ª de mão

Estive a pintar. Paredes, entenda-se, e estou a morrer. É que eu nunca tinha pintado na vida, e embora com uma pequena achega da minha amiga Rita, que me tentou mentalizar, a verdade é que eu não estava preparada para aquilo. Nunca ninguém me tinha avisado que aquilo era assim. Dói-me o corpo todo, em especial as articulações das mãos, pulsos, e ombros, sem falar das costas. Tive umas cãibras lá no meio, magoei-me no calcanhar num degrau do escadote, e tenho tinta por todo o lado, que ainda estou para ver como é que vai sair do cabelo. Estou toda entrevada, e ainda agora comecei. Estou a ver que esta mudança me vai sair do lombo, literalmente. Eu definitivamente não nasci para isto.

Pearce Sisters



A melhor animação. Podem vê-la aqui.

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Adenda: Claro que ninguém vai ver isto, mas é uma pena, porque é mesmo bom.

You must be kidding me

Devido a um mal entendido, e mau timing, principalmente, o meu tax return atrasou-se. Tendo preenchido tudinho nos prazos certos, já deveria ter recebido a devolução, não fosse terem tentado confirmar o meu endereço junto à câmara municipal durante o processo de mudança do mesmo. Mas adiante. Devido a este equívoco entre morada velha e nova, recebi uma carta a pedir que enviasse o novo endereço, ou telefonasse para lá para resolver o assunto. Assim fiz. Ligo para o número, e não percebendo nada de holandês vou pressionando aleatoriamente os números das opções até conseguir ir parar a um ser vivo. E eis que, finalmente sendo atendida, me dizem que têm muita pena, mas que não podem falar comigo em inglês, só em holandês. Pensei que só podiam estar a gozar. Perguntei se seria diferente caso fosse pessoalmente lá às finanças. Não, nesse caso precisaria de levar um intérprete, pois só em holandês posso resolver a minha situação. Isto tudo, by the way, foi-me dito num inglês fluente.
Ou seja, para me sugarem o meu dinheirinho todos os meses nunca precisei de falar holandês, agora para mo devolverem já preciso? Fiquei, pardon my french, bem fodida. Felizmente, aqui a secretária do departamento é uma querida e prontificou-se a ajudar-me, ou então estava bem lixada. É que eu ainda percebia se os funcionários não falassem inglês, pronto, agora falando perfeitamente, qual é o problema?